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Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 22 de novembro de 2018 às 08:48
A indústria gaúcha teve uma queda de 6,1% nas exportações em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2017, ao alcançar US$ 1,2 bilhão como valor de suas vendas externas, o equivalente a 74,6% do total de US$ 1,6 bilhão embarcado pelo  Estado. A retração se explica, em parte, pelo fato de os dois segmentos com maior contribuição na pauta, Alimentos e Tabaco, terem fechado com forte recuo, de 20,4% e 24%, respectivamente.  “O resultado ainda sofre parte da influência da forte crise na Argentina, um dos nossos principais compradores, que reduziu em mais de 51% os pedidos”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry. As categorias Coque e derivados do petróleo e de biocombustíveis (675%) e Químicos (34,8%) foram destaques positivos em outubro, insuficientes, porém, para evitar a contração nas exportações.

As vendas externas totais do RS em outubro registraram perdas de 1,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Apesar disso, o grupo de produtos básicos assinalou um crescimento de 16,6%, especialmente pelo embarque de US$ 47 milhões em arroz, já que não houve registro de exportação para este produto em outubro de 2017.  Já as importações do Rio Grande do Sul apresentaram uma expansão de 26,4% nas mercadorias compradas, ante o mesmo período de 2017, maior resultado da série histórica para o mês de outubro desde 2010, atingindo a marca de US$ 1,1 bilhão. Boa parte da variação positiva pode ser atribuída à expansão das categorias de uso de Bens de Capital (3,8%) e Intermediários (38,3%), com destaque para Combustíveis e Lubrificantes (142%).

ACUMULADO

Ao totalizarem US$ 17,9 bilhões, as exportações do Rio Grande do Sul em 2018 registraram um desempenho 21% superior no comparativo com o acumulado dos primeiros dez meses de 2017. A indústria, representando 73,5% do total, contribuiu com US$ 13,2 bilhões, resultando em um crescimento de 27,5% ante o mesmo período do ano anterior. Isso só ocorreu, porém, porque foram contabilizadas como exportação as vendas de duas plataformas de petróleo e gás, as chamadas exportações fictas, que se tratam das operações de venda de produtos nacionais a empresas sediadas no exterior, sem que ocorra sua saída do território brasileiro, mas com pagamento em moeda estrangeira.

Se essas operações não fossem consideradas, seria verificada uma modesta expansão do setor exportador gaúcho (1,9%), com variação quase nula (0,1%) dos embarques da indústria no período. A primeira plataforma foi para a Holanda, em fevereiro, no valor de US$ 1,53 bilhão, e a segunda para o Panamá, em agosto, no valor de R$ 1,299 bilhão. 

No caso das importações, o acumulado de janeiro a outubro totaliza US$ 9,3 bilhões, um aumento de 18,9% ante o mesmo período de 2017.


Fonte: Fiergs
Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 22 de novembro de 2018 às 08:43
A produtividade no trabalho da indústria de transformação cresceu 4,2% no terceiro trimestre frente ao segundo trimestre, na série de dados com ajuste sazonal. Com isso, o setor compensou as perdas de 3,4% registradas no segundo trimestre, por causa da greve dos caminhoneiros. “Com a recuperação, o indicador de produtividade retornou ao nível do fim de 2017”.


A produtividade no trabalho é resultado da quantidade produzida dividida pelo número de horas trabalhadas na indústria de transformação. No terceiro trimestre, a produção industrial aumentou 2,9% e as horas trabalhadas na produção diminuíram 1,3% frente ao segundo trimestre.

De acordo com a CNI, a perspectiva é que o crescimento da produtividade na indústria neste ano seja inferior ao de 2017, quando o indicador teve um aumento de 4,5%. No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em setembro, a produtividade cresceu 2,7% em relação ao período imediatamente anterior, informa o estudo. 

A economista da CNI Samantha Cunha lembra que os ganhos de produtividade no ano passado são resultado dos esforços feitos por empresas e trabalhadores para se manterem no mercado durante a crise. “As indústrias fizeram ajustes organizacionais para reduzir desperdícios e evitar máquinas paradas. Aumentos mais expressivos da produtividade daqui para a frente exigem novos investimentos em máquinas, equipamentos e inovações”, afirma. 

No entanto, os investimentos dependem da recuperação da confiança dos empresários e da melhoria do ambiente de negócios. Para isso, destaca a economista da CNI, o país precisa, entre outras coisas, simplificar o sistema tributário, diminuir a insegurança jurídica e a burocracia. 

Fonte: CNI