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Economia & Finanças Postado em domingo, 29 de março de 2020 às 19:31
Conhecidas as premissas do que é importante, concentre-se: conheça os números. O mais IMPORTANTE NESTE INSTANTE É O CAIXA. A EMPRESA SOBREVIVE OU MORRE PELO CAIXA.

No próximo boletim aprofundaremos o modelo e focaremos a apuração do RESULTADO integrado ao CAIXA, momento em que agruparemos as contas de gastos e alcançaremos a matéria do ponto de equilíbrio.

        ◘ Qual é a sua situação?
                • Tem fluxo de caixa regular com as entradas e saídas?
                • O fluxo de caixa está atualizado até a data da parada?
                • Ou inexiste fluxo, mas um apontamento regular do seu contas a pagar?

Se a sua situação for a última, ótimo, é o bastante para avançarmos.

Dedicaremos este módulo da NEWS ESPECIAL, somente para pequenos empreendedores com maiores necessidades. Avançaremos logo mais.

► P A S S O  1: Junte os dados. 

Qual é a ideia: Transformar uma porção da dados em informações organizadas para a tomada de decisão.

Documentos a mão, vamos identifica-los junto com o montante devido, nesta primeira fase independente de prazo para pagamento
        • Vamos separar e identificar os impostos, comissões sobre vendas, o tradicional bônus de venda da equipe, o custo de cartão por cada venda realizada, e uma porção de pagamentos que realizamos e sobretudo a nossa dívida para com fornecedores.

Vejamos um exemplo que é muito próximo do que estamos tendo experiência.
        • Relação do total das contas a pagar (no dia em que a(s) lojas foram fechadas)



        ○ Conclusões acerca das dívidas e ativos



► P A S S O  2: Identifique a referência mensal destes gastos

        ○ Com base na receita mensal de R$ 100.000, correspondente ao plano de vendas feito para as compras do meses de março a agosto, coleção de inverno.



► P A S S O  3: Distribua as dívidas e projete um cenário mensal de receita até agosto

Sabemos o quanto é desafiador estabelecer metas de vendas para os próximos meses

        ○ Não sabemos nem ao menos quando as lojas reabrirão.

        ○ É desconhecido o comportamento do consumidor na volta as compras, mas certamente será de muita cautela. Vale iniciar de forma muito modesta e aumentar projetando a reconquista e volta das consumidoras.

        ○ Vejamos as premissas do modelo:
                    • Adiantamento de todos os recebíveis.
                    • Venda de 5% em dinheiro, 20% de débito e 80% em 3x
                    • Custos contemplados de cartão de crédito:
                            - Débito 1,5% am
                            - Crédito 2,5% am
                    • Custos de antecipação de 1,8% am
                    • Loja de referência de venda de R$ 600.000 em 6 meses, com projeção para R$ 355.000




► P A S S O  4: Ajuste do Fluxo – etapa 1

        ○ Saldo do Fluxo – As contas revelam um déficit total de R$ 43.440 ao longo dos 6 meses

        ○ Este déficit retrata uma situação otimista da realidade geral do mercado

        ○ Demonstraremos alguma possibilidades de ajuste que podem variar de caso a caso:



◘ Passos seguintes da execução do ajuste:

        ○ Examine conta a conta e utilize de todos os benefícios legais permitidos na conta de impostos Por enquanto não existe nada concreto com relação a eventuais benefícios focados nos salários.

        ○ O ajuste de conta de FORNECEDORES deve ficar para o final dos demais procedimentos recomendados. Ele representa 65% da dívida total. Qual o motivo dessa recomendação?
                • A certeza de quanto e que prazo necessitaremos após todos os demais ajustes. 
                    • Se iniciarmos por ela, certamente não saberemos quanto precisaremos postergar

                • O exemplo demonstrará claramente a operacionalização do modelo

        ○ Após as recomendações destacadas, o saldo de caixa, ao final dos 6 meses, passa para um superávit de R$ 46.794.

        ○ Mas o qual o desafio remanescente:
                • De abril a julho o saldo é deficitário mês a mês, vindo a se ajustar em agosto, quando da inexistência de débitos com fornecedores de produto.

        ○ Chegou o momento de remanejar os prazos de pagamento junto aos fornecedores de produtos para alcançar o equilíbrio do fluxo mês a mês.



► P A S S O  5: Ajuste do Fluxo – etapa 2

        ○ Preliminarmente relembre da premissa na “PROTEÇÃO DOS SEUS ATIVOS”
                • O fornecedor é o seu ativo fundamental para a continuidade dos negócios

        ○ A tabela demonstra claramente os remanejamentos, com prorrogações de prazo, para que todos os meses venham a ficar positivos (superavitários)
                • O saldo final superavitário no final de agosto permanecerá inalterado (46.794)

        ○ Desta forma você ficará tranquilo para gerir os seus negócios neste período de elevada turbulência

        ○ Demais considerações e dicas:

                • Manter  folga de caixa, conforme demonstra o exemplo. No percurso de crises as folgas de caixa são necessárias para as eventualidades que, com certeza, vão ocorrer.

        ○ Existem dificultadores para o ajuste da forma como recomendado.
                • Os valores mensais das contas de fornecedores são desdobramentos de parcelamento de uma compra
                • Na sua execução, para não incorrer em riscos, considere a primeira recomendação:
                        Exemplo:  Vencimentos de abril: 60% parcelar por mais 60 dias
                                    - Se o valor incorpora um parcelamento de maio, em que a recomendação é de parcelamento de 50% do valor, oriente todos os boletos da compra pelos 60%.

        ○ Examine, no exemplo em foco, que o mês de agosto apresenta uma folga maior.
                • Esta margem permitirá repor compras numa em eventual retomada com mais vigor do mercado



        ○ Visualize o equilíbrio mensal conquistado por conta do ajuste



→ Próximas Etapas:

        ○ Fluxo de caixa estruturado, com gastos classificados

        ○ Balanço de Resultado do período denominado de DRE a partir da estrutura do Fluxo (ou vice e versa)

        ○ Ponto de Equilíbrio

        ○ Balanço Financeiro de Longo Prazo
                • Como administrar as contas que foram postergadas ao exemplo dos Impostos

        ○ Gestão dos estoques remanescentes, diante das compras realizadas com a base de receita média de R$ 100.000, para um novo cenário de R$ 59,1 mil de média mensal até agosto


Faça boa utilização do material. O desafio é transformar a ameaça presente em grande oportunidade para internação de conhecimento e restabelecer a importância adequada das finanças na sua loja. A história mostra que as empresas feitas para durar são as mais ortodoxas na gestão financeira. Avançam mais lentamente, mas com prudência. Faça bons negócios, mas valorize o caixa. Os seus negócios, depois desta, precisam se manter saudáveis e sustentáveis no longo prazo.

Autoral NEORI MOLTER
Gestão & Liderança Postado em sexta-feira, 27 de março de 2020 às 08:34
Crises normalmente são anunciadas. Mas as súbitas aparecem como acidentes,  nos deixam perplexos, sem ação, nos tiram do sério, os conceitos se perdem, esquecemos até o que sabemos fazer bem, perdemos o sono, o que deteriora mais ainda o dia a dia.  

Começamos na segunda a construir este conteúdo apreensivos com o tamanho do impacto do fechamento dos negócios.

Até então não tínhamos a dimensão real das consequências da parada. Mas este conteúdo já estava concluído.

Como é da nossa característica, resolvemos por questão de prudência, aguardar um pouco para a sua divulgação. O nosso mundo é outro,  não é da comunicação tradicional, de produzir notícias a cada minuto.   

Desde então MERGULHAMOS NO MUNDO REAL e começamos a auxiliar o pequeno empreendedor a fazer contas e PROJETAR O FLUXO DAQUI PARA DIANTE.

Confesso que o tamanho da minha apreensão só aumentou ao montar os novos cenários financeiros. O prejuízo é de uma magnitude respeitável e já foi determinado. Diametralmente volta o bom senso, e, neste período, observamos uma guinada para a volta do juízo, enfim o equilíbrio.

Desde o início da semana, mergulhamos num mundo surreal, inimaginável.  Na oportunidade repassamos uma informação qualificada de cientistas renomados, publicado pelo Brazil Journal,  e na oportunidade externamos a nossa opinião acerca de abordagem vertical e cirúrgica em relação a  ameaça presente,  para evitar danos de uma grandeza incalculável para uma economia combalida. Tudo é muito rápido e hoje uma grande corrente adere a este conceito.

É muito difícil e perfeitamente compreensível para o empreendedor do  pequeno varejo analisar números e traçar uma estratégia. O foco se concentra no que é crítico: vendas, produto e compra. Diante desta situação os desafios de ter clareza e tomar ações corretas se acentuou e se alastrou para a grande maioria. 

Independente do porte, valem os mesmos conceitos. Direcionamos especialmente esta matéria ao grande universo dos pequenos empreendedores com as suas lojinhas de roupas, sapatos, magazines, etc... Os negócios médios e maiores com capacidade administrativa de manter controles financeiros e competência para traçar cenários, a situação atenua, mas a natureza do desafio é a mesma.

Queremos lançar luz no simples, no óbvio naturalmente ao abrigo de conceitos.

Iniciamos no fundamental, que é a nossa condição mental para manter o equilíbrio e foco.

Nestes aproximados 40 anos juntos, nada mais justo investirmos um tempo para ajuda-lo para com clareza focar as ações mais assertivas.

U M A  S E M A N A  P A R A  L Á  D E  D I F E R E N T E

O momento requer que façamos a conexão dos fatos amplamente divulgados com a nossa realidade, aquela do dia a dia dos envolvidos tocando os seus negócios. Mas abruptamente tudo foi interrompido, tudo parou para uma maioria e somente uma minoria continua trabalhando.  A retomada da máquina, começa pelo varejo, para chegar a toda a cadeia. Não só o Brasil parou, com raras exceções o mundo parou.  De um modo geral todos estão aflitos e se juntam a fileira dos que querem ver uma luz à frente.

Cada um tem o seu jeito de reagir diante das situações. Até ontem as dificuldades eram aquelas naturais, os desafios eram superados com mais ou menos sucesso, mas enfim andando... Mas agora parou e jamais tinha parado antes. Todas as experiências internadas até então pouco valem. Sim, sobrevivemos a planos, inflação alta, retenção de poupança, e  o vai e vem de muitos planos.  Todas estas situações nos forjaram e nos ensinaram a lidar com as adversidades num escopo mais amplo, mas jamais com o alcance que está sendo exigido agora. Enfim, uma nova e indesejável experiência  Em suma, as ferramentas da nossa caixa não servem para a situação atual.

Para todos nós indistintamente parados ou em ritmo lento, a primeira orientação é de mantermos equilibrados e focados.

CABEÇA FRIA E BOA

Temos em comum o tempo suficiente e disponível para nos situar, assumir o controle da situação, montar uma estratégia e agir.

O passado nos ensinou que em desequilíbrio e em situação de pânico, não chegaremos a lugar algum, sem contar que subtraímos tempo útil  para fazer o que precisa ser feito. Se ligue, são duas perdas.

Destacamos 4 passos importantes e convidamos vocês a seguirem o caminho conosco e participarem deste momento. Fiquem a vontade para voltar aos passos e ir assimilando, assim como para seguir em frente no seu ritmo.

__ SITUE-SE; 
__ VOCÊ ESTÁ NO COMANDO;
__ MONTANDO A ESTRATÉGIA;
__ MÃOS À OBRA, AJA!

Autoral NEORI MOLTER