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Estratégia & Marketing Postado em quinta-feira, 02 de maio de 2019 às 08:20
Quando o assunto é como se manter no mercado, logo surge o termo vantagem competitiva. Tratada inicialmente pelo professor e pesquisador da Harvard Business School, Michael Porter, é como o próprio nome sugere, a vantagem de uma empresa em comparação aos seus principais concorrentes. Esse conceito de vantagem competitiva foi trazido por Porter em 1979 dentre as Cinco Forças de Poder, capazes de tornar uma estratégia de negócios altamente eficiente.

Mas quando se fala nesse assunto, logo vem à mente as grandes empresas do mercado, como se esse conceito da área dos negócios só pudesse ser aplicado dentre elas. Mas é possível, e ressalto, de extrema necessidade, criar vantagem competitiva no pequeno negócio, que além de fazê-lo se manter no mercado, ajudará no processo de crescimento.

No livro Vantagem Competitiva (confira), escrito por Michael Porter, é mostrado como os empreendedores podem avaliar a posição competitiva do negócio no mercado, assim é possível criar as estratégias mais apropriadas para aprimorar todos os processos na empresa e fazê-la se destacar.

Vantagem competitiva – principais pilares

Destaco aqui os principais pilares para que se identifique o que é a vantagem competitiva:

Oferece valor ao cliente

É característica da vantagem competitiva, agregar valor. Tomando como exemplo o famoso produto iPhone da Apple, por que as pessoas querem o iPhone? Não é só porque é um produto caro ou por suas funcionalidades, mas porque aquele produto dá a elas uma sensação de ‘status’, as pessoas compram a ideia por trás da marca.

É insubstituível

Quando se cria uma vantagem competitiva, o ideal é que não haja uma vantagem substituta no mercado. A ideia precisa ser tão boa a ponto de não poder ser facilmente copiada.

É sustentável

Aqui, o termo sustentável se refere à vantagem competitiva que vence o tempo, o que se relaciona ao tópico anterior, ou seja, não é uma vantagem que possa ser copiada com facilidade pela voraz concorrência.

Como criar vantagem competitiva no pequeno negócio?

Primeiro é preciso desmistificar que: a vantagem competitiva não é um atributo necessário ou possível apenas a grandes empresas, esse é com conceito estratégico fundamental para que qualquer negócio, independentemente do porte, subsista no mercado.

O principal desafio para as pequenas e médias empresas é conseguir criar vantagem competitiva em um cenário de constante turbulência. Em um contexto que engloba tantas transformações na economia, na sociedade e no meio ambiente, o empreendedor precisa de muito mais foco e planejamento para conseguir se destacar no mercado, principalmente entre empresas do mesmo porte.

Para criar vantagem competitiva no pequeno negócio, é preciso sempre valorizar o conhecimento. O conhecimento ao qual me refiro é um conhecimento vivo, em constante movimento. Mais importante do que a mão de obra é que as mentes dos empreendedores não parem de trabalhar.

O mercado muda o tempo todo e as inovações não param de acontecer, resultado dessas transformações é a queda dos preços; ciclos de vida de produtos mais curtos; busca incessante por atender cada vez mais às necessidades dos clientes, além do desaparecimento de muitos negócios, em contrapartida à chegada de novos.

O importante é focar em usar todas as possibilidades de conhecimento em um negócio e torná-las uma prioridade. Estar por dentro dos processos da própria empresa, identificar os pontos fracos e fortes, onde estão as ameaças e possíveis oportunidades, sei que parece e é óbvio, mas é absurdamente essencial em um primeiro momento, quando o desejo é criar vantagem competitiva.

Uma das qualidades mais importantes no mundo empreendedor é a flexibilidade e agilidade (que garantem o dinamismo), principalmente quando se trata de pequenas e médias empresas.

Quando o empreendedor sabe o que é o seu negócio, entende o mercado, tem uma visão macro, tanto de negócios do mesmo porte e acima do seu, consegue organizar melhor as estratégias, usar melhor o poder da racionalização para pensar no que pode oferecer de diferente, que pode render uma vantagem competitiva capaz de fazer o negócio crescer no mercado.

Qual vai ser a vantagem? Será no custo menor na produção do produto/serviço e em consequência oferecer um produto com ótima qualidade e menor preço em comparação à concorrência? Será usada uma estratégia de segmentação? Enfim, o importante antes de tudo é entender quem são os concorrentes, como têm se mostrado no mercado e quais tem sido os seus resultados.

Acredito que o desafio para que se consiga criar vantagem competitiva no pequeno negócio é que o empreendedor não tenha mesmo medo de ousar em um ambiente regido por muitas turbulências e mudanças. Estar pronto para fazer acontecer é uma ordem no mundo empresarial.

Fonte: Empreendedor
Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 23 de abril de 2019 às 22:40
A Nestlé Brasil oficializa nesta terça-feira, 23, os desdobramentos da parceria global com a Starbucks iniciada em maio do ano passado, quando investiu US$ 7,15 bilhões pelo direito definitivo de comercialização exclusiva dos cafés Starbucks. O portfólio para o Brasil inclui 15 produtos divididos em café torrado e moído, e cápsulas para os sistemas Nespresso e Dolce Gusto sob o conceito Starbucks At Home. No mundo, o portfólio possui 24 produtos, conforme anunciado em fevereiro deste ano.

Inicialmente, os produtos serão comercializados com exclusividade nas lojas da rede Pão de Açúcar e, a partir da segunda quinzena de maio, o produto estará disponível também em empórios de São Paulo. De acordo com Erika Junqueira, head de marketing de Starbucks Nestlé, o segmento de cafés premium vem conquistando maior espaço, fruto do amadurecimento do consumidor, que está exposto a mais opções. “Observamos uma transformação de hábitos de consumo, o que permite ainda a oportunidade de conquista de um mercado importante ao ampliar a oferta de bebidas variadas”, afirma.

Um dos objetivos da Nestlé com a aquisição foi o foco em experiência. “Optamos por oferecer a conveniência de uma cafeteria Starbucks em casa, considerando que o café premium já está em 3 milhões de lares brasileiros.  Nosso objetivo é o de elevar o padrão do café que o brasileiro consome e oferecer opções de qualidade superior para todos os momentos do dia. A parceria está alinhada com nossa estratégia de investir nas categorias de alimentos e bebidas de alto crescimento”, explica.

Em relação aos desdobramentos de comunicação e marketing, Erika afirma que o objetivo é trabalhar todo o portfólio com o conceito de Starbucks At Home, que reforça a proposta de oferecer a opção para que os consumidores continuaem desfrutando da experiência Starbucks em casa.  “A comunicação terá grande visibilidade nos pontos de vendas, com material de trade premium. Além disso, a campanha de Starbucks At Home poderá ser vista pela internet e mídia externa e o site com informações sobre os produtos, www.starbucksathome.com.br."

Para reforçar o conceito “At Home”, durante os meses de abril, maio e junho a Nestlé também promoverá as Casas Starbucks: espaços icônicos do estado de São Paulo que serão transformados em locais de debates de temas diversos e atuais, com a participação de importantes nomes, sempre acompanhados da nova linha de cafés. A iniciativa é assinada pela agência Samba.

Antes do negócio com a Starbucks, a Nestlé liderava o mercado de distribuição de cafés com uma fatia de US$ 13,8 bilhões. No ano passado, a Nestlé já havia adquirido as marcas Blue Bottle Coffee e Chameleon Cold-Brew para expandir seu portfólio. O negócio envolvendo as duas empresas está ligado à venda por parte da Nestlé, em janeiro do ano passado, de sua divisão de chocolates para a italiana Ferrero por US$ 2,8 bilhões. Na ocasião, a empresa se desfez de marcas como BabyRuth, Butterfinger e Crunch e passou a ter um caixa alavancado, ou seja, dinheiro disponível para aquisições.

Fonte: Meio e Mensagem