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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 15 de agosto de 2017 às 21:07
Embora prejudicadas pela recente valorização do real frente ao dólar, as exportações brasileiras de calçados registraram incremento de 14,7% em valores gerados no comparativo entre janeiro e julho deste ano com o mesmo período de 2016. Nos setes meses foram embarcados 67,4 milhões de pares que geraram US$ 608 milhões. Em volume, o número é 1,3% maior do que o registro do ano passado, o que é explicado pela alta no preço médio do produto verde-amarelo (de quase 12%).

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, destaca que a valorização do real frente ao dólar tem tornado o preço do calçado brasileiro menos competitivo no exterior. “No Brasil, existe uma situação na qual o câmbio, muitos vezes, acaba sendo compensador para o nosso enorme custo de produção, trazendo algum ganho de competitividade no exterior. Em 2017, estamos convivendo com uma valorização da moeda nacional, o que é sintoma de uma economia mais saudável, mas o problema é que, como seguimos com um custo de produção elevado, terminamos por perder competitividade diante dos nossos competidores internacionais”, explica Klein, ressaltando que o preço médio do calçado brasileiro pulou quase US$ 2 entre 2016 e 2017.

Destinos

Nos sete primeiros meses do ano, o principal destino do calçado brasileiro foi os Estados Unidos, para onde foram embarcados 6,2 milhões de pares que geraram US$ 111,64 milhões, quedas de 11% e 7,7%, respectivamente, no comparativo com o mesmo ínterim do ano passado. O segundo destino foi a Argentina, país para onde foram enviados 5,17 milhões de pares por US$ 75,72 milhões, altas de 16,7% e 47,6%, respectivamente, no comparativo com mesmo período de 2016.

O terceiro destino das exportações foi o Paraguai, que ultrapassou compradores tradicionais como França e Bolívia. Nos sete meses do ano, os paraguaios importaram 8 milhões de pares por US$ 46,8 milhões.

Mais de 40% das exportações são gaúchas

Entre janeiro e julho, o principal exportador de calçados do Brasil seguiu sendo o Rio Grande do Sul. No período, os gaúchos embarcaram 15,7 milhões de pares que geraram US$ 261 milhões, altas de 2,4% e 10,7%, respectivamente, no comparativo com mesmo período de 2016. Atualmente o Rio Grande do Sul responde por 43% do total gerado com exportações de calçados no Brasil.

O segundo maior exportador do período foi o Ceará, que exportou 25,3 milhões de pares que geraram US$ 145,78 milhões, altas de 1,5% e 7,3%, respectivamente, na relação com os sete primeiros meses de 2016.

O terceiro exportador do Brasil no período foi São Paulo. Nos sete primeiros meses, os paulistas embarcaram 4,72 milhões de pares por US$ 69,74 milhões, queda de 17% em volume e alta de 11,3% em receita no comparativo com mesmo ínterim de 2016.

Importações

A desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar também tem surtido efeito nas importações de calçados. Com o calçado estrangeiro mais barato, a entrada de produtos cresceu 5,2% em pares e 1,1% em dólares nos primeiros sete meses – em comparativo a igual período de 2016. Entre janeiro e julho entraram no Brasil 14,76 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 199,5 milhões.

No período, as principais origens das importações seguiram sendo os países asiáticos: Vietnã, 6,17 milhões de pares e US$ 109,7 milhões, altas de 4,4% e 1,5%, respectivamente; Indonésia, 2,28 milhões de pares e US$ 38,6 milhões, alta de 0,5% em volume e queda de 5% em receita; e China, 4,44 milhões de pares e US$ 19 milhões, quedas de 4% e 18,2%, respectivamente.

Itália

Surpreendeu no ranking de maiores vendedores de calçados para o Brasil a Itália. Com um preço médio elevado, de US$ 128,32 o par importado, o país europeu ultrapassou tradicionais exportadores de calçados para o Brasil, assumindo o quarto posto. Entre janeiro e julho, os italianos exportaram 88,54 mil pares por US$ 11,36 milhões, altas de 16,6% e 23,4%, respectivamente, no comparativo com igual período de 2016.

Entre janeiro e julho, em partes de calçados – palmilhas, solas, saltos, cabedais etc – o Brasil importou o equivalente a US$ 23 milhões, 16% menos do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

Fonte: Abicalçados
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 09 de agosto de 2017 às 20:41
O faturamento da indústria brasileira caiu 2,4%, as horas trabalhadas na produção tiveram uma queda de 1,3% e a utilização da capacidade instalada recuou 0,4 ponto percentual em junho na comparação com maio, nas séries livres de influências sazonais. As informações são da pesquisa Indicadores Industriais de junho, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (1º).


De acordo com a pesquisa, o emprego na indústria diminuiu 0,2%, a massa real de salários subiu 0,7% e o rendimento médio real do trabalhador aumentou 1,6% em junho frente a maio, na série de dados dessazonalizados. "Embora o prolongado período de queda da atividade e da piora do mercado de trabalho tenha ficado para trás, os Indicadores Industriais ainda não mostram recuperação", observa a CNI.

Os dados mostram que, mesmo com as oscilações registradas nos últimos meses, os indicadores de atividade e de mercado de trabalho do primeiro semestre continuam abaixo dos verificados em 2016. De janeiro a junho, o faturamento da indústria caiu 5,9%, as horas trabalhadas na produção recuaram 3,3%, o emprego teve queda de 3,9%, e a massa real de salários encolheu 3,5% em relação a igual período do ano passado. Na mesma base de comparação, o rendimento médio real do trabalhador subiu 0,5%, especialmente por causa da queda da inflação.

A utilização da capacidade instalada em junho deste ano ficou em 77%, abaixo dos 77,3% registrados no mesmo mês de 2016, considerando os dados dessazonalizados. Com isso, a ociosidade da indústria subiu para 23%.

Fonte: CNI