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Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 05 de dezembro de 2019 às 08:38
Uma combinação de queda no desemprego, inflação e juros baixos e maior oferta de crédito deve sustentar os gastos das famílias no Brasil, permitindo ao país sair gradualmente da recessão, afirmou hoje a agência de classificação de risco Moody’s Investors Service em relatório.
Historicamente, o consumo é um dos pilares da economia do Brasil, afirma o vice-presidente sênior da Moody´s Gersan Zurita. Embora o desemprego permaneça elevado, a tendência é de queda e a taxa provavelmente recuará para menos de 12% no fim de 2019, pela primeira vez desde o fim da recessão.

A melhora no mercado de trabalho, combinada com inflação baixa e taxas de juros em queda, tem dado suporte ao poder de compra do consumidor, acrescenta ele. A inflação deve encerrar 2020 abaixo de 4%, marcando quatro anos consecutivos de IPCA abaixo da meta do Banco Central.
À medida que a confiança do consumidor aumenta, reforçando as vendas no varejo, a disponibilidade de crédito exercerá papel importante, especialmente para os consumidores que estavam com dificuldade para acessar os canais de crédito tradicionais, e para as pequenas e médias empresas (PMEs).

O crédito no Brasil há anos é dominado pelos grandes bancos tradicionais, mas a chegada de novos participantes aumenta a concorrência, criando mais opções de crédito ao consumidor e de sistemas de pagamento para os tomadores.
Mas a Moody’s observa que as taxas de juros do crédito permanecem insistentemente elevadas, apesar de a Selic estar historicamente em seu nível mais baixo.

No entanto, a capacidade das famílias de honrar suas dívidas aumentará com os consumidores renegociando seus débitos ou novas dívidas a taxas mais baixas.
À medida que condições mais benignas forem estabelecidas, as vendas de automóveis, um indicador-chave do dinamismo da economia brasileira, continuarão recuperando-se da queda no período de recessão.

Fonte: MoneyTimes
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 04 de dezembro de 2019 às 17:15
Um condomínio conectado por aplicativo e, em especial, pelos moradores. A Planet Smart City chegou ao Brasil ano passado, no Ceará, e agora se expande para o resto do país. A empresa de origem inglesa tem abertura planejada para 2020 de mais uma cidade no Rio Grande do Norte e, nesta semana, fechou contrato para construir mais uma no Ceará, na cidade de Aquiraz.

Agora, a Planet mira expandir para São Paulo. A empresa planeja construir mais de 2.500 apartamentos na cidade, em bairros como Bela Vista, Itaquera, Freguesia do Ó e Jabaquara.
São Paulo e Fortaleza são dois mundos diferentes, afirma Susanna Marchionni, CEO da Planet no Brasil a Época NEGÓCIOS. Italiana de origem, ela recentemente recebeu passaporte brasileiro. Mas em todo lugar do mundo, pessoas querem a mesma coisa: segurança, baratear os custos e melhorar a qualidade de vida com mobilidade e serviços.
Uma cidade inteligente usa dados, tecnologia e internet das coisas para trazer melhorias na qualidade de vida dos moradores e gerenciar os recursos nela. A conectividade também pode criar sistemas mais eficientes e sustentáveis no uso de energia, por exemplo.

Em suas "cidades", a Planet oferece wi-fi gratuito, aluguel de locais para eventos, cinema gratuito e um aplicativo com monitoramento de câmeras e serviço de compra e venda de produtos entre moradores.
“Smart city é tecnologia, mas antes de tudo é gente,” diz Marchionni. “Cidades inteligentes precisam de moradores inteligentes.”
A cidade inteligente em São Paulo será vertical, para se adaptar melhor à geografia local. O plano consistirá em prédios “inteligentes” com a mesma infraestrutura das cidades nos arredores de Fortaleza e Natal. Segundo a CEO, cerca de 90% dos apartamentos custarão menos de 300 mil reais.

“A gente sempre customiza,” afirmou. “As soluções smart se adaptam.”
O público-alvo? Todo mundo.
Para Marchionni, é importante que o alto padrão residencial não seja empecilho para que famílias de renda mais baixa possam participar do processo de compra de uma casa ou apartamento.
“Nosso público-alvo é o de A a Z,” brinca. “Existe um déficit habitacional gigante no mundo, e ninguém pensa em fazer smart cities que abrangem esse tipo de público.”Para a conta fechar, com residências a preços moderados e muitos serviços, a Planet usa o poder dos dados. O aplicativo se torna um banco de dados que pode ser usado para beneficiar empresas e residentes. Marchionni cita um conjunto residencial em Milão, com 800 moradores. A Planet fechou acordo com uma empresa local para vender eletrodomésticos aos moradores por preços reduzidos. Em troca, a Planet recebeu comissão.

“É economia de escala para baratear o custo de estrutura,” afirmou. “Aquilo que faz a diferença são os números.”
O sonho da moradia a custo mais baixo, no entanto, pode encontrar um obstáculo grande em São Paulo: a especulação imobiliária. Segundo Marchionni, a maneira de lutar contra compradores mantendo imóveis vazios nos prédios inteligentes é discutir as vantagens de se morar nele.
“Temos que mostrar que se você mora lá, você tem direitos. Quanto custa mandar os filhos pro inglês? Pro cinema? Você compra um imóvel a R$ 100 mil e vende por R$ 150 mil, mas o que você lucrou você perdeu pagando por essas outras coisas
Fonte: Epocanegocios