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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 16 de janeiro de 2018 às 20:46
 A indústria de transformação do Rio Grande do Sul terminou o ano de 2017 com aumento disseminado, mas pequeno em suas exportações: 1,5% em relação a 2016, totalizando US$ 12,6 bilhões. “A elevação da demanda externa do Mercosul e dos demais países da América Latina, favorecida pelo cenário internacional positivo, foi fundamental para gerar esse crescimento. O resultado, no entanto, devolve apenas uma pequena fração das perdas sofridas pelo nosso setor nos últimos anos. Precisamos crescer 23,9% para retomar o nível que havíamos conquistado em 2011", explica o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry. Em 2016, as vendas externas do setor caíram 2,3%.

Ao elevar suas compras por produtos gaúchos em 32,3%, o Mercosul foi a região que mais contribuiu para o aumento da demanda na indústria do Rio Grande do Sul. O principal importador foi a Argentina, com um incremento de 43,8% (um total de US$ 1,87 bilhão). Os demais países da América Latina que não integram essa área de livre comércio também ampliaram suas compras de maneira considerável: 12,3%.

Das 24 categorias que registraram alguma operação de venda para o exterior no ano passado, 15 finalizaram em alta, oito caíram e uma manteve-se estável. As principais contribuições positivas para o setor secundário vieram de Veículos automotores, reboques e carrocerias (40,9%). Ao registrar o melhor ano de toda a série histórica, iniciada em 1996, embarcou US$ 1,44 bilhão. Químicos também se mostrou um setor de destaque, com elevação de 13,7%. Outros equipamentos de transporte, em função da ausência de exportações de plataformas de petróleo em 2017, ocorridas em 2016, caiu 94,6%. Celulose e papel e Alimentos recuaram 23,4% e 2,5%, respectivamente, em 2017.

Já as exportações totais no ano passado somaram US$ 17,8 bilhões, o que representa uma alta de 7,3% em relação a 2016. Esse avanço foi impulsionado pelo comportamento dos produtos básicos, que praticamente igualaram o recorde de 2013 da série histórica, ao embarcarem US$ 5,1 bilhões. A soja foi o principal destaque, com incremento de 22,8%. 

Ainda sobre 2017, as importações totais chegaram a US$ 9,9 bilhões, avanço de 19,4%. Na separação das mercadorias por categoria de uso, todos os subgrupos avançaram, especialmente Bens intermediários (16,6%), Bens de consumo (39,7%) e Combustíveis e lubrificantes (20,3%).

DEZEMBRO

Se considerarmos somente dezembro de 2017, as exportações do Rio Grande do Sul alcançaram US$ 1,53 bilhão, 23,7% a mais do que em 2016. As commodities registraram o melhor fim de ano de toda a série histórica: US$ 377 milhões. A indústria, por sua vez, embarcou US$ 1,15 bilhão, o que representa incremento de 3,6%. Os melhores resultados estiveram em Tabaco (36,7%), Madeira (222,2%) e Veículos automotores, reboques e carrocerias (13,2%). Alimentos (-10,5%), Materiais elétricos (-31%) e Máquinas e equipamentos (-11,8%) registraram as maiores perdas.

Exportações 2017 (em relação ao ano anterior)
* +7,3% (atingiram US$ 17,8 bilhões);

Produtos industriais: +1,5% (totalizando US$ 12,6 bilhões e participando com 70,6% do total);

Maiores contribuições positivas para o resultado
* Veículos automotores, reboques e carrocerias (+40,9%, US$ 1,44 bilhão)
* Químicos (+13,7%, US$ 1,87 bilhão)

Maiores contribuições negativas para o resultado
* Outros equipamentos de transporte (-94,6%, US$ 22 milhões)
* Celulose e papel (-23,4%, US$ 487 milhões)
* Alimentos (-2,5%, US$ 3,42 bilhões)

Fonte: Fiergs
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 09 de janeiro de 2018 às 21:07
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) caiu 0,5% em dezembro e atingiu 100,5 pontos. Ao longo do ano, o indicador tem alternado entre altas e baixas e, em dezembro, ficou em nível muito próximo ao do fim de 2016. As informações são de pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).


Conforme o levantamento, o índice está 7% menor do que a média histórica de 108,1 pontos. De acordo com o economista da CNI Marcelo Azevedo, embora as expectativas dos empresários apontadas na Sondagem Industrial de novembro sejam de aumento da demanda, as expectativas dos consumidores continuam oscilando em patamar baixo. “A recuperação da demanda tende a ser moderada”, declara.

Os quatro componentes de expectativas do INEC apresentaram queda entre novembro e dezembro. Os índices de expectativas para o desemprego, que caiu 5,3% em dezembro frente a novembro, e o para a inflação, com retração de 2,6% no período, tiveram as maiores quedas. O recuo desses indicadores sinaliza que os brasileiros esperam redução das vagas no mercado de trabalho e aumento dos preços.

O indicador de expectativas sobre a renda pessoal caiu 1% e o de compras de bens de maior valor teve queda de 1,3%. Apesar da falta de confiança sobre a renda pessoal e a economia, os consumidores estão mais satisfeitos com a situação financeira atual, cujo índice teve alta de 3,8% frente a novembro. O índice de endividamento cresceu 3,7% no período, sinalizando redução das dívidas das famílias.

Fonte: CNI