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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 28 de maio de 2019 às 16:22
Dia das Mães, Dia dos Pais, Páscoa, Natal, Dia dos Namorados… Para quem trabalha no setor varejista, essas datas são ótimas oportunidades para estreitar o relacionamento com os clientes e registrar um incremento nas vendas. Além dessas comemorações, outros momentos do ano, como a volta às aulas e a mudança das estações climáticas, por exemplo, também podem alavancar o desempenho do comércio. Para que isso aconteça, no entanto, é fundamental que o lojista tenha uma organização prévia por meio de um calendário comercial.

Com o mapeamento das datas e das épocas importantes do ano – os chamados “ciclos do varejo” – é possível montar um cronograma de ações e de estratégias especiais de marketing para cada negócio. O segredo é entender bem qual é o posicionamento da loja e quem é o seu principal público. A partir desses dados, ao elencar as ocasiões mais alinhadas ao negócio – incluindo aquelas não muito conhecidas, que contém um elemento “surpresa” para o cliente –, o lojista pode potencializar os resultados e aproximar a marca dos seus consumidores.

Mas como desenvolver um calendário comercial prático e eficiente? A CDL Porto Alegre preparou um guia rápido com seis passos fundamentais para a criação e execução desta ideia.

1. Escolha as datas mais significativas

Para desenvolver um bom calendário comercial, o primeiro passo é entender quais são as datas mais significativas para cada negócio. Nesse processo, o lojista deve consultar o fluxo de vendas e as pesquisas de mapeamento de público. É preciso ir além do básico, pensando em datas nem sempre lembradas pelo comércio em geral, mas que dialogam com a loja e com os seus clientes. Além disso, é fundamental alinhar as datas escolhidas ao posicionamento do negócio. Se a loja defende a sustentabilidade, por exemplo, ela deve promover ações no Dia do Meio Ambiente.

2. Estabeleça um planejamento para cada data

O segundo passo para o desenvolvimento de um bom calendário comercial é estabelecer um planejamento para cada data mapeada. Nesta etapa, é importante entender que o aumento das vendas não é o único foco; algumas datas desse calendário estarão voltadas para fortalecer a marca e o relacionamento com os clientes. No longo prazo, a soma das ações de incremento de vendas e de fortalecimento do posicionamento irão gerar resultados positivos ao negócio.

3. Detalhe o que será feito em cada data

É importante detalhar ao máximo o planejamento das datas que foram mapeadas no calendário. Haverá ações de marketing? Em quais canais? Quem serão os responsáveis pela ação? Qual o orçamento? Quais são as metas para cada ação? O que se espera alcançar em resultados? Nesse detalhamento, vale listar, também, o que será necessário para executar o que foi planejado.

4. Alinhe o calendário ao planejamento do negócio

Criado o calendário comercial, é hora de o lojista alinhar o cronograma ao planejamento estratégico do negócio. Essa ação dá credibilidade ao que foi feito e garante a sua execução.

5. Use o calendário para guiar a comunicação com o cliente

Já que existe um calendário e um planejamento de ações a serem executadas durante o ano, nada melhor do que aproveitar essa vantagem competitiva e fortalecer a comunicação com o cliente. Ele deve ser o primeiro a saber das iniciativas programadas para cada data especial. Essa comunicação direta ajuda o consumidor a se preparar e a aproveitar melhor as promoções.

6. Prepare o público interno

De nada adianta ter um ótimo calendário comercial, com excelentes ações e promoções, se o público interno não for comunicado e não estiver preparado para executar o planejamento. Por isso, é fundamental investir na preparação e no treinamento dos vendedores do negócio.

Fonte: CDL Porto Alegre
Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 28 de maio de 2019 às 16:11
O Brasil é o oitavo país do mundo a receber um centro de inovação da P&G. 

O Centro de Inovação para América Latina recebeu R$ 200 milhões em investimentos e está instalado no chamado Campus Louveira, onde funcionam também uma fábrica e um centro de distribuição da companhia. Trata-se de uma localização estratégica, inclusive nas proximidades da Unicamp, uma das principais universidades do país. No espaço, dedicado à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos, embalagens e processos produtivos, trabalham 150 cientistas de dez diferentes nacionalidades, com a missão de ouvir, vivenciar e entender desejos e necessidades do consumidor brasileiro e latino-americano. O objetivo é que o trabalho realizado por lá resulte na entrega de soluções sob medida, realmente pensadas para as necessidades, hábitos e características das diferentes famílias que consomem as marcas da P&G.

A escolha do Brasil para abrigar o 14o centro de inovação da empresa em todo o mundo reforça a importância do mercado nacional nos negócios da P&G. “Em momentos de crise, muitas empresas deixam de investir em inovação. Mas não é isso o que acontece aqui na P&G. Nó seguimos investindo em qualidade, em produtos inovadores, e reforçamos nosso compromisso com o desenvolvimento das categorias nas quais atuamos”, declarou Juliana Azevedo, Presidente da P&G Brasil.

Com o apoio da mais avançada tecnologia, uma série de pesquisas e testes já estão sendo realizados para as unidades de cuidados com bebês, beleza, casa e higiene, produtos femininos e oral care. Os laboratórios contam com recursos como impressora 3D, simuladores para testar produtos, além de soluções como internet das coisas (IoT) e inteligência artificial.

Foco na inovação em produtos

Para garantir alta assertividade nas pesquisas, foi montada também uma “casa do consumidor”, com sala, quarto, banheiro e lavanderia. André Felicissimo, vice-presidente de vendas da P&G no Brasil, explica que a ideia é que o consumidor se sinta como estivesse na casa dele, utilizando produtos com naturalidade e revelando informações importantes sobre seus hábitos. Por essa razão, o espaço não está ambientado como uma casa de luxo, mas como um domicílio com características próximas à realidade da maioria dos brasileiros. Como resultado, os pesquisadores obtém informações relevantes sobre hábitos e preferências na utilização, com grande nível de detalhamento: é possível até mesmo saber a quantidade exata utilizada de produtos como shampoo, o que pode trazer insights para novas fórmulas, mudanças em embalagens, entre outras possibilidades.

“O foco aqui é inovação em produto. Desde pequenas adaptações até grandes novidades”, resume André Felicissimo, em entrevista exclusiva para SA Varejo. Um exemplo é o novo Ariel Classico, com fórmula mais acessível e um pouco mais diluída, que foi criado em Louveira com foco total no consumidor brasileiro.

O vice-presidente de vendas destaca que a P&G só compete em categorias nas quais há espaço para inovar e gerar crescimento. “Não queremos ganhar participação de mercado de uma ‘pizza’ parada. Nosso foco é fazer a ‘pizza’ crescer”, afirma. O executivo avalia que, por meio de forte desenvolvimento de categorias, há espaço para crescimento em torno de 80% nos segmentos de produtos em que a P&G atua. Como exemplo desse potencial, Felicissimo cita as escovas dentais, cujo consumo médio no Brasil é de 1,8 por ano, enquanto em países vizinhos chega a 2,5, e a recomendação de organizações de saúde é de 4 trocas por ano.

Proximidade dos varejistas

Ainda nesta semana, um grupo de varejistas será recebido para um tour pelo novo Centro de Inovação para América Latina da P&G. A intenção é que essa troca de ideias e experiências com o setor seja bastante frequente. “Queremos trazer nossos clientes aqui, mostrar comportamento do shopper/consumidor e, juntos, termos ideias que poderão ser qualificadas nas lojas deles”, afirma André Felicissimo. “O centro de inovação começa aqui, mas termina nas lojas de todo o Brasil. Precisamos de parceiros interessados em fazer com que as lojas também se transformem em centros de inovação, melhorando a vida dos consumidores e dos shoppers”, resume o executivo, convidando o varejo a estar aberto e receptivo à inovação.

Com 182 anos de vida, a P&G busca manter o “corpinho de 20” e um dos caminhos para isso é a adoção da mentalidade de startup. Com investimentos como o do novo centro de inovação, um lançamento que antes demorava dois anos para chegar às gôndolas agora pode ser viabilizado em nove meses. Para o futuro próximo, a ideia é reduzir ainda mais esse tempo.

Fonte: S.A. Varejo