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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 30 de junho de 2020 às 13:27
Se a sua empresa nunca adotou estratégias de fidelização antes, saiba que muitos concorrentes que iniciaram o relacionamento com antecedência já estão disparado na sua frente.

Um capítulo inédito está sendo escrito, não apenas na história da humanidade, mas na da sua empresa. Com o agravamento dos casos de coronavírus, o fechamento de estabelecimentos comerciais e as medidas de isolamento social são essenciais para minimizar as perdas, porém a nova situação não precisa impactar o seu negócio, seja ele qual for: a fidelização do cliente vai ajudar a sua empresa pelas próximas páginas.

É sabido que, em um cenário normal, os custos para conquistar novos clientes são muito maiores que o investimento feito para reter aqueles que já existem perante a concorrência. Um cliente cativado vai comprar com mais frequência, estará disposto a gastar mais pois percebe um valor diferenciado e, ainda, vai recomendar a sua empresa para os conhecidos. Em tempos de pandemia, esse ciclo se potencializa, tornando ainda mais importante contar com consumidores fidelizados.

Embora desafiador, é possível fidelizar o seu cliente. Se a sua empresa nunca adotou estratégias de fidelização antes, saiba que muitos concorrentes que iniciaram o relacionamento com antecedência já estão disparado na sua frente. Já aqueles negócios que se valiam de estratégias para fidelizar o consumidor devem intensificá-las, afinal, em setembro - segundo as previsões mais recentes -, tudo o que você vai querer é que o seu público se lembre de você.

Antes de continuarmos, é importante esclarecer: em tempos de pandemia, a fidelização obrigatoriamente passa pelo digital. Se anteriormente era possível apostar em soluções físicas para fidelizar o público, com as pessoas dentro de casa, é mais seguro e muito mais eficaz usar o digital a seu favor.
De olho em boas práticas que já foram implementadas por negócios de todos os setores, aqui estão estratégias efetivas de fidelização que a sua empresa pode adotar. Tudo para que o seu livro tenha cada vez mais páginas.


Flexibilidade

Seja resiliente: momentos de crise tendem a gerar cancelamento de pedidos, solicitação de reembolsos, entre outras ações que são indesejáveis. Porém, por enquanto, procure flexibilizar o seu negócio, mesmo se essas demandas não estiverem em conformidade com contratos e termos de uso.

Atender às necessidades de clientes que tiveram seus planos interrompidos ou até mesmo suas entradas reduzidas vai fazer com que eles admirem a sua marca e ajudará na retenção em um momento tão significante para a sobrevivência dos negócios.
O exemplo vem, principalmente, das companhias aéreas brasileiras, que estão seguindo as orientações dos órgãos de defesa do consumidor e permitindo a remarcação de voos ou até mesmo o cancelamento das passagens sem custo para o consumidor.


Conteúdo

Oferecer conteúdo é sinônimo de construção de relacionamento. Ou seja, ao deixar claro que a sua preocupação é a pandemia e que você não tem a intenção que o cliente compre nesse momento, a sua empresa vai colher frutos na retomada econômica.

Por outro lado, forçar uma venda nesse momento pode soar como oportunismo e isso não fará nada bem ao seu negócio - segundo o relatório especial do Edelman Trust Barometer 2020: Confiança nas Marcas e a Pandemia de Coronavírus, 71% dos pesquisados afirmam que, se perceberem que uma marca está lucrando com as pessoas nessa crise, a confiança será perdida para sempre.

Sabemos que todos estão buscando aliviar as incertezas e adquirir algum conforto e todas as marcas podem colaborar com essa missão de alguma forma, seja com um post nas redes sociais, a disponibilização de um curso gratuito ou uma newsletter divertida.

Seja no formato que for, o seu conteúdo jamais pode se esquecer que, apesar de as prioridades terem se alterado, as pessoas continuam desejando o seu bem ou serviço e, assim que a situação se normalizar, você será lembrado por ter ajudado.


Suporte financeiro

Inúmeras soluções para evitar que pessoas físicas e jurídicas quebrem já estão surgindo. O Nubank, por exemplo, reduziu em até 80% as taxas de juros de faturas parceladas, enquanto a cervejaria Stella Artois desenvolveu a campanha Apoie um Restaurante, na qual o cliente paga metade de um voucher para ser consumido após o término da epidemia e ajuda os estabelecimentos a gerar receita nesse período.

Aposte em diferentes tipos de suporte financeiro para cativar o seu cliente: ofertas, cashback, cupons de desconto, parcelamentos, prorrogação de dívidas e congelamento de preços são só algumas delas.
Analise a solução que ajudará mutuamente o seu cliente e a sua empresa. Ainda não há definição de quanto tempo essa crise irá durar, portanto, seja comedido e busque uma opção sustentável para o médio prazo.


Programa de fidelidade

Programas de fidelidade já foram amados e odiados pelos especialistas e, agora, retornam como uma possível salvação para cativar os consumidores. A ideia é simples: oferecer uma retribuição àqueles clientes que adquiriram um produto ou serviço.
Para isso, não deixe de pesquisar e descubra quais benefícios o seu público-alvo prefere, de forma a encontrar uma vantagem que vai amenizar a fuga de consumidores causada pela epidemia.

Vale lembrar que, além da recompensa, o cliente deseja uma melhor experiência de compra, principalmente se ele não está comprando pela primeira vez. Portanto, reforce as vantagens do seu programa de fidelidade para garantir um relacionamento duradouro e invista no CRM para deixar o consumidor satisfeito.


Empatia

Toda empresa tem um papel social - cumpra o seu e garanta que o seu público-alvo esteja ciente de sua decisão. Ações como essas até podem comprometer a sua lucratividade no curto prazo, mas, de acordo com a consultoria Accenture, os consumidores preferem marcas que se engajam com temas relevantes no momento.

O que necessitamos é de prestação de auxílio à comunidade em que a sua marca está inserida. Se os seus produtos são destinados às mulheres, a marca pode dialogar com elas sobre violência doméstica, por exemplo. Se a empresa está localizada próximo a uma bairro carente, faça uma arrecadação e doação de alimentos e produtos de higiene. Há inúmeras maneiras de contribuir.

Outra forma efetiva de ajudar no combate ao Covid-19 é com o auxílio aos profissionais que estão na linha de frente, como médicos, enfermeiros, agentes de limpeza, segurança, entre outros. Nos Estados Unidos, a cafeteria Starbucks passou a entregar café de graça para os profissionais de serviços essenciais.

Fonte: Administradores.com
Inovação & Atualidade Postado em terça-feira, 30 de junho de 2020 às 13:20
Executivos da Microsoft e KPMG falaram sobre a inovação aplicada em tempos de trabalho remoto e a importância da transformação cultural para inovar.

A pandemia de coronavírus trouxe uma imersão digital para as empresas como nunca se viu antes. O mercado ficou menos previsível e mais complexo, transformando as interações pessoais, a automatização e as conexões virtuais. E assim, a necessidade de adaptação se tornou algo imprescindível.

Nesse cenário, as empresas buscam constantemente promover a inovação. Mas, com tantas mudanças, muitas dúvidas sobre o desenvolvimento, principalmente de inovações aplicadas, podem acompanhar as instituições. Por isso, para conquistar bons resultados é importante que as empresas tenham abertura para uma nova mentalidade cultural.

O assunto foi tema debatido em webinar exclusivo promovido pela Consumidor Moderno, com Tânia Cosentino, presidente da Microsoft do Brasil, Oliver Cunningham, sócio e fundador da Leap/KPMG, Jacques Meir, diretor-executivo de Conhecimento do Grupo Padrão e Éric Visintainer, editor de conteúdo da plataforma Whow!.



Inovação aplicada em tempos de trabalho remoto

Hoje,  o home office é aplicado como essencial e prioritário na maioria das empresas. Por isso, muito se questiona se é possível alcançar todos os mecanismos eficientes para se aplicar a inovação de forma remota. Para a Microsoft, uma das maiores marcas de softwares e produtos eletrônicos do mundo, a resposta é positiva.

“O trabalho remoto na Microsoft não é uma novidade. Habilitamos ele através das nossas tecnologias e temos profissionais espalhados no mundo inteiro. Agrupamos pessoas por comodidade e afinidade tecnológica e temos gente colaborando e contribuindo com um projeto em diferentes partes do mundo. Para nós, o trabalho em home office não impede o desenvolvimento da inovação e avanço da tecnologia”, ressalta Tânia Cosentino, Presidente da Microsoft do Brasil.

O executivo da KPMG concorda com o posicionamento e diz que muitas companhias estão se destacando no atual cenário. Tecnologia a gente compra, o que a gente não compra é a profundidade da transformação cultural que esse pessoal [Microsoft], que admiro muito, está conseguindo fazer em uma escala global impressionante. Isso é inovação aplicada! Um exemplo é a própria Microsoft de hoje, que é uma empresa transformada em relação à Microsoft de seis anos atrás, isso não quer dizer que ela tenha errado antes, é o alinhamento dos tempos.



Transformação cultural é a base

Um dos pontos mais importantes, que deve andar lado à lado com a inovação é a transformação cultural. Segundo Tânia, empresas que desejam mudar a forma como os seus times buscam por soluções inovadoras, precisam priorizar aspectos culturais e ter potencial para mudar a interação com os desafios e medos que surgirem.

Uma transformação cultural não é algo simples. O que estamos fazendo para esse processo acontecer, é redefinir valores e expectativas da liderança. Trabalhamos diversidade e inclusão como um dos pilares da cultura. E, trabalhamos com uma base que se chama growth mindset, com ele, tiramos aquela arrogância de quem diz saber tudo, porque quando isso acontece, você tem medo de errar e acredito que isso é um dos piores inimigos na inovação. Com o growth mindset deixamos de dizer que sabemos tudo e passamos a dizer que podemos aprender tudo, assim aprendemos a ser mais tolerantes.


O que esperar para o pós-coronavírus?

Outro fenômeno que o coronavírus acelerou foi a necessidade das empresas serem mais humanas. Para o presente e os próximos anos, será fundamental que a inovação surja junto com características de empatia ao próximo.  “Mais do que nunca o propósito fica mais importante que o lucro. O lucro ainda é importante, mas não é a qualquer custo. É conquistá-lo através de seu proposito. O core business é fazer o bem”, afirma Cosentino.

Para Cunningham, mudar os valores com profundidade e colocar os propósitos na frente do financeiro, é uma mudança monumental. Além disso, o futuro vai exigir das empresas um bom planejamento das finanças, investimentos e integratividade digital. Pois, a cultura se traduz em decisões e comportamentos, que juntos se medem.

Se compararmos o futuro com uma festa, para se comprar o convite você vai precisar de duas coisas importantes. Uma delas é uma mensagem até muito dura, que é o caixa, e nem todo mundo tem porque vamos viver um período muito grande com todo mundo administrando sua realidade de caixa. A outra coisa é que esse convite exige ser digital. O coronavírus veio para acelerar o momento para todos. Ou você está no digital, ou você não vai ter esse ingresso para o futuro.

Fonte: Consumidor Moderno