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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 15 de setembro de 2020 às 12:40


Produção de veículos, produtos metalúrgicos e setor extrativo apresentaram as maiores altas.
A indústria brasileira apresentou crescimento pela terceira vez no ano no mês de julho, 8% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

No início do ano, com as medidas de enfrentamento da pandemia, a indústria registrou perdas recordes. Em março, a retração foi de 9,3% e em abril, 19,5%. Os índices começaram a melhorar em maio, quando foi registrada alta de 8,7% na produção, seguido de um junho com 9,7% de crescimento.


Média anual ainda é baixa

Em março, mês de início das primeiras medidas de isolamento social, a produção industrial sofreu substancialmente com a paralisação de fábricas, redução de jornada de trabalho, férias coletivas e funcionamento apenas dos setores essenciais.

Embora tenha apresentado crescimento no último trimestre, no balanço de 2020 o índice ainda é de baixa: 9,6%. Na amostra dos últimos 12 meses, a queda é de 5,7%.

Na comparação entre julho deste ano e julho de 2019, apesar de apresentar o maior crescimento após a retomada, índice de produção industrial ainda é 3% mais baixo em relação ao ano passado.

De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, esse índice e o patamar abaixo do ano passado mostram que ainda há espaço para recuperação.”Observa-se uma volta à produção desde maio, e é um crescimento importante, mas que ainda não recupera as perdas do período mais forte de isolamento”.

Setor de veículos foi o que mais cresceuDos 26 setores pesquisados, 25 apresentaram crescimento. Destaque para o setor de veículos automotores, reboques e carrocerias, que registrou alta de 43,9%.

Também mostraram crescimento de destaque a metalurgia (18,7%), e as indústrias extrativas (6,7%), de máquinas e equipamentos (14,2%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (3,8%), de outros produtos químicos (6,7%), de produtos alimentícios (2,2%), de produtos de metal (12,4%), de produtos de minerais não metálicos (10,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (29,7%), de produtos de borracha e de material plástico (9,8%), de produtos têxteis (26,2%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (13,8%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (12,0%), de produtos diversos (27,9%) e de bebidas (4,6%).

O único setor que não apresentou melhora foi o de impressão e reprodução de gravações, com queda de 40,6%. “É uma atividade que se caracteriza por um comportamento volátil mesmo. Caiu em julho, mas havia avançado 77,1% em junho”.

Índice de grandes categorias econômicas da indústria

No recorte por grandes categorias, todos mostraram ascensão, com o ramo de bens de consumo duráveis puxando a lista, com a maior taxa positiva do mês 42%. Ainda assim, o segmento se encontra 15,2% abaixo do patamar de fevereiro último.

Os setores produtores de bens de capital (15,0%) e de bens intermediários (8,4%) cresceram acima da média geral da indústria. Já o de bens de consumo semi e não duráveis (4,7%) registrou o crescimento menos intenso entre as categorias econômicas.

Esses três segmentos também apontaram expansão pelo terceiro mês consecutivo e acumularam nesse período ganhos de 70,5%, 21,1% e 24,0%, respectivamente, mas ainda assim, permanecem abaixo do patamar de fevereiro deste ano.

Fonte: Novarejo
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 15 de setembro de 2020 às 12:27


Ranking Brandz Brasil mostra aumento de 4% no valor total das marcas nacionais em relação ao ano passado.
Apesar do cenário de pandemia e isolamento social, as 25 marcas brasileiras mais valiosas tiveram aumento de 4% em relação ao valor total delas registrado em 2019 pelo ranking BrandZ Brasil. A lista criada anualmente pela Kantar e a WPP, junto ao jornal Meio & Mensagem, mostra um total de US$ 55,7 bilhões de dólares em relação ao valor total das marcas, com o Itaú na liderança, seguido por Skol e Bradesco.

O Itaú atingiu US$ 8.268 bilhões de valor de marca, o que mostra diminuição de 1% em comparação ao ano passado enquanto o Bradesco registrou queda de 35% no valor de marca, saindo de 9.486 em 2019 para 6.137 atualmente. A Skol chegou a US$ 6.797 bilhões, saindo da terceira posição ano passado para a vice liderança em 2020.

Esta é a primeira vez que o Itaú chega à liderança em 14 edições do ranking e entre os setores de maior destaque neste ano estão Varejo e Bens de Consumo, com crescimento de 72% e 14%, respectivamente, se comparados aos resultados de 2019. Neste cenário a marca Magazine Luiza, em quarto lugar, teve aumento de 124%, atingindo US$ 5.111 bilhões. 

Já a Sadia registrou alta de 22% no valor de marca, enquanto sua concorrente, a Seara, teve 35% de valorização em relação ao ano anterior. Confira abaixo o ranking completo com das 25 marcas mais valiosas do país.