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Economia & Finanças Postado em segunda-feira, 25 de junho de 2018 às 16:26
O Índice de Confiança do Empresário Industrial caiu 5,9 pontos em junho frente a maio, influenciado pela piora do sentimento em relação à situação atual da economia e das expectativas para os próximos seis meses

A paralisação do transporte rodoviário de cargas e as medidas adotadas para solucionar a crise, como o tabelamento do frete, abalaram a confiança do empresário em junho. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) teve queda de 5,9 pontos frente a maio e atingiu 49,6 pontos neste mês. Foi o maior recuo da série mensal, que começou em 2010.

Com a retração, o indicador ficou pouco abaixo da linha dos 50 pontos, o que sinaliza falta de confiança dos empresários. Desde janeiro de 2017, o índice estava acima dos 50 pontos, indicando otimismo. “A perda de confiança deve-se à forte piora do sentimento dos empresários com relação à situação atual da economia e de suas expectativas para os próximos seis meses”, destaca o documento. 


O índice sobre as condições atuais da economia brasileira foi de 48,3 pontos em maio para 37,1 pontos em junho. Já o indicador de expectativas para a economia passou de 54,1 pontos para 46,6 pontos no período. 

As grandes e médias empresas tiveram queda mais intensa no ICEI – de 6,2 pontos – do que as pequenas. No entanto, apenas os empresários de grandes indústrias se mantêm otimistas, pois o índice se mantém acima da linha dos 50 pontos. 

Todos os segmentos industriais – construção, extrativo e de transformação – tiveram queda na confiança. A indústria da construção teve recuo no índice de 5,6 pontos e atingiu 48,2 pontos, o menor entre os segmentos industriais. O ICEI da indústria de transformação foi o que mais recuou: 6,1 pontos, para 49,7 pontos.

A confiança do empresário caiu em todas as regiões do país. No Sul e no Sudeste, o ICEI ficou abaixo dos 50 pontos, sinalizando falta de confiança. Na Região Norte, embora tenha o maior índice, em 52,2 pontos, houve a maior queda mensal no indicador: 7,4 pontos.

O ICEI é um indicador que ajuda a entender as tendências da indústria e da economia. Empresários confiantes tendem a ampliar a produção e os investimentos, o que estimula o crescimento da economia. Esta edição da pesquisa foi feita entre 4 a 14 e junho, com 2.779 empresas, das quais 1.115 são pequenas, 1.039 são médias e 625 são de grande porte. 

Fonte: CNI
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 19 de junho de 2018 às 06:41
A greve dos caminhoneiros e a crise cambial da Argentina, principal destino de produtos manufaturados do Estado, afetaram fortemente as exportações gaúchas em maio. Mesmo com o bom desempenho das commodities – alta de 13,4%, em um total de US$ 812 milhões –, o valor embarcado pela indústria de transformação (US$ 940 milhões), foi 10,6% menor no mês, em comparação ao mesmo período de 2017. Já para o país vizinho, a redução foi de 22,2%. Como consequência dessas dificuldades, as exportações totais do RS também tiveram queda: 0,8%, totalizando US$ 1,77 bi. “O Rio Grande do Sul deixou de faturar mais de US$ 271 milhões com as exportações por conta da paralisação dos caminhoneiros. Mesmo que parte das mercadorias ainda possa ser comercializada com o exterior nas próximas semanas, existem custos arcados pelo nosso setor de difícil mensuração, como frete, acomodação dos bens, multas, perda de credibilidade junto aos mercados consumidores, entre outros”, explica o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.


Entre os 23 subsegmentos que registraram alguma operação de exportação em maio, 18 registraram queda. Essa elevada dispersão de resultados negativos não era vista desde abril de 2016, em um dos piores momentos da crise econômica do Brasil. As principais influências negativas foram de Químicos (-38,4%), Couro e calçados (-34,9%), Tabaco (-25,6%), Alimentos (-7%) e Máquinas e equipamentos (-31,7%). O setor secundário só não caiu mais por conta do desempenho de Celulose e papel, que cresceu 200%.

As importações totais, por sua vez, subiram 11,7% no Estado, fechando em US$ 789 milhões. Bens intermediários (23,2%), Combustíveis e lubrificantes (19,7%) e de Capital (5%) aumentaram, enquanto Bens de consumo caíram 18,9%.

No acumulado do ano, entre janeiro e maio as exportações gaúchas foram de US$ 9,19 bilhões, o que representa alta de 39% em relação ao mesmo período de 2017. Desse total, a indústria foi responsável por US$ 6,83 bilhões, elevação de 45,8%. Os melhores resultados vieram de Outros equipamentos de transporte (19.300%), Celulose e papel (114%), Tabaco (65,9%) e Máquinas e equipamentos (47,9%). A categoria de Químicos (-13,1%) registrou a perda mais significativa.

PERDAS NO PAÍS

O valor das mercadorias que deixaram de ser embarcadas no mês passado em nível nacional por conta da greve dos caminhoneiros alcançou US$ 2,94 bilhões, segundo estimativa da Unidade de Estudos Econômicos da FIERGS. Se convertido pela taxa de câmbio vigente no momento, da ordem de R$ 3,80, o total foi de R$ 11,2 bilhões. Desse montante, coube ao Rio Grande do Sul arcar com US$ 271 milhões (R$ 1,03 bi).

Fonte: Fiergs