Notícias


Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 30 de maio de 2017 às 16:38
A maior feira do setor de shopping centers, a RECon – Real Estate Convention, aconteceu em Las Vegas, nos Estados Unidos, e recebeu, neste ano, mais de 35 mil visitantes. A Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) organizou uma delegação com executivos para acompanhar a feira e traz os principais insights do setor.

“Foi possível sentir a grande transformação que o setor vem passando”, disse em nota Adriana Colloca, diretora de operações da Abrasce. “Com a decadência do modelo das lojas âncoras e avanço do e-commerce, os empreendimentos realmente se preocupam em mudar a percepção do frequentador, de que o shopping não é apenas um local de compras, ele já se tornou um grande centro de convivência e conveniência”, disse.

“A intenção é desenvolver o conceito de hospitalidade nos empreendimentos, para que o consumidor sinta-se totalmente acolhido, com espaços abertos, de lazer, confraternização, culturais e sociais, sempre aliando novas tecnologias”, ressaltou a executiva.

Confira as três principais tendências apresentadas no evento:

1. Geofencing

Técnicas de pesquisas cada vez mais modernas, como o geofencing, podem identificar e analisar o perfil do frequentador. “Através de um aplicativo, que rastreia os movimentos do consumidor por GPS, é possível coletar dados importantes para comparar os diferentes comportamentos em cada área do empreendimento. Dessa forma, o mix de lojas vai sendo adaptado e atende melhor ainda às necessidades dos clientes”, explica Adriana.

2. Food is the new fashion

Com a decadência das lojas âncora, a solução foi proporcionar ao consumidor melhores e mais confortáveis opções de alimentação. Sair para comer se tornou uma experiência ainda mais sofisticada nas praças de alimentação. Os fast foods e restaurantes tradicionais deram espaço para os chamados “food halls”, que são áreas mais bonitas de alimentação, com cafés e docerias. “As pessoas estão buscando locais de gastronomia diferente e que se sintam bem. Além disso, há nos Estados Unidos, uma onda de conscientização e preocupação com alimentação saudável e com a saúde”, destaca.

3. By Online and Pick Up in Store

O e-commerce está crescendo no mundo inteiro, mas os frequentadores de shopping centers ainda preferem realizar suas compras pessoalmente, ou apenas finalizá-las na loja. “O sistema BOPIS (byonline and pick up in store) está se tornando muito popular nos Estados Unidos. Segundo o presidente da International Council of Shopping Centers, cerca de 90% das vendas no varejo americano foram realizadas em lojas físicas no ano passado”, finaliza Adriana Colloca.

Fonte: Novarejo
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 30 de maio de 2017 às 16:37
As taxas de falência norte-americanas estão assustando o varejo país. Além disso, recentemente, dois importantes investidores dos Estados Unidos fizeram alertas importantes para a indústria. O primeiro, foi Warren Buffett. O mega investidor foi categórico ao dizer que o fim do varejo como o conhecemos está próximo.

O outro alerta veio da empresa de investimentos Cohen & Steers, que gerencia investimentos de US$58,5 bilhões de dólares. Segundo o Business Insider, a empresa divulgou recentemente um relatório dizendo que o declínio da indústria não é temporário.
“Essa fraqueza do varejo, que acontece mesmo com uma economia relativamente saudável, é parte de uma evolução permanente de como e onde os norte-americanos gastam seu dinheiro”, diz o relatório.

4 fatores

A Cohen & Steers culpa quatro fatores para essa mudança.

- Número muito grande de lojas nos EUA.
- O crescimento do e-commerce.
- Consumidores deixando de gastar com vestuário e preferindo experiências
- O declínio das lojas de departamento.

“Essa mudança deve alterar drasticamente a paisagem do varejo, com implicações importantes no mercado de imóveis”, continua o relatório.

O fechamento de lojas, principalmente de shoppings, afeta os fundos de investimento imobiliário. Eles terão problemas para encontrar lojas que possam substituir as que fecharem. “Seu futuro é muito mais nublado, devemos ver perda de fatia de mercado. Acreditamos que muitos dos esforços feitos para renovar as propriedades podem não fazer muito efeito na criação de valor”.

Fonte: Novarejo