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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 25 de setembro de 2018 às 06:39
A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,36% para 1,35%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 24, pelo Banco Central. É a quinta semana consecutiva de redução na estimativa de alta da economia brasileira. Há quatro semanas, a projeção era de crescimento de 1,47%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

Já a projeção de inflação neste ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de alta de 4,09% para elevação de 4,28%. Há um mês, estava em 4,17%. A projeção para o índice em 2019 foi de 4,11% para 4,18%. Quatro semanas atrás, estava em 4,12%.

No fim de julho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano.


No fim de agosto, foi a vez de o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informar que o PIB cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre, em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e junho. No primeiro semestre, a alta acumulada foi de 1,0%.

No relatório Focus desta segunda-feira, 24, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 2,67% para elevação de 2,78%. Há um mês, estava em 2,61%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 54,32%. Há um mês, estava em 54,25%. Para 2019, a expectativa passou de 57,75% para 57,90%, ante os 57,40% de um mês atrás.Mercado espera câmbio mais elevado no final do ano

O relatório também mostrou alteração no cenário para a moeda norte-americana em 2018 e 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano foi de R$ 3,83 para R$ 3,90, ante os R$ 3,75 verificados há um mês.

Para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de R$ 3,75 para R$ 3,80, ante R$ 3,70 de quatro pesquisas atrás.

Fonte: Estadão Conteúdo
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 25 de setembro de 2018 às 06:34
Para o Brasil aumentar sua competitividade, gerar melhores empregos e crescer, é imperativo que reforce a capacidade de inovação do setor produtivo, defende a Confederação Nacional da Indústria (CNI), em proposta entregue aos candidatos à Presidência da República. Para isso, o país precisa melhorar ampliar e melhorar a efetividade de seus investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, aprimorar o marco legal e organizar a governança da inovação no país.  

"Diversos países adotam políticas de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) de  apoio ao desenvolvimento e à assimilação de tecnologias, com potencial de transformação de negócios e de mercado. No Brasil, os mecanismos de suporte às atividades de inovação ainda não se mostram capazes de alavancar os resultados desejados", afirma Gianna Sagazio, superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e diretora de Inovação da CNI. 

Entre 2017 e 2018, o Brasil ganhou cinco posições no Índice Global de Inovação, um dos principais indicadores internacionais, e está na 64ª posição, entre 127 economias analisadas. Entretanto, a evolução está aquém de outros países, como China, que é o primeiro país de renda média a entrar no ról dos 20 mais inovadores do mundo. Apesar de ser a maior economia da América Latina, o Brasil é apenas o 6º melhor colocado do ranking na região.  

INVESTIMENTOS - Em financiamento, a CNI defende o aumento do volume de recursos federais destinados à CT&I e a modificação da forma de alocação dos dispêndios, com foco na efetividade das políticas públicas, na dinamização dos negócios e na definição de áreas estratégicas. Desde o início da década de 2010, o Brasil vem mantendo o nível de investimento em 1,2% do PIB. "Se comparmos a países que são referência em inovação, como Coreia, Japão,Alemanha e Estados Unidos, estamos muito atrás", avalia Sagazio. 

O percentual de empresas inovadoras que receberam apoio do governo para atividades de inovação aumentou em relação ao período anterior (de 34,2%, entre 2009-2011, para 40%, no triênio seguinte, segundo a Pesquisa de Inovação (Pintec) de 2016. Porém, a principal fonte de suporte financeiro continua sendo o autofinanciamento - 84% das atividades de P&D internas foram realizadas com recursos próprios.


DESBUROCRATIZAÇÃO - No âmbito da regulação, é necessário criar uma agenda permanente de desburocratização e aperfeiçoamento do ambiente institucional, para modernizar o marco regulatório e os instrumentos de apoio à inovação. Para a CNI, algumas mudanças podem garantir maior acesso aos mecanismos de incentivo existes. 

No caso da Lei do Bem, apenas as empresas enquadradas no Lucro Real podem fazer uso dos benefícios. Apesar de o número de empresas beneficiadas ter triplicado entre 2007 e 2014, passando de 333 para 1.206, o total ainda é baixo se comparado ao universo de empresas inovadoras, que segundo a Pintec, totalizavam 47.693 empresas em 2014. "Isso indica que o potencial de uso da Lei do Bem é elevado", avalia Sagazio. A CNI destaca, ainda, a importância de avançar na simplificação de diversos procedimentos que atrapalham e encarecem a operação das empresas, como os processos de prestação de contas. 

STARTUPS - Peças chave para o desenvolvimento de novas tecnologias e modelos de negócio, startups contribuem para a atualização do ambiente produtivo, para a modernização de processos e para a agregação de valor aos produtos. A CNI propõe a criação programa público nacional para estimular o investimento privado em startups, estabelecendo foco nas etapas iniciais dos empreendimentos e definindo prioridades em áreas estratégicas para o país. Além disso, a indústria apoia a criação de novos instrumentos, como fundos de coinvestimento com investidores-anjo, e políticas que viabilizem, por exemplo, que investidores institucionais − como fundos de pensão e grandes empresas − direcionem recursos para fundos voltados para empresas inovadoras. 

AÇÕES PARA O BRASIL CRESCER MAIS E MELHOR - Os 43 documentos com propostas da CNI para o novo governo foram elaborados com base no Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022, que aponta os caminhos para o Brasil construir, nos próximos quatro anos, uma economia mais produtiva, inovadora e integrada ao mercado internacional. Os estudos sugerem ações em áreas como eficiência do estado, segurança jurídica, infraestrutura, tributação, educação, meio ambiente, inovação, financiamento e segurança pública.

Fonte: CNI