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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 03 de julho de 2018 às 06:42
O faturamento da indústria caiu 16,7% em maio na comparação com abril na série livre de influências sazonais. Foi a maior queda mensal do indicador, e o resultado reverteu os ganhos registrados desde outubro de 2016. De acordo com o levantamento, a forte retração do faturamento foi provocada pela greve dos caminhoneiros nos últimos dias do mês passado. 


Segundo o economista da CNI Marcelo Azevedo, a paralisação dos serviços de transporte no fim de maio agravou as dificuldades que a indústria encontra para se recuperar da crise. “Os resultados do primeiro trimestre ficaram aquém do esperado, pois a indústria enfrenta problemas com a baixa demanda, a alta ociosidade, dificuldades de financiamento e incertezas econômicas que prejudicam a atividade industrial”, afirma Azevedo. 

Com isso, todos os indicadores registraram queda em maio. A utilização da capacidade instalada caiu para 75,9%, o menor percentual desde 2003, quando começou a série histórica. Isso significa que o setor operou com uma ociosidade de 24,1% em maio.  As horas trabalhadas na produção recuaram de 2,4% em maio frente a abril, na série com ajuste sazonal. 

Os indicadores de mercado de trabalho também pioraram. O emprego caiu 0,6% em maio na comparação com abril na série dessazonalizada. “Foi a primeira queda após sete meses de moderado crescimento e reverte toda a expansão registrada em 2018”, afirma a pesquisa. A massa real de salários caiu 1,7% e o rendimento médio real do trabalhador da indústria recuou 1,4% em maio frente a abril, na série com ajuste sazonal. 

Fonte: CNI
Economia & Finanças Postado em segunda-feira, 25 de junho de 2018 às 16:29
Vale a pena ainda produzir calçados na China? Sim e não. A Adidas e a Nike, por exemplo, estão progressivamente se afastando da Grande Muralha. O CEO da multinacional esportiva alemã Kasper Rørsted disse que 44% dos calçados da marca foram produzidos no Vietnã no ano passado, em comparação com 31% cinco anos atrás. A Nike, por outro lado, que já produziu 32% de seus pares na China reduziu esta participação para 19¨%, em 2017. Por quê? Simples: é uma questão de custos.

De acordo com dados publicados no site da associação Itália-Asean, um trabalhador do calçado em Pequim recebe 7 dólares por hora (em comparação com 42 nos EUA), enquanto no Vietnã, o custo é de 2 dólares por hora. No entanto, a mão de obra chinesa é considerada qualitativamente melhor que as demais, atraindo produções de designers e produtos com margens maiores.

Este é o caso da Balenciaga, que para a Triple S escolheu a China (abandonando a Itália) pelo “savoir-faire e a capacidade de produzir sapatos mais leves”. O South China Morning Post informou que os tênis de marca francesa agora são feitos em Putian, um lugar “conhecido por produzir tênis falsos" isto significa que as falsificações feitas na China são excelentes.

Já em 2011, Miuccia Prada disse ao Wall Street Journal que: “Cedo ou tarde, isso acontecerá a todos porque a produção chinesa é muito boa”. Resultado: as fábricas de Pequim trabalham mais frequentemente com marcas de luxo, mas as oportunidades de produção mais agressivas em termos de custos de produção vêm do Vietnã, da Indonésia e da Tailândia.

Fonte: Couromoda