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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 21 de agosto de 2018 às 06:44
A indústria de transformação gaúcha reduziu em 12,7% suas exportações em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, ao vender para o exterior US$ 897 milhões. Contribuíram mais significativamente para este resultado negativo Máquinas e equipamentos, com queda de 28,2%; e Veículos automotores, com -20,3%. Os segmentos de Alimentos (9,2%) e Celulose e Papel (20,5%) se destacaram positivamente, insuficiente, todavia, para compensar as perdas. “Houve uma redução nas vendas para os nossos principais mercados, China, Argentina e Estados Unidos, especialmente este último. Uma melhora nos próximos meses poderá ocorrer na medida em que a incerteza nos mercados globais diminua, uma vez que a taxa de câmbio tem se mantido num patamar mais desvalorizado”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, ao comentar a balança comercial nesta terça-feira (14).
As exportações totais do Estado, por sua vez, tiveram uma queda ainda maior do que a indústria no período, 15,6% (em um total de US$ 1,3 bilhão comercializado, contra US$ 1,6 bilhão de 2017). Desse total, o grupo de produtos básicos foi responsável por US$ 434 milhões, 21,1% menor do que o de julho de 2017. Desagregando por categorias de uso, o que se observa em julho é uma contração generalizada, com todos os segmentos econômicos apresentando variações negativas.
Em relação às importações, US$ 1,2 bilhão foi adquirido em mercadorias em julho deste ano, 46,1% maior do que no mesmo mês de 2017. Com exceção de Bens de Consumo Duráveis, que teve queda de 7,1%, todas as categorias de uso apresentaram variações positivas significativas, com destaque para os 38% nos Bens de Capital.
ACUMULADODe janeiro a julho, porém, o resultado acumulado das exportações do RS é diferente do de julho: somaram US$ 11,9 bilhões, valor 20,7% maior do que o verificado no mesmo período do ano passado. Grande parte dessa elevação se deve aos 25,1% de aumento nos produtos industriais, que corresponderam por 72,4% do total das vendas externas do Estado no período. Em especial o segmento de Material de Transporte, em função da contabilização como exportação de uma plataforma de petróleo e gás no valor de US$ 1,53 bilhão para a Holanda, o que não ocorreu no ano passado. Mesmo se não fosse considerada a plataforma, o resultado ainda seria positivo para as exportações gaúchas em 5,2%. Das 24 categorias industriais para as quais houve algum embarque em 2018 até julho, 13 apresentaram crescimento em relação a 2017, principalmente Celulose e papel, com 93,8%, total de US$ 628 milhões.
As importações, por outro lado, somaram US$ 6,3 bilhões no mesmo período, crescendo 20% em relação a 2017. Com isso, a balança comercial do RS registrou superávit de US$ 103 milhões em julho, acumulando US$ 5,6 bilhões positivos em 2018, o maior valor para essa base de comparação em toda a série histórica.
CRISE DA TURQUIAA Turquia participa com 0,9% da pauta de exportações e 0,2% das importações do Rio Grande do Sul. Em 2018, os embarques para o País atingiram US$ 106 milhões. Os principais produtos embarcados foram Fumo em folhas (US$ 31 milhões), Outros bovinos vivos (US$ 56 milhões) e Químicos (US$ 56 milhões). No que tange às importações, o RS comprou US$ 11 milhões em 2018, dos quais destacam-se Químicos (US$ 2 milhões) e Máquinas e equipamentos (US$ 2 milhões). Portanto, pela via comercial os abalos da crise turca no RS e no Brasil serão pequenos. O principal impacto sobre o Brasil ocorre na taxa de câmbio e nos ativos financeiros, em decorrência da maior aversão global ao risco, principalmente, em relação aos mercados emergentes

Fonte: Fiergs
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 21 de agosto de 2018 às 06:44
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) de agosto, divulgado nesta segunda-feira (20) pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), detecta melhora no otimismo do setor no Estado. O ICEI-RS avançou quatro pontos em relação ao mês passado, atingindo 54,7. O resultado é ainda insuficiente, porém, para repor as perdas recentes, pois mantém o índice abaixo do patamar de maio, que foi de 56,6 pontos. “Apesar deste aumento revelado pela pesquisa, a aproximação e a indefinição das eleições presidenciais, o atual quadro de fraqueza econômica, o elevado nível de desemprego, a crise fiscal e a incerteza externa limitam a retomada total da confiança e da atividade industrial gaúcha nos próximos meses”, alerta o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.
Um dos fatores que colocam freio na recuperação plena é o Indicador de Condições Atuais (ICA), que entre julho e agosto se manteve abaixo dos 50 pontos – valor acima de 50 indicam empresários confiantes –, apesar do crescimento de 45,1 para 48,6 pontos no período. O percentual de empresários que percebem piora na economia brasileira (30%) diminuiu em relação a julho (46%), mas supera demais a parcela dos que percebem melhora (9,4%). Isso revela que os empresários gaúchos ainda percebem piora no quadro atual, especialmente por causa da situação econômica brasileira, que continuou sendo o componente com avaliação mais negativa, mesmo tendo mostrado maior elevação no mês: atingiu 44,4 pontos, 4,8 acima de julho. Já o Índice Condições Atuais das Empresas marcou 51 pontos em agosto, uma alta de três frente a julho, voltando a denotar melhora.
Para os próximos seis meses, o Índice de Expectativas (IE) subiu de 53,4 em julho para 58 pontos em agosto, o que indica aumento do otimismo, mais próximo ao nível de maio (57,9 pontos). A parcela de empresários esperançosos com a economia brasileira voltou a superar o percentual de pessimistas: 30% ante 18%. O que também mudou no período foram as expectativas dos empresários gaúchos com relação à economia brasileira. Passaram de pessimistas (44,9 pontos) para otimistas (50,8), enquanto que, para as próprias empresas, a mudança foi ainda maior: o índice variou 3,9 pontos, pulando para 61,7.

Fonte: Fiergs