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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 05 de dezembro de 2017 às 12:36
Inovações transformam as fontes de competitividade, os modelos de negócios e  a gestão empresarial. Hoje, vivemos um intenso processo de geração e difusão de tecnologias integradas e inteligentes. As empresas brasileiras precisam se posicionar frente a essa revolução. Apesar dos riscos, que não são desprezíveis, a indústria está diante de oportunidades para avançar em sua capacidade competitiva. Para isso, é necessário conhecer tendências, identificar tecnologias relevantes e estimar impactos das mudanças.

Conectada ao big data e à inteligência artificial, a biotecnologia sintética está transformando as agroindústrias, a indústria química e a farmacêutica, por exemplo. O preço dessas tecnologias está em queda acentuada, assim como o de nanotecnologias, redes de comunicação e materiais avançados. Para se ter uma ideia, o custo de exames de DNA cai de forma mais acelerada do que o da fabricação de chips.

Nos últimos 10 anos, vimos surgirem inovações com efeitos na indústria e na vida das pessoas. A todo momento, novas tecnologias modificam a realidade em que estamos imersos. Computador, internet e smartphone alteraram substancialmente o comportamento da sociedade e o modo de produzir. Para a próxima década, a expectativa é que tecnologias conectadas, convergentes e inteligentes tragam mudanças profundas no interior das empresas, ao mesmo tempo em que criam  possibilidades para o mercado.

Essas inovações serão um caminho sem volta e implicam transformações na produção, na logística, na distribuição e, principalmente, na base de conhecimento e de relacionamento entre empresários, pesquisadores e trabalhadores. É essencial e urgente, portanto, o debate sobre educação e qualificação profissional no país de modo a agir efetivamente  para aperfeiçoar nossas capacidades.

O Projeto Indústria 2027 é uma iniciativa  da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no marco da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que mobiliza mais de 40 pesquisadores de duas das principais universidades do país – UFRJ e Unicamp. Inédito, o estudo convida empresas de todos os segmentos e portes a se prepararem para os desafios que novas tecnologias impõem. Uma vez vencidos, eles podem ajudar a reinserir o Brasil na trajetória de desenvolvimento.

O projeto traça tendências e seus impactos sobre o setor ao longo da próxima década. Mapeia oito grupos de tecnologias – inteligência artificial, internet das coisas, redes de comunicação, produção inteligente e conectada, materiais avançados, nanotecnologia, biotecnologia, e armazenamento de energia. Além disso, avalia os  efeitos das inovações em 10 conjuntos de segmentos industriais, mostrando como alteram fatores-chave de competitividade.

O estudo vai identificar quais inovações resultam em transformações moderadas ou disruptivas hoje e em até 10 anos. O Brasil pode encontrar importantes oportunidades de desenvolvimento econômico e crescimento sustentável a partir dessas novas tecnologias. Assim como ocorre em outros países, a indústria brasileira precisa traçar estratégias para definir que patamar quer atingir no futuro próximo. Devemos estar atentos e preparados.

Cada uma a seu tempo e em ritmo próprio, as inovações invadem a produção industrial e o funcionamento das empresas. O caminho é olhar adiante e compreender a necessidade de as indústrias se atualizarem perante uma série de tecnologias. É  preciso, portanto, olhar com profundidade para as tecnologias e para seu poder de modificar os parâmetros em um contexto de competição global.

Este é o momento de as empresas brasileiras assumirem o protagonismo nesse tema. Quanto mais rápido nos aproximarmos da indústria do futuro, mais  o Brasil  terá chances de reconquistar sua posição estratégica na economia mundial. Não há alternativas se quisermos nos tornar um país próspero e desenvolvido.

Fonte: CNI
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 05 de dezembro de 2017 às 12:36
Dentro de menos de 10 anos, 7,6 milhões de famílias chinesas abastadas poderão gastar anualmente com produtos de luxo tanto quanto é gasto nos mercados do Japão, Itália, França e Estados Unidos juntos. Ou seja, em 2025, a República Popular sozinha produzirá, em produtos de alta gama, receitas de 151,4 bilhões de euros, quase metade dos 344 bilhões de euros gastos em escala global.

Que os consumidores chineses são importantes para o mercado de luxo é um fato que estamos acostumados a ouvir. Uma pesquisa da McKinsey & Company (Chinese luxury consumers: the 1 trillion renminbi opportunity) mede as dimensões do fenômeno.

“O crescimento nos gastos não é mais conduzido por consumidores novos que compram produtos de luxo pela primeira vez, mas por clientes já existentes”, explica o analista McKinsey Antonio Achille ao jornalista da MFF, Jay Gatsby.

Enquanto isso, o público também aumentou: “Se, em 2008, os chineses ricos – aqueles com renda superior a cerca de 38 mil euros – representavam só um terço dos consumidores de luxo, hoje eles somam metade e são responsáveis por 88% dos gastos”, continua Achille.

O meio digital também terá papel importante. De acordo com pesquisa da KPMG divulgada no Jing Daily, em 2020, o mercado online na China chegará a veicular 50% das vendas de bens de luxo.

Fonte: Couromoda