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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 05 de dezembro de 2017 às 12:38
O comércio foi a atividade econômica com o melhor desempenho no terceiro trimestre de 2017, registrando alta de 1,6% em relação ao trimestre anterior, segundo dados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados hoje, 1º de dezembro, pelo IBGE. O setor teve o maior destaque entre as 12 atividades analisadas pela pesquisa.

“O crescimento do comércio se justifica diante da reativação das condições de consumo como a regeneração do mercado de trabalho, inflação baixa, juros em queda e disponibilização de recursos extraordinários para o consumo”, afirma o chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes.

A economia brasileira cresceu 0,1% em relação ao segundo trimestre de 2017, de acordo com dados. Apesar da pequena taxa de variação, essa foi a terceira alta consecutiva nessa base comparativa, fato inédito desde 2013. Já em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB registrou crescimento de 1,4%, seu melhor resultado desde os três primeiros meses de 2014 (3,5%). Destacaram-se nessa base comparativa as taxas positivas do consumo das famílias (+2,2%) e o saldo do setor externo (+7,6% nas exportações e +5,7% nas importações).

Essa nova perspectiva levou a CNC a revisar as suas projeções para a economia, com expectativa de alta de 1,1%, em 2017, e de 2,6% no ano que vem.

Fonte: CNC
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 05 de dezembro de 2017 às 12:36
Inovações transformam as fontes de competitividade, os modelos de negócios e  a gestão empresarial. Hoje, vivemos um intenso processo de geração e difusão de tecnologias integradas e inteligentes. As empresas brasileiras precisam se posicionar frente a essa revolução. Apesar dos riscos, que não são desprezíveis, a indústria está diante de oportunidades para avançar em sua capacidade competitiva. Para isso, é necessário conhecer tendências, identificar tecnologias relevantes e estimar impactos das mudanças.

Conectada ao big data e à inteligência artificial, a biotecnologia sintética está transformando as agroindústrias, a indústria química e a farmacêutica, por exemplo. O preço dessas tecnologias está em queda acentuada, assim como o de nanotecnologias, redes de comunicação e materiais avançados. Para se ter uma ideia, o custo de exames de DNA cai de forma mais acelerada do que o da fabricação de chips.

Nos últimos 10 anos, vimos surgirem inovações com efeitos na indústria e na vida das pessoas. A todo momento, novas tecnologias modificam a realidade em que estamos imersos. Computador, internet e smartphone alteraram substancialmente o comportamento da sociedade e o modo de produzir. Para a próxima década, a expectativa é que tecnologias conectadas, convergentes e inteligentes tragam mudanças profundas no interior das empresas, ao mesmo tempo em que criam  possibilidades para o mercado.

Essas inovações serão um caminho sem volta e implicam transformações na produção, na logística, na distribuição e, principalmente, na base de conhecimento e de relacionamento entre empresários, pesquisadores e trabalhadores. É essencial e urgente, portanto, o debate sobre educação e qualificação profissional no país de modo a agir efetivamente  para aperfeiçoar nossas capacidades.

O Projeto Indústria 2027 é uma iniciativa  da Confederação Nacional da Indústria (CNI), no marco da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), que mobiliza mais de 40 pesquisadores de duas das principais universidades do país – UFRJ e Unicamp. Inédito, o estudo convida empresas de todos os segmentos e portes a se prepararem para os desafios que novas tecnologias impõem. Uma vez vencidos, eles podem ajudar a reinserir o Brasil na trajetória de desenvolvimento.

O projeto traça tendências e seus impactos sobre o setor ao longo da próxima década. Mapeia oito grupos de tecnologias – inteligência artificial, internet das coisas, redes de comunicação, produção inteligente e conectada, materiais avançados, nanotecnologia, biotecnologia, e armazenamento de energia. Além disso, avalia os  efeitos das inovações em 10 conjuntos de segmentos industriais, mostrando como alteram fatores-chave de competitividade.

O estudo vai identificar quais inovações resultam em transformações moderadas ou disruptivas hoje e em até 10 anos. O Brasil pode encontrar importantes oportunidades de desenvolvimento econômico e crescimento sustentável a partir dessas novas tecnologias. Assim como ocorre em outros países, a indústria brasileira precisa traçar estratégias para definir que patamar quer atingir no futuro próximo. Devemos estar atentos e preparados.

Cada uma a seu tempo e em ritmo próprio, as inovações invadem a produção industrial e o funcionamento das empresas. O caminho é olhar adiante e compreender a necessidade de as indústrias se atualizarem perante uma série de tecnologias. É  preciso, portanto, olhar com profundidade para as tecnologias e para seu poder de modificar os parâmetros em um contexto de competição global.

Este é o momento de as empresas brasileiras assumirem o protagonismo nesse tema. Quanto mais rápido nos aproximarmos da indústria do futuro, mais  o Brasil  terá chances de reconquistar sua posição estratégica na economia mundial. Não há alternativas se quisermos nos tornar um país próspero e desenvolvido.

Fonte: CNI