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Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 16:21
O avanço da tecnologia nas últimas décadas remodelou a forma como os varejistas se organizam e gerenciam seus negócios atualmente. Seja grande ou pequena, é praticamente impossível encontrar uma loja que não utilize alguma máquina para facilitar alguns processos . Entretanto, é apenas o início de um relacionamento que vai transformar o varejo como um todo graças, principalmente, ao conceito de deeplearning e à capacidade destes recursos tecnológicos entregarem relatórios e informações cada vez mais inteligentes e precisos para o futuro do negócio.

Em inglês, deeplearning pode ser traduzido como aprendizado profundo. Na prática, significa a capacidade de computadores aprenderem e realizarem tarefas como os seres humanos, mas com uma capacidade de processamento infinitamente maior. Por conta disso, é a base das soluções de Inteligência Artificial, conceito em alta no mundo dos negócios. Estimativa da MarketsandMarkets indica que este setor deve movimentar US$ 18,16 bilhões até 2023, com um crescimento médio anual de 41,7% no período.

Esse crescimento é explicado pelo boom na utilização de dados na estratégia dos negócios. O mar de informações trouxe novas ideias de gestão, mas também uma grande preocupação para os varejistas: como organizar essa quantidade cada vez maior de forma que traga inteligência de verdade para a tomada de decisão? É justamente neste ponto que entra o deeplearning. Por meio dele, é possível ver e compreender o que está acontecendo em todo processo, obtendo insights que um ser humano jamais teria tempo, conhecimento e capacidade de oferecer.

Além disso, computadores com capacidade de aprendizado conseguem juntar dados de diferentes fontes e características e, com este match, possibilitar uma visão completa sobre os perfis das pessoas que se relacionam com a sua loja. Ao identificar esses comportamentos, o lojista pode prever desejos de consumo, oferecendo o produto certo no momento mais adequado. Em um cenário de retração econômica e intensa competitividade, ele sabe que precisa ser certeiro e conhecer o seu consumidor antes mesmo dele entrar em contato com a marca. É um novo tipo de relacionamento.

Dessa forma, o negócio consegue atingir três benefícios fundamentais para a consolidação de qualquer companhia. O mais importante deles, sem dúvida, é o aumento de performance da loja por permitir que os profissionais tomem as melhores decisões e possam prever situações importantes. Também é possível desenvolver e oferecer itens e serviços cada vez mais personalizados ao levar em conta as nuances e características dos mais diferentes usuários que entram em seu estabelecimento. Por fim, há o aumento da eficiência ao reduzir o tempo dos processos internos e permitir uma maior produtividade entre os colaboradores, liberando-os de tarefas burocráticas.

O cenário atual encontrado no varejo brasileiro ainda é o do Analytics que entrega métricas “estáticas”, ou seja, sem levar em conta inúmeros fatores subjetivos que operam sobre eles. Com o deeplearning, a área torna-se “dinâmica” por se alimentar constantemente de informações e oferecer relatórios cada vez mais profundos e complexos aos empresários. O futuro passa pelo cruzamento inteligente desses dados e vai impactar não apenas o relacionamento com o cliente, mas também questões de estoque, fornecedores e colaboradores. Afinal, não adianta ter inteligência se não há precisão nas ações.

Fonte: Novarejo
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 16:17
A Lush, marca de cosméticos britânica, decidiu sair de todas as redes sociais. A empresa anunciou que vai se comunicar diretamente com os consumidores, via chat de seu site, e-mail ou telefone. A saída está programada para a próxima semana.

Em comunicado publicado simultaneamente em seus perfis no Instagram, no Facebook e no Twitter, a Lush disse que não quer pagar as plataformas para suas publicações serem vistas – via impulsionamento –  e acrescentou: “estamos cansados de lutar contra os algoritmos“. O objetivo de abrir mão de seus 1,2 milhão de seguidores é criar um relacionamento mais próximo com eles. A marca afirma que as redes sociais dificultaram o contato direto entre as pessoas.

Agora, a marca vai apostar em influenciadores digitais. No ano passado, o marketing de recomendação movimentou US$ 4 bilhões globalmente. Afinal, nada mais convincente do que receber indicações de pessoas que comentam, de forma natural, suas experiências pessoais com determinados produtos e serviços.

O movimento pode parecer ousado para uma marca de cosméticos. Sair do Instagram, rede social queridinha dos millenials, que tem 800 milhões de usuários ativos, é, com certeza, um passo arriscado. De qualquer forma, os resultados da estratégia da Lush devem ser um bom termômetro para entender se isso pode se tornar uma tendência.

Confira o comunicado publicado pela Lush:

“As mídias sociais estão tornando cada vez mais difícil que conversemos diretamente uns com os outros. Estamos cansados de lutar contra algoritmos e não queremos pagar para aparecer no seu feed de notícias. Por isso, decidimos que é hora de nos despedirmos de alguns de nossos canais sociais e abrir a conversa entre você e nós.
A Lush sempre foi feita de muitas vozes, e é hora de todas elas serem ouvidas. Não queremos nos limitar a manter conversas em um só lugar, queremos que o social seja colocado de volta nas mãos de nossas comunidades – de nossos fundadores até nossos amigos.⁣
Somos uma comunidade e sempre fomos. Acreditamos que podemos fazer mais barulho usando todas as nossas vozes em todo o mundo, porque quando o fazemos, geramos mudanças, desafiamos normas e criamos uma revolução na indústria cosmética. Queremos que o social seja mais sobre paixões e menos sobre likes. ⁣
Na próxima semana, nossa equipe de atendimento ao cliente estará ativamente respondendo às suas mensagens e comentários, após este ponto, você pode nos falar via chat ao vivo no site, no e-mail wecare@lush.co.uk e pelo telefone: 01202 930051. ⁣ ⁣
Este não é o fim, é apenas o começo de algo novo”.

Fonte: Novarejo