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Economia & Finanças Postado em segunda-feira, 25 de junho de 2018 às 16:29
Vale a pena ainda produzir calçados na China? Sim e não. A Adidas e a Nike, por exemplo, estão progressivamente se afastando da Grande Muralha. O CEO da multinacional esportiva alemã Kasper Rørsted disse que 44% dos calçados da marca foram produzidos no Vietnã no ano passado, em comparação com 31% cinco anos atrás. A Nike, por outro lado, que já produziu 32% de seus pares na China reduziu esta participação para 19¨%, em 2017. Por quê? Simples: é uma questão de custos.

De acordo com dados publicados no site da associação Itália-Asean, um trabalhador do calçado em Pequim recebe 7 dólares por hora (em comparação com 42 nos EUA), enquanto no Vietnã, o custo é de 2 dólares por hora. No entanto, a mão de obra chinesa é considerada qualitativamente melhor que as demais, atraindo produções de designers e produtos com margens maiores.

Este é o caso da Balenciaga, que para a Triple S escolheu a China (abandonando a Itália) pelo “savoir-faire e a capacidade de produzir sapatos mais leves”. O South China Morning Post informou que os tênis de marca francesa agora são feitos em Putian, um lugar “conhecido por produzir tênis falsos" isto significa que as falsificações feitas na China são excelentes.

Já em 2011, Miuccia Prada disse ao Wall Street Journal que: “Cedo ou tarde, isso acontecerá a todos porque a produção chinesa é muito boa”. Resultado: as fábricas de Pequim trabalham mais frequentemente com marcas de luxo, mas as oportunidades de produção mais agressivas em termos de custos de produção vêm do Vietnã, da Indonésia e da Tailândia.

Fonte: Couromoda