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Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 13 de junho de 2018 às 17:59
A lenta recuperação da atividade prejudicou a produtividade da indústria de transformação brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a produtividade do trabalho no setor recuou 0,9% em relação ao quarto trimestre de 2017, interrompendo uma sequência de sete trimestres de alta. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o indicador registra alta de 3,4%, informa o estudo Produtividade na Indústria divulgado nesta terça-feira (5), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 


De acordo com o estudo, a produtividade no trabalho é resultado da divisão do volume produzido pela quantidade de horas trabalhadas na produção. Na comparação do primeiro trimestre deste ano com o último trimestre de 2017, as horas trabalhadas na produção cresceram 0,5%, mas o volume produzido caiu 0,4%, diz a CNI. 

"A oscilação no ritmo de crescimento da demanda causa frustrações nas expectativas, com repercussões no ritmo da produção e, consequentemente, da produtividade no curto prazo. No entanto, no longo prazo, a expectativa é que a produtividade mantenha-se em crescimento", afirma o estudo. 

Em 2017, a produtividade do trabalho aumentou 4,4%. Nos últimos dez anos, encerrados em 2017, o indicador subiu 8,2%. Na avaliação do gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, as forças que elevaram a produtividade em 2016 e 2017 – medo do empresário de sair do negócio e dos trabalhadores de perder o emprego – continuam em ação. 

Fonte: CNI
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 05 de junho de 2018 às 06:50
A produção (51,3 pontos) e o emprego industrial (50,9), contrariando o comportamento típico do período em função da sazonalidade, mas influenciados pelo feriado de Sexta Feira Santa ocorrido em março, cresceram em abril no Estado, na comparação com o mês anterior. É o que aponta a Sondagem Industrial, divulgada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). A pesquisa foi realizada no período de 2 a 14 de maio, antes do início da paralisação dos caminhoneiros, portanto, os resultados não refletem os impactos dessa greve na atividade e nas expectativas da indústria gaúcha. “Mesmo que o sentimento do empresário gaúcho permaneça positivo na Sondagem, já se percebe uma tendência à queda para os próximos seis meses”, alerta o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry.

A Sondagem também mostrou que a ociosidade da indústria no RS persiste. Com 69%, a utilização da capacidade instalada (UCI) em abril foi a mesma de março, mas 1,5 ponto percentual abaixo da média histórica para o mês. De acordo com o indicador de UCI usual (45,6 pontos), mostrou-se inferior à normal para o período. Já o indicador de estoques chegou a 50,4 pontos, no nível planejado pelas empresas em abril.

A Sondagem Industrial revela que, para os próximos seis meses, as expectativas dos empresários sofreram forte revisão para baixo. O principal destaque negativo foi o indicador de emprego que, pela primeira vez no ano, projetou queda, ao permanecer abaixo dos 50 pontos: 49,1. Os demais indicadores caíram entre abril e maio, mas continuaram acima dos 50, mantendo, portanto, as perspectivas de crescimento: demanda (57 pontos), exportações (56,9) e compras de insumos e matérias-primas (54,3).

Também os planos de investir do empresário sofreram alterações, depois de atingirem o maior valor em quatro anos no mês de abril. O indicador caiu 4,2 pontos em maio e ficou em 53,1, mostrando que, apesar de menor, prevaleceu, entre os empresários gaúchos, a intenção de investir: 54,8%. Em abril, eram 59,8%.


Fonte: Fiergs