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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 17 de julho de 2018 às 06:38
Cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que os dez segmentos que compõem o varejo ampliado tiveram uma perda de R$ 7,4 bilhões no mês de maio, em decorrência dos 11 dias de paralisações provocadas pela greve dos caminhoneiros. Esse valor corresponde à queda de 4,9% nas vendas do varejo ampliado, em relação ao mês anterior. “Essa foi a primeira queda do ano e o pior resultado para meses de maio em mais de 15 anos de levantamentos da série com ajustes sazonais”, informou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes.

Diante desse resultado, a Confederação revisou a sua expectativa de avanço do varejo ampliado em 2018 de +5,0% para +4,8%. “Embora as significativas quedas provocadas pelas paralisações de maio estejam restritas ao terceiro bimestre de 2018, dificilmente o ritmo de vendas verificado nos cinco primeiros meses do ano (+6,3% ante o período de janeiro a maio de 2017) se manterá no segundo semestre”, afirmou Fabio Bentes.

A maior base de comparação da segunda metade do ano passado, associada à lenta recuperação do emprego, ao novo patamar da taxa de câmbio e à maior volatilidade nos níveis de confiança de consumidores e empresários decorrentes das indefinições do cenário eleitoral, deverá levar o setor a sustentar um ritmo de crescimento mais lento nos próximos meses.

Quedas inéditas em quase todos os segmentos

Segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados em 12 de julho pelo IBGE, os setores que mais sentiram os efeitos da greve foram os de comércio automotivo (-14,6%), livrarias e papelarias (-6,7%) e de combustíveis e lubrificantes (-6,1%). Todas as quedas registradas foram inéditas para o período analisado. O único ramo do varejo que conseguiu compensar os efeitos das paralisações foi o de hiper e supermercados, com alta de 0,6%.

As paralisações geraram consequências também para os consumidores, que, pela necessidade de reequilíbrio da oferta e demanda de produtos, enfrentaram a maior alta de preços (1,3%) dos últimos 28 meses, desde janeiro de 2016 (+1,5%). Segundo o último IPCA-15, apurado entre os dias 15 de maio e junho, os bens de consumo não duráveis, como alimentos e combustíveis, registraram o maior avanço de preços (+1,72%) desde fevereiro de 2016 (+2,22%).

Fonte: CNC
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 10 de julho de 2018 às 06:51
A Arezzo cresceu por meio de seu sistema de franquias. Hoje, cerca de 50% das lojas da rede são franqueadas e a marca precisa planejar com cuidado a evolução do seu e-commerce para não canibalizar as lojas. Hoje, o e-commerce da marca corresponde por 10% do total de vendas da rede, acima da média do mercado de moda.

Para a empresa, o aumento de clientes omnichannel significa necessariamente o aumento do lucro da empresa. A cliente omnichannel da Arezzo responde por um tíquete médio duas vezes maior que o da cliente que compra em um único canal.

A integração dos canais da Arezzo enfrenta, porém, uma dificuldade importante e bem comum ao varejo: a unificação dos preços no on-line e no físico. Toda parte de remarcação sempre foi um trabalho do franqueado. Mas, com o advento do e-commerce, a precificação se tornou um dos maiores pontos de atenção.

A Arezzo aponta que soluciona o problema de precificação deixando os preços do on-line abaixo do preço de todos os franqueados do País, exceção feita aos preços em promoção.

Outra marca da Arezzo, a Shutz, sofre menos com esse tipo de problema porque é marca nativa digital. Trabalha com preços padronizados entre on-line e off-line desde seu primeiro dia de vida.

Estoque

Para distribuir os produtos vendidos no on-line, a Arezzo tem feito a experiência do ship from store, que utiliza a loja física como estoque para as vendas do e-commerce. São entre 20 e 30 lojas da rede que atendem pedidos on-line. Em algumas lojas, 10% das vendas já são do ship from store.

Em outros 15 pontos de venda, a marca tem oferecido ao consumidor a compra por e-commerce dentro da loja física. Por meio de um monitor, o cliente acessa o site, escolhe a peça e faz o fechamento da venda para receber o produto em casa.

Em algumas dessas 15 lojas que recebem essa nova experiência, a compra on-line corresponde a 5% do faturamento. As lojas, em especial as menores, ganham por não necessitarem de um estoque físico tão amplo.

Fonte: Novarejo