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Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 16:03
Muitas empresas estão adotando a flexibilização no trabalho. Afinal, essa prática pode ser bastante benéfica para os colaboradores e a organização, com o aumento da satisfação e da produtividade dos funcionários e a redução de gastos com horas extras.

No entanto, para isso, é necessário que o horário flexível seja implementado corretamente, para que a empresa não perca o controle sobre os processos internos. É importante avaliar se a própria estrutura do negócio permite esse tipo

Como funciona a flexibilização do trabalho?

A flexibilização é um modelo de trabalho em que os funcionários não têm um horário fixo para a entrada na empresa. Assim, nem todos entram às 8 ou às 9 e vão sair às 17 ou às 18. Cada um começa a trabalhar no momento em que for mais conveniente, dentro do funcionamento normal da empresa.

Dessa forma, uma pessoa pode chegar mais cedo em um dia e mais tarde no outro, de acordo com o que for mais adequado. Isso não significa que ela vai trabalhar menos ou mais, pois o regime de trabalho de cerca de 8 horas por dia, ou 44 horas por semana, deve ser mantido. Do mesmo modo, a remuneração também não muda.

Quais as vantagens do trabalho flexível?

De acordo com um levantamento da consultoria Bain & Company, 70% dos trabalhadores preferem trabalhar em um regime flexível. Ou seja, a flexibilização do trabalho é um anseio dos próprios profissionais, trazendo benefícios para eles e para a organização como um todo. Veja os principais a seguir.

1. Menos falta

Uma das vantagens percebidas em curto prazo é a redução dos atrasos e das faltas. Pois, com o horário flexível, o trabalhador pode conciliar melhor o trabalho com outros compromissos. Por exemplo, não precisa mais chegar atrasado para levar os filhos à escola ou sair mais cedo para ir ao médico. Independentemente da rotina que ele adotar, vai continuar trabalhando o mesmo tempo.

2. Maior produtividade

É fato que as pessoas são mais produtivas em horários diferentes. Se a empresa impõe uma mesma jornada para todos, é comum que os trabalhadores sejam mais lentos em alguns momentos ou até percam tempo procrastinando. Assim, a flexibilização do trabalho permite que cada funcionário escolha o momento em que é mais produtivo, aumentando a produtividade geral da empresa.

3. Redução de horas extras

Uma vez que as pessoas são mais produtivas, também não é necessário que elas façam tantas horas extras para terminarem suas tarefas. Com isso, a organização pode reduzir custos com o pagamento de encargos e com a própria manutenção do espaço físico (água, energia elétrica etc.).

4. Colaboradores mais satisfeitos

Com uma rotina mais organizada, que permite a conciliação da vida pessoal com a profissional e a adequação ao ritmo de cada um, os funcionários ficam mais felizes no seu trabalho. Além disso, eles ficam mais satisfeitos com a própria empresa, por perceberem uma preocupação dela em oferecer mais bem-estar e qualidade de vida.

5. Retenção de talentos

Em consequência, os colaboradores mais satisfeitos dificilmente vão deixar a organização. Isso contribui para a retenção de talentos, reduzindo custos com a seleção e o treinamento de novos profissionais.

6. Melhora do clima organizacional

Trabalhadores mais produtivos, felizes e satisfeitos só ajudam a melhorar o clima da companhia como um todo. Dessa forma, cria-se uma cultura colaborativa, em que as pessoas contribuem ainda mais para o sucesso do negócio.

Como é possível adotar esse modelo?

Apesar de ser bastante vantajosa, a flexibilização do trabalho não deve ser adotada indiscriminadamente. A empresa corre o risco de perder o controle sobre seus funcionários, tendo resultados contrários ao esperado. Portanto, confira um passo a passo para aderir a esse modelo.

Conheça a sua empresa

O primeiro passo é estudar bem todos os processos e a infraestrutura da empresa. É necessário avaliar se é possível ter um horário mais flexível e em que setores e para quais profissionais. Em muitos casos, é importante fazer algumas mudanças na infraestrutura, ainda que não sejam obrigatórias.

Entenda o perfil dos colaboradores

Em seguida, é hora de verificar quais funcionários gostariam desse modelo e podem trabalhar em horário flexível. É bom destacar que nem todos se adaptam a esse modo de trabalho, por gostarem de uma rotina mais rigorosa. Já algumas funções pedem mais rigidez, por serem necessárias para o funcionamento da organização.

Faça um período de transição

Para saber se a ideia vai dar certo, pode-se mudar aos poucos. Dá para testar com um ou dois setores primeiro e expandir de acordo com os resultados. Nesse tempo, é importante avaliar se está dando certo e realizar alguns ajustes, caso seja necessário, pois não existe um padrão para o horário flexível. Ele deve se adequar às necessidades da organização e dos seus funcionários.

Estabeleça regras

Ora, a flexibilização também não significa que cada profissional vai entrar e sair quando quiser. Por exemplo, mesmo que ele seja mais produtivo na madrugada, não dá para ele trabalhar esse horário se não é o de funcionamento da empresa. O recomendável é estabelecer limites e regras, conforme o que for mais conveniente para a organização e a equipe de trabalho.

Mantenha um controle

O maior problema da flexibilização do trabalho pode ser a empresa perder o controle sobre a frequência dos colaboradores. Para evitar que isso aconteça, é bom adotar medidas mais rigorosas, como um ponto eletrônico, que permite acompanhar a entrada e a saída de cada um diariamente, e um software de gestão de tarefas, que facilita o monitoramento de prazos de entrega.

Conscientize a equipe

Mas de nada adianta tentar implementar o horário flexível sem a adesão dos seus funcionários. Por isso, é fundamental conversar e ouvir a opinião deles. Também é importante realizar treinamentos sobre as mudanças, inclusive das ferramentas de controle, orientando sobre essas vantagens. Pode-se, ainda, estipular regras e punições para quem descumprir o que for combinado.

De qualquer forma, vale a pena estudar a flexibilização do trabalho e verificar se ela é viável para a sua organização. Portanto, converse com os seus trabalhadores, pois, se for implementada corretamente, essa prática pode ser muito vantajosa.

Fonte: Administradores 
Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 17 de abril de 2019 às 15:48
Diariamente algo novo é construído e, prova que, nos dias de hoje, não há mais margem ao impossível. Novas tecnologias e métodos são criados para melhorar o processo de empresas a fim de que elas não fiquem para trás perante as novidades da globalização para o mercado. Entretanto, esse é um processo difícil e exige pessoas capacitadas para desenvolvê-lo.

A modernização não se faz apenas com a compra de novas tecnologias e o uso superficial delas. Parte desde a contratação de funcionários que consigam acompanhar a evolução e tenham um pensamento a frente, até à adaptação dos colaboradores antigos aos novos métodos de trabalho. São necessárias adequações para que a instituição esteja apta a usar tal mecanismo, ainda mais quando se trata de implementar um novo sistema.

Nesse sentido, a inserção de jovens pode fazer a diferença na mudança de visão da empresa. Sendo preparados desde a universidade para acompanhar tudo de novo que o mundo tem a oferecer, as novas cabeças do mercado de trabalho precisam de oportunidades e experiência para desenvolver esse pensamento inovador. O intercâmbio de gerações se torna fundamental.

Apesar da importância, apenas 8,9% dos estudantes de ensino superior estão estagiando. A informação da Associação Brasileira de Estágio mostra que, mesmo com todos os recursos existentes hoje, as organizações não têm contratado pessoas em início de carreira. A falta de iniciativa das empresas pode prejudicar o desenvolvimento de possíveis empreendedores e bons colaboradores.

Com isso, é possível perceber que, ainda que possa ser a solução para diversos problemas, o potencial dos jovens não é explorado por falta de oportunidades. O atraso não só prejudica o desenvolvimento, como também o crescimento das empresas, que acabam demorando a integrar novos pensamentos em seus conceitos.

Hoje, ainda na universidade, os jovens têm acesso a novidades que o mercado está oferecendo e são moldados a pensar diferente de pessoas que estão no ramo há muito tempo. Ainda que inexperientes, eles contam com um leque de opções de aprendizado maior do que nunca. Além das aulas convencionais, os alunos têm a possibilidade de frequentar atividades extracurriculares, que vão desde palestras a tarefas com âmbito profissional. Ainda é possível ingressar nas empresas juniores, que oferecem aos estudantes situações reais do cotidiano da profissão, projetos de extensão, cursos dos mais diversos segmentos e contato direto com o propósitos pregados pelo movimento, que buscam contribuir para um Brasil mais empreendedor.

Infelizmente, as oportunidades oferecidas pelas universidades não são para todos. Em um país, onde o desemprego afeta 11,4% da população, os jovens passam a ser a solução. A educação se mostra como o antídoto para que o cidadão seja mais capacitado e ajude a mudar o atual cenário do País. Essa evolução não é boa apenas para as empresas que vão aderir grandes profissionais em suas instituições, mas também para o Brasil, que vai crescer junto com cada novo estudante formado.

Fonte: Administradores