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Estratégia & Marketing Postado em quarta-feira, 12 de junho de 2019 às 08:52
De acordo com a previsão do estudo Worldwide Retail 2018 Predictions, da International Data Corporation, até o final de 2018 cerca de 50% dos varejistas teriam adotado uma plataforma de comércio multicanal, o que teria levado a um crescimento de até 30% em seus negócios. Embora as estratégias omnichannel sejam comuns entre grandes marcas e varejistas, os pequenos negócios também podem se beneficiar de diversificar os canais de venda para crescer – especialmente os canais que dão acesso a consumidores do mundo todo.

No Brasil, a internet influencia mais de 50% das compras feitas em lojas físicas por consumidores conectados, o que reforça a importância de pequenos negócios potencializarem sua presença online. O eBay, um dos maiores marketplaces do mundo, permite que pequenos varejistas tenham acesso a mais de 180 milhões de consumidores em 190 países. “Cerca de 99% dos vendedores brasileiros do eBay exportam e a maior parte de suas vendas é feita para consumidores estrangeiros de cerca de 22 países, o que mostra aos varejistas locais o potencial de ampliar seus canais” afirma Xavier Aguirre, Gerente de Desenvolvimento de Negócios e Exportações do eBay para a América Latina.

A empresa reuniu cinco dicas para os varejistas que querem implementar uma estratégia omnichannel para potencializar seus negócios:

Analise seu negócio e decida que canais atendem melhor os seus objetivos

Administrar vários canais de venda requer trabalho e dedicação – por isso, você precisa selecionar os que melhor servirem à sua estratégia de crescimento e que mais complementem seus negócios. Algumas perguntas que podem te ajudar a definir estes canais são: qual é o melhor lugar para oferecer os seus produtos e por quê? Onde estão as pessoas que você quer impactar e como você pode chegar até elas? Quanto tempo, dedicação e recursos cada canal requer? Se você está focando em vendas online, como otimizar o tráfego do seu site?

Integre todos os seus canais, mas dê uma atenção especial para cada um deles

Cada canal da sua estratégia de vendas merece o seu próprio monitoramento, tempo e esforço, já que os canais têm processos e objetivos diferentes. Você precisa garantir que cada um deles seja administrado como um elemento essencial da sua estratégia de vendas. Apesar disso é importante garantir que todos eles trabalhem em sinergia, já que eles devem servir a um objetivo maior de negócios.

Aproveite a tecnologia

O uso de ferramentas tecnológicas é fundamental para que você consiga oferecer aos consumidores uma experiência positiva em todos os seus canais. Soluções tecnológicas vão incrementar a administração dos seus negócios e a sua capacidade de atender às necessidades dos seus consumidores – da otimização do conteúdo para SEO e analytics na sua venda online às ferramentas de manejo de estoque e tecnologia para lojas físicas, como QR Codes.

Garanta um SAC consistente e de qualidade em todos os seus canais de venda

Ter um bom SAC em todos os seus canais de venda é muito importante para garantir que os seus consumidores terão a melhor experiência ao comprar de você – e, portanto, garante que eles retornem! Os consumidores de lojas físicas não são os mesmos que compram online, portanto entenda onde os seus consumidores estão e como eles compram para oferecer experiências customizadas para cada grupo.

Incorpore um canal de vendas que te permita chegar a consumidores estrangeiros

Exportar é uma grande oportunidade para crescer seu negócio e se tornar mais competitivo no cenário de comércio desafiador em que vivemos. Ao incorporar um marketplace global, você terá uma loja aberta 24 horas por dia e, no caso do eBay, chegará a consumidores estrangeiros. Os marketplaces estão crescendo hoje porque permitem um varejo multicanal fácil e com bom custo-benefício, além de terem uma demanda crescente, impulsionada por tecnologias em constante evolução. Recentemente o eBay lançou a eBayMag, uma ferramenta personalizada que ajuda vendedores brasileiros a potencializarem seus negócios, listando seus produtos na língua local dos oito maiores países do eBay por meio de uma tecnologia de tradução.

Fonte: Novarejo
Estratégia & Marketing Postado em quarta-feira, 12 de junho de 2019 às 08:28
À medida que as pessoas são expostas todos os dias a uma enxurrada de fake news, é cada vez mais difícil saber em que ou em quem confiar. O que observamos é uma crescente desconfiança nas instituições ao mesmo tempo em que as marcas são cada vez mais cobradas por se posicionarem diante do complexo quadro social.

A cada passo que damos em direção às novas dinâmicas deste século, percebemos que não há moeda mais poderosa do que a confiança. Estudos apontam que os gastos das pessoas têm relação direta com o quanto elas confiam em uma marca. Mas o que significa ser uma empresa ou uma marca de confiança nos dias de hoje? Como deixar claro para o consumidor que ele está se relacionando com uma marca em quem ele pode confiar?

Novos papeis para novos tempos

Na sociedade em que vivemos, alguns papeis foram ressignificados. Hoje, uma empresa é cobrada por assumir uma postura mais participativa nas questões sociais, já que a confiança em instituições governamentais vem decrescendo a cada ano. Para 64% dos entrevistados na pesquisa Edelman Trust Barometer de 2018, as empresas podem – e devem – tomar medidas que aumentem seus lucros e que melhorem as condições econômicas e sociais da comunidade onde estão inseridas.

Neste contexto, os CEOs das empresas se tornam muito mais que executivos. Passam a ser a verdadeira personificação desses agentes de transformação, uma vez que quase dois terços dos respondentes do mesmo estudo disseram esperar por CEOs para liderar uma transformação em políticas ao invés de esperar pelo governo.

Números como estes revelam um paradigma inédito: uma empresa não existe mais apenas para gerar lucro para seus acionistas. Há outras variáveis nesta equação.

O futuro da economia depende dessa mudança de mindset que, além de diversos ganhos sociais, vai proporcionar oportunidades de negócio baseadas em crenças e visões de mundo.

Há diferentes formas de encarar esse cenário e aproveitar as oportunidades. Vamos explorar algumas delas a seguir.

Estratégias de sucesso

1. Jogue no time do consumidor, sempre

Outra importante descoberta da pesquisa foi que, em países onde os índices gerais de confiança estão em queda (Brasil, EUA, Colômbia), os principais fatores que determinam a confiança dos consumidores em uma empresa são o modo como a empresa armazena as informações, a segurança do cliente e a proteção da privacidade. As empresas precisam identificar onde são geradas as principais desconfianças das relações entre consumidores e empresas e propor uma nova abordagem.

Hugo Cornejo, chefe de design da plataforma financeira britânica Monzo, destacou como os clientes acham que os bancos estão se aproveitando deles já que as pessoas não entendem quais serviços exatamente estão recebendo. No Brasil, essa relação também é bastante comum. E, por conta disso, marcas que prometem transformar a relação dos consumidores com operadores financeiros a partir propostas justas e transparentes se tornaram cada vez mais populares nos últimos anos.

2. Represente o seu consumidor

É importante, também, ser consistente nas suas mensagens – e, por vezes, corajoso nas atitudes. Estar ao lado do consumidor significa refletir suas crenças e saber se posicionar de forma que ele reconheça na marca um verdadeiro aliado.

Nos EUA, durante as eleições de meio de mandato no ano passado, a Patagonia fechou as suas lojas durante um dia para apoiar os candidatos democratas ao senado Jacky Rosen (em Nevada) e John Tester (em Montana) —ambos ganharam. Essa é uma marca reconhecida por defender causas ambientais, conectadas com consumidores mais progressistas. A marca tem, ainda, ações que incentivam a compra de produtos usados para que reduzir o descarte, minimizando resíduos e desincentivando o consumismo. Nada mais coerente do que endossar candidatos que apoiam essas pautas.

3. Atue como um membro da comunidade

Ações que trazem benefícios para comunidades locais – e que tem tudo a ver com o negócio da empresa – também são boas formas de ratificar um compromisso que aumenta a confiança dos consumidores.

Durante a seca na Cidade do Cabo, no primeiro semestre de 2018, muitas empresas repensaram seus produtos e processos de manufatura para ajudar os clientes a manter uma vida normal. A Coca-Cola reduziu a quantidade de água usada na produção dos refrigerantes em 30%. A Unilever repaginou diversos produtos, como xampus para lavagem a seco e produtos de limpeza de superfícies que usam pouca ou nenhuma água. Essas iniciativas contribuíram para aproximar as empresas destas comunidades ao mesmo tempo em que as companhias mantiveram seus negócios ativos.

Pontos de ação: o que já pode ser feito?

Diante destas transformações fundamentais e que estão reconstruindo a relação dos consumidores com as empresas e marcas, listamos algumas ações que já podem ser tomadas:

Procure entender os temores dos seus clientes. Crie estratégias que diminuam esse problema por meio da transparência.

Capacite a sua empresa para que ela seja mais atuante nas comunidades onde opera, principalmente em momentos de crise.

Assuma um papel de liderança nas questões que são importantes ao seu consumidor.

Pense localmente: crie ressonância por meio de esforços que ampliem a confiança.

No próximo mês, continuaremos a tratar os tópicos do estudo “consumidor ultradinâmico”. Em julho, vamos abordar as preocupações climáticas e como elas influenciam nas estratégias de varejo.

Fonte: Novarejo
Por: Stefano Arpassy