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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 09 de outubro de 2018 às 06:37
A indústria brasileira foi pressionada em agosto pelos bens intermediários e registrou contração inesperada no mês em meio a um ambiente de atividade econômica fraca e incertezas às vésperas da eleição presidencial.

A produção industrial caiu 0,3 por cento em agosto na comparação com o mês anterior, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado foi o segundo negativo após queda de 0,1 por cento em julho, o que não acontecia desde o final de 2015. O dado também contrariou a projeção em pesquisa da Reuters com economistas de alta de 0,20 por cento.

“Na série histórica da indústria é possível observar que, sempre que tem um movimento de queda, de alguma forma, ele é compensado, no mês seguinte, com crescimento. Desde setembro a dezembro de 2015, não se via dois meses em sequência de resultados negativos”, explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.

Em relação ao mesmo mês do ano passado, o setor apresentou avanço de 2,0 por cento na produção, terceira leitura positiva, mas mais fraca que a expectativa de crescimento de 3,20 por cento.

A leitura mensal foi pressionada principalmente pela queda de 2,1 por cento na produção de Bens Intermediários, interrompendo dois meses consecutivos de crescimento na produção.

Também apresentou perdas a categoria de Bens de Consumo Semiduráveis e não Duráveis, de 0,6 por cento sobre julho.

Por outro lado, a produção de Bens de Capital, uma medida de investimento, avançou 5,3 por cento, enquanto os Bens de Consumo Duráveis tiveram aumento de 1,2 por cento na produção.

Entre os ramos, 14 dos 26 pesquisados apresentaram perdas, com destaque para a queda de 5,7 por cento de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, após registrar avanços desde março.

O ambiente no país é de fortes incertezas com o ritmo fraco da atividade e com as eleições presidenciais, o que vem prejudicando tanto o consumo quanto o ímpeto de investimento dos empresários.

A última pesquisa Focus realizada pelo Banco Central com economistas mostra que a expectativa para o crescimento da indústria neste ano é de 2,78 por cento, com a projeção para o PIB em 1,35 por cento.

Fonte: Exame
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 03 de outubro de 2018 às 06:42
Os seis indicadores da Sondagem Industrial do RS, divulgada nesta quinta-feira (27) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), evoluíram em agosto na comparação com julho. Isso significa que o ritmo de crescimento da atividade no setor acelerou, com a produção atingindo 56,6 pontos, aumento de 3,9 em relação ao mês anterior. “O percentual de utilização da capacidade instalada das fábricas cresceu, assim como havia ocorrido em julho, e os estoques estão se ajustando. Outro aspecto a ser considerado é o de que a produção teve alta pelo terceiro mês consecutivo e a expansão foi a mais acentuada para o mês desde 2010”, afirma o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry, ressaltando, porém, que a mesma pesquisa detectou uma diminuição do otimismo dos empresários para os próximos seis meses.

Também relevante na Sondagem de agosto foi a retomada do emprego após três meses seguidos de queda: o indicador passou de 47,4 em julho para 50,9 pontos, ficando acima de 50, valor que indica aumento no número de empregados. Já a ociosidade nas fábricas caiu, pois a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 69% para 70%, assim como o índice que a mede em relação ao nível usual, que subiu 4,4 pontos, para 46,9 no período. É o maior valor desde fevereiro de 2014. Nos últimos 54 meses, a UCI nunca esteve tão próxima do nível usual de 50 pontos.

O índice de evolução mensal dos estoques de produtos finais ficou em 50,3 pontos no mês, revelando estabilidade em relação a julho; enquanto o que mede o nível em relação ao planejado atingiu 51, um pouco acima do previsto pelas empresas.

EXPECTATIVAS

Com o cenário apresentado pela Sondagem Industrial, as expectativas dos empresários gaúchos para os próximos seis meses continuaram positivas em setembro, mesmo que tenham caído se comparadas com agosto. Os índices de demanda (57,3 pontos), de compras de matérias primas (54,4) e de quantidade exportada (53,4) permaneceram projetando crescimento em setembro, mas caíram, respectivamente, 2,7, 1,0 e 1,8 pontos.  Já o índice de emprego alcançou 50,6, o que é 0,3 ponto maior do que no mês anterior.

Diante das incertezas decorrentes do futuro eleitoral e econômico, o empresário gaúcho está mais cauteloso. De agosto para setembro, a intenção de investimento recuou 0,3 ponto, ficando em 51,5. O percentual de empresas que pretendem investir foi um pouco maior do que as que não têm esta intenção: 50,9% ante 49,1%.

Fonte: Fiergs