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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 29 de maio de 2018 às 06:53
O mercado e os consumidores estão exigindo mais do varejo. É preciso acelerar os processos de inovação e, não à toa, as startups têm sido encaradas pelo setor como ferramentas para criar um ecossistema propício para avançar sem grandes dores ou grandes mudanças em suas estruturas internas.

E a primeira etapa desse grande desafio aconteceu hoje, em São Paulo. Executivos, investidores e uma banca técnica qualificada se reuniram no WeWork para avaliar as startups que se inscreveram no pilar de Varejo da Corrida. Do total de inscritos, 12 passaram pelo filtro de avaliação e pela metodologia criada por Felipe Matos, especialista no ecossistema de startups.

Os 12 empreendedores apresentaram suas soluções para Bruno Maletta, sócio da Consumoteca; Vitor Magnani, Public Policy do iFood; Adriana Bessa, sócia do Lojão do Brás; André Almeida, VP da Vertical de Comercial para América Latina da Unisys; Thiago Moriyuki Higa, analista sênior do BotiLabs, do Grupo Boticário; Eduardo Sperling, gerente de Negócios do Inseed; e Jacques Meir, do Grupo Padrão.

Conheça as startups que resolvem grandes dores do varejo brasileiro.

1. Indeva

Aumentar a produtividade e potencializar resultados no varejo físico. Esta é a proposta da Indeva, segundo contou Leonardo Reis, CEO da startup. A plataforma já está presente em mais de mil pontos de venda, de 90 marcas e é utilizada por 7.200 usuários. “Respondemos questões como vender mais e qual o potencial dos pontos de vendas; quantas oportunidades de venda cada loja tem”, contou Reis. A startup ajuda a gerenciar uma tomada de decisão. “A gente consegue mensurar a performance do vendedor. A Indeva impacta todas as pessoas envolvidas no processo comercial”, diz. Em linhas gerais, a plataforma mensura taxa de conversão por vendedor, loja e rede; dá acesso a resultados e metas diariamente; e mostra os motivos de perda de venda por vendedor.

2. LooqBox

Solução de Business Intelligence, a LooqBox quer ajudar grandes empresas a saber qualquer informação da companhia como se fizesse uma busca no Google. “Toda empresa começa simples, mas no varejo a gente tem venda, quebra, ruptura e quando isso cresce, eu preciso de uma visão comercial e de produto e quanto maior a empresa mais difícil é encontrar essa informação”, conta  Daniel Murta, CEO da startup.

3. Incentivendas

Como incentivar o vendedor a vender os produtos de alguma marca? Essa é a premissa do Incentivendas. A plataforma é um programa de coalizão de campanhas de incentivo de vendas. “O fornecedor precisa incentivar a venda dos seus produtos porque 70% da decisão de compra acontece no PDV e o vendedor tem o poder de incentivar a venda”, conta Jansen Moreira, CEO da startup. “A gente traz para o mercado todos os players, cria a tecnologia para os fornecedores e podemos fazer o aplicativo com o entendimento e a estratégia para influenciar os vendedores no ponto de venda”, diz.

4. Checklist

Fácil“Todo mundo tem checklists em seus processos”, disse Mauricio Fragoso, CEO da Checklist Fácil em sua apresentação. “Todo mundo usa Excel para esse processo de checklist, mas não há acompanhamento das não-conformidades”, disse. É em cima dessa dor que a startup atua. As equipes aplicam as checklists e o gestor toma a decisão de como agir através de relatórios. A startup está presente em mais de 80 mil lojas em 15 países e já é líder na América Latina. A startup permite a aplicação de checklists através de tablets ou smartphones (sem necessidade de internet), eliminando o uso de planilhas e papéis e gera relatórios on-line.

5. Onyo

Agilizar o atendimento dos restaurantes em praças de alimentação em shopping centers é o ponto de atuação da Onyo. O aplicativo permite que o consumidor faça os pedidos antes mesmo de chegar aos restaurantes, explicou Alexandre Dinkelmann, CEO da companhia. Com o app, o consumidor também tem acesso a promoções específicas e ofertas exclusivas. E quando a refeição estiver pronta, ele é notificado. A startup cresceu entre 30% e 40% ao mês em GMV e representa, para muitas marcas, entre 10% e 15% do movimento do dia.

6. O Pólen

Negócios de impacto social ganham cada vez mais espaço no mercado. E a startup Pólen tem a intenção de atender a essa demanda, segundo explicou Renata Oliveira, CEO da empresa. A solução permite que e-commerces de pequeno e grande portes doem parte de suas vendas para instituições que estejam ligadas as causas que defendem e aos seus posicionamentos. “O e-commerce escolhe as instituições que ele quer apoiar e, na hora de comprar, o consumidor escolhe qual instituição vai receber essa doação”, explica. Esse tipo de iniciativa, garante, ajuda a converter vendas. “As compras com doação têm uma conversão de vendas 12% maior do que uma compra sem doação e um abandono de carrinho 6% menor”, diz. Hoje, a empresa atua com 14 e-commerces, mas o objetivo é chegar a 200 até o final do ano.

7. Kill-q

Utilizando o conceito de “uberização”, a startup Kill-q quer facilitar o pagamento de clientes que frequentam baladas, bares e shows. “Nosso segmento é B2B e B2C e o aplicativo facilita os pedidos, reduzindo filas e garante uma experiência melhor”, explicou Fernando Marques, CEO da startup. “Dentro da jornada do consumidor, 80% das pessoas consumiriam mais com uma experiência melhor e em uma casa noturna ou bar, as pessoas estão mais predispostas a consumir”, diz.

8. NOC

O empreendedor Everson Klein apresentou à banca a NOC, uma agência de publicidade on-line, que conecta pequenos varejistas a criativos da internet para que eles gerem conteúdo e publicidade on-line. A startup ajuda pequenos empreendedores, com budget reduzido, a criar campanhas de marketing digital. “Criamos uma solução SAAS que conecta varejistas e criativos para criar e vincular posts em redes sociais a partir de experiências que acontecem nesses estabelecimentos”. Nesse esquema, o varejista e os criativos saem ganhando.

9. Tá pago

A fintechs facilita o recebimento e o uso de benefícios trabalhistas, como Vale Refeição e Vale Alimentação. Segundo explicou Vinicius Amorim, CEO da startup, a ideia é automatizar os benefícios, simplificar o uso e garantir a segurança no processo. As parcerias com estabelecimentos garantem mais benefícios aos usuários. Para as empresas, a utilização da ferramenta pode deduzir até 4% no imposto de renda.

10. Supermercado Now

A startup oferece uma solução de delivery de compras de supermercados em até duas horas. A plataforma permite que o cliente faça as compras pela internet. “Este mercado é gigante, com potencial de ultrapassar a barreira dos R$ 40 bilhões nos próximos anos. Os consumidores não querem mais perder tempo nos supermercados e ganhar tempo com outras coisas”, disse Marco Zolet, CEO da startup. O modelo de negócio remunera os entregadores e faz o modelo de negócio girar em economia compartilhada.

11. Zanzant

A startup atua na eliminação de filas em supermercados. Por meio de um hardware embarcado no estabelecimento, o cliente aciona que quer ir para a fila do checkout e continua comprando até chegar sua vez. “O sistema controla todo o tempo e vai dizendo em que posição ele está. Do outro lado a gente tem o sistema das lojas com outras funcionalidades”, afirmou Paulo Rezende. O sistema gerencia e otimiza o tempo de espera para atendimento em checkouts de estabelecimentos comerciais e empresas prestadoras de serviços, para ser utilizado em dispositivos móveis como smartphones e tablets.

12. Flowsense

A startup atua com marketing individualizado. “Nossa ideia é fazer a oferta certa, para o cliente certo, na hora certa”, afirma André Bain, CEO da startup. “Somos líderes no uso de dados de localização on-line e de inteligência, ofertando uma plataforma que ajuda as empresas a entender o comportamento do consumidor on-line, e garantir uma base segmentada para fazer o engajamento”, conta. Com a plataforma, as empresas conseguem aferir os resultados das campanhas, e ampliar a fidelização para ter acesso a nível de individualização da conversa com os clientes. “A ideia é ajudar as empresas a conseguir se posicionar no mundo físico de forma mais eficiente e canalizar clientes para ofertas mais atraentes”, diz. O primeiro mercado é de automação de mobile marketing. Analisamos mais de 5 milhões de clientes e ano passado a gente cresceu mais de dez vezes.

Fonte: Novarejo