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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 19 de fevereiro de 2019 às 09:02
As exportações gaúchas começaram o ano em alta, na comparação com janeiro de 2018. Foram US$ 2,6 bilhões no primeiro mês de 2019, um incremento de 105,6%, o maior valor exportado já observado para a toda a série histórica no período. Porém, o resultado está fortemente influenciado pela operação envolvendo uma plataforma de petróleo e gás, no valor de US$ 1,3 bilhão para o Panamá. Com o registro dessa operação, a indústria do Estado também cresceu muito (133,6%) e somou US$ 2,5 bilhões no mês. Se não fosse considerada a contabilização da plataforma na pauta de exportações, mesmo assim haveria expansão no setor secundário, de 11,7% (US$ 1,2 bilhão).

“Há de se destacar o papel preponderante da indústria para o crescimento do setor externo em janeiro no Estado, contribuindo com 87% do total exportado”, diz o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, salientando que, apesar da grave crise econômica na Argentina, país que em janeiro perdeu a posição de terceiro maior comprador de produtos de origem gaúcha – atrás de Panamá, China e Estados Unidos –, os empresários se mostram otimistas em relação à demanda para os próximos seis meses.

Dos 22 segmentos que registraram alguma atividade de exportação em janeiro, dez aumentaram, sete caíram e cinco ficaram estáveis. Os que impulsionaram o crescimento da indústria foram Coque e derivados do petróleo e de biocombustíveis (325%), Celulose e papel (292,5%) e Tabaco (13,8%). Em contrapartida, as maiores quedas vieram de Alimentos (-28,3%), Máquinas e equipamentos (-31,5%) e Veículos automotores, reboques e carrocerias (-35,2%). Cabe ressaltar que Outros equipamentos de transporte (64.850%) assinalou o crescimento mais expressivo da indústria de transformação. Contudo, a operação com a plataforma de petróleo integra as exportações fictas atreladas ao Repetro, regime no qual não há a saída efetiva da mercadoria do território nacional.

Em relação às commodities, mesmo o avanço de 271% nas vendas de trigo em janeiro foi insuficiente para reverter a queda de 19,3% das exportações no grupo de produtos básicos. Tudo porque a redução de 47% na comercialização da soja gaúcha exerceu forte influência sobre o resultado. O maior destino, a China, diminuiu as compras da mercadoria, no mês de janeiro, em 61,7% (US$ 112 milhões), na comparação com o mesmo período de 2018.

IMPORTAÇÕES
Pelo lado das importações, o Estado adquiriu US$ 720 milhões em mercadorias, atingindo o maior valor importado para o mês desde janeiro de 2015. A alta de 9,3% reflete o aumento das importações das categorias de Combustíveis e lubrificantes (40,7%), Bens intermediários (12,2%) e Bens de capital (2,1%). O resultado das importações só não foi maior por causa da diminuição das compras de Bens de consumo (-7,8%), sobretudo pela redução entre os duráveis e semiduráveis.



Fonte: FIERGS
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 19 de fevereiro de 2019 às 08:46
Após registrar a quarta queda consecutiva em 2018, o setor de serviços brasileiro deve crescer cerca de 2% neste ano, segundo especialistas. Diante disso, o desempenho não deve ser suficiente para recuperar o forte tombo do período da crise econômica.

“A perspectiva é que o setor de serviços demore um pouco para recuperar aquilo que perdeu na crise. Nos últimos três anos, as quedas acumuladas atingiram 11%, o equivalente a R$ 10 bilhões”, afirma o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fábio Bentes, destacando que para 2019 o setor deve apresentar avanço em torno de 2%.

Segundo ele, um dos segmentos que devem puxar a retomada dos serviços é o de transportes. “Com o aquecimento da economia neste ano, a previsão é que haja maior circulação de pessoas e mercadoria no território nacional”, complementou o dirigente.

Segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor recuou 0,1% no acumulado de 2018. Ainda de acordo com os dados do levantamento, os segmentos que apresentaram pior desempenho no período foram serviços audiovisuais (-4,6%); telecomunicações (-2,8%); serviços administrativos (-2,1%); e serviços profissionais (-1,9%).

Entre as principais áreas que registraram saldos positivos, estão serviços tecnologia e informação (6,7%); transportes gerais (1,2%); alojamento e alimentação (0,9%). Para Bentes, se a inflação se mantiver controlada, os serviços prestados às famílias brasileiras também devem puxar essa retomada, uma vez que a renda do consumidor não será corroída pelo aumento geral dos preços.

Na avaliação do economista do banco MUFG Brasil, Mauricio Nakahodo, o crescimento do setor como um todo para 2019 deve chegar a 2,4%, uma alta influenciada principalmente pela inflação controlada. “Por conta de alguns setores ainda registrarem taxas de ociosidade, o País tem muito espaço para atividade nesses mercados sem gerar pressão inflacionária, o que deve preservar o poder de compra das famílias brasileiras”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, a partir de 2020, o desempenho do setor deve se dar de forma mais disseminada e regular entre os diferentes segmentos. “Estimamos crescimento de 2,8% para 2020. Com um horizonte favorável no investimento em infraestrutura e movimento de concessões, o impacto será positivo também nos portos”, complementou.

Já para o presidente da Confederação Nacional de Serviços (CNS), José Luiz Nogueira Fernandes, pelo fato do setor de serviços representar mais de 70% do Produto Interno Bruto (PIB) e ser “o maior empregador” em comparação às outras áreas, a recuperação lenta do mercado de trabalho deve ter impacto direto nos serviços em 2019. “Atualmente, estamos com cerca de 12 milhões de desempregados, mas isso deve mudar com as reformas e investimentos em alguns segmentos, como por exemplo o turismo”, afirmou Fernandes.

Segundo ele, o mercado de ecoturismo no Brasil ainda é pouco explorado e pode auxiliar na retomada de outros segmentos paralelos, como por exemplo hotelaria, transportes e também restaurantes. “Esse mercado é teoricamente o que apresenta a mais rápida taxa de retorno depois dos investimentos”, declarou.

Segundo a PMS, no acumulado de 2018, as atividades turísticas registraram incremento de 2%. Na análise por região, destacaram-se os estados de São Paulo (5,1%), Pernambuco (4,4%), Ceará 6,6% e Minas Gerais 1,3%. Entre os destaques negativos, estão o Rio de Janeiro (-3,4%) e o Paraná (-5,9%).

Fonte: DCI