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Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 13 de dezembro de 2018 às 15:02
Influenciadas pela indústria, que sofreu uma forte retração em novembro (11,9%), as exportações gaúchas totalizaram US$ 1,3 bilhão, um recuo de 7,6% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Apesar da redução, a análise desagregada da pauta aponta que o grupo de produtos básicos cresceu 10,5%, o que representa uma contribuição de US$ 346 milhões para o valor total observado. “As quedas de 12,3% das vendas para a China e de mais de 52% para a Argentina, dois de nossos principais compradores, contribuíram para este resultado nas nossas exportações no mês passado”, explica o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry.

Responsável por 73,7% das exportações totais, o setor industrial embarcou US$ 972 milhões em novembro, diminuição de US$ 131 milhões em relação ao igual período do ano anterior. Das 23 categorias para as quais se registrou alguma venda para o exterior, dez recuaram, 12 cresceram e apenas uma se manteve estável. Tabaco (-31,6%), Máquinas e equipamentos (-30%), Alimentos (-25,3%) e Veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,7%) foram as principais contribuições negativas para os embarques, na relação com novembro de 2017. A diminuição das compras de Tabaco gaúcho – só a China, por exemplo, adquiriu menos US$ 68 milhões do total de US$ 72 milhões da queda de venda do produto gaúcho na comparação com o mesmo mês do ano passado – levou ao pior resultado nos últimos dois anos para novembro: US$ 156 milhões. Ainda, a categoria Alimentos teve um impacto semelhante para o resultado do mês, exportando menos US$ 71 milhões.

Já as principais influências positivas ficaram por conta de Coque e derivados de petróleo e de biocombustíveis (700%), Madeira (155,6%) e Celulose e papel (37,5%), que compensaram apenas parte da queda observada.

Por outro lado, a demanda por importados se manteve elevada no Rio Grande do Sul, com o Estado adquirindo US$ 1 bilhão em mercadorias, expansão de 23,9% no mês. A compra de Bens Intermediários, com quase 45% de aumento, foi determinante para o crescimento das importações. A alta só não foi maior porque ocorreu um recuo de 43,5% em Bens de consumo.

ACUMULADO

Ao considerar a análise das exportações do Rio Grande do Sul nos últimos 11 meses, na comparação com o mesmo período do ano passado, as vendas externas totais do Estado, que somaram US$ 19,3 bilhões, subiram 18,7%. A indústria, por sua vez, cresceu ainda mais (23,7%), atingindo US$ 14,2 bilhões no final de novembro. Porém, ao se desconsiderar as operações com as plataformas de petróleo e gás registradas como exportação (US$ 2,8 bilhões), uma para a Holanda, em fevereiro; e outra para o Panamá, em agosto, seria observada uma queda de 1,1% nos embarques da indústria gaúcha. Ao mesmo tempo, o setor exportador como um todo registraria uma expansão modesta de 1,3%.

Nas importações, o aumento chegou a 19,4% ante o mesmo período de 2017, atingindo US$ 10,4 bilhões.


Fonte: Fiergs
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 05 de dezembro de 2018 às 13:27
O faturamento da indústria brasileira caiu 2,2% em outubro frente a setembro, na série com ajuste sazonal. Foi a segunda queda consecutiva do indicador nesta base de comparação. Em relação a outubro de 2017, o faturamento cresceu 2,4%, informam os Indicadores Industriais.


A pesquisa mostra ainda que as horas trabalhadas na produção ficaram estáveis em outubro na comparação com setembro, na série com ajuste sazonal. No entanto, em relação a outubro do ano passado, registram crescimento de 1,1%. A utilização da capacidade instalada caiu 0,2 ponto percentual em relação a setembro e ficou em 77,1% em outubro, na série com ajuste sazonal. Com a queda, a utilização da capacidade instalada está 0,7 ponto percentual abaixo da de outubro de 2017. “A atividade industrial segue fraca”, constata a CNI.

O emprego voltou a cair e recuou 0,2% em outubro frente a setembro, na série dessazonalizada.  Foi a sexta queda consecutiva do indicador. Em relação a outubro do ano passado, o emprego também apresenta queda de 0,2%. A massa real de salários aumentou 0,3% e o rendimento médio do trabalhador subiu 0,7% em outubro, frente a setembro, na série livre de influências sazonais. Na comparação com outubro de 2017, a massa real de salários caiu 2,5% e o rendimento médio do trabalhador caiu 2,3%. 

"Os dados de outubro ainda se referem ao período dominado por incertezas com as eleições e não capturam a melhora do otimismo e da confiança com a definição do quadro eleitoral que outros indicadores mostram”, afirma o gerente-executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.  “De fato, a atividade da indústria ainda patina e necessita de maiores estímulos vindos da demanda de consumo das famílias para mostrar uma reação mais forte, o que deve ocorrer neste fim de ano. No médio prazo, o crescimento dependerá dos avanços na pauta de reformas que o governo conseguir levar adiante, para provocar uma resposta mais efetiva do investimento", destaca Castelo Branco. 

Fonte: CNI