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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 15 de setembro de 2020 às 12:25


Pela primeira vez, influenciadores e consumidores estão nas mesmas condições, tornando-se um ativo importante para as marcas que perderam visibilidade nos pontos físicos.

Desde o início do ano o mundo vem passando por uma mudança radical em todas as esferas devido à propagação acelerada da Covid-19, o que tem afeta diferentes segmentos em grandes proporções, inclusive, a relação das marcas com influenciadores nas redes sociais. Apesar do impacto econômico da pandemia, o Marketing de influenciadores não desapareceu e pode crescer nos próximos meses. Isso é resultado do isolamento social, que fez com que as pessoas começassem a passar mais tempo conectadas e, consequentemente, de olho no que marcas estão publicando nas redes, segundo dados de um estudo feito pela Socialbakers.

O destaque foi a grande utilização de influenciadores por parte das marcas do segmento de beleza. Apesar do impacto econômico da COVID-19, as marcas ainda estão investindo no Marketing de influenciadores para atingir seu público-alvo, mas com uma abordagem diferenciada. O isolamento social trouxe destaque à usuários do Instagram com menos engajamento e marcas de diversos setores.

Pela primeira vez, influenciadores e consumidores estão nas mesmas condições, tornando-se um ativo importante para as marcas que perderam visibilidade nos pontos físicos. Agora, os usuários de redes sociais podem desempenhar um papel crucial às marcas para alcançar seus consumidores-alvo em circunstâncias sem precedentes. Quem Disse Berenice?, Pantene, Embelleze, Brahma e C&A foram algumas marcas que utilizaram essa estratégia durante a quarentena.


Impacto em vendas

Os influenciadores, de superestrelas globais a microinfluenciadores de nicho, fazem parte de qualquer estratégia abrangente de marca como uma maneira autêntica de se relacionar com os fãs de beleza - e isso não parece estar mudando tão cedo. Uma pesquisa da Global Web Index feita em parceria com a Influencer em maio, apontou que 72% dos consumidores que seguem influenciadores nos EUA e no Reino Unido dizem que passam mais tempo nas mídias sociais por dia desde o surto de coronavírus.

Enquanto 31% deste grupo afirmam ter seguido influenciadores de beleza e cuidados pessoais antes do surto, outros 19% também dizem que começaram a seguir influenciadores desse segmento durante o surto, comprovando o maior alcance dessa categoria. A nova realidade de ter que passar a maior parte do tempo online não parece ter desviado os compradores de beleza da indústria. Na verdade, eles estão procurando influenciadores ainda mais para procurar soluções de tratamento em casa ou formas de utilizar maquiagem ao mesmo tempo em que usam máscaras.

A rotina diária de cuidados pessoais para a maioria definitivamente mudou desde o início do isolamento, mas para grande parte dos consumidores ela simplesmente evoluiu para ter uma abordagem mais simplista: 58% estão passando menos maquiagem, 43% simplificaram rotina de cuidados faciais e também 43% passaram a comprar mais produtos de beleza online. Para 10% a mudança considerada foi de apoiar uma marca menor ao invés de uma renomada.

Fonte: Mundo do Marketing
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 08 de setembro de 2020 às 13:21


Em queda de braços com fornecedores, supermercados chegaram a denunciar reajustes de preços de arroz, feijão, leite e carne ao governo.
Com a forte demanda da China por alimentos, a consolidação do câmbio no patamar de R$ 5,30 está pressionando os preços dos alimentos para os brasileiros. Isso já faz os economistas revisarem para cima as projeções de inflação do ano e provoca uma queda de braço entre supermercados e fornecedores para tentar frear os repasses, num momento em que o consumo está fraco.

“A minha expectativa era de que a inflação ao consumidor ficasse até abaixo de 2%. Agora estou revendo para 2,3%, estou chegando no piso da meta”, diz o economista André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Getúlio Vargas.

O economista Fabio Silveira, sócio da MacroSector, que antes projetava inflação do ano em 2,7%, está revendo para 3,3% por causa da alta da comida.

Braz observa que os preços dos alimentos no atacado subiram 15,02% em 12 meses até agosto. Os alimentos no varejo no mesmo período aumentaram 8,5%, um pouco mais da metade. “Alimento foi o grupo que mais subiu no varejo.”

Essa alta vem sendo sentida pelos supermercados que nesta semana enviaram comunicado para Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), denunciando os reajustes de preços de arroz, feijão, leite, carne e óleo de soja.

Segundo a Associação Brasileira de Supermercados, a alta tem sido generalizada e repassada pelas indústrias e fornecedores. “A partir do final de agosto, começamos a perceber uma elevação muito grande nas tabelas, na faixa de 20% para óleo de soja e arroz”, diz o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Ronaldo dos Santos.

Ele conta que o setor também procurou o Ministério da Agricultura para tentar retirar tarifas de importação, especialmente do arroz, de 8%. Mas a decisão do ministério, segundo Santos, foi não mexer, por enquanto na alíquota.

Santos diz que no momento não vê risco de desabastecimento e que o setor recorreu ao governo porque não quer ser responsabilizado pelas altas de preços. “Compramos e repassamos.”

Fonte: Estadão (jornal de São Paulo)