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Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 07 de agosto de 2019 às 15:48
Os investimentos no País cresceram em junho, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), medida dos investimentos na economia, aumentou 0,7% em relação a maio, na série com ajuste sazonal.

No segundo trimestre, houve avanço de 2,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano. No confronto com junho de 2018, a FBCF teve uma expansão de 3,2%.

No segundo trimestre em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o investimento aumentou 5,3%.

O resultado acumulado em 12 meses pelo Indicador Ipea de FBCF foi de um crescimento de 4,3%. Na passagem de maio para junho, o componente da FBCF classificado como consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came, que corresponde à produção doméstica, subtraídas as exportações e acrescidas as importações) aumentou 0,5%.

A produção nacional de máquinas e equipamentos caiu 0,8% no mês, mas a importação cresceu 1,2%.

Os investimentos em máquinas e equipamentos encerraram o segundo trimestre com crescimento de 5,9% em relação ao primeiro trimestre do ano. Já o componente da construção civil avançou 0,8% em junho ante maio.

No segundo trimestre, houve elevação de 0,6% ante o primeiro trimestre do ano. O componente da FBCF classificado como outros ativos fixos encolheu 0,3% na passagem de maio para junho, encerrando o segundo trimestre com alta de 2,6% ante o primeiro trimestre.

Na comparação com junho do ano anterior, houve crescimento em todos os componentes do indicador em junho deste ano: máquinas e equipamentos tiveram aumento de 3%; a construção civil subiu 2,3%; e os outros ativos subiram 6,3%.

Fonte: Diário do Comércio
Economia & Finanças Postado em quarta-feira, 31 de julho de 2019 às 09:15
O Nubank anunciou nesta sexta-feira (26/07) um investimento de US$ 400 milhões numa nova rodada de investimento liderada pelo fundo norte-americano TCV. Fizeram parte do aporte as empresas Tencent, DST Global, Sequoia Capital, Dragoneer, Ribbit e Thrive Capital, que já haviam participado de outras rodadas do Nubank.

Com o investimento, a fintech chega a um total de US$ 820 milhões levantados desde a sua fundação, em 2013. Segundo o Wall Street Journal, o Nubank chega a um valor de mercado próximo a US$ 10 bilhões após o aporte. A empresa não confirma a informação.

Cristina Junqueira, cofundadora da empresa, falou sobre o sétimo e maior aporte recebido pela startup. Segundo ela, o dinheiro chega para estruturar a expansão internacional da fintech, que, de maio para cá, abriu escritórios no México e na Argentina. “O Nubank não precisa de caixa para expandir no Brasil, mas para crescer lá fora o investimento é necessário. Não tem milagre”, diz Cristina.

Em um primeiro momento, o dinheiro será usado para aumentar as operações já existentes fora do Brasil, sem planos de levar o Nubank para outros países no curto prazo. “Vontade de ir para toda a América Latina a gente tem. E muito. Mas precisamos fazer as coisas bem feitas. Quanto menos, melhor”, afirma.  Para a executiva, a parceria com o fundo TCV chega em um momento estratégico. A empresa ficou conhecida por investir em companhias como Airbnb, Netflix, Spotify e Facebook. “Acredito que é uma empresa que tem muito a agregar no longo prazo.”

O dinheiro também será usado em contratações. Com um time de 1.700 funcionários, espalhados por Brasil, México, Argentina e um escritório na Alemanha, a expectativa é que o número chegue a 2.500 até o final do ano.

Novos mercados

Após anos concentrado em cartões de crédito sem anuidade, o Nubank começou em 2019 uma nova jornada: a de empréstimos pessoais. Questionada se a fintech visa se tornar em uma empresa de crédito, Cristina diz que não, mas que também entende que essa será uma área importante para a empresa nos próximos anos. Mesmo assim, insiste que o aporte não será usado para investimentos no setor. “A gente não precisa mais de capital no Brasil. Temos mais de R$ 1 bilhão de caixa”, afirma.

E não para por aí. Na semana passada, a fintech anunciou que vai abrir contas para pequenas e médias empresas. O que, segundo Cristina, não depende do aporte para seguir avançando. “A questão da conta para pessoas jurídicas é uma demanda reprimida no Brasil. O que a gente vê é muita dor e oportunidade.”

Balanço

A empresária também comentou o balanço de 2018, divulgado em março deste ano. Segundo o relatório, a empresa fechou o ano com um prejuízo de R$ 100 milhões. O que se justifica, segundo Cristina, pelo processo de expansão. O prejuízo líquido é usual entre startups, que usam dinheiro de investidores enquanto desenvolvem e consolidam seus modelos de negócios. “Se o Nubank parasse de crescer hoje, daria lucro”, garante.

Fonte: Época Negócios