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Gestão & Liderança Postado em quinta-feira, 09 de janeiro de 2020 às 15:23
Trabalhadores acreditam que os robôs são melhores que seus gerentes para fornecer informações imparciais. 
A automação e a inteligência artificial irão revolucionar o ambiente de trabalho nos próximos anos. Inúmeros postos de trabalho serão eliminados e outros tantos criados para lidar com a transformação tecnológica das empresas.
O cargo de gerente é um dos que sofrerá mudanças significativas, segundo pesquisa da Oracle, em parceria com a consultoria Future Workplace, que mostrou que as pessoas confiam mais nos robôs do que em seus gerentes.   


A pesquisa, realizada com funcionários, gerentes e líderes de RH em 10 países, descobriu que os trabalhadores acreditam que sistemas de inteligência artificial são melhores que seus gerentes em fornecer informações imparciais, organizar os turnos e horários de trabalho, resolução de problemas, gerenciamento de orçamento e avaliação da performance da equipe. 
Por outro lado, estes profissionais levam a melhor nos quesitos empatia, mentoria e promoção da cultura corporativa.
   O resultado da pesquisa indica que os gerentes deverão se concentrar mais em suas habilidades interpessoais do que na execução de tarefas técnicas, uma vez que trabalhos administrativos normalmente executados por gerentes já estão sendo feitos por meio de sistemas de inteligência artificial. O grau em que as pessoas confiam mais nos robôs do que em seus gerentes varia de região para região, segundo a pesquisa. A Índia tem o índice mais alto (90%), seguida pela China (88%), Cingapura (84%) e Brasil (79%). Os níveis de confiança foram significativamente mais baixos em economias mais consolidadas, especificamente nos EUA (57%), França (56%) e Reino Unido (54%). 
 “Nos últimos dois anos descobrimos que os funcionários se tornaram mais otimistas ao adotar a inteligência artificial no local de trabalho. O estudo mostra que a IA está redefinindo não apenas o relacionamento entre funcionário e gerente, mas também o papel do gerente em um local de trabalho orientado pela IA. Com base nas descobertas, os gerentes permanecerão relevantes no futuro ao se concentrarem em usar suas habilidades pessoais, deixando as habilidades técnicas e tarefas de rotina para os robôs”, afirma Dan Schawbel, diretor de pesquisa da Future Workplace.  
  Otimismo sobre inteligência artificial  A pesquisa também avaliou a opinião dos trabalhadores sobre a crescente presença da inteligência artificial na rotina de trabalho. Ao contrário do temor comum de que a inteligência artificial irá acabar com empregos, os entrevistados pela pesquisa estão adotando a tecnologia com otimismo. 
Segundo a pesquisa, a IA já é usada por pelo menos 50% dos trabalhadores pesquisados, em comparação com 32% em 2018. Trabalhadores na China (77%) e Índia (78%) adotaram a tecnologia em massa, enquanto França (32%) e Japão (29%) seguem tímidos na inovação.  No Brasil, 32% dos entrevistados pela pesquisa se mostram animados com perspectiva de trabalhar ao lado de robôs e de sistemas de inteligência artificial. O índice é de 60% na Índia e 56% na China, os dois países com mais entusiastas da tecnologia. A pesquisa da Oracle e da Future Workplace, uma empresa de pesquisa que prepara líderes para recrutamento, desenvolvimento e engajamento de funcionários, entrevistou 8.370 funcionários, gerentes e líderes de RH em 10 países, incluindo o Brasil, entre julho e agosto de 2019.   Fonte: Novarejo
Varejo & Franquias Postado em quinta-feira, 09 de janeiro de 2020 às 15:16
O consultor e CEO do escritório MQ Design de Consumo, Mauricio Queiroz, lista os 5 temas que movimentaram o setor no ano passado.

Alguns assuntos ganharam relevância nos principais eventos de varejo do mundo em 2019, a começar pela NRF Big Show, evento da National Retail Federation que reuniu milhares de pessoas no mês de janeiro em Nova York (EUA).

O arquiteto, consultor e CEO da MQ Design de Consumo, Mauricio Queiroz, participa todos os anos do evento e preparou uma lista com 5 temas que ajudaram a definir o varejo brasileiro no ano passado. E ainda dá uma dica do que esperar de 2020. Confira:

Omnichannel

Já se fala há muito tempo sobre esse tema, que significa a interligação total entre os vários canais de uma marca. Por mais que se fale há bastante tempo, o varejo brasileiro vinha levando esse ponto como uma possibilidade para o futuro, tendo isso como algo que não valeria a pena ter grandes investimentos neste momento.
Mas 2019 foi o ano da mudança dessa visão. Os varejistas e a indústria entenderam que esse é o caminho estratégico e não mais uma questão futura. Ou seja, ou as empresas adotam o omnichannel ou ficarão para trás de outros players do mercado.

Transformação digital

Engloba o omnichannel também, mas é mais ampla. Empresas analógicas começaram a ver como o digital pode fazer parte da vida da sua organização. Por exemplo, sistemas de conferência de estoque com RFID (mapeamento dos dados do produto em todo percurso) passam a ser fundamentais.
Essa tendência vista em 2019 aborda temas como a cultura interna das empresas: para dar certo, toda equipe precisa passar por uma mudança de mindset.

Propósito e Transparência

As pessoas entenderam que hoje tudo é muito transparente. O que as pessoas sabiam de uma empresa era o que se divulgava, colocava no produto ou trabalhava no marketing. Com a massificação da internet, tudo é muito transparente e qualquer informação é disseminada muito rapidamente.
Essa transparência em termos de sustentabilidade, escolha de matéria-prima ou sobre a cultura organizacional acaba sendo muito importante para os consumidores.
Em relação ao propósito, as pessoas cada vez mais se perguntam o porquê de um produto e por que as pessoas chegam até ali – referindo-se às escolhas. A marca Patagônia, de equipamentos e roupas para esportes, tem suas lojas feitas com produtos reaproveitados, onde você pode doar um produto mais antigo que será transformado e vendido como seminovo.