Notícias


Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 10 de janeiro de 2019 às 11:15
O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) aumentou 0,6 pontos em relação a novembro e alcançou 63,8 pontos em dezembro, o maior valor desde junho de 2010. “O ICEI está 5,5 pontos acima do registrado em dezembro de 2017 e 9,6 pontos acima de sua média histórica, de 54,2 pontos”, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos mostram que os empresários estão otimistas. 



“A elevação ocorre após o grande aumento de confiança em novembro. O resultado mostra que os empresários terminam o ano confiantes, com expectativas positivas e percepção de melhora das condições dos negócios. Esperamos que as expectativas otimistas se confirmem, promovendo um maior aumento da atividade e do investimento”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo. 

A pesquisa mostra ainda que a confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o ICEl ficou em 64,1 pontos em dezembro. Nas pequenas foi de 63,1 pontos e, na médias, de 63,8 pontos. Além disso, a confiança subiu em todas as regiões do país. Na comparação com dezembro de 2017, os maiores aumentos foram registrados no Sul e no Sudeste.

No Sudeste, o índice aumentou 6,4 pontos frente a dezembro de 2017 e ficou em 63,5 pontos.  No Sul, o ICEI subiu 6,1 pontos em relação a dezembro do ano passado e alcançou 66,1 pontos, o maior valor do país.  No Centro-Oeste, o indicador subiu para 64,4 pontos, no Norte foi para 63,8 pontos e, no Nordeste, ficou em 61,3 pontos. 

PERSPECTIVAS POSITIVAS - De acordo com a pesquisa, o aumento da confiança é resultado, especialmente, da melhora das avaliações dos empresários sobre as condições atuais de negócios. O índice de condições atuais aumentou 0,8 ponto neste mês frente a novembro do ano passado e alcançou 53,5 pontos, o maior valor desde fevereiro de 2011.  Os empresários também estão mais otimistas em relação ao desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses O índice de expectativas subiu 0,4 ponto e ficou em 68,9 pontos, o maior valor desde abril de 2010.  
O ICEI antecipa tendências da economia. Empresários confiantes têm mais disposição para investir e aumentar a produção, o que é importante para estimular a expansão da economia e a criação de empregos. 

Esta edição do ICEI foi feita entre 3 e 12 de dezembro, com 2.500 indústrias. Dessas, 997 são pequenas, 939 são médias e 564 são de grande porte. 

Fonte: CNI
Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 10 de janeiro de 2019 às 11:14
Os custos da indústria brasileira subiram 3,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre, na série livre de efeitos sazonais. A alta foi impulsionada pelo aumento dos custos dos bens intermediários, da energia e do capital de giro, informa o Indicador de Custos Industriais.

“Trata-se de um aumento significativo”, avalia a economista da CNI Maria Carolina Marques. Ela lembra que as incertezas do período eleitoral, que provocaram a desvalorização do real no terceiro trimestre, contribuíram para a alta dos bens intermediários importados utilizados nos processos de produção. 


De acordo com o estudo, o custo com bens intermediários nacionais e importados aumentou 5,3% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre, na série de dados dessazonalizados. Foi o segundo maior aumento registrado desde o último trimestre de 2015 e só ficou atrás do verificado no segundo trimestre deste ano. Os custos com bens intermediários importados subiram 9,1% e os dos insumos nacionais aumentaram 4,6% no terceiro trimestre frente ao segundo trimestre, na série com ajuste sazonal.

No mesmo período, o custo com energia aumentou 6,4%. Foi o quinto trimestre consecutivo de elevação desse componente. Mesmo com a manutenção da taxa básica de juros em 6,5% ao ano, o custo da indústria com capital de giro cresceu 3,8% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre. O primeiro aumento depois de nove meses consecutivos no indicador pode ser resultado das incertezas do período eleitoral, avalia a CNI.  

COMPETITIVIDADE - Segundo Maria Carolina Marques, o impacto dos aumentos depende da estrutura de custos dos diferentes setores. “Indústrias que usam mais insumos importados tiveram aumentos maiores nos custos. O mesmo ocorreu com as indústrias que consomem muita energia nos processos de produção”, diz a economista

Apesar disso, destaca Maria Carolina, as empresas conseguiram repassar a alta dos custos. No mesmo período em que os custos subiram 3,8%, os preços dos produtos industrializados no mercado interno subiram 4,2%. “Na média, a lucratividade das empresas não ficou comprometida”, afirma.

A competitividade dos produtos brasileiros também melhorou, pois, com a valorização do dólar, os custos dos manufaturados importados subiram 12,2%. “O ganho de competitividade da indústria brasileira também ocorreu no mercado internacional. Enquanto os custos industriais se elevaram em 3,8%, o índice de preços dos produtos manufaturados nos Estados Unidos, em reais, aumentou 10,4% no período”, informa o estudo.  

Fonte: CNI