Notícias


Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 18 de dezembro de 2019 às 09:29
Na comparação com outubro de 2018, o varejo cresceu 4,2%, sétima taxa positiva consecutiva e o melhor desempenho para o mês desde 2013.

A despeito do crescimento modesto nas vendas do comércio varejista em outubro ante setembro, de apenas 0,1%, não houve interrupção na tendência de ganho de ritmo do setor, afirmou Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O comércio está mais dinâmico que a indústria e os serviços.
Segundo a pesquisadora, o avanço de 0,1% após uma sequência de outras cinco taxas positivas consecutivas deve ser vista como uma acomodação, e não como perda de fôlego.

As taxas do segundo semestre são mais elevadas, mostrando que o varejo ganha mais ritmo ao longo do ano.
Na comparação com outubro de 2018, o varejo cresceu 4,2%, sétima taxa positiva consecutiva e o melhor desempenho para o mês desde 2013, quando o avanço foi de 5,4%.
Já o varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, cresceu 5,6% nesse tipo de comparação, sétima expansão seguida, embora tenha desacelerado em relação aos dois anos anteriores: 6,2% em outubro de 2018 e 7,6% em outubro de 2017.
Para Isabella, o aumento nas vendas está muito relacionado com uma maior concessão de crédito para pessoas físicas, enquanto que o varejo ampliado tem forte influência da demanda empresarial, e, portanto, não é tão beneficiado por esse fator de crescimento.

Em relação a outubro de 2018, o comércio varejista mostrou taxas positivas em sete das oito atividades pesquisadas:
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (8,3%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,3%), Móveis e eletrodomésticos (8,0%), Combustíveis e lubrificantes (2,9%), Tecidos, vestuário e calçados (2,5%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,9%).

O único segmento com queda foi o de Livros, jornais, revistas e papelaria (-13,3%).
No comércio varejista ampliado, os Veículos, motos, partes e peças cresceram 9,2%, enquanto Material de construção avançou 6,5%.

Fonte: InfoMoney
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 10 de dezembro de 2019 às 14:07
Marcelo Fonseca, economista do Opportunity, aponta um cenário otimista para o próximo ano.
O ano está chegando ao fim e investidores já estão interessados em saber o que 2020 reserva para a economia brasileira. Apesar da Selic estar no menor patamar da história, 5% a.a. — deve diminuir ainda mais, segundo especialistas — e o país apresentar uma agenda de reformas positiva (como a aprovação da Reforma da Previdência), o crescimento em 2019 tem sido inferior ao esperado.

Porém, para o próximo ano, a expectativa é mais otimista. “Uma coisa que a gente tem que ter em mente é que o desarranjo que foi produzido na economia brasileira na última década não aconteceu do dia para a noite. Consertar também é um processo devagar. Ainda estamos pagando os custos dos erros do passado”, conta Marcelo Fonseca, economista do Opportunity, responsável pela equipe de research dos fundos Opportunity Total e Opportunity Market.

Para Marcelo, a partir de 2020, começaremos a sentir os efeitos das reformas. “Existe uma tendência natural de transição lenta de uma economia que funcionava de forma artificial, apenas sob estímulos, para uma mais parecida com uma economia de mercado. A segunda questão são os efeitos de reforma. Elas precisam de um tempo de maturação. A mudança para transição para uma economia mais dependente de um capital privado leva tempo”.

Prova disso é que a equipe de research do Opportunity já revisou a projeção de crescimento para ano que vem. Anteriormente, ela estava em algo pouco superior a 2%, mas já avançou para um patamar superior a 2,5%.

Em relação à taxa de juros, Marcelo afirma que elas devem continuar baixas, mas quem em 2021, pode retomar um crescimento. O especialista, no entanto, reforça que os investidores precisam ficar de olhos em duas situações: a perseverança no que diz respeito a agenda de reformas e no acirramento da crise comercial entre China e Estados Unidos.

Fonte: InfoMoney