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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 10 de abril de 2018 às 20:14
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) caiu para 101,9 pontos em março e está 0,8% menor do que o registrado em fevereiro.  Essa foi a segunda queda consecutiva do indicador, que continua abaixo da média histórica, de 108 pontos, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (4). "A queda de março mantém um índice em um patamar muito baixo, mostrando a preocupação dos brasileiros com a economia", diz o economista da CNI Marcelo Azevedo. 


De acordo com o levantamento, a redução do INEC é resultado da diminuição do otimismo dos brasileiros em relação ao desempenho da inflação, do emprego e da renda nos próximos seis meses. O índice de expectativa de inflação caiu 2,7%, o de desemprego recuou 2,6% e o de renda pessoal diminuiu 2,9% em março frente a fevereiro.  Quanto menor o índice, maior é o número de pessoas que espera o aumento da inflação e do desemprego e a queda da renda pessoal. 

SITUAÇÃO FINANCEIRA - A pesquisa da CNI mostra ainda que as expectativas em relação à situação financeira e à disposição de compras de maior valor melhoraram um pouco. O indicador de expectativas de compra de maior valor aumentou 1,4% e o de situação financeira cresceu 0,6% em relação a fevereiro, mostrando que melhorou a avaliação dos consumidores sobre a situação financeira em geral. O indicador de endividamento caiu 0,4% na comparação com fevereiro, mostrando que houve um pequeno aumento das dívidas. 

Azevedo destaca que o INEC antecipa tendências da economia. "Pessoas confiantes, com expectativa otimista sobre os preços, o emprego, a situação financeira e o baixo endividamento, tendem a comprar mais. O aumento do consumo é importante para a retomada da atividade e da produção", completa o economista. 

Fonte: CNI
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 10 de abril de 2018 às 20:10
A balança comercial brasileira segue acumulando saldos postivos e na quarta semana de março registrou superávit de US$ 1,505 bilhão, resultado de exportações de US$ 4,580 bilhões e importações de US$ 3,075 bilhões. Em março, até a quarta semana, as exportações foram de US$ 16,295 bilhões e as importações de US$ 11,144 bilhões, o que resultou em um saldo positivo de US$ 5,151 bilhões. No ano, as exportações acumulam US$ 50,576 bilhões, as importações, US$ 37,753 bilhões, com um superávit de US$ 12,823 bilhões.

A média diária das exportações, na quarta semana de março, foi de US$ 916,1 milhões, valor 6,2% menor que o registrado no acumulado do mês até a terceira semana (US$ 976,2 milhões). Nessa comparação, houve queda nas vendas externas de produtos das três categorias: semimanufaturados (-19,5%) – principalmente por conta de semimanufaturados de ferro e aço, celulose, açúcar em bruto, ferro-ligas, couros e peles; básicos (-8,2%) – desempenho influenciado por minério de ferro, farelo de soja, soja em grão, milho em grão, minério de cobre; e manufaturados (-0,7%) – devido a óleos combustíveis, aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, motores e turbinas para aviação, açúcar refinado.

A média diária das importações na quarta semana do mês (US$ 615 milhões) foi 8,5% menor que a verificada até a terceira semana do mês (US$ 672,5 milhões). Nesse período comparativo, houve queda de nas aquisições de combustíveis e lubrificantes, farmacêuticos, bebidas e álcool, equipamentos eletroeletrônicos, produtos plásticos; aeronaves e peças.

No acumulado do mês, as exportações cresceram 9,8% ao se comparar a média diária até a quarta semana (US$ 958,6 milhões) com a registrada em março do ano passado (US$ 872,8 milhões), com aumento das vendas de produtos semimanufaturados (15,9%) – com destaque para celulose, ferro-ligas, açúcar de cana em bruto, madeira serrada ou fendida zinco em bruto; básicos (10%) – puxados por petróleo em bruto, soja em grão, farelo de soja, carne bovina, fumo em folhas; e manufaturados (7,2%) – por conta de óleos combustíveis, suco de laranja não congelado, tubos de ferro fundido, veículos de carga. Na comparação com fevereiro de 2018, houve queda de 0,4%, devido ao desempenho de manufaturados (-22,8%); e semimanufaturados (-4,2%). Na mesma comparação, houve crescimento de exportações de produtos básicos (26,6%).

A média diária das importações até a quarta semana de março (US$ 655,6 milhões) foi 16,5% acima da média verificada em março do ano passado  (US$ 562,5 milhões), com crescimento de  combustíveis e lubrificantes (34,4%), veículos automóveis e partes (34,2%), produtos químicos orgânicos e inorgânicos (30%), equipamentos eletroeletrônicos (14,9%) e equipamentos mecânicos (13,6%). Já na comparação com fevereiro deste ano, houve queda de 4,9%, puxada por farmacêuticos (-24,1%), adubos e fertilizantes (-23,7%), combustíveis e lubrificantes (-10,1%), químicos orgânicos e inorgânicos (-8%) e equipamentos eletroeletrônicos (-5,5%).
(*) Com informações do MDIC

Fonte: Comex do Brasil