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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 27 de agosto de 2019 às 16:54
A China tornou-se a maior economia do mundo no critério PPP ou, do inglês, Paridade de Poder de Compra. Está previsto que se torne a maior economia do mundo antes de 2030, sob qualquer critério.

O varejo da China deveria superar o varejo norte-americano em tamanho neste ano, mas o atual cenário e as projeções indicam que isso deverá acontecer em 2021, quando será maior em US$ 93 bilhões.

Em 2008, o débito consolidado dos consumidores da China representava 18,6% do PIB e cresceu para 50,3% no final de 2018, enquanto nos Estados Unidos está em 76,6%, na Alemanha, 52,5% e no Japão 57,4%. O total de crédito para as famílias no Brasil, para efeito de comparação, representa perto de 25% do PIB.

Dos 1,38 bilhão de consumidores atuais da China algo como 80% usam o celular para pagar suas compras no varejo, sendo que 35,3% delas feitas pelo e-commerce, segundo eMarketer, o maior índice mundial, quando se compara com os 11% dos Estados Unidos ou mesmo os 6,5% do Brasil.

E nas principais operações locais perto de 50% dos consumidores nem vão às lojas, optando por comprar através de aplicativos e receber em casa ou onde quer que queiram que sejam entregues os produtos ou serviços.

As vendas pelo e-commerce da China deverão representar, no final deste ano, 55,8% do comércio online global e estima-se que possa superar os 63% em 2022.

O crescimento anual médio do PIB da China no período de 1979 a 2010 foi de 9,91% porém reduziu nos últimos anos e deverá girar em torno de 6% a 7% ao ano para o período 2018-2019, podendo reduzir ainda mais dependendo da guerra tarifária atualmente em escala crescente, mas ainda é quatro ou mais vezes superior ao crescimento médio das economias da Europa e dos Estados Unidos.

O que foi desenvolvido como modelo de atuação no mercado de consumo na China, amparado nos conceitos que envolvem os Ecossistemas de Negócios, transformou a realidade local, faz crescer de forma tentacular as empresas integradas nesses ecossistemas e têm seu principal diferencial na expansão rápida, quase frenética, de negócios a partir do conhecimento, monitoramento e capacidade de prever comportamentos futuros de consumidores pela conexão constante com os Super Apps, que oferecem redes sociais, relacionamento, pagamento, fidelidade, monitoramento da saúde, jogos e muito mais.

O crescimento vertiginoso dos Ecossistemas como Alibaba, Tencent, JD, Didi e outros, que catapultaram essas organizações para valores de mercado de centenas de bilhões de dólares em apenas vinte anos, redesenhou a realidade dos negócios na China e, gradativamente, começou a se expandir para fora do país numa proposta claramente estruturada, pensada e planejada para avançar para outras regiões com diferentes oportunidades estratégicas. Seja pela oportunidade gerada como novos mercados consumidores ou pelo abastecimento crítico de commodities relevantes para o presente e futuro.

Esse menor crescimento do consumo interno, associado com as oportunidades e necessidades estratégicas fora do país, tem sido o principal fator impulsionador da internacionalização dos Ecossistemas e empresas chinesas pelo mundo e, no primeiro movimento o fizeram desenvolvendo operações “greenfield” em alguns mercados, em particular nas áreas de tecnologia.

Logo perceberam que esse modelo tinha alto potencial de fracasso pelas diferenças significativas em termos culturais, econômicos e legais entre o que conheciam e praticavam na China e o que encontravam em outros países. Na grande maioria de aspectos, que se pratica na China não é passível de espelhamento em outras realidades.

Por conta disso um segundo ciclo de expansão e internacionalização de negócios a partir da China tem sido feito através de aquisições de participação minoritária em negócios existentes em outros países para, num momento seguinte, ampliar e controlar esses negócios.

Importante lembrar que no Brasil empresas como Alibaba, seu braço financeiro Ant Financial, Fossun, Tencent, Didi e outras já estão presentes em setores como consumo, finanças, imobiliário, infraestrutura e muitos outros. E só vai aumentar. Cultural e estrategicamente o pensamento dominante chinês é orientado para as décadas seguintes e investem com essa lógica, minimizando as oscilações de curto prazo.

É fundamental lembrar que China já foi a maior economia do mundo por muitos anos e preparou-se com o rigor do planejamento de longo prazo para voltar a ocupar a mesma posição.

Especificamente no varejo, tudo aquilo que nos últimos, pelo menos trinta anos, era buscado nos Estados Unidos, principalmente, mas também Inglaterra, França ou Alemanha em termos de inovação e transformação do varejo, precisa ser agora pesquisado, estudado, entendido e analisado em seus impactos na China e, cada vez mais, fora da China. E rapidamente, pois até mesmo quem está na liderança de conceitos de varejo no mundo ocidental, como Walmart ou Carrefour, não consegue enfrentar a força transformadora das operações chinesas de varejo.

E cada vez mais vão se espalhar pelo mundo de forma silenciosa e discreta, como é de seu estilo, aproveitando todas as oportunidades para levar adiante seu modelo obsessivo de crescimento.

Definitivamente o que acontece no varejo da China, não fica na China. Las Vegas que se cuide e nós que possamos acompanhar e aprender mais – e nos preparemos.

Fonte: Mercado & Consumo
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 27 de agosto de 2019 às 16:45
Nós vivemos em um mundo onde os padrões de relação entre marcas e consumidores vêm se alterando com velocidade e intensidade cada vez maiores, com a capacidade de transformar quase tudo o que entendemos até hoje sobre o mercado de varejo e consumo em períodos cada vez mais curtos.

Das relações de consumo simples, como o ambiente de loja e seu atendimento, questões como meios de pagamento, gestão de negócios cada vez menos suscetível a erros ou excessos, e a própria visão do que deve ser um ponto de venda, vêm evoluindo e se transformando de uma maneira como nunca aconteceu antes. A tendência é aumentar ainda mais esse ritmo de transformação.

Nesse contexto, oferecer produtos e serviços ao varejo tem sido um constante desafio para as empresas. Mesmo que sejam vistas como protagonistas dessas mudanças, oferecendo ao mercado novas tecnologias e soluções, há um desafio competitivo gigantesco.

É necessário se manter na vanguarda e, ao mesmo tempo, não perder o contato ou o ritmo de evolução de seu mercado – este último considerando não somente seu mercado externo, ou seja, seus clientes, mas também seu mercado interno.

Uma das dores das empresas tem sido acompanhar o ritmo de mercado e suas evoluções. É o que chamamos de: dor de ENTENDER O MERCADO.

Parece simples, principalmente em um mundo onde o que não falta hoje são canais e meios para se tornar atualizado. O desafio das empresas está em conseguir manter de forma geral um ritmo de atualização de conceitos e criação que não se perca em meio ao furacão do cotidiano.

É comum vermos empresas em seus mais variados campos que, embora tenham pessoas que de forma isolada, até mesmo em postos de alta diretoria, estejam completamente atualizadas em seu mercado, tenham a dificuldade de colocar na agenda diária da empresa espaço para a discussão e criação de novas oportunidades. Isso faz com que muitas empresas percam o ritmo de conexão com o seu mercado e suas principais dores.

A segunda dor é sobre ATUALIZAR EQUIPES. Partindo das empresas que mantém um ritmo de inovações interessantes, a dificuldade está em disseminar tudo o que a empresa vem criando e pode oferecer ao mercado. Partindo obviamente do time de vendas, que se ao mesmo tempo deveria ser o grande disseminador das novidades da empresa, por vezes também é seu verdadeiro calcanhar de Aquiles, seu ponto de fraqueza.

Por vezes, uma solução que levou tempo e investimento para chegar ao seu produto final, chega com um valor menos importante se comparada às principais soluções da empresa, e é até mesmo completamente negligenciado pelos times de venda, mais preocupado em bater a meta do que em ajudar a evoluir ou transformar o negócio de seus clientes.

A terceira dor, e uma das mais difíceis de trabalhar, é de ATUALIZAR O MERCADO. Mesmo que sua empresa hoje seja eficiente em se manter focada em se atualizar ou atualizar as equipes, há uma dor gigantesca em atualizar seus clientes sobre suas soluções ou serviços.

Mesmo que conte com o time de vendas ou divulgações para que isso ocorra, eventos ou workshops têm se mostrado uma excelente ferramenta para que mais do que atualizar, ajudar a engajar seus clientes no processo de atualização, e auxiliando para que esse processo também se traduza em conversões de vendas.

O mercado está evoluindo de forma intensa e estamos auxiliando as empresas na condução dessa transformação com seu mercado e até mesmo com seu próprio time. Resolver essas dores em meio a tantas outras do próprio negócio, como a busca por vendas, a gestão do negócio, a contratação de times eficientes, entre outras, é um enorme desafio.

Mas é algo que só pode ser de alguma forma curado com atitude e foco com a mesma intensidade e velocidade com que as transformações hoje ocorrem.

Fonte: Mercado & Consumo