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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 17 de abril de 2018 às 21:13
As exportações do Rio Grande do Sul tiveram um forte crescimento em março de 2018, na comparação com o mesmo mês do ano passado: 19%, fechando em um total de US$ 1,56 bilhão. A análise desagregada mostra que as commodities, influenciadas pelo desempenho da soja (+45,7%), tiveram alta de 36,7%, ao somarem US$ 432 milhões.  O resultado quebra o recorde para o período, que era de US$ 315,6 milhões, de 2017. “A escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China pode, por um lado, refrear o crescimento econômico mundial e, consequentemente, arrefecer a demanda externa por nossos produtos. Por outro lado, esse efeito pode ser parcialmente contrabalançado pelo aumento das exportações de alguns setores para os quais devem valer as sobretaxas, como carnes, vinhos e produtos químicos”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, ao analisar os números da Balança Comercial, nesta quarta-feira (11). O valor embarcado foi o mais alto para o mês de toda a série histórica, iniciada em 1996.

Na indústria de transformação, as vendas externas no terceiro mês do ano alcançaram US$ 1,12 bilhão, 13,6% a mais nessa base de comparação, o melhor resultado desde 2013 (US$ 1,14 bilhão). O desempenho do segmento exportador industrial gaúcho só não foi melhor porque março de 2018 contou com dois dias úteis a menos, 21, enquanto que em igual período do ano anterior foram 23 (incluindo a Quarta-feira de Cinzas). O cálculo do valor médio exportado por dia útil ajuda a corrigir as distorções causadas pelo efeito do calendário. Por essa métrica, os embarques do setor secundário avançaram 24,4%, em função do incremento de US$ 42,8 milhões para US$ 53,2 milhões.

Os subsegmentos da indústria com as principais contribuições positivas para o aumento no setor foram Celulose e papel (564,7%), Tabaco (103,6%) e Alimentos (10,6%). Em contrapartida, Veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,6%), Máquinas e equipamentos (-13,8%), Produtos de metal (-15,7%) e Químicos (-4,6%) foram as maiores influências negativas.

Ainda sobre março, as importações totais subiram 17,3%, totalizando US$ 917 milhões. Por categoria de uso, os segmentos de Bens intermediários (14,5%), Bens de consumo (53,9%) e Combustíveis e Lubrificantes (11,2%) subiram, enquanto Bens de capital teve estabilidade.

ACUMULADO

No primeiro trimestre de 2018, as exportações totais gaúchas chegaram a US$ 5,83 bilhões, o que representa alta de 75,6% em relação ao mesmo período de 2017. A indústria foi responsável por US$ 4,9 bilhões, avanço de 78,9%. Os melhores resultados vieram de Outros equipamentos de transporte (+31.000%), por conta da contabilização como exportação de uma plataforma de petróleo; Tabaco (+100,6%); Celulose e papel (+121,1%); Máquinas e equipamentos (+82,8%) e Veículos automotores, reboques e carrocerias (+29,9%). Materiais elétricos e Couro e calçados tiveram as perdas mais significativas, com 16,7% e 2,1%, respectivamente.


Fonte: Fiergs
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 17 de abril de 2018 às 20:57
O Brasil ampliou seu percentual de participação nas exportações mundiais em 2017. O dado integra o relatório “Trade and Statistics Outlook” divulgado hoje pela Organização Mundial do Comércio (OMC). O documento aponta que o comércio mundial apresentou o maior crescimento em volume em seis anos, ao registrar uma expansão de 4,7%, no ano passado. Em valor, as exportações mundiais aumentaram 10,6%.

O Brasil registrou aumento acima da média mundial. As exportações brasileiras, cresceram 17,5 % em valor, em 2017, depois de cinco anos de quedas consecutivas. O resultado levou à ampliação da participação brasileira nas vendas mundiais para 1,23% do total - contra 1,16% em 2016. O índice de 2017 para o Brasil é o maior desde 2013, quando chegou a 1,28%.

O relatório também mostra que o crescimento das vendas brasileiras ao exterior, no período, foi o 6º mais expressivo entre os trinta maiores exportadores - na frente de países como Estados Unidos, China, Alemanha, México e Índia.

Para o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, o bom resultado do Brasil reflete "o crescimento da demanda mundial, que aqueceu o apetite por produtos nos quais o Brasil é competitivo". O secretário também atribuiu o resultado a outros fatores como a safra agrícola recorde, o crescimento da produção de petróleo o desempenho favorável das exportações de bens manufaturados, como do setor automotivo.

Em 2017, a indústria brasileira bateu recorde histórico ao exportar 791 mil automóveis e veículos de cargas para 83 países diferentes. Um crescimento de 40% em relação a 2016, com destaque para os países com os quais o Brasil firmou acordos automotivos como Argentina (com aumento de 43% frente a 2016); México (+70%); Chile (+98%); Uruguai (+59%); e Colômbia (+50%).

Para o ministro Marcos Jorge, com as medidas que estão em andamento, como a agenda de acordos comerciais e a Implementação do Portal Único de Comércio Exterior, que reduz em 40% os prazos de exportação e importação, a expectativa do MDIC é a de resultados cada vez melhores para as exportações brasileiras.

"É consenso que o comércio exterior desponta como um dos principais motores a impulsionar o crescimento da nossa economia. Uma maior integração do Brasil com o mundo virá da implementação de medidas de maior inserção internacional e facilitação de comércio, da busca por melhor e maior acesso a mercados estrangeiros para nossos produtos, serviços e investimentos", avalia o ministro.

Apenas com a implementação do Novo Processo de Exportações do Portal Único, realizada em 2017 - e que simplificou os trâmites para as vendas externas, eliminando documentos, etapas e exigências governamentais -  são beneficiadas diretamente 5 milhões de operações anuais de mais de 255 mil empresas brasileiras.


Fonte: CNI