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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 16 de outubro de 2018 às 12:57
A produtividade do trabalho na indústria brasileira ficou 2,3% superior à média dos principais parceiros comerciais do país em 2017 em relação ao ano anterior. Dentre estes países estão Estados Unidos, Argentina, Alemanha, México, Japão, França, Itália, Coreia do Sul, Países Baixos e Reino Unido.


Entre 2016 e 2017, a produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira cresceu 4,3% e só não foi maior que a produtividade apresentada pela Coreia do Sul, que cresceu 5,8%. Os Países Baixos apresentaram desempenho semelhante ao brasileiro (aumento de 4,2% da produtividade), seguidos por Argentina (3,8%) e pelo Japão (3,3%). A produtividade do trabalho é medida como o volume produzido dividido pelas horas trabalhadas na produção.

Nos últimos cinco anos (2012-2017), a produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira mostrou recuperação e acumulou aumento de 9,1%. O Brasil registrou os mesmos números que Coreia do Sul. Eles foram superados apenas por França, Alemanha e Países Baixos, cujo ganho de produtividade ficou em torno de 10%.  Com isso, a produtividade do trabalho efetiva, ou seja, na comparação com a média dos parceiros, acumulou aumento de 5,2%.

Mesmo com este crescimento na comparação com os países parceiros, a economista da CNI Samantha Cunha explica que é preciso que o Brasil avance mais. “Apesar do ganho que tivemos nos anos mais recentes, a competitividade continua sendo um importante desafio para a indústria brasileira, e depende da superação de dificuldades como aumentar a qualidade da educação no país e o investimento em ciência e tecnologia”. No acumulado da última década (2007-2017), a produtividade do Brasil comparada com a média dos países parceiros ainda mostra  uma queda de 1,8%.  

Além de medir a produtividade do trabalho efetiva, o estudo também avaliou o movimento trimestral da produtividade do trabalho do Brasil. O estudo constatou que, no segundo trimestre de 2018, a produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira caiu 3,4%, na comparação com o primeiro trimestre de 2018. O indicador interrompeu a tendência de alta observada desde o segundo trimestre de 2016. O resultado pode ser explicado em razão da paralisação no transporte de carga rodoviária ocorrida em maio de 2018.

“A tendência não é manter um crescimento forte, mas esse resultado é atípico, pois refletiu a greve dos caminhoneiros no mês de maio. O que observamos desde o segundo trimestre de 2016 é uma recuperação da produtividade do trabalho na indústria brasileira. Se a gente compara o primeiro trimestre de 2016 com o segundo de 2018, ainda vemos um aumento de 5,5% da produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira”, explica Samantha Cunha.

A previsão para os próximos trimestres é que o indicador de produtividade volte a refletir o aumento da eficiência observado desde o ano de 2016, como observa Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI: “Não podemos dizer que a tendência mudou, que a indústria deixou de ser eficiente. Estava havendo, de fato, um crescimento, influenciado pela crise econômica, que havia forçado as empresas a ficarem mais eficientes, a reduzir custos, e também forçou o trabalhador a ser mais eficiente para não perder o emprego”.

Fonte: CNI
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 16 de outubro de 2018 às 12:55
Após a divulgação pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da alta de 4,2% do comércio varejista em agosto, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo(CNC) revisou de +4,3% para +4,5% sua estimativa de crescimento do setor este ano. Foi a primeira revisão positiva desde a greve dos caminhoneiros em maio.

Para a entidade, a liberação de recursos do PIS/PASEP ajudou nas vendas em agosto, injetando no consumo aproximadamente R$ 10,3 bilhões do total sacado nos meses de agosto e setembro, segundo estimativa da própria Confederação. Esse cenário se baseia na percepção de que a economia e o mercado de trabalho seguem em recuperação lenta, e de que as taxas de juros mantêm tendência de queda pelo menos até o fim do ano. Além disso, a taxa de câmbio, que havia apresentado elevação de quase 20% entre maio e agosto, arrefeceu nas últimas semanas, situando-se atualmente no menor patamar dos últimos dois meses. No entanto, passado o “efeito PIS/PASEP”, o setor deverá voltar a enfrentar dificuldades para sustentar o ritmo de crescimento, mesmo considerando a possibilidade de o varejo brasileiro avançar em 2018 um pouco mais do que no ano passado, quando registrou +4%.

PMC

De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada hoje pelo IBGE, em agosto o volume de vendas nos dez segmentos que integram o comércio varejista brasileiro avançou 4,2% em relação a julho. Essa foi a maior taxa mensal desde que a PMC passou a incorporar os desempenhos dos segmentos automotivos e de materiais de construção, em 2003. Destacaram-se as variações apuradas pelos segmentos de vestuário (+5,6%) - melhor resultado desde fevereiro de 2017 (+12,7%) - e o comércio automotivo (+5,4%). Este último ainda foi beneficiado pela redução nas taxas de juros do financiamento de veículos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o resultado de agosto (+6,9%) também surpreendeu positivamente, representando a maior variação do faturamento real desde o último mês de abril (+8,8% ante abril de 2017). Novamente destacou-se o comércio automotivo (+15,9%), além do ramo de farmácias, perfumarias e cosméticos (+7,4%).

Fonte: CNC