Notícias


Economia & Finanças Postado em terça-feira, 05 de outubro de 2021 às 11:22


CEO da Petrobras fala em “chance zero” de controlar combustível, mudanças de cargos em Alliar e IRB, aquisições e mais.
Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta segunda-feira.

O noticiário corporativo desta segunda-feira (4) tem como destaque o noticiário de fusões e aquisições, com o Banco Pan adquirindo a Mosaico e a Oncoclínicas concluindo a compra de fatia majoritária do Complexo Hospitalar de Uberlândia, UMC.

A empresa de diagnósticos médicos Alliar anunciou na sexta-feira a renúncia de Fernando Terni como diretor-presidente. Já o IRB agora se prepara para substituir seu vice-presidente de finanças. Werner Süffert.

Já a CVC Corp informou que foi vítima de um ataque cibernético no último sábado. Atenção ainda para a prévia operacional do Banco Inter (BIDI11) e o ajuste das ações do Itaú Unibanco (ITUB4) após a cisão com XPart.

Atenção ainda para a fala do CEO da Petrobras. O risco é “zero” de a estatal atuar para segurar os preços dos combustíveis no país em meio a um período de valores elevados que pressionam a inflação e o orçamento dos brasileiros, disse o presidente da empresa, general da reserva Joaquim Silva e Luna, em entrevista à agência internacional de notícias Reuters. Confira mais destaques:


Banco Inter (BIDI11)

O  Banco Inter divulga prévia operacional do terceiro trimestre nesta manhã, após a forte queda das ações em setembro sobre a polêmica de rumor de uma provisão maior no período.

O banco informou ter alcançado 14 milhões de clientes, crescimento de 16% na base trimestral e 94% na anual. Ainda informou ter ultrapassado 422 milhões de logins em nosso Super App no terceiro trimestre de 2021.
“Finalizamos o mês de setembro com NPS de 84 pontos, na zona de excelência”.

A companhia informou ter 2 milhões de contas no trimestre, crescimento de 7,5% na base trimestral e 56% na base anual, cerca de 33 mil contas por dia útil em setembro. “Encerramos o terceiro trimestre com R$ 1,41 mil de saldo médio em conta por cliente, crescimento de 7% na base anual. Transacionamos R$ 11,6 bilhões em cartões no terceiro trimestre, crescimento de 23% na base trimestral e 125% na comparação anual. O número de cartões utilizados atingiu 4,8 milhões, crescimento de 15% na base trimestral e 93% na comparação anual.

A originação de crédito atingiu R$ 5,5 bilhões no trimestre, crescimento de 15% na base trimestral e 121% na base anual.  produção do Crédito Empresas cresceu 152% na base anual, atingindo R$ 3,2 bilhões no período.


Banco Pan (BPAN4) e Mosaico (MOSI3)

O Banco Pan comunicou ter assinado acordo para a incorporação da totalidade das ações de emissão da Mosaico, dona das marcas Zoom, Buscapé e Bondfaro, e que é detentora da maior plataforma de conteúdo e originação de vendas para o e-commerce do Brasil.


Tenda (TEND3)

O Conselho de Administração da Tenda aprovou a mudança de CFO. “Renan Barbosa Sanches aceitou um novo desafio profissional como Diretor Operacional dentro da Companhia e com isso permanecerá no cargo de Diretor Financeiro e Diretor de Relações com Investidores até o final de 2021”, apontou a empresa.

Para o cargo de Diretor Financeiro, a Tenda aprovou o nome de Marcos Antonio Pinheiro Filho, profissional com mais de 15 anos de experiência nas áreas de Finanças, Relação com Investidores e Compliance.

“Marcos é formado em Administração pela PUC-SP, com MBA pela Universidade da California em Los Angeles – UCLA. Atuou como Diretor Financeiro na Enjoei e Smiles, Diretor de Desenvolvimento de Negócios na CVC, além de ter atuado também na Gol Linhas Aéreas, Medial Saúde, Sodexho Alliance e Embratel”, destacou a empresa.

Marcos Pinheiro se juntará à operação a partir desta segunda para a transição.


CVC (CVCB3)

A CVC Corp informou que foi vítima de um ataque cibernético no último sábado.
Até a manhã desta segunda-feira (4), o informe se mantinha no site da empresa.
A empresa comunicou que prontamente ativou todos os seus protocolos de segurança.

“Neste momento, a companhia está atuando de forma diligente para mitigar os efeitos do ocorrido e preservar a continuidade dos seus negócios”, destacou.

A empresa esclarece que o embarque de clientes com viagens marcadas e as reservas confirmadas não foram impactadas.

A empresa informa também que a central de atendimento está temporariamente indisponível.

“A CVC Corp lamenta o ocorrido e em nome da transparência com clientes, colaboradores, parceiros, franqueados, agentes de viagens e com o mercado manterá comunicações subsequentes assim que mais informações forem apuradas”, destacou.


Petrobras (PETR3; PETR4)

O risco é “zero” de a Petrobras atuar para segurar os preços dos combustíveis no país em meio a um período de valores elevados que pressionam a inflação e o orçamento dos brasileiros, disse o presidente da empresa, general da reserva Joaquim Silva e Luna, em entrevista à agência internacional de notícias Reuters.

Depois de 85 dias, a Petrobras promoveu na semana passada um reajuste no preço do diesel de cerca de 9%, e com altas anteriores o combustível nas refinarias da empresa acumula aumento de mais de 50% no ano, assim como a gasolina, gerando manifestações de políticos para que a petroleira estatal tenha uma “função social” de aliviar a inflação.

Além disso, a Associação de Petroleiros Acionistas da Petrobras (Anapetro) pediu que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abra um processo para apurar o interesse da estatal em blocos ambientalmente sensíveis que serão ofertados na próxima rodada de concessão de áreas exploratórias no país, segundo nota enviada à imprensa. A rodada está marcada para 7 de outubro, com a oferta de 92 blocos exploratórios marítimos nas bacias de Campos, Santos, Pelotas e Potiguar.

Para a associação, o eventual arremate de blocos em áreas ambientalmente sensíveis incluídas no leilão pode gerar insegurança jurídica e a possibilidade de indeferimento de licenças de exploração.


Alliar (AALR3)

A empresa de diagnósticos médicos Alliar anunciou na sexta-feira a renúncia de Fernando Terni como diretor-presidente, função que será acumulada por Ricardo Dupin, atual vice-presidente de operações.


Embraer (EMBR3)

A Embraer informou na sexta-feira que vendeu 50 aeronaves Ipanema EMB-203 em 2021 até o fim de setembro, o que representa um crescimento de 100% sobre todo o ano de 2020. Segundo a fabricante, a alta reflete o bom desempenho do agronegócio brasileiro e a confiança de empresas agrícolas em antecipar a demanda de 2022, que já responde por 30% das novas encomendas.

Além disso, a Eve Urban Air Mobility, empresa da Embraer, recebeu pedido de até 100 aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), afirmou a assessoria de imprensa da Embraer neste domingo. O pedido foi feito pela Avantto, uma empresa com sede no Brasil, com entregas programadas para começar em 2026.


Fleury (FLRY3)

O Fleury vai intensificar seu crescimento via aquisições, dentro da estratégia de diversificar receitas, mas não pretende entrar numa disputa aberta com operadoras de planos de saúde, disse a presidente do grupo de medicina diagnóstica, Jeane Tsutsui.

As declarações de Tsutsui, que assumiu o cargo em abril, vêm em meio a uma onda de aquisições e novos investimentos da quase centenária companhia para se tornar um hub de serviços médicos, num momento de ebulição no mercado de saúde no Brasil catalisado pelos efeitos da pandemia de Covid-19, no ano passado.


IRB (IRBR3)

Menos de duas semanas após eleger um novo CEO, o IRB  agora se prepara para substituir seu vice-presidente de finanças. Werner Süffert, que estava no cargo desde março de 2020, ocupará a posição até 31 de outubro, quando será desligado. De acordo com o fato relevante arquivado pela empresa na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Süffert deixa a vice-presidência de finanças por motivos pessoais.


XP (XPBR31) e Itaú  (ITUB4)

O BDR (Brazilian Depositary Receipts) da XP  – certificados que representam as ações da corretora listada nos Estados Unidos- passarão a ser negociados na B3 nesta segunda.
A mudança veio após o sinal verde da XP Inc. e da XP Part. A relação de troca será de pouco mais de 43,3 ações XPart por ação ou BDR da XP.

O movimento marca a conclusão da saída do Itaú do capital da corretora, posição que detinha desde 2017.
Com essa cisão, decidida pelo Itaú no ano passado, cerca de 90 milhões de títulos da empresa passarão a ser negociados na Bolsa brasileira.

Pelo valor das ações da XP de sexta-feira, os BDRs representam mais de R$ 20 bilhões. Com isso, investidores brasileiros poderão ter acesso direto na B3 aos papéis da XP, que tem capital aberto na Nasdaq.

O Itaú informou em comunicado que, considerando que as ações de emissão do Itaú Unibanco passarão a ser negociadas a partir deste dia 4 ex-direito ao recebimento dos valores mobiliários de emissão da XPart, representativos da linha de negócio caracterizado pelo investimento na XP, a partir dessa data as ações ordinárias e preferenciais de emissão da Companhia sofrerão um ajuste de -18,69% e -17,54%, respectivamente, em seu valor negociado em Bolsa, conforme informado pela B3.

A cotação de abertura nesta segunda será de R$ 22,6454999 para a ação ordinária (ITUB3) e R$ 24,4654999 para a ação preferencial (ITUB4).


Oncoclínicas (ONCO3)

A Oncoclínicas  concluiu a compra de fatia majoritária do Complexo Hospitalar de Uberlândia, UMC. O valor de firma para operação foi de R$ 412,7 milhões. “A operação representa um importante avanço para o Grupo Oncoclínicas na estratégia de integração de sua oncologia clínica ambulatorial com seus centros de alta complexidade”. A aquisição foi a terceira apresentada pela companhia no intervalo de uma semana.

Fonte: Reuters e Infomoney
Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 30 de setembro de 2021 às 10:10


As medidas de restrição à circulação das pessoas, além de problemas de logística na Ásia, prejudicaram o resultado, apontou a companhia americana.

    Os resultados do primeiro trimestre fiscal de 2022 (encerrado em 31 de agosto) divulgados pela Nike e as declarações posteriores da empresa não agradaram os investidores – e já impactam a ação de uma empresa negociada na B3.

Os papéis da Nike negociados na Nasdaq fecharam a sessão desta sexta-feira (24) em queda de 6,33%, a US$ 149,48. Isso porque, apesar de haver crescimento de receita e expansão de margens, o resultado veio abaixo das expectativas. Já na B3, as ações do Grupo SBF (SBFG3), dono da operação comercial da Nike no Brasil, tiveram baixa de 5,61%, a R$ 31,78, além dos pares do setor.

As medidas de restrição à circulação das pessoas, além de problemas de logística na Ásia, prejudicaram o resultado, apontou a companhia americana. A Nike reportou um lucro líquido de US$ 1,8 bilhão, ou US$ 1,16 por ação, crescimento de 23% quando comparado ao primeiro trimestre fiscal de 2021, o que ficou dentro do esperado.

A receita líquida, por sua vez, foi de US$ 12,2 bilhões, um crescimento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado e 12% considerando a moeda constante. Contudo, conforme destaca a Levante Ideias de Investimentos, o consenso de mercado apontava para uma receita líquida um pouco maior, de aproximadamente R$ 12,5 bilhões.

A companhia teve um aumento de 12% nos custos no período, o que resultou em um crescimento de 20% no lucro bruto. Com isso, foi observada uma expansão na margem bruta de 1,7 ponto percentual. As despesas operacionais tiveram um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado, principalmente pelo maior gasto em despesas de marketing, algo comum durante a pandemia em diversas empresas.

A  empresa ainda destacou não ter alcançado as metas de vendas para o período, revisando para baixo sua projeção de receitas, apontando problemas na cadeia de suprimentos causadas pela pandemia de Covid-19.

Esses problemas provavelmente afetarão a produção e a entrega de seus produtos em todo o mundo até o próximo ano. Com a companhia esperando que todas as regiões de fábricas sejam afetadas por esses problemas, revisou sua projeção para a receita líquida do ano fiscal de 2022 para um crescimento de um dígito ( versus crescimento de dois dígitos “baixo” anteriormente).

Na avaliação do Itaú BBA, contudo, essas informações ainda são neutras para a brasileira SBF, mas serão monitoradas de perto pelos investidores.

“De acordo com a empresa, ela possui um estoque confortável de produtos Nike, o que reduz o risco de quebra e compensa parcialmente o impacto dos atrasos na cadeia de suprimentos”, avaliam os analistas.

Além disso, uma parte relevante do sortimento da Fisia é produzida localmente, o que é outra vantagem nesta situação. Por esse motivo, a empresa não vê risco de ruptura que possa afetar as receitas e / ou margens brutas.

“Observamos, no entanto, que as incertezas em relação aos problemas da cadeia de suprimentos da Nike são significativas. A Nike afirmou que todas as suas regiões podem ser duramente atingidas, portanto, monitoraremos de perto como a situação evolui no curto prazo”, ressaltam.

A recomendação do BBA para as ações é marketperform (desempenho em linha com a média do mercado) e preço-alvo de R$ 40, ou um potencial de valorização de 18,80% em relação ao fechamento da véspera.

Fonte: Infomoney