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Economia & Finanças Postado em quinta-feira, 09 de janeiro de 2020 às 14:35
Eleições dos EUA, dissociação entre americanos e chineses no campo tecnológico e mudanças climáticas: os riscos geopolíticos para 2020.

A consultoria de risco político Eurasia tradicionalmente publica no início de cada ano um relatório apontando os 10 tendências políticas e geopolíticas mais desafiadoras para os investidores globais.
Neste ano, alguns temas ganham relevância, conforme apontam o presidente da consultoria, Ian Bremmer, e o chairman Cliff Kupchan, como o crescimento do risco geopolítico, mas sem uma “verdadeira” crise internacional.

Os analistas políticos apontam que a globalização segue sendo chave, tendo criado oportunidades e riquezas ao longo dos últimos anos com troca de ideias, bens e capital humano. Porém, China e Estados Unidos estão se dissociando em termos de tecnologia, enquanto países do mundo desenvolvido estão se tornando cada vez mais polarizados.

Já a economia global, após emergir da recessão de 2008, agora está vendo suas taxas de crescimento diminuir, com mais economistas esperando uma recessão em 2020 ou 2021. “E o mundo está entrando agora em uma recessão geopolítica, com a falta de uma liderança global como resultado de unilateralismo dos EUA, uma erosão das alianças lideradas por americanos, uma Rússia em declínio que quer diminuir a estabilidade e coesão dos EUA e aliados, além de um crescente aumento do poderio da China que cria uma alternativa global”.
As mudanças climáticas também fazem parte da lista de riscos globais, entrando na pauta política como nunca antes.

Veja os 10 principais riscos para 2019, segundo a Eurasia:

1. Quem governará os EUA?

A consultoria destaca que, em 2020, as instituições políticas americanas serão testadas como nunca antes e a eleição de novembro produzirá um resultado que muitos podem ver como ilegítimo.
Se Trump vencer em um momento em que passa por processos de irregularidades, o resultado será contestado. Se ele perder, particularmente se a votação for apertada, isso também pode acontecer, avaliam os analistas políticos da consultoria.
Qualquer um desses cenários criaria meses de ações judiciais e um vácuo político mas, diferentemente da contestada eleição George W. Bush- Al Gore em 2000, é improvável que o perdedor aceite um resultado decidido pelo tribunal como legítimo. É um Brexit dos EUA, onde a questão não é o resultado, mas a incerteza política sobre em que as pessoas votaram.

2. A grande dissociação

De acordo com a Eurasia, a decisão de EUA e China de se dissociarem no setor de tecnologia está interrompendo fluxos bilaterais não só tecnológicos, mas também de talento e investimento. Em 2020, além dos setores estratégicos, como semicondutores, computação em nuvem e 5G, a atividade econômica será atingida por isso de forma mais ampla, aponta a consultoria.
“Essa tendência afetará não apenas o setor de tecnologia global estimado em US$ 5 trilhões, mas também outras indústrias e instituições”, avalia. Este movimento criará uma divisão comercial, econômica e cultural cada vez mais profunda, que correrá o risco de se tornar permanente, lançando um profundo calafrio geopolítico sobre os negócios globais. A grande questão que fica é: onde fica o Muro de Berlim Virtual?

A dissociação do setor de tecnologia dos EUA e da China já está interrompendo os fluxos bilaterais de tecnologia, talento e investimento. Em 2020, passará além dos setores estratégicos de tecnologia, como semicondutores, computação em nuvem e 5G, para uma atividade econômica mais ampla. Essa tendência afetará não apenas o setor de tecnologia global estimado em US$ 5 trilhões, mas também outras indústrias e instituições.
Isso criará uma divisão comercial, econômica e cultural cada vez mais profunda, que correrá o risco de se tornar permanente, lançando mais uma tensão geopolítica sobre os negócios globais. A grande questão: onde ficará o Muro de Berlim Virtual?

3. Tensão EUA – China

Este fator está relacionado ao segundo, mas de forma ainda mais ampla. Quando essa dissociação ocorre, as tensões entre EUA e China provocam um choque mais explícito sobre segurança, influência e valores nacionais.
Os dois lados continuarão a usar ferramentas econômicas nessa luta – sanções, controles de exportação e boicotes – com fusíveis e objetivos mais curtos, mais explicitamente políticos.
“As divergências entre as estruturas políticas dos dois países estão trazendo diferenças irreconciliáveis à tona. Então, a rivalidade EUA-China será cada vez mais travada como um choque de valores e animados pelo fervor patriótico”, afirmam os consultores.

4. Multinacionais não vão preencher lacuna

A Eurasia aponta que muitos observadores acreditam que as empresas multinacionais podem preencher as lacunas na governança global e na ordem liberal deixadas pelo Mundo G-Zero (em que nenhum país ou bloco de países tem o cacife político e econômico – ou a vontade – para tocar uma agenda internacional).
Especificamente, o setor privado entraria em cena para liderar em áreas como mudança climática, alívio da pobreza e até comércio e liberalização do investimento. Nós somos céticos. Especialmente no cenário em que as empresas enfrentam uma regulamentação regulatória e ambiente geopolítico conflituoso no próximo ano.

Longe de preencher as lacunas em questões críticas como mudança climática, redução da pobreza e liberalização do comércio criada por governos nacionais com baixo desempenho, a consultoria avalia que as empresas multinacionais enfrentarão novas pressões de políticos, eleitos e não eleitos.
Os políticos que trabalham para estancar a desaceleração do crescimento global, a crescente desigualdade, os rivais populistas e os desafios de segurança criados pelas novas tecnologias se afirmarão às custas das multinacionais, avaliam.

5. Mudanças na Índia com Modi

Em 2019, o primeiro-ministro Narendra Modi e o seu governo revogaram em 2019 o status especial para Jammu e Caxemira, (removendo a autonomia de sete décadas da região disputada pelo país e pelo Paquistão), comandaram um plano para tirar a cidadania de quase 2 milhões de pessoas em Asam (estado do nordeste da Índia foco de tensões religiosas e étnicas) e aprovaram uma lei de imigração que gerou protestos por levar em consideração filiação religiosa.
Manifestações de vários tipos se espalharam por toda a Índia, mas Modi não recuará e uma resposta dura do governo em 2020 pode provocar ainda mais protestos.
Os líderes da oposição em nível estadual estão encorajados e desafiarão diretamente o governo central, deixando Modi com menos espaço de manobra para a reforma econômica em um momento de crescimento lento, avalia a consultoria.

6. Geopolítica na Europa

Durante anos, a Europa tentou buscar uma estratégia sobre traçar seu próprio curso no exterior e na política comercial. “Até agora, provou ser incapaz ou relutante em efetivamente ter uma reação forte quando apresenta discordâncias de Washington e cada vez mais, de Beijing. Isso está prestes a mudar”, aponta a Eurasia.
As autoridades europeias agora acreditam, segundo a consultoria, que a União Europeia deve se defender mais agressivamente contra modelos econômicos e políticos concorrentes. Com relação à regulamentação, as autoridades antitruste continuarão a combater os gigantes da tecnologia norte-americanos.
No comércio, a União Europeia se tornará mais assertiva em matéria de aplicação de regras e retaliação. Em segurança, as autoridades tentarão usar o maior mercado comum do mundo para derrubar barreiras fronteiriças ao comércio militar e ao desenvolvimento de tecnologia. Essa Europa mais independente gerará atritos com os EUA e a China.

7. Política versus economia da mudança climática

A Eurasia apontou que a política atual de mudança climática não está funcionando. Dezenas de países assinaram o Acordo de Paris cinco anos atrás para limitar o aumento da temperatura global em 2ºC no final do século. Contudo, os estados-nação têm falhado em implementar políticas para atingir esse objetivo.
Este ano, esse fracasso deve levar a decisões corporativas abaixo do que é visto como ideal, interrupções operacionais dos negócios e instabilidade política, afirma a consultoria.

A mudança climática colocará governos, investidores e a sociedade em geral em rota de colisão com os tomadores de decisão nas corporações, que devem escolher entre compromissos ambiciosos para reduzir suas emissões e seus resultados financeiros.
A sociedade civil será implacável com investidores e empresas caso achem que eles estão se movendo muito devagar. Empresas de petróleo e gás, companhias aéreas, fabricantes de automóveis e produtores de carne sentirão o efeito. A interrupção nas cadeias de suprimentos é um risco significativo. Os investidores reduzirão as exposições a indústrias intensivas em carbono, reduzindo o preço dos ativos. Tudo isso torna os desastres naturais mais prováveis, mais frequentes e mais graves.

8. Oriente Médio em ebulição

O fracasso da política dos EUA em relação ao Irã, Iraque e Síria – os principais países liderados por xiitas no Oriente Médio – cria riscos significativos para a estabilidade regional, aponta a consultoria.
Isso inclui um conflito letal com o Irã (risco agravado após os EUA matarem um alto comandante militar), a pressão crescente dos preços do petróleo, um Iraque entre a órbita do Irã e o fracasso do Estado, e uma Síria entre a Rússia e o Irã.
Para a consultoria, nem Donald Trump nem os líderes do Irã querem uma guerra total mas, na avaliação deles, é provável que haja conflitos mortais no Iraque entre as tropas dos EUA e do Irã.

“O Irã deve interceptar mais navios-tanque no Golfo Pérsico e pode atingir os EUA no ciberespaço. Também pode usar aliados em outros países do Oriente Médio para atingir cidadãos e aliados dos EUA. Está aumentando a chance do governo iraquiano expulsar as tropas americanas este ano, enquanto a resistência popular de alguns iraquianos contra a influência do Irã lá pressionará o estado iraquiano – o segundo maior produtor de petróleo da OPEP. A política imprudente dos EUA na Síria também aumentará o risco regional em 2020.

9. Descontentamento na América Latina

Após protestos em diferentes países no segundo semestre de 2019, a consultoria aponta que as sociedades latino-americanas têm se tornado crescentemente polarizadas nos últimos anos. Em 2020, o descontentamento público com o cenário de baixo crescimento, corrupção e baixa qualidade dos serviços públicos devem manter a instabilidade política como um risco alto.
Agora, esses movimentos acontecem em um momento em que a classe média espera mais gastos do estado em serviços sociais, o que reduz a capacidade dos governantes de adotar medidas de austeridade esperadas por investidores estrangeiros e pelo Fundo Monetário Internacional. Nós iremos ver mais protestos, fiscal se deteriorando, aumento da força dos políticos anti-establishment e os resultados das eleições podem ser menos previsíveis.

10. Turquia

Recep Tayyip Erdogan, presidente turco que tem um longo histórico de comportamento provocativo em resposta às ameaças estrangeiras e críticas domésticas, entrou em um período de declínio do poder político e perda de popularidade, principalmente entre a população mais jovem.
O seu partido sofre deserções, com antigos aliados populares criando novos partidos, enquanto a sua coalizão governista é instável. “As relações com os EUA atingirão novos patamares de deterioração, já que as sanções provavelmente entrarão em vigor no primeiro semestre deste ano, minando a reputação e o clima de investimento do país e pressionando ainda mais a lira, moeda local. As respostas de Erdogan a essas várias pressões prejudicarão ainda mais a economia em dificuldades da Turquia”.Parecem riscos, mas…
A Eurasia também aponta todos os anos alguns temas que “parecem ser riscos relevantes”, mas que na verdade não são, os chamados “red herrings”.

Para 2020, os analistas não mostram tanto temor com as políticas populistas no mundo desenvolvido. Apesar dos populistas ganharem a atenção do noticiário político, a Eurasia avalia que as democracias mais estabelecidas permanecem bem posicionadas para resistir à tempestade populista pelo menos no próximo ano, mesmo que por razões diferentes.
Outro “red herring” é o pós-Brexit. O Reino Unido teve um respiro com uma grande vitória para Boris Johnson e seu Partido Conservador. A nova maioria conservadora de Johnson votará através do acordo de retirada e uma “declaração política”para formalizar a saída do Reino Unido ainda este mês.
Johnson liderará um “governo de divergência”. Isso pode limitar o acesso ao único mercado e cria ventos contrários substanciais para o Reino Unido economia e seu coração industrial. Apesar disso, a Eurasia avalia ser improvável um impacto forte em 2020. O Reino Unido permanecerá em transição durante todo esse ano, mesmo quando as negociações forem difíceis (o que invariavelmente serão, segundo a consultoria).

Fonte: Infomoney
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 08 de janeiro de 2020 às 13:54
Ações do setor de varejo apresentam bons resultados no Ibovespa diante expectativa de aquecimento da economia.
Com a expectativa de crescimento nas vendas de final de ano, o varejo no Brasil passa pelo seu melhor momento desde a recessão e entra em 2020 com o pé direito.
O bom desempenho alcançado em 2019, sobretudo no segundo semestre, deu fôlego ao setor que faturou 18,1% a mais na Black Friday em relação a 2018.

A alta é influenciada por fatores macroeconômicos que impactam diretamente na renda, como a liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – que, conforme o mercado, ajudará a economia brasileira a ter o melhor fim de ano desde 2014 – e a queda, ainda que suave, do índice de desemprego, fechado em 11,2% no trimestre de setembro a novembro – ocasionada pelo aumento da informalidade.
Em meio ao cenário, o Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) projeta a tendência de vendas para dezembro no varejo ampliado em 96,85, no índice com base fixa até 100 – um aumento de 3,74 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado.
Para o início de 2020, o instituto estima um variação ainda maior, de (+0,38) a cada mês nas vendas dos dois primeiros meses do ano, (97,23) janeiro e (97,61) fevereiro.

Os números positivos, entretanto, ainda são vistos com receio por uma parte do setor – indicando que as projeções de crescimento não atingem o varejo como todo.
A alta de 9,5% em vendas dos shoppings no Natal divulgada pela Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) é contestada pela Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos) com o argumento de que as vendas natalinas de 2019 foram iguais ou piores em comparação a 2018 para 70% dos pequenos e médios lojistas associados.

Mesmo com as polêmicas, o contexto atual, de acordo com Nuno Fouto, diretor de pesquisas do Ibevar mostra uma retomada sustentável do setor diante à retração vivida nos últimos períodos.
Fouto ressalta que o ânimo no período é consequência da melhoria das condições macroeconômicas que o mercado esperava para criar maiores expectativas.
Quando existe uma base sólida que melhora as condições de renda podemos apostar no aumento efetivo de venda, que é o que parece acontecer no momento. De maneira geral, o consumo é o primeiro termômetro que indica essa melhora e, com esse sinal positivo, o que deve aumentar inicialmente é o faturamento das empresas de varejo mais estruturadas.

Para Luiz Guilherme Dias, CEO da Sabe Invest, embora o mercado vislumbre uma expectativa de crescimento, as medidas atuais adotadas para estimular o consumo não são o suficiente para manter as vendas altas.
“A gente não consegue enxergar que a economia do ano que vem seja fortemente influenciada pelo varejo. Das 27 companhias listadas, 10 apresentaram prejuízos no último balanço”, informa.

O que esperar?

O setor varejista possui algumas das empresas de maior valorização do Ibovespa.
De acordo com relatório elaborado pela XP, o cenário para 2020 é de otimismo, mas nem todas as empresas vão se beneficiar da recuperação do consumo.
As varejistas dos setores de duráveis e vestuário, segundo os analistas, são as que possuem maior probabilidade de apresentar crescimento de vendas acima da média do setor nos próximos anos. Nesse cenário, Lojas Renner (LREN3) e Via Varejo (VVAR3) se destacam.
“Ambas as empresas são líderes em seus respectivos campos de atuação (duráveis e vestuário), com fortes vantagens competitivas (valor da marca, oferta de crédito, escala e produto – principalmente para a Renner) em segmentos do varejo com maior demanda reprimida”, pontuam analistas da XP em relatório.

No curto prazo, a Via Varejo se beneficia, pois o mercado de ações do país tem um caráter muito mais especulativo, de acordo com Dias. Mesmo apresentando o maior prejuízo nos primeiros nove meses do ano (R$579 milhões), os papéis da varejista, dona de Casas Bahia, Extra.com e Ponto Frio, seguiu tendo o maior desempenho do Ibovespa no mesmo período: 158,31%.
A visão imediatista numa guerra de braço com uma análise a longo prazo sempre ganha, porque no longo prazo percebe-se as influências das sazonalidades, as correções das distorções de mercado e assim se consegue identificar quem possui crescimento consistente, ou seja, quem desempenha uma boa gestão.

Já Fouto acredita que é natural que os investidores aposte nessas empresas com a retomada do ciclo econômico, porém ressalta que o impacto é maior nos players que possuem uma governança mais efetiva.
“O impacto é positivo em cima desses varejistas que são transparentes e que trabalham melhor. E isso independe de se a empresa é mais velha ou mais nova, pois temos exemplos de empresas mais antigas que conseguiram se renovar”.

Vestuário em retomada

Ainda em vestuário, Ana Paula Tozzi, presidente da AGR Consultores acrescenta que é preciso relembrar que este foi um dos segmentos que mais sofreram o impacto da crise.
“O mercado de ações voltou a discutir os papéis do setor, inclusive com possibilidades de abertura de capital ou novos investimentos. O cenário para esse segmento é muito convidativo, porque temos uma taxa de juros baixa e uma visão de consumo otimista. O que a gente vai enxergar além do crescimento das vendas é a volta dos investimentos nos canais de distribuição, inclusive nos físicos”, diz Tozzi.
Neste contexto, a Renner que apresentou o segundo maior lucro (R$580 milhões), entre as companhias de bens de consumo de janeiro a setembro de 2019, se configura com a maior exposição à melhora no ambiente de consumo frente às suas concorrentes Marisa (AMAR3), Guararapes (GUAR3), Hering (HGTX3) e C&A (CEAB3).
Mas o segmento ainda possui mercado suficiente para deslanchar outras empresas. A compra da Netshoes pelo Magazine Luiza (MGLU3) e a inserção da companhia no seu ecossistema multicanal evidencia a estratégia da varejista em se tornar relevante também neste segmento.
Outro player que, segundo Ilan Arbetman, analista da Ativa Investimentos, tem potencial dentro do setor é a Hering, pois apresenta uma gestão que pode “alçar a companhia a bons números no curto e médio prazo”.
“Em comparação aos pares, percebemos que a empresa é eficiente e desalavancada. Apesar de precificada, acreditamos que, em um cenário de juros baixo e ampliação do crédito, a companhia possa ser um vetor de capturar do novo varejo nacional”, aponta a Ativa em relatório.

Governança é diferencial

Apesar das apostas e especulações, os analistas apontam que o sucesso de qualquer companhia se dá através de uma governança eficaz.
Nesse cenário, se dará melhor quem já possui uma estrutura robusta para atender a possível volta efetiva do consumo.
“Do ponto de vista do preparo de capturar esse valor de venda, a Renner e Magalu são vistas de forma diferente dos demais concorrentes, porque são players preparados. O que vai ditar o crescimento da ações das demais é a capacidade de resposta delas às oportunidades que virão pela frente, pois não são pequenos o valor dos investimentos que deverão ser feitos”, afirma Tozzi.

Fonte: Infomoney