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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 13 de novembro de 2018 às 15:36
Greg Peters, Chief Product Officer da Netflix lidera a área que desenha, constrói e otimiza continuamente a experiência da Netflix. A trajetória da empresa que mudou a forma de consumirmos entretenimento é cheia de aprendizados, conforme o executivo mostrou no Web Summit. Um dos pilares do sucesso da Netflix é o uso da tecnologia como suporte para permitir levar ao mundo uma extraordinária variedade de histórias.

As histórias têm o poder de mostrar que somos mais semelhantes que diferentes. Não se trata de linguagem, mas de espírito. De forma triunfal, Greg Peter veio ao palco. Ele conta que em 2007 conheceu uma empresa maluca que alugava um notável catalogo de filmes pela internet. Depois de 10 anos, ele pôde se juntar à empresa que consegue conectar pessoas do mundo todo por meio de grandes histórias. Hoje, a empresa está em mais de 130 países, fazendo a intersecção de entretenimento e tecnologia, com um foco bastante simples: dar ao consumidor controle e poder de escolha sobre o entretenimento que desejam ver.

Greg diz que apesar de sua força, Hollywood produz entretenimento para apenas 5% de toda a população mundial que fala inglês de modo nativo. Apenas 1,5 bilhão domina o inglês com algum nível de fluência. A Netflix enxerga que há oportunidade de compartilhar conteúdos para as diferentes culturas. O caso da serie brasileira 3% foi emblemático. A série nacional ganhou o mundo, ultrapassando a fronteira global e ganhando fãs no mundo todo, assim como a espanhola A Casa de Papel, que movimentou exponencialmente inclusive o número de fãs da empresa no Instagram.

A série Dark, de origem alemã, conseguiu, um mês após o seu lançamento, estar entre os 10 shows mais vistos em mais de 100 países na Netflix. “O que está acontecendo aqui então? Acredito que as pessoas querem reconhecer culturas locais e que são capazes de revelar espíritos e valores universais, e nós usamos o poder da internet para contar essas histórias de alcance global”, afirma Greg. Isso só é possível porque a Netflix conseguiu desenvolver um sistema amigável que roda sem problemas em mais de 70 tipos diferentes de dispositivos. Por outro lado, a qualidade da produção também encontra na tecnologia um porto seguro. As produções utilizam as câmeras mais modernas, sistemas de som impecáveis, experimentar histórias que entreguem dilemas morais e situações profundamente humanas. As produções já são legendadas em 26 línguas e dubladas em dez, para assegurar os sentidos originais dos criadores das obras. Há até uma metodologia criada pela empresa para assegurar uma dublagem que tenha aderência com a sincronia dos lábios dos atores nas séries, para induzir sempre que cada história traga uma experiência intensa.

“Imagine espanhóis vendo séries alemãs ou suíços vendo produções italianas. Temos de garantir que todos possas receber e assistir histórias que os inspirem independentemente de onde venham e para onde sejam exibidas”, destaca Greg. Por isso, a empresa irá investir cada vez mais na qualidade da dublagem para trazer a autenticidade natural das histórias às mais diferentes audiências.

“Somos obcecados com cada detalhe da experiência do cliente: som, dublagem, complexidade das tramas, cenários, qualidade de gravação, edição. E o que nos motiva é que há milhões de histórias esperando para serem contadas de modo engajador, em diferentes perspectivas. Teremos novas series da Polônia, da França, da Turquia e de muitos outros países. Teremos também investimentos especiais em produções de língua espanhola – uma delas chamada Alma e também uma produção norueguesa chamada Ragnarok”, segundo o executivo, essas séries time elementos para se tornarem um sucesso global.

A base do negócio da Netflix hoje é levar a historia certa para as pessoas certas com a melhor experiência possível. E o uso dos dados e da compreensão do poder da internet sustentam esse compromisso.

Fonte: Novarejo
Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 13 de novembro de 2018 às 15:35
Larry Kim, fundador da MobileMonkey foi também o criador da Worldstream com pouco mais de 20 anos. Uma história que rendeu bilhões de dólares e angariou milhões de usuário no mundo todo. Mas por incrível que pareça, a Worldstream quase faliu duas vezes no início de sua jornada. Dessa forma, Larry consolidou 4 princípios de marketing voltados para acelerar o crescimento de uma startup para que se torne um unicórnio.

“Sou um obcecado por unicórnios. Tive uma jornada fantástica nesse negócio nos últimos 10 anos, criei a WordStream e a vendi por US$ 150 milhões e agora gosto de pensar no que pode ter me ajudado nesse caminho”, explicou um simpático Larry.

E como se encontra um negócio que pode se tornar um unicórnio de fato? Não se trata de encontrar um viral ou um fenômeno engajador de audiência, mas antes seguir 4 princípios que facilitam o desenvolvimento de um negócio de crescimento acelerado e gerador de valor. Segundo Larry, um unicórnio precisa fazer o seguinte para se destacar no mercado:

Princípio 1:

Pense em em algo delirante– uma projeção delirante – ou seja, ter coragem para pensar no que parece delírio diante do contexto à frente. Por isso, é preciso procurar pessoas que acreditem e queiram inspirações dessa natureza, mais ambiciosa, estranhas, quase absurda.

Princípio 2:

Adote mudanças épicas – Ser bem-sucedido a partir de uma ideia delirante significa que você precisa estar disposto a promover mudanças épicas, e não alterações leves. Não há de suave na busca de execução de uma ideia totalmente despropositada. “Escalar mudanças pequenas é coisa para outro tipo de bicho, talvez um burrico. Mas escalar mudanças épicas é coisa para unicórnio”.

Princípio 3:

Encontre uma plataforma para expandir seu unicórnio. Ou seja, esqueça canais tradicionais, mercados tradicionais, os caminhos que os burricos normalmente se acostumam a percorrer. Unicórnios formam times que criam urgência, reduzem o ciclo de vendas, incrementam a eficiência de vendas. É preciso usar a energia para gerar resultados acelerados, velozes e não se importar com nada mais. Unicórnios buscam taxas de conversão exageradamente altas, insanas, criam barreiras de entrada quase intransponíveis.

Princípio 4:

Crie filhotes para seus unicórnios – faça com que seu negócio possa gerar outros negócios de crescimento acelerado.

Você aprende muito quando constrói uma startup, mesmo quando ela não dá certo. Não deixe que lições difíceis sejam desperdiçadas. A maioria das startups não termina com um grande IPO ou aquisição, mas eles são sempre uma aventura”, afirma Kim. Isso quer dizer que todo negócio criado deve estimular a criação de outro e mais outro e outro ainda. Sempre há negócios esperando para se tornarem unicórnios. Quanto mais se impulsiona umm negócio, mais novas ideias aparecem.

As ideias e conceitos de Larry Kim foram aplaudidas efusivamente. O garoto é uma lenda entre novos empreendedores. É destemido, alegre, confiante e ambicioso. Talvez mais importante que seus princípios, a forca de sua mensagem esteja em sua atitude. Sem essa gana, nenhum princípio se sustenta e provavelmente nenhum unicórnio apareça.

Fonte: Novarejo