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Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 18 de dezembro de 2019 às 09:58
Ritmo é o mesmo esperado para 2019; exportações devem crescer até 4% neste ano e pouco menos, até 2,5%, no próximo.
A produção brasileira de calçados terá crescimento de 2% a 2,5% em 2020, em comparação a 2019, atingindo um volume entre 982 milhões e 992 milhões de pares. O ritmo de crescimento é o mesmo esperado para 2019, quando a produção deve ficar entre 963 milhões e 968 milhões de pares. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados).

No acumulado de janeiro a outubro, a produção do setor cresceu 2,1% em volume, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a Abicalçados, o mercado foi impulsionado pelas exportações. As vendas externas no acumulado de janeiro a novembro cresceram 3,8%, atingindo 104 milhões de pares.

No período, os americanos importaram 10,8 milhões de pares, 26,5% a mais do que em 2018. “O resultado teve influência direta da guerra comercial instalada contra a China, que fez com que os importadores locais passassem a importar de países alternativos ao asiático em função das sobretaxas aplicadas”, afirmou em nota o presidente da Abicalçados, Haroldo Ferreira.A entidade observou que as exportações poderiam ter sido maiores, não fosse a crise da Argentina, segundo mercado internacional para o calçado brasileiro.
“Não fosse a queda das exportações para a Argentina, de quase 20% até novembro (9 milhões de pares), teríamos logrado um resultado muito melhor, de incremento de quase 6% no geral”, acrescentou em nota.
A Abicalçados estima que as exportações neste ano terão incremento de 3% a 4%. Em 2020, o crescimento será um pouco menor, ficando entre 2% e 2,5%.

Em relação ao mercado doméstico, a Abicalçados observou que a demanda ficou estável no país, que absorve mais de 85% da produção do setor calçadista. De acordo com dados do IBGE, de janeiro a outubro, as vendas no Brasil ficaram estáveis em volume.
Ferreira considera, no entanto, que as vendas no mercado doméstico tendem a melhorar no próximo ano, impulsionando as indústrias a atingir um crescimento de 2% a 2,5% em volume. “Diferentemente de 2019, esse crescimento deve vir do mercado doméstico e não das exportações”, afirmou o executivo, ressaltando os problemas na Argentina, que devem dificultar ainda mais as exportações para aquele país. “No mercado interno, já notamos, nesses últimos meses, uma retomada na confiança do consumidor, o que deve refletir positivamente no aumento da demanda”, acrescentou.

A Abicalçados informou ainda que o setor gerou 284,5 mil postos de trabalho no acumulado de janeiro a outubro, 1,2% menos do que no mesmo período de 2018. Na avaliação da entidade, o atraso na reforma da Previdência foi um dos fatores que prejudicaram o desempenho ao longo do ano.

Fonte: ValorEconomico
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 18 de dezembro de 2019 às 09:51
O faturamento do varejo virtual chegou aos R$11,95 bilhões no período. A região sudeste foi a que mais movimentou as compras.

Entre os dias 1º de novembro e 1º de dezembro deste ano, o faturamento do varejo virtual chegou aos R$11,95 bilhões, tendo um crescimento de 32,8% em relação ao mesmo período de 2018.

O relatório da Social Miner — empresa que une dados de consumo, tecnologia e humanização — divulgou os resultados da Black Friday 2019 focados na performance dos e-commerces e no perfil do público na data. Os dados foram extraídos de uma base superior a 41 milhões de cadastros.
O volume de vendas de novembro foi o maior do semestre, representando 28,29% do total, em seguida apareceu agosto, impulsionado pelo Dia dos Pais, setembro, outubro e por último julho com apenas 16,88% das vendas.

A sexta-feira da Black Friday concentrou 20,69% de todas as vendas do mês de novembro, número muito superior a média dos outros dias do mês que se manteve em 2,73%.
Os picos de venda foram identificados entre as 2h e 4h da madrugada e meio dia, se mantendo, a partir de então, estável até a madrugada para o sábado.
Entre as regiões brasileiras, o sudeste foi, disparadamente, o que mais realizou vendas no e-commerce em novembro:


O ticket médio das compras efetuadas ao longo do mês da Black Friday deste ano foi de R$467,30 — valor 2,6% acima dos R$455,60, apurado no mesmo período de 2018.
Entre as categorias de destaque, o setor de Beleza teve o público dividido entre 86,83% dos consumidores que se declararam como do gênero feminino e 13,17% masculino. Já o segmento de eletrônicos e informática teve preferência dos homens, com representatividade de 95,33%, contra apenas 4,67% por mulheres.

O valor do frete foi apontado por muitos consumidores como um fator decisivo na hora de escolher a loja para aproveitar as ofertas de Black Friday. Inclusive, o item ganhou importância, passando de 43,2% para 47,1% entre o final de outubro e início de novembro.
As lojas também se esforçaram para atender às expectativas do público. De acordo com as análises da Compre&Confie, o valor do frete em novembro de 2019 caiu 15,6% em relação ao mesmo período do ano passado:


Mesmo com as mulheres representando o maior volume de pedidos realizados em novembro (57,3%), os homens foram responsáveis por 53,7% dos ganhos alcançados pelo varejo virtual durante o mês, especialmente porque contaram com um ticket médio mais alto: de R﹩531,30, contra R﹩410,00 delas.

Finalizando os balanços desta edição, os consumidores optaram por buscar atendimentos junto às empresas através do telefone (43,33%), e-mail (34,87%) e chat (21,79%) das escolhas.

Fonte: Consumidormoderno.com