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Gestão & Liderança Postado em terça-feira, 27 de agosto de 2019 às 11:16
Como liderar uma equipe? Eis uma pergunta complexa de se responder atualmente. Com tanta mudança no mundo em tecnologia, diversidade, inovação, cada vez mais surgirão desafios. Mas com certeza o maior deles é saber lidar com o lado comportamental das pessoas. Faz-se necessário estar presente integralmente, saber ouvir e conciliar situações.É claro que competências da liderança como domínio técnico, agilidade e produtividade, disciplina, pensamento estratégico, visão de negócio, foco em resultados são importantes e não podem ser ignoradas, mas as prioridades mudaram. Hoje, ao falarmos da liderança no desenvolvimento de pessoas, pensamos em líderes que sabem dialogar, ouvir, incluir. Pensamos primeiro em profissionais coerentes, éticos, íntegros e fiéis a seus valores, e depois pensamos em resultados.

Ser um bom líder é compreender que estar próximo da equipe e atento às necessidades das pessoas pode impulsioná-las a darem o seu máximo e trará os melhores resultados no menor tempo possível. Para coordenar pessoas, não basta ter poder e autoridade, mas saber escutar as pessoas. Liderança é, no final, estimular o alto desempenho dos subordinados, por meio das melhores práticas.

Liderança e gestão de pessoas modernas precisam tratar as pessoas como elas são, rompendo a maneira tradicional dos meios de produção. É aquela história do “sou apenas mais um número” que deve se extinguir. Por isso, é dever de um bom líder promover feedbacks constantes, ouvir e direcionar aos melhores caminhos. Com essa prática, saberão indicar quais devem ser os movimentos ideais para cada funcionário colaborar com os resultados da companhia.

Confira outras competências para a liderança no desenvolvimento de pessoas:

Liderança

Para ser um líder não é preciso necessariamente ser um gestor. Um líder deve assumir riscos e se responsabilizar por suas atitudes, conhecendo os pontos positivos e os pontos a melhorar na equipe e em si mesmo. É ser um porta-voz, motivando e influenciando as pessoas com quem trabalha a alcançarem seus objetivos.

Motivação

Uma das mais funções de destaque desse profissional é motivar diariamente sua equipe. Um colaborador sem motivação pessoal ou profissional não tem comprometimento ou interesse com os objetivos traçados, gerencia seu tempo de forma inadequada, entre outros “tropeços profissionais”. E tudo isso resulta em uma baixa produtividade.

Equilíbrio emocional

Ter inteligência e conhecimento da área é um importante fator para o sucesso, mas não suficiente para manter uma vida profissional equilibrada e harmônica. Aliada aos conhecimentos técnicos, existe a inteligência emocional, uma das maiores responsáveis por fazer com que os resultados pessoais e profissionais estejam em patamares satisfatórios. Assim, um líder que está com sua parcela emocional devidamente equilibrada consegue se posicionar de forma sábia e eficaz, pois, ao administrar suas emoções, ele também realiza a organização do seu ambiente de trabalho de maneira efetiva. Obviamente, tudo isso afeta o desempenho de maneira positiva.

Criatividade

Não é apenas voltada ao lado artístico, mas também a pensar fora da caixa em qualquer situação. É analisar todos os aspectos ao seu redor para encontrar soluções rápidas e inovadoras. Ser criativo é ter pensamento visionário e que acrescenta ideias à organização de forma ousada para obter bons resultados.

Adaptabilidade

Adaptabilidade é ter a capacidade de ser flexível em qualquer ambiente, se adaptando às mudanças que podem ocorrer na equipe ou na empresa. É saber contornar situações inesperadas e conviver com as diferenças.

Comunicação

Comunicação é saber transmitir seu pensamento de forma clara e objetiva. Não é o diálogo em si, mas a boa oratória, a dicção e o vocabulário bem construído. Uma boa comunicação entre um líder e os seus colegas de equipe diminui o risco de falhas e aumenta a produtividade.

Negociação

Negociação é saber resolver conflitos internos através do diálogo tendo como objetivo o sucesso da corporação como um todo. Saber negociar é saber balancear todas as ideias e fatores envolvidos, visando chegar a um determinado objetivo.

Empatia

Empatia é basicamente se colocar no lugar do outro. O líder deve tentar compreender o ponto de vista dos colegas, entendendo como se comportam, quais são seus sentimentos e emoções. Um profissional que tem empatia ajuda as pessoas com seus problemas e toma decisões pensando também no impacto que elas terão nas outras pessoas.

Ética

Ter ética é agir com responsabilidade social. Um profissional qualificado tem ética e moral, sabe diferenciar o certo do errado, age com integridade e colabora com a equipe.

Prudência

O colaborador prudente analisa todas as possibilidades, descobrindo o que pode acontecer a cada passo, sem colocar a carroça na frente dos bois. É pensar em todos os aspectos antes de uma atitude que pode afetar seu projeto ou a própria empresa.

Fonte: Empreendedor 
Gestão & Liderança Postado em terça-feira, 27 de agosto de 2019 às 11:10
O cenário empresarial mudou e está cada vez mais dinâmico. Com isso, é importante que as empresas se mantenham atentas e acompanhem essas mudanças.

Investir em capital humano é fundamental para aumentar sua vantagem competitiva visando o crescimento do negócio. Nas empresas familiares, esse processo é um pouco mais complexo, pois envolve fatores emocionais e afetivos.

As empresas familiares representam uma parte significativa da economia brasileira. Além de ser o sonho do fundador, perpetuar essas empresas é fundamental para equilíbrio do país, pois as organizações de natureza familiar representam cerca de 85% do parque empresarial do país.

Entretanto, realizar essa tarefa requer alguns cuidados, ainda mais quando a geração que irá assumir é caracterizada como “geração Z”. Essa geração, composta por pessoas nascidas na década de 90, é antenada, dinâmica e tecnológica. Tais características são fundamentais para que a empresa inove e busque modernidade, tornando-a competitiva dentro do mercado.

Os jovens, que possuem pouco mais de 20 anos, estão trazendo novos desafios, pois estão acostumados a executar múltiplas tarefas e não gostam de perder tempo, sendo um de seus principais atributos é o imediatismo.

Contudo, é necessário que essa transição seja feita com muita cautela, pois essa dinamicidade faz com que esses jovens não se fixem em uma mesma empresa por longos períodos. O grande desafio é como tornar um jovem dessa geração, um líder apto para assumir o comando de uma empresa familiar.

O primeiro passo é saber se o sucessor tem interesse em atuar nos negócios da família. Com isso, a chance de ele desistir durante o processo diminui significativamente. Após esta constatação, é necessário garantir um processo de qualificação. O sucessor precisa começar de baixo, entendendo a estrutura e suas operações. Atuando junto aos demais colaboradores, e assim, conquistando aos poucos o respeito de todos.

O processo é longo, em virtude de não se conquistar confiança da noite para o dia.

O sucessor não pode assumir a empresa somente por ser parente do fundador, é importante que ele tenha competência para assumir um cargo na organização de sua família. Para tanto, há que se promover um processo de desenvolvimento, que se realiza no longo prazo.

Colocá-lo para vivenciar o dia a dia, a rotina de todas as áreas da empresa, é fundamental para o crescimento do sucessor. É importante que esse processo seja realizado com tempo e tendo, de preferência, a condução do fundador, pois ele servirá como mentor durante toda a formação.

O terceiro passo é transmitir a cultura e os valores da empresa, fazendo com que o sucessor se adapte ao modelo organizacional, respeitando as regras já estabelecidas pelo fundador.

Porém, ao realizar a sucessão, as características do sucessor devem ser preservadas, de maneira a trazer o que há de melhor em sua geração: inovação e criatividade.

É muito comum que haja conflitos oriundos de situações vinculadas a adoção de modernidades, que ao sucessor parecem fundamentais, e pela ótica do fundador são questões supérfluas. Implementar um novo sistema visando diminuir o tempo gasto, aumentar as vendas, melhorar o marketing da empresa, buscar novas tecnologias, entre outras coisas, são alguns aspectos que a nova geração pode auxiliar para a evolução do modelo de gestão corporativa. Porém, sempre respeitando a cultura e os valores da empresa.

Assim como os jovens dessa geração, as empresas também precisam estar em constante evolução, e terão como principal desafio atualizar os negócios, criar novos modelos de liderança e um plano de carreira atrativo para reter os talentos da nova geração.

Portanto, as características dessa nova geração, se bem trabalhadas, ajudarão as empresas familiares em um futuro próximo, a se consolidarem cada vez mais no mercado. É importante buscar esse equilíbrio entre gerações, para que a empresa tenha sua cultura e valores preservados e o sucessor coloque em prática toda a capacidade de inovação e criatividade presente em sua geração.

Fonte: Diário do Comércio