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Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 07 de junho de 2017 às 16:22
O governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Satori, e o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, assinaram no dia 29 de maio, o decreto Nº 53.551, que renova a concessão de créditos presumidos de ICMS nas vendas interestaduais de calçados. De acordo com a iniciativa, que vigorará de 1º de junho de 2017 a 31 de maio de 2018, o crédito presumido seguirá sendo de 8,5% sobre o imposto devido ao Estado destino do calçado.

Na oportunidade, Sartori ressaltou a importância do setor calçadista para a economia gaúcha, o que motivou o governo estadual ao esforço para incentivar a geração de empregos neste momento delicado da economia nacional. Feltes, por sua vez, acrescentou que o setor calçadista tem “uma resposta rápida” frente às crises econômicas e que o incentivo deve apressar essa recuperação.

O presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Rosnei da Silva, destacou que o incentivo é uma sinalização importante, de apoio do governo estadual ao segmento. “Entendemos que o Estado está em uma situação limite, por isso nos cabe agradecer a recepção e o entendimento da importância dessa medida para melhorar as condições de competitividade do setor”, disse. O presidente-executivo da entidade, Heitor Klein, destacou que a medida diminui o peso do tributo sobre a indústria e que facilitará a competição com os demais estados brasileiros, que praticam as mais variadas alíquotas.

Força na economia
O setor calçadista do Rio Grande do Sul possui mais de três mil indústrias de calçados dos mais variados portes que empregam, diretamente, mais de 100 mil trabalhadores, cerca de 1/3 da mão de obra da atividade no País.

Além de representantes do governo estadual e lideranças da Abicalçados, participaram da cerimônia o diretor de Relações Institucionais da Associação Comercial e Indústria de Novo Hamburgo. Campo Bom e Estância Velha (ACI NH/CB/EV), Marco Aurélio Kirsch, representantes de sindicatos da Indústria do Estado e deputados estaduais.

Fonte: Couromoda
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 07 de junho de 2017 às 16:20
A atividade do setor secundário gaúcho começa o segundo trimestre de 2017 em baixa, aponta o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado nesta terça-feira (6) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Em abril, na comparação com março, o IDI-RS caiu pela segunda vez consecutiva (-1,2%), na série com ajuste sazonal. O nível de atividade no quarto mês do ano foi o segundo mais baixo da série iniciada em 2003, o que pode ser explicado, em parte, pelo calendário: abril teve cinco dias úteis a menos do que março. “Os indicadores revelam que a esperada reação da indústria ainda não aconteceu, por causa de uma série de fatores. Entre eles, a persistente retração da demanda interna, dos investimentos e do consumo”, explica o presidente da FIERGS, Heitor José Müller.

A oscilação mensal da atividade industrial do Rio Grande do Sul nos últimos seis meses não aponta qualquer tendência para os indicadores, que estão em níveis muito próximos de seus pisos históricos. Segundo Müller, a atenuação das taxas negativas nas formas de comparação mais longas confirma apenas que a indústria parou de cair no período, e segue com um processo de estabilização. “O cenário de retomada da atividade nos próximos meses está mantido, baseado nas reduções da taxa básica de juros e da inflação, no retorno da confiança e incremento das exportações industriais. Porém, senão ameaçada, deverá ser ainda mais lenta e gradual do que a prevista. Ressalte-se que a incerteza sobre a aprovação das reformas, suporte da recuperação da economia brasileira, aumentou muito diante do agravamento da crise política em maio”, destaca o presidente da FIERGS.

Entre os componentes do IDI/RS, o recuo de 8,3% no faturamento real foi o principal responsável pelo desempenho negativo no mês. A indústria gaúcha em abril também registrou quedas nas horas trabalhadas na produção (-1,2%) e na utilização da capacidade instalada-UCI (-1,1 p.p), em relação a março. Registraram crescimento as compras industriais (2,2%) assim como a massa salarial real (0,4%). O emprego ficou praticamente estável (0,1%).

ANO ANTERIOR
Ao comparar os resultados de abril deste ano com os do mesmo mês de 2016, a atividade industrial retraiu ainda mais, e pela 38ª vez consecutiva: 3,9%. Contribuiu para isso o fato de abril de 2017 ter dois dias úteis a menos. No primeiro quadrimestre de 2017, a atividade acumulou retração de 2,7% em relação ao período equivalente no ano passado. Quase todos os indicadores caíram: faturamento real (-4,4%), horas trabalhadas na produção (-4,1%), compras industriais (-4,2%), emprego (-2,1%) e UCI (-0,4 p.p). A única exceção foi a massa salarial, que subiu 0,3%.

Dez dos 17 segmentos industriais pesquisados registraram queda na atividade no ano. Os principais impactos negativos vieram de Veículos automotores (-9,3%), Alimentos (-4,8%) e Tabaco (-6,4%). O destaque positivo ficou com Couros e calçados (1,1%), Químicos e derivados de petróleo (1,2%), Produtos de metal (2,7%) e Máquinas e equipamentos (0,8%).


Fonte: Fiergs