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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 10 de abril de 2018 às 20:36
Com o nível de atividade em alta, os estoques de produtos finais ajustados e em queda na comparação com janeiro, a expectativa dos empresários gaúchos para os próximos meses segue otimista, inclusive nos investimentos. É o que aponta a Sondagem Industrial de fevereiro, divulgada nesta terça-feira (27), pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). Os indicadores de produção e do número de empregados foram de 52,7 e 53,1 pontos, respectivamente. Acima dos 50 pontos, sinalizam expansões em relação ao mês anterior, fato não observado nesse período do ano desde 2014. “A queda nos estoques é um sinal positivo para a produção futura, e deverá contribuir para a redução da ociosidade nos próximos meses”, afirma o presidente das FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

O nível efetivo dos estoques, pelo terceiro mês consecutivo, manteve-se próximo ao planejado pelas empresas. O índice foi de 49,8 pontos em fevereiro. O indicador varia de 0 a 100. Valores próximos de 50 pontos indicam estoques conforme o planejado pelas empresas. 

O grau de utilização da capacidade instalada (UCI) repetiu o percentual de janeiro: 66%, 3,4 pontos percentuais abaixo da média histórica do mês. Já o indicador relativo à utilização de capacidade instalada usual fechou fevereiro em 44,3 pontos, 0,4 acima de janeiro e abaixo dos 50, valor que expressa a UCI no nível usual. Os dois indicadores mostram que ainda há ociosidade na indústria, mas ela ficou um pouco menor na passagem de janeiro para fevereiro.

PERSPECTIVAS

Para os industriais gaúchos, a expectativa em março seguiu favorável e compatível com a manutenção da recuperação nos próximos meses. Principalmente com relação às exportações (58,6 pontos), que registrou o maior valor desde março de 2014. Os demais índices recuaram na comparação com fevereiro, mantendo, contudo, as projeções de crescimento: demanda (­0,5 ponto, para 60,3 pontos), compra de matéria­prima (­1,7 ponto, para 57,3) e emprego (-2,1, para 53). Nesse caso, os indicadores também variam de 0 a 100. Acima de 50 pontos indicam expectativas de aumento e, abaixo, expectativas de queda.

A melhora do cenário gera um ambiente mais favorável para os investimentos industriais. O índice de intenção cresceu de 54,6 pontos, em janeiro, para 56,8, em fevereiro, o maior valor desde março de 2014. Quanto maior o índice, maior a propensão a investir. De janeiro para fevereiro, a proporção de empresas com previsão de investir subiu de 57% para 60%.

Fonte: Fiergs
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 10 de abril de 2018 às 20:18
As oscilações cambiais têm mudado bruscamente o panorama das exportações brasileiras de calçados nos últimos anos. Com uma queda acentuada nos embarques para os Estados Unidos, registrada desde 2017, a Argentina assumiu, pela primeira vez na história, o primeiro posto entre os destinos do calçado verde-amarelo no exterior. No primeiro trimestre de 2018, os argentinos importaram 2,4 milhões de pares por US$ 39,14 milhões, altas de 14,4% e de 9,8%, respectivamente, na relação com igual período do ano passado. No âmbito geral, entre janeiro e março, os calçadistas brasileiros embarcaram 30,47 milhões de pares que geraram US$ 250,12 milhões, quedas de 2,7% em volume e de 3,4% em receita gerada em relação ao mesmo período de 2017.O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, avalia que a valorização do real sobre o dólar, que tende a se intensificar durante o ano em função da recuperação econômica e os consequentes aportes de investimentos externos, tem tido influência significativa nos embarques de calçados. “Seria uma irresponsabilidade, até um crime lesa pátria torcer para um movimento contrário ao desenvolvimento nacional. O fato é que o câmbio, num contexto de competitividade enfraquecida por questões estruturais e alta carga tributária, é um atenuante, pois nos dá oportunidade de praticar um preço mais competitivo no exterior. Com a tendência de o dólar cair a R$ 3, ou até mais durante o ano, teremos problemas significativos nas exportações”, projeta o executivo.

Segundo Klein, a oscilação do câmbio tem, inclusive, provocado fatos históricos nas exportações de calçados. “Como os Estados Unidos, nosso principal destino desde os primeiros embarques, no final da década de 60, é um mercado muito sensível ao preço e portanto vêm diminuindo suas compras brasileiras desde 2017, acabou sendo ultrapassado pela Argentina no primeiro trimestre”, avalia, ressaltando que, no ano passado, as exportações para os EUA já haviam caído 14% (tanto em pares como em valores). No primeiro trimestre, os norte-americanos compraram 2,8 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 37,13 milhões, quedas de 11,5% em volume e de 22,6% em receita na relação com igual ínterim de 2017.

O terceiro destino do trimestre foi a França, para onde foram embarcados 2,76 milhões de pares por US$ 18,26 milhões, altas de 52,4% e de 19,3%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado. “A França importa, basicamente, chinelos e injetados brasileiros, produtos de menor valor agregado e portanto com menor impacto na balança comercial”, informa Klein.

Origens

Nos três primeiros meses do ano, a principal origem do calçado exportado foi o Rio Grande do Sul, de onde partiram 6,88 milhões de pares que geraram US$ 113,54 milhões, números 0,2% maiores em volume e 0,1% menores em receita na relação com igual período de 2017. A segunda origem foi o Ceará, que exportou 12,69 milhões de pares por US$ 66,97 milhões, altas de 4,4% em volume e queda de 0,1% em valores em relação ao ano passado. O terceiro principal exportador do período foi São Paulo, onde foram embarcados 1,43 milhão de pares que geraram US$ 23,9 milhões, quedas de 28,8% e de 20,4%, respectivamente, na relação com igual período de 2017.

Importações em alta

As importações de calçados seguem em alta no trimestre. No período, entraram no Brasil 8,74 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 100,9 milhões, altas de 10,6% em volume e de 1% em receita na relação com o mesmo ínterim de 2017. As principais origens foram o Vietnã, com 3,36 milhões de pares e US$ 56 milhões (alta de 12,6% em volume e queda de 0,8% em receita), Indonésia, com 1 milhão de pares e US$ 17,77 milhões (quedas de 5% e de 8,4%, respectivamente) e China, com 3,47 milhões e US$ 12,54 milhões (altas de 10% e 12%, respectivamente).

Em calçados desmontados (partes como cabedal, solas, saltos e palmilhas) as importações também registraram elevação. No primeiro trimestre, entraram no Brasil o equivalente a US$ 4,2 milhões, 32,4% mais do que no mesmo período de 2017. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

Fonte: Couromoda