Notícias


Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 05 de dezembro de 2018 às 13:25
Finalmente um respiro para os exportadores de calçados brasileiros! No mês de outubro, conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), as exportações de calçados cresceram 11,2% em pares e 31% em receita em relação ao mês de setembro, chegando a 11 milhões de pares embarcados que geraram US$ 93,77 milhões – o melhor resultado financeiro do ano havia sido registrado em abril, com US$ 93 milhões. Se comparado com o mês dez do ano passado, porém, o incremento é mais tímido, de 0,2% em receita, com queda de 5,5% no volume. Com isso, no acumulado de janeiro a outubro, os calçadistas embarcaram 89,8 milhões de pares, que geraram US$ 793,76 milhões, quedas tanto em volume (-10%) como em receita (-10,8%) na relação com igual ínterim de 2017.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, explica que a recuperação registrada em outubro passa pelo aumento dos embarques para os Estados Unidos, país que recuperou o posto entre os principais destinos do calçado brasileiro. "Provavelmente, e em proporção maior do que esperávamos, já podemos notar o reflexo da medida em vigor desde o dia 13 de outubro e que reduziu o imposto de importação de calçados para aquele país, alguns a zero", avalia. Em outubro, os Estados Unidos importaram 855,5 mil pares por US$ 17,84 milhões, incremento de 18,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Esperemos que a recuperação se mantenha nos próximos meses.

RS: maior exportador

Respondendo por mais de 42% do total gerado pelas exportações de calçados no Brasil, entre janeiro e outubro o Rio Grande do Sul embarcou 22,7 milhões de pares que geraram US$ 358 milhões, quedas tanto em volume (-3,4%) quanto em receita (-5%) no comparativo com igual período do ano passado.

O segundo exportador foi o Ceará, de onde partiram, nos dez meses, 32,3 milhões de pares por US$ 190,35 milhões, quedas de 12,7% e de 13,5%, respectivamente, em relação aos dez meses de 2017.

Também registrando quedas, de 7% em volume e de 8,7% em receita, São Paulo embarcou 6 milhões de pares por US$ 88,7 milhões entre janeiro e outubro de 2018.

Destinos

Assumindo o posto de principal destino do calçado brasileiro no exterior no acumulado dos dez meses de 2018, os Estados Unidos importaram 7,3 milhões de pares por US$ 126,6 milhões, quedas tanto em volume (-15,4%) quanto em receita (-17,7%) na relação com igual período do ano passado.

A Argentina, que desde o início do ano figurava como principal destino do produto nacional, recebeu 10,8 milhões de pares brasileiros, pelos quais foram pagos US$ 126 milhões, aumento de 6,6% em volume e queda de 2% em receita no comparativo com os dez meses correspondentes de 2017.

O terceiro posto seguiu com a França, para onde foram embarcados 5,8 milhões de pares que geraram US$ 46,5 milhões, incrementos de 28% e de 3,2%, respectivamente, na relação com os dez meses do ano passado.

Importações

Entre os meses de janeiro e outubro, as importações de calçados registraram incrementos de 14% em volume e de 1,8% em receita no comparativo com igual ínterim do ano passado. Nos dez meses, entraram no Brasil 23,75 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 304 milhões.

As principais origens seguiram sendo os países asiáticos. No período, o Vietnã exportou para o Brasil 10,68 milhões de pares por US$ 170,4 milhões, altas de 13% em volume e de 2,6% em receita no comparativo com mesmo período de 2017. O segundo maior importador foi a Indonésia, de onde partiram para o varejo brasileiro 3,44 milhões de pares por US$ 55,6 milhões, quedas de 2% em volume e de 4,2% em receita em relação a 2017. A China seguiu no terceiro posto, tendo exportado para o Brasil 7 milhões de pares por US$ 32 milhões, incrementos de 38,7% e de 17,7%, respectivamente, na relação com o ano passado.

Em partes de calçados – cabedais, palmilhas, solas, saltos etc – as importações chegaram a US$ 42,47 milhões, 22,5% mais do que no ano passado. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

Fonte: Couromoda
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 27 de novembro de 2018 às 14:24
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) atingiu 63,2 pontos neste mês, o maior valor desde setembro de 2010. “A última vez que o índice superou 60 pontos foi em março de 2011”, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com a alta de 9,5 pontos registrada em novembro na comparação com outubro, o índice está 9 pontos acima da média histórica, que é de 54,2 pontos. Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quanto mais acima dos 50 pontos, maior e mais disseminada é a confiança dos empresários. 


“O aumento da confiança é generalizado”, afirma a pesquisa. O ICEI alcançou 65,7 pontos na indústria extrativa, ficou em 63,8 pontos na indústria de transformação e atingiu 60,7 pontos na construção. A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o ICEI subiu para 63,9 pontos em novembro. Nas pequenas empresas, o índice ficou em 61,9 pontos e, nas médias, em 63 pontos.

“Conhecidos os resultados das eleições, há expectativas muito positivas em relação às mudanças que virão e às reformas que podem estimular o crescimento econômico e melhorar o ambiente de negócios”, afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Ele explica que a recuperação da confiança é importante para a economia. “Empresários mais confiantes têm mais disposição para investir, tomar riscos, contratar trabalhadores e comprar mais matérias-primas. Isso torna o ambiente mais propício ao crescimento”, diz Castelo Branco. 

O otimismo dos empresários é resultado da melhora da avaliação das condições atuais dos negócios e das expectativas sobre o desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses. O indicador sobre as condições atuais das empresas e da economia subiu para 52,7 pontos em novembro e ficou acima da linha divisória dos 50 pontos. O índice de expectativas subiu para 68,5 pontos, mostrado que os empresários estão muito otimistas com o comportamento dos negócios e da economia nos próximos seis meses. 

Fonte: CNI