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Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 17 de maio de 2017 às 13:21
A 122ª edição da Pesquisa Clima Empresarial Lide-FGV, realizada com 500 CEOs, presidentes e outros líderes corporativos presentes no Almoço-Debate Lide, realizado na segunda-feira, 8 de maio, na capital paulista, revela que os empresários acreditam na melhoria da situação dos negócios (41%), frente a 36% do mês anterior; para 16% houve uma ligeira piora (em abril o índice era 18%; e para 46% vai ficar igual (frente a 45% do mês anterior).
Apresentado no final do evento, que contou com exposição de Maria Silvia Bastos Marques, Presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o levantamento coordenado por Fernando Meirelles, presidente do Lide Conteúdo e professor titular da FGV-EASP, mostra que nesta edição de maio as administrações públicas obtiveram índice de eficiência gerencial de 4,7 para a esfera federal (em abril era 4,1); 5,7 para estadual (no âmbito do Estado de São Paulo; ante 5, 6 em abril) e 8,0 para a municipal (relativa à capital paulista; em abril era 8,1). Calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice é uma nota de 0 a 10, resultante de três componentes com o mesmo peso: governo, negócios e empregos.
A pesquisa também apresenta crescimento do índice de clima empresarial de meio ponto percentual: 5,7 (ante 5,2 em abril e superior à média de 4,9 obtida ao longo dos Almoços-Debates realizados em 2016). Já o Cenário Político continua a ser um tema preocupante (97%) para o empresariado brasileiro, seguido pelo Câmbio (2%) e Inflação (1%). Para os líderes empresariais, o mesmo Cenário Político é o fator que mais impede o crescimento das empresas (56%) – a seguir, vêm Carga Tributária com leve redução se comparado a edição passada (24%), Nível de Procura (15%) e Taxa de Juros (5%).
Fonte: Jornal Exclusivo
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 17 de maio de 2017 às 13:20
O mercado brasileiro de calçados, que no ano passado encolheu 10,9% em volume de pares vendidos, apresentou uma pequena melhora no primeiro trimestre do ano. A expectativa das indústrias é que uma retomada expressiva do crescimento no setor ocorra apenas a partir de setembro, quando começam as vendas das coleções de primavera verão. Antes disso, o setor só terá impulso se o inverno no Brasil for mais vigoroso do que o esperado até o momento.
"Os indicativos do setor são de um crescimento baixo. Companhias abertas apresentaram aumentos mais expressivos em vendas, mas isso foi obtido com um trabalho forte de marcas e ganho de participação de mercado sobre fabricantes menores. Para o setor como um todo a reversão no quadro só virá no último trimestre", afirmou Heitor Klein, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as vendas de calçados cresceram 1,2% no primeiro bimestre de 2017. A produção no primeiro trimestre cresceu 3,2%.
Entre as companhias abertas do setor, apenas a Alpargatas registrou queda em vendas no mercado interno no primeiro trimestre, de 32% no volume de sandálias e de 16,8% na receita líquida no Brasil, para R$ 466,1 milhões.
A Grendene obteve um crescimento de 13% no volume de vendas do mercado interno, com ganho de 23,6% na receita no Brasil, para R$ 470,7 milhões. A Arezzo&Co elevou em 8,6% o volume de pares vendidos no país, com alta de 15,5% na receita local. A Vulcabras Azaleia informou que sua receita avançou 17,7% no trimestre, para r$ 295,9 milhões, e 85% da receita provém de vendas no Brasil.
Márcio Utsch, presidente da Alpargatas, disse que houve uma aceleração das encomendas no fim do ano passado e que os lojistas entraram no primeiro trimestre com estoques altos, o que contribuiu para a queda. "Mas a queda no trimestre veio de 10% a 15% acima do que pensávamos", afirmou o executivo. Utsch ponderou que as vendas tiveram alguma melhora mês a mês e a expectativa É de resultados melhoras em vendas no segundo trimestre.
Francisco Schmitt, diretor financeiro e de relações com investidores da Grendene, disse recentemente que a melhora de vendas da companhia deveu-se mais à estratégia de vendas do que a uma melhora no mercado de calçado. Para o segundo trimestre, a Grendene espera uma recuperação ainda lenta do mercado de calçados.
"Houve uma leve recuperação no mercado no primeiro trimestre. alguns fabricantes foram bem, outros encolheram. fomos bem, mas isso deveu-se a um aumento na distribuição e à melhora nas vendas para as mesmas lojas, com coleções mais assertivas", afirmou Pedro Bartelle, presidente da Vulcabras Azaleia. Para o segundo trimestre, o executivo disse que espera manter o ritmo de vendas do primeiro trimestre.
Alexandre Birman, presidente da Arezzo&Co, também associou a melhora do seu desempenho à melhora nas coleções e na distribuição em lojas. "Tivemos menor sobra de produtos nas lojas no primeiro trimestre e também menor volume de vendas com descontos", afirmou Birman.
No primeiro trimestre, a Arezzo&Co registrou alta de 2,7% nas vendas em mesmas lojas (unidades abertas há mais de 12 meses) e de 13,6% nas vendas da fábrica para as franquias, sinalizando uma perspectiva de expansão das vendas para o segundo trimestre. "Em abril, os resultados também foram muito positivos, em linha com nossas expectativas", disse Birman.
Em relação ao mercado externo, todas as companhias registraram queda na receita em reais, acompanhando a média do mercado. De acordo com a Abicalçados, as exportações do setor acumulam queda de 1,5% em volume exportado até abril, para 39,7 milhões de pares, com queda de 14,4% em dólares, para US$ 338,3 milhões. "Os custos estruturais do país tornam os produtos brasileiros caros para exportação", afirmou Klein, da Abicalçados. No primeiro trimestre, a receita de exportações caiu 21,3% para Arezzo, 19,1% para a Grendene, 4,5% para a Vulcabras Azaleia e 20,5% para a Alpargatas.
Com esses resultados, a receita líquida total da Alpargatas recuou 18,7%, para R$ 807,5 milhões. Na Grendene a receita líquida avançou 7,2%, para R$ 510,1 milhões. A Arezzo teve aumento de 15,4% na receita líquida, para R$ 297,2 milhões, e a Vulcabras Azaleia, alta de 17,7%, para R$ 295,9 milhões.
Em relação ao lucro lí­quido, Grendene, Vulcabras Azaleia e Arezzo obtiveram ganhos relacionados ao controle de despesas e à  melhora nas margens de lucro de produtos vendidos no país. No caso da Alpargatas, o lucro aumentou 62,1%, para R$ 179,8 milhões, graças a ganhos com reversão de provisão tributária no Brasil e a créditos tributários na Argentina. Excluindo esse efeito, o resultado teria caído 86,9%, a R$ 14,5 milhões.
Fonte: Valor Econômico