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Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 04 de dezembro de 2019 às 17:15
Um condomínio conectado por aplicativo e, em especial, pelos moradores. A Planet Smart City chegou ao Brasil ano passado, no Ceará, e agora se expande para o resto do país. A empresa de origem inglesa tem abertura planejada para 2020 de mais uma cidade no Rio Grande do Norte e, nesta semana, fechou contrato para construir mais uma no Ceará, na cidade de Aquiraz.

Agora, a Planet mira expandir para São Paulo. A empresa planeja construir mais de 2.500 apartamentos na cidade, em bairros como Bela Vista, Itaquera, Freguesia do Ó e Jabaquara.
São Paulo e Fortaleza são dois mundos diferentes, afirma Susanna Marchionni, CEO da Planet no Brasil a Época NEGÓCIOS. Italiana de origem, ela recentemente recebeu passaporte brasileiro. Mas em todo lugar do mundo, pessoas querem a mesma coisa: segurança, baratear os custos e melhorar a qualidade de vida com mobilidade e serviços.
Uma cidade inteligente usa dados, tecnologia e internet das coisas para trazer melhorias na qualidade de vida dos moradores e gerenciar os recursos nela. A conectividade também pode criar sistemas mais eficientes e sustentáveis no uso de energia, por exemplo.

Em suas "cidades", a Planet oferece wi-fi gratuito, aluguel de locais para eventos, cinema gratuito e um aplicativo com monitoramento de câmeras e serviço de compra e venda de produtos entre moradores.
“Smart city é tecnologia, mas antes de tudo é gente,” diz Marchionni. “Cidades inteligentes precisam de moradores inteligentes.”
A cidade inteligente em São Paulo será vertical, para se adaptar melhor à geografia local. O plano consistirá em prédios “inteligentes” com a mesma infraestrutura das cidades nos arredores de Fortaleza e Natal. Segundo a CEO, cerca de 90% dos apartamentos custarão menos de 300 mil reais.

“A gente sempre customiza,” afirmou. “As soluções smart se adaptam.”
O público-alvo? Todo mundo.
Para Marchionni, é importante que o alto padrão residencial não seja empecilho para que famílias de renda mais baixa possam participar do processo de compra de uma casa ou apartamento.
“Nosso público-alvo é o de A a Z,” brinca. “Existe um déficit habitacional gigante no mundo, e ninguém pensa em fazer smart cities que abrangem esse tipo de público.”Para a conta fechar, com residências a preços moderados e muitos serviços, a Planet usa o poder dos dados. O aplicativo se torna um banco de dados que pode ser usado para beneficiar empresas e residentes. Marchionni cita um conjunto residencial em Milão, com 800 moradores. A Planet fechou acordo com uma empresa local para vender eletrodomésticos aos moradores por preços reduzidos. Em troca, a Planet recebeu comissão.

“É economia de escala para baratear o custo de estrutura,” afirmou. “Aquilo que faz a diferença são os números.”
O sonho da moradia a custo mais baixo, no entanto, pode encontrar um obstáculo grande em São Paulo: a especulação imobiliária. Segundo Marchionni, a maneira de lutar contra compradores mantendo imóveis vazios nos prédios inteligentes é discutir as vantagens de se morar nele.
“Temos que mostrar que se você mora lá, você tem direitos. Quanto custa mandar os filhos pro inglês? Pro cinema? Você compra um imóvel a R$ 100 mil e vende por R$ 150 mil, mas o que você lucrou você perdeu pagando por essas outras coisas
Fonte: Epocanegocios
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 27 de novembro de 2019 às 09:49
Agora que a reforma da Previdência foi aprovada, e afastamos o risco de calote da dívida pública, a economia pode crescer mais que o esperado.

Economistas estavam otimistas com o Brasil antes mesmo desta enxurrada de notícias positivas em relação ao país.O ponto era que as incertezas em relação à aprovação da reforma da Previdência impediam que outras medidas tivessem efeito sobre a economia real.

Agora que a reforma foi aprovada, e afastamos o risco de calote da dívida pública, a economia poderá crescer mais do que o esperado para 2020.Um dos sinais desta recuperação econômica foi a criação de 70,8 mil empregos no mês de outubro, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

A sétima alta consecutiva do indicador, desde 2017, é um sinal claro de recuperação econômica. Como a contração de pessoas envolve custos, as empresas empregarão mais gente somente se a receita incremental trazida pelo funcionário for maior do que o seu custo marginal (adicional).Em outras palavras, as empresas estão contratando mais porque a expectativa de aumento de produção (vendas) mais do que compensa o aumento de custos.

É claro que a taxa de desemprego é ainda bem alta no país. Mas os dados de emprego/desemprego têm sinalizado uma melhora no mercado de trabalho.
Cabe ressaltar que a melhora nas taxas de desemprego não ocorre de maneira imediata com a recuperação econômica. Isso porque o desemprego é uma variável contracíclica e retardada, isto é, quando a economia vai bem, o desemprego cai, mas com um certo tempo para reagir.
Tal fato decorre dos altos custos de contratação e demissão envolvidos no mercado de trabalho. Portanto, diante destes custos, uma melhora no mercado de trabalho é um sinal claro de recuperação econômica.
Mas a boa notícia não vem apenas do ambiente doméstico. Grandes bancos internacionais – e JPMorgan, Morgan Stanley e UBS – deram recomendação de compra para o Brasil. De um modo menos técnico, esses bancos falaram para seus clientes: invistam no Brasil!

Outro ponto para o ótimo com o país advém da taxa real de juros muito baixa. É a primeira vez na história brasileira que temos uma experiência de juros neste patamar.
O menor custo do capital já começa a fazer efeito sobre o crédito, que deverá impulsionar o consumo e o investimento por parte das empresas.
Os juros baixos têm sido motivo de otimismo em relação à economia brasileira entre os grandes gestores de fundos ouvidos pelo programa Stock Pickers do InfoMoney.

O otimismo não está apenas entre os grandes gestores de fundos, mas também entre empresários e banqueiros. Na semana passada, por exemplo, o presidente do Itaú BBA falou ao Estadão que as empresas estão retomando os seus projetos de investimento.
Outro ponto relevante é componente cíclico da economia. De acordo com o gráfico abaixo, uma crise durava, em média, três anos. Já a recuperação atual tem sido mais lenta do que o esperado – faz cinco anos que estamos em recessão (2015 e 2016, depressão).
No entanto, há um componente cíclico na atividade econômica, e uma crise não dura para sempre, principalmente quando reformas importantes têm sido feitas desde 2016.

Entre elas, merecem destaque a PEC dos gastos (Temer), a reforma trabalhista (Temer), a extinção da TJLP (Temer), a MP da liberdade econômica (Bolsonaro), a reforma da Previdência (Bolsonaro) e a liberação do FGTS (Bolsonaro).
Além dessas medidas, desde 2016, o governo vem cortando os gastos discricionários, aqueles nos quais o poder Executivo tem margem de manobra para agir (em torno de 10% orçamento).
Mas a boa gestão não se dá apenas na parte fiscal, mas também inflacionária. Desde 2017, a inflação está absolutamente sob controle, inclusive rodando abaixo da meta.

É claro que há sempre o risco de o crescimento ser maior diante de eventos aleatórios. Vale lembrar que, no início de 2019, a projeção para o PIB era de uma expansão de 1,5%, mas uma série de eventos puxaram a taxa de crescimento para baixo.
O gráfico abaixo mostra o quanto cada evento contribuiu para o menor crescimento do PIB em 2019.



Apesar dos riscos, principalmente de piora do cenário global, a economia brasileira poderá crescer mais do que 2,5% no ano que vem. A principal razão para o otimismo é 1) juros baixos, 2) inflação sob controle, 3) Reformas estruturais, 4) controle fiscal e 5) melhora no ambiente de negócios e no mercado de trabalho.

Fonte: InfoMoney