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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 30 de maio de 2017 às 16:33
O que leva os consumidores às lojas? O que eles vão comprar? Em tempos de crise, o que mudou no comportamento destes consumidores? A resposta para essas e outras perguntas está no Estudo de Comportamento de Compra do Consumidor de Vestuário, lançado recentemente pelo IEMI – Inteligência de Mercado.


Além de mapear os números do setor, em um comparativo com 2014, o estudo também destacou outros fatores comportamentais. Por exemplo, até 2014, o fator de atração de consumidores mais importante era o bom atendimento (para 50% dos entrevistados da época).Em 2017, porém, o atendimento perdeu relevância para “oferta de preços baixos”. Ou seja: os preços atraem 34% dos consumidores participantes da pesquisa – mesmo neste período de retomada econômica.


Outros fatores de atratividade que cresceram muito nos últimos anos foram maior exigência por “qualidade e design dos produtos”, “ter sempre novidades”, “ter localização conveniente” e “ter roupa para toda a família”.


De acordo com o IEMI, estes são justamente os pontos de maior atenção das lojas de departamento, canal de venda preferido por 34% dos consumidores, em sua última compra, contra 24% observado em 2014.


O poder da marca

Outro poder de atração de consumidores continua sendo a marca. Segundo comunicado à imprensa do IEMI, “mesmo com as dificuldades atuais do mercado, a importância das marcas na decisão de compra não foi reduzida nem um milímetro sequer, com 52% dos consumidores afirmando que a marca foi decisiva na escolha do produto adquirido, na última compra”. Segundo o Instituto, o índice continua o mesmo de 2014.“É chegado o momento de repensarmos as nossas estratégias para colocarmos as nossas marcas à frente na retomada do consumo, mesmo porque ela será lenta e não será para todos”, alerta Marcelo Prado, diretor do IEMI.


Além dos preços, o consumidor também busca outras qualidades na hora da compra. “Dentre os artigos escolhidos pelos consumidores em sua última compra observou-se um aumento na procura por produtos com apelo mais jovem, despojado, diferente, sexy ou romântico; enquanto que os produtos básicos, clássicos, sérios e tradicionais perderam atratividade e ficaram mofando nas prateleiras”, analisa o diretor do IEMI.


Segundo ele, este dado reforça a tese de que “na crise, o que vende é o novo”, ou inovador, que encante o consumidor e o estimule a consumir, mesmo ele estando preocupado com o “bolso”. Além disso, aumentou o interesse nos produtos que possam “durar mais estações” ou que “estejam na mídia e sendo usados pelos amigos”.
Fonte: Fashion Network
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 30 de maio de 2017 às 16:31
Depois da leve recuperação registrada em março, a produção da indústria brasileira voltou a cair em abril. O emprego e o nível de utilização da capacidade instalada também recuaram no mês passado. O indicador de evolução da produção caiu para 41,6 pontos, o de número de empregados ficou em 47 pontos, e o de utilização da capacidade instalada em relação ao usual diminuiu pra 36,6 pontos, informa a Sondagem Industrial, divulgada nesta quarta-feira (24) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50 pontos, revelam queda na produção, no emprego e na utilização da capacidade instalada.

"A indústria ainda encontra dificuldades para superar a recessão econômica enfrentada pelo país", informa a pesquisa. O estudo destaca que os feriados são responsáveis por parte das quedas registradas no mês. Abril teve 17 dias úteis, ante 23 dias de março. "Embora seja comum uma diminuição da atividade entre os meses de março e abril, a queda registrada em 2017 foi mais intensa que a usual", observa a CNI.

O fraco desempenho da atividade reduziu o otimismo dos empresários e a perspectiva é de mais demissões na indústria. Em maio, o indicador de expectativa sobre o número de empregados caiu para 48,7 pontos e continua abaixo da linha divisória dos 50 pontos, que separa o otimismo do pessimismo.  Embora estejam acima dos 50 pontos, os indicadores de expectativas para os próximos seis meses sobre a demanda, a quantidade exportada e a compra de matérias-primas recuaram um pouco.

Sem grandes perspectivas de melhora no cenário econômico, os empresários continuam pouco dispostos a investir. O índice de intenção de investimentos para os próximos seis meses ficou em 46,6 pontos em maio, uma queda de 0,4 ponto na comparação com abril. O indicador varia de zero a cem pontos e quanto maior o índice, maior é a propensão de investir das empresas. "Apesar do aumento de 7,2 pontos na comparação com o ano passado, as intenções de investir seguem baixas", afirma a pesquisa.

Fonte: CNI