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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 09 de outubro de 2018 às 06:45
Depois de ter passado por outras três grandes revoluções industriais, podemos dizer que a atual, a da indústria 4.0, está sendo a mais transformadora de todas. E não pelo que ela está fazendo com as relações humanas e de trabalho, pois as outras também trouxeram grandes mudanças para a sociedade, mas pela velocidade em que ocorre e pelo impacto que gera.

Essa revolução está criando um mercado novo e inimaginável há cinco ou dez anos.  E a rapidez com que as novas tecnologias estão sendo desenvolvidas chegando às prateleiras é uma verdadeira disrupção, e exige acompanhamento de perto pelas empresas e seus profissionais. É um grande desafio se manter atualizado em relação às possibilidades tecnológicas na mesma velocidade em que elas acontecem, se quiserem inovar.

Como sabemos, quando o assunto é inovação, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer. No ranking mundial de inovação elaborado pela Cornell University, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em 2018, o Brasil aparece na 64ª posição. E apesar de ter saltado cinco posições, depois de dois anos estagnado, o País, que tem o oitavo maior PIB – Produto Interno Bruto – do mundo, e é a maior potência econômica da América Latina e Caribe, ainda está atrás dos vizinhos Chile (47ª posição), Costa Rica (54ª) e México (56ª).

Mas o que pode parecer um atraso desanimador em geral pode ser também uma oportunidade para os players que se mexerem mais rápido. Até porque, nós do mercado de tecnologia e fornecedores de soluções e inovação, estamos percebendo é que a TI [tecnologia da informação] finalmente deixou de ser uma preocupação somente do CIO [executivo-chefe de informação, na sigla em inglês] e passou a ser parte estratégica das corporações. Além disso, a necessidade da transformação digital vem impulsionando cada vez mais os investimentos em TIC [tecnologias de informação e comunicação]. Segundo estimativa do Gartner Group, os investimentos em tecnologia previstos para este ano no mundo são 4,5% maiores do que no ano anterior. O montante deve chegar em US$ 3,7 trilhões. A dúvida que fica é no que investir? Qual é a próxima onda?

A aposta, depois da migração para a nuvem, é que tecnologias como internet das coisas (IoT), inteligência artificial e analytics impulsionem esse crescimento. O estudo do Gartner, mostra que somente IA deve gerar US$ 2,9 trilhões em investimentos até 2021. O segmento de software também tem grande destaque entre os futuros aportes projetados. Isso porque as empresas devem apostar cada vez mais no modelo de SaaS (software como serviço), que deve receber o montante de US$ 389 bilhões, o que representa 9,5% dos investimentos previstos no mundo.

E a razão dessa tendência é simples. As tecnologias que têm foco na experiência dos usuários são as que mais devem ter espaço nas futuras inovações. Além disso, o IoT aliado ao analytics são capazes de fazer análises preditivas, e isso pode ajudar a desenvolver produtos mais assertivos, reduzir custos etc. Eles prometem ser as novas ondas do futuro.

Diante dessas projeções, cabe a nós, fornecedores de tecnologia, buscar as melhores soluções para nossos clientes, mostrando-lhes que muitas vezes os  desafios também podem ser grandes oportunidades. E para quem ainda não se deu conta da necessidade de mudar a rota, de investir em novas tecnologias e apostar na inovação, ainda é tempo!

Fonte: Revista HSM