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Economia & Finanças Postado em terça-feira, 18 de setembro de 2018 às 06:56
Em 2017, a Índia ultrapassou os EUA como o segundo maior consumidor de calçados: um marco na ascensão da Ásia à proeminência no mercado mundial, refletindo fortes tendências demográficas e econômicas.

A conclusão é Anuário Mundial do Calçado de 2018, agora publicado pela Associação Portuguesa de Calçado, APICCAPS.

De acordo com a mesma fonte, o ano de 2017 foi marcado por dinâmicas positivas em toda a indústria mundial de calçados. Após dois anos de estabilização, a produção mundial de calçados retomou o crescimento em 2017, atingindo 23,5 bilhões de pares, 2% a mais do que no ano anterior. Embora isso ainda esteja longe do rápido ritmo de crescimento registrado entre 2010 e 2014 (+ 15,4%), representa um retorno a uma dinâmica positiva. Em termos de distribuição geográfica, a produção continua fortemente concentrada na Ásia, onde são fabricados 87% de todos os pares de calçados.

Na mesma direção, depois de cair por um período de dois anos, as exportações mundiais de calçados cresceram 0,7% em quantidade e 3,7% em valor. O crescimento foi generalizado geograficamente. A China, que ainda é responsável por 2 de cada 3 pares de calçados exportados, também se recuperou de um período negativa. Após uma perda contínua nos últimos 5 anos, que cortou sua participação de mercado em seis pontos, em 2017, a China recuperou 0,2 pontos percentuais e as exportações começaram a crescer.

Em um ano marcado pelo retorno ao crescimento, a Índia ultrapassou os EUA como o segundo maior consumidor de calçados, um marco na ascensão da Ásia à proeminência no mercado mundial, refletindo fortes tendências demográficas e econômicas.

A China permanece na primeira posição, à frente da tabela dos 10 maiores consumidores de calçados, onde também aparecem outros três países asiáticos: Paquistão, Japão e Indonésia. Esses 5 países asiáticos representam quase 40% do consumo mundial.

Fonte: World Footwear
Economia & Finanças Postado em terça-feira, 11 de setembro de 2018 às 06:52
As exportações de calçados caíram pelo quarto mês consecutivo. Em agosto, conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), foram embarcados para o exterior 8,8 milhões de pares por US$ 82,9 milhões, quedas de 7,3% em volume e de 9,2% em receita no comparativo com o mesmo mês do ano passado. Com isso, no acumulado dos oito primeiros meses de 2018, os calçadistas somaram 69 milhões de pares exportados, que geraram US$ 628,3 milhões, quedas de 10,3% e de 10,2% no comparativo com igual ínterim de 2017.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que, apesar do dólar valorizado ante o real, o que tornaria o produto brasileiro mais competitivo no exterior, existe uma desvalorização generalizada das moedas dos principais clientes internacionais frente à moeda norte-americana, o que anula o efeito positivo que o fato poderia ter nos embarques. A Argentina é um caso. Principal comprador dos calçados verde-amarelos no exterior, o país, que passa por momentos turbulentos na economia, viu sua moeda perder 50% do valor ante o dólar em 2018. “O fato encarece o nosso produto, em dólar, anulando qualquer efeito positivo”, esclarece Klein. 

Para o executivo, como já foram embarcadas as coleções de primavera-verão, que são as mais relevantes em termos de volume, dificilmente haverá uma recuperação nas exportações nos próximos meses. “Se tivermos algum incremento, ele virá nos meses de novembro e dezembro, quando iniciam os embarques dos calçados de outono-inverno”, projeta Klein.

Destinos

Nos primeiros oito meses do ano, a Argentina seguiu encabeçando o ranking de principais compradores do calçado brasileiro. No mês passado, após dois meses de altas, as exportações de calçados brasileiros para o país vizinho caíram 14%, em volume. Entraram na Argentina 1,8 milhão de pares que geraram US$ 15,43 milhões. Em receita, porém, houve uma evolução de 16% ante o mesmo mês de 2017, o que aponta para um ajuste no preço. “A crise argentina vem afetando as exportações brasileiras, não somente da indústria de calçados. É um problema generalizado”, comenta Klein. Recente documento divulgado pelo Santander aponta que a recessão do país vizinho pode ter um impacto negativo de 0,2% no PIB brasileiro. Por outro lado, na soma dos oito meses, as exportações seguem positivas para o país vizinho. No período, os hermanos compraram 8,2 milhões de pares por US$ 103,3 milhões, incrementos de 23,2% e de 10,4% em relação ao intervalo correspondente de 2017.

O segundo destino segue sendo os Estados Unidos, que no mês passado importaram 634,2 mil pares por US$ 14,8 milhões, altas de 9,3% e de 13,4% no comparativo com o mesmo período de 2017. Com isso, os norte-americanos somaram a compra de 6 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 100,3  milhões, quedas de 11,6% e de 19,5% em relação aos oito primeiros meses do ano passado.

No balanço, a França continua no terceiro posto entre os destinos do calçado brasileiro no exterior. Em agosto, foram embarcados para lá 297 mil pares, que geraram US$ 4,2 milhões, quedas de 41,6% e de 20,5% em relação ao mês oito do ano passado. Com isso,  os franceses acumularam, nos oito meses, a compra de 4 milhões de pares por US$ 40 milhões, altas de 19,6% e de 5,3% no comparativo período correspondente de 2017.

Origens

Respondendo para quase 47% do total gerado com exportações de calçados no País, o Rio Grande do Sul somou, nos oito primeiros meses, 18 milhões de pares embarcados, o que gerou US$ 293,5 milhões, quedas de 1% e de 2,3% no comparativo com mesmo período do ano passado.

O segundo estado exportador do período foi o Ceará, de onde partiram 25,75 milhões de pares, que geraram US$ 149 milhões, quedas de 10,4% e de 11,2% ante o mesmo ínterim de 2017.

Também amargando queda nos embarques, São Paulo foi o terceiro maior exportador de calçados do período. Nos oito meses de 2018, os paulistas enviaram ao exterior 4,57 milhões de pares que geraram US$ 68,54 milhões, quedas de 13,2% e de 12,8% no comparativo com período correspondente do ano passado.

Importações em alta

Pelo quinto mês consecutivo, houve um incremento na entrada de calçados estrangeiros no Brasil. No mês passado, as altas foram de 19,2% em volume (para 2,2 milhões de pares) e de 7,5% em receita (para US$ 32,7 milhões). No acumulado dos oito meses, as importações já chegaram a 19,75 milhões de pares e US$ 247 milhões, aumentos de 18,8% e de 7,5% em relação ao mesmo período de 2017.

Nos oito meses de 2018, as principais origens do calçado importado seguiram sendo os países asiáticos. Vietnã, Indonésia e China respondem por quase 85% dos valores despendidos ao exterior no período. O Vietnã segue no topo do ranking, tendo exportado para o Brasil 8,5 milhões de pares por US$ 138,68 milhões, altas de 18% e de 8,8% em relação ao mesmo ínterim do ano passado. O país é seguido por Indonésia (que remeteu ao Brasil 2,6 milhões de pares por US$ 43 milhões, quedas de 2% e de 3,7% no mesmo comparativo) e China (6,55 milhões de pares por US$ 27 milhões, incrementos de 40,8% e de 26,8%).

Em partes de calçados – cabedais, solas, saltos, solas, palmilhas etc. – as importações dos oito meses também registraram incremento, chegando a US$ 13,46 milhões, 49% mais do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram Vietnã, China e Paraguai.

Fonte: Abicalçados