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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 22 de maio de 2018 às 06:45
Após três meses consecutivos de quedas, as exportações de calçados registraram incremento em abril. No mês quatro, foram embarcados 9,87 milhões de pares que geraram US$ 93,18 milhões, altas de 18,4% e de 17,6%, respectivamente, no comparativo com abril do ano passado. Já no acumulado do quadrimestre, as exportações somaram 40,36 milhões de pares por US$ 344,2 milhões, altas de 1,8% tanto em pares como em valores gerados em relação a igual período de 2017.

O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, avalia que o resultado é um alento para os calçadistas, que iniciaram o ano amargando quedas consecutivas nos embarques (até março a queda era de 3,4% nos valores gerados). “Os embarques de abril são provenientes das vendas realizadas nas primeiras feiras do ano, na Itália, Estados Unidos e Colômbia. Somente nesses eventos, foram alinhavados negócios na ordem de mais de US$ 63 milhões para 2018”, comenta o executivo.

Segundo o executivo, para o ano, a expectativa é de que os embarques registrem um leve incremento ante 2017, ano que encerrou com o embarque de 127 milhões de pares exportados para mais de 150 destinos.  “Porém, tudo vai depender do comportamento do dólar ante o real. O valor atual, na casa de R$ 3,50 por dólar, dá condições para a formação de preços mais competitivos. O grande problema, e ponto de interrogação, é a falta de estabilidade da cotação cambial”, acrescenta Klein.

Destinos

No primeiro quadrimestre do ano, o principal destino foi a Argentina, país que ultrapassou os Estados Unidos em março. No período, foram exportados para o país vizinho 3,72 milhões de pares que geraram US$ 58,36 milhões, incrementos de 20,7% em pares e de 19,9% em receita no comparativo com igual ínterim de 2017.

O segundo destino foi os Estados Unidos, para onde foram enviados 3,8 milhões de pares por US$ 51 milhões, quedas de 4,6% em volume e de 20,8% em valor gerado na relação com o mesmo período do ano passado.

O terceiro destino foi a França. Os franceses compraram 3 milhões de pares por US$ 21 milhões, altas de 54,3% em pares e de 21,5% em receita no comparativo com 2017.

Origens

O Rio Grande do Sul segue como principal exportador de calçados do Brasil. No quadrimestre, os gaúchos embarcaram 9,56 milhões de pares que geraram US$ 154 milhões, altas de 4,4% em volume e de 4,3% em dólares em relação a igual período do ano passado.

O segundo exportador do período foi o Ceará, de onde partiram 16 milhões de pares pelos quais foram pagos US$ 88,26 milhões, altas de 7,8% em pares e de 5% em receita na relação com 2017.

Apesar da queda, a terceira origem do calçado exportado segue sendo São Paulo. No período, os paulistas embarcaram 2,26 milhões de pares que geraram US$ 36,86 milhões, quedas de 16,6% e de 9,4%, respectivamente, no comparativo com o ano passado.

Importações em alta

As importações seguem em alta no ano. Em abril, entraram no Brasil 2,54 milhões de pares, pelos quais foram despendidos US$ 29,26 milhões, altas de 58,7% em volume e de 26,8% em receita no comparativo com igual mês do ano passado. Com isso, no acumulado do quadrimestre, as importações somaram 11,3 milhões de pares e US$ 130,17 milhões, incrementos tanto em volume (18,7%) como em dólares (5,7%) em relação a 2017.

As principais origens das importações de calçados seguem sendo os países asiáticos. No quadrimestre, o Vietnã aparece como principal exportador de calçados para o Brasil, com a venda de 4,2 milhões de pares por US$ 70,8 milhões, altas de 18,3% em volume e de 5,7% em receita na relação com igual ínterim do ano passado.

A Indonésia aparece na sequência, com 1,35 milhão de pares enviados a um preço de US$ 22,4 milhões, quedas tanto em volume (-5,3%) como em receita (-8,5%) em relação a 2017.

A China aparece no terceiro posto, acumulando 4,58 milhões e US$ 17 milhões, altas de 30% em volume e de 28,2% em valores no comparativo com igual o período do ano passado.

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, palmilhas etc – as importações também aumentaram no quadrimestre. No período, entraram no Brasil o equivalente a US$ 21,4 milhões, 45,2% mais do que em 2017. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

Fonte: Abicalçados
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 16 de maio de 2018 às 18:47
O varejo brasileiro teve expansão de 2,1 por cento em abril na comparação com o mesmo mês de 2017, descontada a inflação do período, de acordo com o Índice Cielo de Varejo Ampliado(ICVA), divulgado pela empresa empresa de meios de pagamentos Cielo.

Ajustado ao efeito calendário, o índice deflacionado subiu 2,6 por cento, uma aceleração em relação à alta de 2,2 por cento apurada em março no mesmo conceito.

Já em termos nominais, número que reflete o que o varejista de fato observa na receita das suas vendas, o ICVA subiu 3,2 por cento em relação a abril do ano passado.

"O ICVA vem mantendo a trajetória de aceleração e mostrando uma recuperação consistente nos últimos meses, embora de forma lenta", disse o diretor de Inteligência da Cielo, Gabriel Mariotto, em nota.

No mês passado, todos os setores do varejo apresentaram crescimento no conceito deflacionado com ajustes calendário. Na comparação anual, a expansão foi puxada principalmente pelo desempenho dos setores de supermercados e hipermercados, seguido por móveis, eletrodomésticos e lojas de departamento. Por outro lado, o segmento de vestuário e artigos esportivos mostrou desaceleração no mesmo conceito.

Regionalmente, os destaques positivos foram as regiões Centro-Oeste e Sul, que tiveram as maiores acelerações pelo ICVA deflacionado com ajuste de calendário.

Pelo ICVA deflacionado sem ajustes de calendário, na comparação com abril do ano passado, o varejo ampliado na região Norte subiu 7,7 por cento. Na sequência vieram as regiões Nordeste (+3,4 por cento) e Sul (+3,2 por cento). As regiões Centro-Oeste e Sudeste tiveram altas de 1,9 por cento e 0,9 por cento, respectivamente.

Já pelo ICVA nominal, que não considera o desconto da inflação, o destaque foi a região Norte, com alta de 7,8 por cento. Na sequência vieram as regiões Nordeste e Sul com crescimentos de 4,6 por cento e 4,1 por cento, respectivamente. As regiões Centro-Oeste e Sudeste tiveram altas de 3,4 por cento e de 2,4 por cento, respectivamente.

Fonte: DCI