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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 19 de fevereiro de 2019 às 08:23
O caso da Amazon nos leva a um panorama claro: as experiências não são mais trocadas apenas por telefones celulares, tablets e computadores.

Estamos em um mundo em transição. A maneira como as pessoas interagem nas diversas esferas sociais está caminhando para uma experiência multifacetada ou multidimensional. É a era da multiexperiência, na qual a Inteligência Artificial nos ajudará a tomar decisões e automatizar processos.

Quando falamos em multiexperiência, falamos sobre o Zero UI (Interface Invisible). Um caso chave em Zero UI é o da Amazon GO, uma loja física de conveniência localizada em Seatle, nos Estados Unidos, que tem como principal característica a ausência de atendentes e caixas para dar maior privacidade às compras.

Para comprar lá, os únicos requisitos são baixar o aplicativo da loja e ter uma conta na Amazon, Com isso, o cliente entra, pega os produtos que vai comprar e sai. A experiência de compra parece não ter interfaces, mas tudo acontece de maneira invisível. Por meio do aplicativo, a Amazon reconhece o perfil de quem entrou na loja e, por meio de sensores nos itens, o sistema sabe o que está sendo carregado e, portanto, a cobrança é automática no cartão de crédito do cliente.

O caso da Amazon nos leva a um panorama claro: as experiências não são mais trocadas apenas por telefones celulares, tablets e computadores, mas sim por vários dispositivos com múltiplas vias de acesso. Além disso, o mundo dos usuários nos mostra que os sistemas passam, agora, de centrados na empresa para serem centralizados nos usuários.

Para acompanhar esta demanda, as empresas de tecnologia estão trabalhando nesta transição da construção de uma experiência única para múltiplas experiências. O problema é que muitas dessas empresas ainda estão discutindo se o ponto de partida deve ser a criação das soluções em web, web mobile ou mobile nativo. Porém, a discussão não faz sentido se uma ferramenta multiplataforma for adotada, pois ela permitirá criar tudo de uma só vez e com esforço razoável, além de coerência no design, ou seja, é um grande facilitador.

A multiplicidade de acessos nos levou à necessidade de coerência no design e, consequentemente, ao Design Systems, um conjunto de princípios, padrões e práticas para que as soluções da empresa tenham coerência a ponto de refletirem os seus princípios e, ou, do ecossistema. As grandes empresas, como Airbnb, Google e SAP, tornaram público seu Design System para que todos que criam soluções para os seus ecossistemas e usuários, sigam suas diretrizes de design e, assim, ofereçam uma experiência coerente.

A questão que permanece em aberto é como nós passamos por essa transformação digital e em quais ferramentas de desenvolvimento rápido de aplicativos devemos nos apoiar? O valor deve estar em uma solução completa, com desenvolvimento de aplicativos rápido e ágil, no qual cada componente é integrado com os demais e, assim, é possível fazer parte de algo maior.

Por exemplo, não podemos pensar em um chatbot de forma isolada porque ele assume valor quando há inteligência artificial por trás dele, ou seja, é integrado aos processos da empresa e começa a executar tarefas para o usuário. Essa é apenas uma amostra de algumas das vantagens do desenvolvimento de software assistido por AI, cuja construção pode ser baseada no conhecimento, na manutenção automática e no desenvolvimento multiplataforma para um mundo de transição.

Fonte: Administradores
Estratégia & Marketing Postado em quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019 às 08:56
Um levantamento realizado pela plataforma Agendor, de CRM (gestão de relacionamento com clientes) e gestão comercial, indica que adotar equipes de vendas mistas ajuda a melhorar os resultados comerciais das empresas. As equipes mistas envolvem tanto vendedores externos, que se deslocam fisicamente até os clientes para oferecer os produtos ou serviços, quando o apoio de vendedores internos. A estes cabe iniciar a abordagem a possíveis clientes de dentro do escritório, a partir de extensas pesquisas de mercado e contatos prévios por telefone ou e-mail.

A sondagem online contou com 407 participantes. Cerca de 40% afirmaram trabalhar em empresas que adotam o modelo de vendas mistas, enquanto 24,6% têm somente vendedores internos e 18,9%, somente vendedores externos. Os 16,5% restantes não possuem equipes comerciais. Dentre as empresas que optam pelo modelo misto, dois terços — 66,7% — disseram que tiveram vendas melhores em 2018, em comparação com 2017. Essa proporção caiu para 57,1% nas que adotam exclusivamente vendas internas e para 53,9% entre as que trabalham apenas com vendas externas.

Mesclar vendedores internos e externos tem sido uma opção cada vez mais frequente, principalmente nas empresas que realizam vendas consultivas, como são chamadas as negociações fechadas apenas depois de vários contatos com o cliente. É o caso de indústrias e fábricas, distribuidoras e revendedoras, companhias de software e tecnologia, corretoras de seguros, consultorias, entre outros. Foi uma das consequências da recessão dos últimos anos. As vendas externas custam mais, porque o modelo prevê que os vendedores se desloquem até os clientes – o que, além de tempo, demanda gastos com combustível, passagens, hospedagem e alimentação. Os vendedores internos ajudam a baratear e dar eficiência à operação comercial.

“As empresas com vendas mistas apresentaram resultados claramente melhores no ano passado, e há uma razão para isso”, diz Júlio Paulillo, cofundador e CMO do Agendor. Iniciando o contato ainda dentro do escritório, as empresas têm a oportunidade de compreender em detalhes as necessidades dos clientes antes do primeiro contato presencial. “Assim, os vendedores externos podem reservar seu tempo de visitas apenas para aqueles mais propensos a fechar negócio”, explica Paulillo.

Tecnologia para ampliar as vendas

O modelo misto ganha em eficiência, mas apenas se a equipe comercial mantiver um nível elevado de organização. Não é raro que negociações já iniciadas se percam no meio do caminho por falta de retorno do vendedor ao cliente — e por puro esquecimento. Por isso, é recomendável usar soluções tecnológicas que permitam acompanhar o fluxo das vendas.

O levantamento do Agendor demonstrou que a adoção de plataformas de gestão de relacionamento com clientes (CRM) é mais difundida entre as empresas que registraram vendas melhores em 2018. Nesse grupo, 30,4% dos respondentes afirmaram que já utilizam CRM e 24,7%, que pretendem utilizar. “Essas pessoas reconhecem o valor da sistematização do processo de vendas”, avalia Paulillo. Em comparação, entre os participantes que registraram vendas piores, esse tipo de sistema é adotado por 23,6%. A intenção de usá-lo soma apenas 18%.

Plataformas de CRM ajudam a melhorar as vendas, porque além de concentrarem as informações de todos os clientes também permitem registrar os detalhes do andamento de cada negociação. Essas informações permitem que os gestores comerciais identifiquem as práticas de venda que estão dando resultado e corrijam as que geram problemas.

Fonte: E-commerce News