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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 12 de março de 2019 às 21:14
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou pelo quarto mês consecutivo. A alta foi de 3,3%, de 101 pontos em janeiro para 104,3 pontos em fevereiro, a pontuação ficou dentro da área de satisfação, o maior patamar desde março de 2015. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve um avanço de 10,7%, quando o índice marcava 94,3 pontos.

O ICF é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e varia de zero a 200 pontos, dos quais abaixo de 100 pontos significa insatisfação, e acima de 100, satisfação em relação às condições de consumo.

Dos sete itens analisados, seis obtiveram aumento em fevereiro, com destaque para Acesso ao crédito, que atingiu o maior patamar desde maio de 2015: de 97,1 pontos em janeiro para 102,3 pontos em fevereiro, alta de 5,3%. Na comparação com fevereiro de 2018, a elevação foi de 12,4%. No mês, foram 36,2% dos que responderam que está mais fácil a contração de empréstimos para compras de longo prazo. Há um ano, o porcentual era de 30,1%.

Em termos de variação, o destaque ficou por conta do item Momento para duráveis, que subiu 6,7%, ao passar de 77 pontos em janeiro para os atuais 82,2 pontos. Segundo a FecomercioSP, é a quarta elevação consecutiva, influenciada pelos períodos de Black Friday, das compras de Natal e das liquidações de início de ano. Para a Entidade, os consumidores melhoraram a percepção de que é um bom momento para a compra desses produtos em virtude da facilidade de crédito, como foi visto no item anterior. Entretanto, 38% dos entrevistados ainda afirmaram que é um mau momento para realizar esse tipo de compra. Há um ano, o porcentual era de 33,8%.

Ainda de acordo com a pesquisa, as famílias estão planejando mais gastos para os próximos meses. O item Perspectiva de consumo atingiu o maior patamar desde abril de 2014: de 108,6 pontos em janeiro para 113,8 pontos em fevereiro, alta de 4,7%. Em relação ao mesmo período do ano passado, foi o que mais cresceu, com alta 17,9%. No mês, foram 42,1% dos que responderam que os gastos de suas famílias e da população em geral devem ser maiores nos próximos meses, 10,7 pontos porcentuais acima do registrado em fevereiro de 2018.

Para a entidade, o aumento do consumo tem a ver com as melhoras na segurança da renda familiar e do emprego. O item Renda atual subiu 2,7%, passando de 107,7 pontos em janeiro para os atuais 110,5 pontos. No comparativo anual, alta de 5,4%. O Emprego atual passou de 120,4 pontos em janeiro para 123,7 pontos em fevereiro, aumento de 2,8%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a alta foi de 10,1%. Por outro lado, Perspectiva profissional sofreu queda de 1,2%, mas continua sendo o item mais bem avaliado do ICF, com 126 pontos, ante os 127,5 pontos de janeiro. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve alta de 7,9%.

Já o item Nível de consumo atual foi o que registrou a pior avaliação no mês, ainda na zona de insatisfação, apontando 71,8 pontos, ante os 68,8 pontos de janeiro, mesmo com elevação de 4,4%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, subiu 12,5%.

Faixa de renda

Na análise por faixa de renda, houve crescimento em ambos os grupos, com destaque para renda superior a dez salários mínimos (SM), alta de 5,7%: de 111,3 pontos em janeiro para 117,3 pontos em fevereiro, maior valor desde março de 2014. No grupo com renda abaixo dos dez SM, a alta foi de 2,3%, ao passar de 97,5 pontos em janeiro para os atuais 99,7 pontos, o maior patamar desde abril de 2015.

Desde dezembro de 2014, o ICF não tinha cinco itens no patamar de satisfação, acima dos 100 pontos. De acordo com a FecomercioSP, as melhorias nas variáveis econômicas, como recuperação do emprego, inflação mais baixa e juros menores, têm influenciado o aumento de intenção do consumo das famílias. Além disso, as promoções de início de ano também contribuíram para a elevação do índice.

Segundo a FecomercioSP, a expectativa é que com o encaminhamento da Reforma da Previdência, seguido da aprovação, haverá ajuste das contas públicas e melhora na economia, o que deve manter o ICF em alta.

Fonte: Novarejo