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Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 18 de julho de 2018 às 16:19
Os atacadistas registraram recuo de 4,60%, em termos nominais, nas vendas acumuladas de janeiro a maio, sobre um ano antes. Com o resultado, os empresários trabalham com a perspectiva de que a retomada, tão esperada para 2018, fique para 2019.

Os dados são da pesquisa mensal da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (ABAD). “A greve dos caminhoneiros prejudicou o desempenho do setor atacadista e distribuidor em maio assim como outros setores da economia. Mas ninguém foi mais prejudicado do que a população, que é quem sempre paga a conta da instabilidade política e econômica”, afirma o presidente da ABAD, Emerson Destro. Para ele, com o desemprego em alta é difícil pensar no crescimento do consumo ainda neste ano.

“Começamos o ano com boas expectativas em relação à retomada econômica, mas o nível de desemprego continua alto e não há tempo para reverter essa situação com um cenário de eleições que vai tomar todo o segundo semestre. Portanto, 2019 será mais um ano de resiliência”, avalia.

E os supermercados?

Enquanto os atacadistas ainda patinam, o faturamento real dos supermercados no estado de São Paulo no conceito de todas as lojas apresentou alta de 10,13% no mês de maio ante igual período de 2017. Este saldo fez o acumulado de 2018 chegar a 5,66% de crescimento em relação a 2017.

Já no conceito de mesmas lojas – que contabiliza apenas operações com mais de um ano –, o resultado de maio de 2018 foi 7,65% superior ao mesmo período de 2017, o que fez o acumulado do ano chegar a um crescimento de 3,88%.

“Como o setor supermercadista trabalha com estoques de até 15 dias, em média, maio não ficou necessariamente comprometido com os onze dias de paralisação dos caminhoneiros”, explicou o economista da entidade, Thiago Berka, pontuando que a histeria para abastecimento dos lares em maio ajudou no crescimento das vendas.

Fonte: DCI
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 18 de julho de 2018 às 16:19
O e-commerce brasileiro de artigos esportivos Netshoes aposta na prestação de serviços relacionados à venda online de produtos dos grandes times de futebol para alavancar o faturamento. Entre 2016 e 2017, o negócio apresentou um crescimento de 54% na receita por meio da iniciativa.

Em vigor desde 2008, a estratégia se intensificou nos últimos três anos e visa atender não apenas marcas esportivas, mas também negócios ligados ao setor de vestuário. De acordo com o diretor de marketing e vendas da Netshoes, André Shinohara, a iniciativa contempla toda a logística de venda do cliente.

“Atualmente trabalhamos com a compra do estoque do parceiro, ou seja, toda a logística é de responsabilidade da Netshoes, além do relacionamento com cliente, marketing, tecnologia”, afirmou o executivo. O gerenciamento abarca também inteligência de mercado e planejamento na elaboração dos portfólios de produtos.

Segundo ele, a aposta nesse tipo de prestação de serviço deve promover maior competitividade à empresa, tornando-se um cartão de visita à outras parcerias futuras. “Isso fortalece ainda mais a companhia na associação com outras grandes marcas e clubes, além de gerar novos potenciais clientes ao grupo”, declara Shinohara.

Atualmente, a base de clientes parceiros da Netshoes tem cerca de 20 empresas de grande porte. Entre elas estão as lojas oficiais de times de futebol como Cruzeiro, Internacional, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Sport e Vasco. Dentro desse montante, também estão marcas de material esportivo, tais como Olympikus, NBA e Kappa. O serviço de gestão mira também em outros nações da América Latina, como por exemplo lojas virtuais no México e Argentina.

Ainda de acordo com Shinohara, o valor cobrado pelo serviço vai “depender do tamanho da operação e o que será necessário para suprir as necessidades do cliente” e que “normalmente existe um setup e uma manutenção mensal”.

Questionado sobre as perspectivas de aumento na base de clientes parceiros, Shinohara afirmou apenas que “tem um plano agressivo de expansão em desenvolvimento”, sem divulgar números relacionados à estratégia.

Ser ou não ser?

Para o diretor comercial da consultoria de plataformas de e-commerce Grupo DCG, Sandro Pionkowski, os grandes clubes de futebol – assim como as marcas de material esportivo – tendem a utilizar os marketplaces como “aperitivos” de seus produtos para os consumidores no geral. “Normalmente, a mercadoria principal é a que está sendo comercializada na própria loja oficial. Um ‘subproduto’ anunciado no marketplace fornece uma remuneração adicional às grandes empresas”, diz ele.

Pionkowski afirma que, ao realizar a compra nessas plataformas marketplace, o usuário é muitas vezes canalizado para a “origem” do produto, chegando até o e-commerce oficial das marcas esportivas.

Em relação possibilidade de adesão de empresas de pequeno porte aos serviços de gestão, o diretor comercial pondera que a melhor opção é manter-se nos grandes marketplaces por conta do fluxo de usuários nesses ambientes.

“Ao entrar nas plataformas de marketplace, os lojstas pequenos se beneficiam por evitarem investir um capital inicial para o desenvolvimento de um e-commerce próprio”, diz Pionkowski, lembrando que o empreendedor também teria custos adicionais relacionados à captação de tráfego para a loja oficial. Com isso, segundo ele, os serviços de gestão às grandes marcas esportivas possibilitam maior “integração” em termos de comunicação com o consumidor e eficiência na velocidade de publicação de anúncios nos dois ambientes.

A Netshoes não divulgou números relacionados ao faturamento, mas emitiu nota afirmando que “esse número é de dois dígitos e na casa dos milhões de reais.”

Fonte: DCI