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Estratégia & Marketing Postado em quinta-feira, 09 de janeiro de 2020 às 14:55
Pesquisa Global Consumer Trends explora como será a evolução dos negócios ao redor do mundo até 2030.
Se você parar para pensar em como a forma de consumir mudou nos últimos 10 anos, vai perceber que houve uma grande revolução. E o que esperar dos próximos 10 anos? A consultoria Mintel lançou o relatório Global Consumer Trends 2030, com 7 fatores que irão impactar mercados, marcas e consumidores na próxima década.
De acordo com o relatório, os 7 fatores que vão impulsionar a decisão de compra do consumir nos próximos dez anos são bem-estar, ambiente, tecnologia, direitos, identidade, utilidade e experiências.

Veja abaixo como cada um desses fatores vai influenciar o mercado consumidor nos próximos 10 anos:

1. BEM-ESTAR

De acordo com o relatório, o bem-estar não é mais simplesmente cuidar de si em termos gerais. As pessoas estão se familiarizando e questionando produtos que prometem soluções rápidas. Ao mesmo tempo, há uma demanda crescente por produtos que melhoram a vida de fato, em vez de simplesmente fazer mudanças superficiais. Segundo o relatório, as barreiras para falar e entender o bem-estar emocional e mental estão sendo derrubadas e, nos próximos 10 anos, haverá oportunidades para as marcas se tornarem parceiros de bem-estar dos clientes.
Veja três tendências relacionadas ao bem-estar para 2030, segundo o relatório:

1. O consumo de carne vermelha deixa de ser mainstream, passar a ser item de luxo e vira tabu até o fim da década;

2. Desenvolvimento de micro robôs na corrente sanguínea para combater de forma proativa e preventiva as doenças;

3. A posse de veículos diminui conforme a disputa por espaço físico e o impacto ambiental da poluição do ar se tornam uma prioridade.

2. AMBIENTE

Com o aumento populacional, haverá necessidade de maximizar espaços e encontrar novas maneiras de compartilhar recursos. Com cidades cada vez mais populosas, o custo imobiliário irá crescer e as residências precisarão ficar ainda menores. Por outro lado, com a tecnologia de telecomunicação melhor e mais acessível, haverá condições de trabalho flexíveis, permitindo que os consumidores se tornem nômades digitais.
Nos próximos 10 anos, as tensões sociais aumentarão com a intensificação da competição por recursos. Segundo a pesquisa, haverá maior pressão sobre as cidades para continuarem a se expandir, invadindo as áreas rurais restantes e aumentando o custo de produção de alimentos, tornando os produtos básicos ainda mais caros para a maioria das pessoas.
Veja três tendências relacionadas ao ambiente para 2030, segundo o relatório:

1. A ética política, social, científica e econômica irá direcionar a inovação, enquanto as pessoas aprendem a lidar com uma nova realidade climática;

2. Surgimento de casas modulares e micro-casas disponíveis para compra ou aluguel flexível;

3. Criação de políticas universais de trabalho remoto e a explosão dos regimes de trabalho temporário ou freelancer.

3. TECNOLOGIA

A tecnologia será cada vez mais onipresente em nossas vidas. Com a expectativa de que o 5G conecte 125 bilhões de dispositivos até 2030 (são 11 bilhões em 2019), a tecnologia móvel irá transformar o modo em que vivenciamos o trabalho, o aprendizado e o lazer.
De acordo com o relatório, elementos de realidade virtual e realidade aumentada (VR / AR) irão revolucionar indústrias, como turismo e entretenimento, enquanto os e-sports rivalizam em popularidade com os esportes físicos tradicionais. Por outro lado, o relatório indica que os consumidores irão se opor a lojas totalmente automatizadas, exigindo maior interação humana.
Veja três tendências relacionadas à tecnologia para 2030, segundo o relatório:

Impulsionados pelo 5G, e-sports superam os esportes físicos em popularidade;

Viajar via realidade virtual será a forma mais popular de turismo;

Plantações urbanas e micro-fazendas locais produzem a maioria da comida consumida pelas pessoas.

4. DIREITOS

A “cultura do cancelamento” continua crescendo conforme os consumidores se sentem mais legitimados para cobrar posicionamentos das empresas. Segundo o relatório, o ativismo dos jovens assumirá o protagonismo na conscientização sobre causas relevantes, pressionando políticos por mudanças reais. De acordo com a pesquisa, a busca por privacidade e pelo uso consciente de dados pessoais irá ser impulsionada pela tecnologia blockchain, que permite que o consumidor volte a ter controle sobre seus dados.
Veja três tendências relacionadas a direitos para 2030, segundo o relatório:

Os consumidores exigem mais igualdade e atitudes éticas entre si e por parte das empresas;

Responsabilidade corporativa será a principal medida de desempenho das empresas;

A tecnologia aprimora ainda mais a eficácia na promoção de mudanças sociais.

5. IDENTIDADE

O relatório aponta que os consumidores estão se afastando das rígidas definições de raça, gênero e sexualidade, e um movimento está surgindo em direção a identidades mais fluidas. Embora as pessoas atualmente estão mais conectadas do que nunca, sentimentos de solidão e isolamento estão em ascensão e atingirão proporções epidêmicas até 2030. Segundo o relatório, empresas, organizações sociais e governos devem criar soluções baseadas em tecnologia para ajudar a combater essa epidemia de solidão.
Veja três tendências relacionadas à identidade para 2030, segundo o relatório:

O mercado de trabalho se ajusta ainda mais ao futuro não-binário;

Uso generalizado de robôs para reduzir a ansiedade e incentivar a interação social;

As pessoas se identificam por suas experiências, não por seus bens materiais.

 6. UTILIDADE

Segundo o relatório, a iminência de uma catástrofe climática faz com que os consumidores passem a analisar seus hábitos de consumo, resultando num crescente movimento para um consumo mais lento e que enfatize durabilidade e funcionalidade. A rápida urbanização reduzirá o espaço disponível em casa, no escritório e em ambientes compartilhados, exigindo que os consumidores comprem menos coisas. Neste ponto, a economia circular ajuda os consumidores a saciar esse desejo por conveniência e consumo sustentável.
Veja três tendências relacionadas a valores para 2030, segundo o relatório:

As marcas priorizam as pessoas e o planeta em detrimento da lucratividade;

O mercado de artigos de luxo cresce à medida que mais consumidores optam por produtos sustentáveis e duradouros;

Os consumidores priorizam valores criativos e artesanais e produtos genuínos, de qualidade e duráveis.

7. EXPERIÊNCIAS

A demanda dos consumidores por experiências já existe hoje, mas o relatório aponta que o papel que a experiência de marca desempenha na tomada de decisão do consumidor está evoluindo. A “experiência” deixa de ser uma ferramenta de marketing e passa a ser uma ferramenta de forte conexão entre empresa e consumidor. Se por um lado a tecnologia gera uma infinidade de experiências, do outro, estar sempre conectado aumenta a demanda por interações offline. Por isso, o relatório indica que no futuro as experiências coletivas ganharão cada vez mais popularidade.
Veja três tendências relacionadas à experiência para 2030, segundo o relatório:

Os meios tradicionais de educação se tornam obsoletos, pois os consumidores priorizam sua própria felicidade e exploram novos caminhos para a educação e a carreira;

Um foco renovado em tradições mais antigas e celebrações que são centrado em torno da nostalgia, o que ajuda a congregar comunidades;

Pessoas passam a priorizar a “desconexão” para se divertir.

Fonte: Novarejo
Estratégia & Marketing Postado em quinta-feira, 09 de janeiro de 2020 às 14:46
A MD | Make a Difference, agência de comunicação especializada em redes de varejo e franquias, apresentou os resultados da 2ª pesquisa sobre o uso das mídias digitais nas redes de franquias. O levantamento ouviu mais de 700 franqueados entre 27 marcas de diferentes setores.

Entre os entrevistados, 86% possuem o perfil da sua franquia nas redes sociais. Nesta segunda edição da pesquisa, o Instagram passou o Facebook na preferência dos franqueados: 78% possuem conta no Instagram e 71% no Facebook. Em terceiro lugar aparece o WhatsApp, com 59%. Entre os 14% que não possuem conta própria da franquia nas redes, parte alega não ter autorização da franqueadora para essa ação.

“A liderança do Instagram na pesquisa mostra que os franqueados estão acompanhando o comportamento do consumidor, que também tem utilizado, cada vez mais, essa rede social”, comenta Denis Santini, CEO da MD | Make a Difference e organizador do estudo.

Quando questionado sobre a razão de usarem as redes sociais, 86% utilizam para captar clientes, 73% para manter relacionamento com os atuais consumidores, 44% para replicar os posts publicados no canal oficial da franqueadora e 32% para captar cadastros para futuras ações.

Metade dos franqueados entrevistados cria os posts que publica, sendo que as fotos são o formato preferido (89%), seguido por vídeos (65%) e stories no Instagram (62%). Essa dinâmica requer atenção dos franqueadores.
“O desafio é como manter no mundo digital o mesmo padrão que as marcas conseguem manter em suas unidades físicas”, alerta Santini. “O franqueado quer usar as redes sociais, então é preciso dizer para ele como isso deve ser feito, porque sem uma diretriz ele fará o perfil da sua unidade da maneira como achar melhor, e aí existe o risco de ficar desalinhado com a estratégia da marca.”

Feita pela primeira vez em 2018, a pesquisa nasceu a partir de um desafio do setor de franquias: entender o papel de franqueado e franqueador no uso das mídias digitais. “Não há uma única resposta de qual é a melhor prática. A maioria das redes permite que os franqueados tenham seus próprios canais, e poucas são as que centralizam toda a comunicação digital em um só canal oficial da marca, administrado pelo franqueador”, afirma Santini.

Fonte: MD | Make a Difference/ Infomoney