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Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 19 de fevereiro de 2019 às 08:27
Você já imaginou como seriam as roupas do futuro? O pesquisador Mário Gazziro deu asas à imaginação e tornou essa fantasia realidade quando fez pós-doutorado no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos. Mario, que também é professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André, contou também com a criatividade e participação de seus alunos para desenvolver o que eles chamam de roupa cibernética.

Transformar a arte da moda em ciência é um desafio. De uma forma bastante simplificada, as roupas funcionam por meio de sensores eletrônicos e centenas de micro LEDs que são conectados por uma rede mesh – uma espécie de rede de dados sem fio, assim como o Wi-Fi, mas em frequência diferente e com maior capacidade de alcance. A intenção original era construir um material que pudesse, não só servir como vestimenta, mas que também fizesse um monitoramento da saúde do usuário e, ao mesmo tempo, interagisse com o meio ambiente. Um exemplo dessa interação seria o uso de sensores musculares para monitorar o esforço físico diário acumulado pelo usuário, porém o custo desse material é muito alto e, por isso, ainda não foi integrado às roupas.

Desde a ideia inicial, há dois anos, quatro peças de roupas inteligentes foram produzidas pelo professor e pelos alunos. Todas elas são inspiradas nos livros de ficção científica do escritor americano Willian Gibson.“O modo como nossa sociedade tem evoluído demonstra o caráter profético das obras, que foram escritas ainda nos anos 80. Não é incomum, hoje em dia, haver lugares em que existem acesso a redes sem fio rápidas em locais ainda sem saneamento básico, por exemplo”, comenta Mário.


Protótipos criados por Mário

Apelo sustentável – A tecnologia, em geral, tem mudado a forma como se fabricam produtos e como eles são consumidos e com a moda não é diferente. Um dos principais benefícios das roupas tecnológicas é a diminuição no impacto ambiental. “Ao invés de a pessoa trocar a peça inteira da roupa, ela poderia apenas trocar pelo software da moda. Essa realidade pode ser distante, mas essa interação sensorial é um apontador de tendências para essa futura realidade, ainda mais quando se pensa em todo apelo sustentável que já existe hoje em dia”, complementa Mario.
Talvez as roupas cibernéticas demorem para chegar às lojas, mas elas já estiveram na passarela. A primeira vez em São Carlos aconteceu no Pint of Science, um festival que propõe debater ciência de forma descontraída em bares e restaurantes. Na segunda vez, o desfile foi realizado no extenso corredor vermelho da UFABC, em dezembro do ano passado.

Fonte: Abit
Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 19 de fevereiro de 2019 às 08:23
O caso da Amazon nos leva a um panorama claro: as experiências não são mais trocadas apenas por telefones celulares, tablets e computadores.

Estamos em um mundo em transição. A maneira como as pessoas interagem nas diversas esferas sociais está caminhando para uma experiência multifacetada ou multidimensional. É a era da multiexperiência, na qual a Inteligência Artificial nos ajudará a tomar decisões e automatizar processos.

Quando falamos em multiexperiência, falamos sobre o Zero UI (Interface Invisible). Um caso chave em Zero UI é o da Amazon GO, uma loja física de conveniência localizada em Seatle, nos Estados Unidos, que tem como principal característica a ausência de atendentes e caixas para dar maior privacidade às compras.

Para comprar lá, os únicos requisitos são baixar o aplicativo da loja e ter uma conta na Amazon, Com isso, o cliente entra, pega os produtos que vai comprar e sai. A experiência de compra parece não ter interfaces, mas tudo acontece de maneira invisível. Por meio do aplicativo, a Amazon reconhece o perfil de quem entrou na loja e, por meio de sensores nos itens, o sistema sabe o que está sendo carregado e, portanto, a cobrança é automática no cartão de crédito do cliente.

O caso da Amazon nos leva a um panorama claro: as experiências não são mais trocadas apenas por telefones celulares, tablets e computadores, mas sim por vários dispositivos com múltiplas vias de acesso. Além disso, o mundo dos usuários nos mostra que os sistemas passam, agora, de centrados na empresa para serem centralizados nos usuários.

Para acompanhar esta demanda, as empresas de tecnologia estão trabalhando nesta transição da construção de uma experiência única para múltiplas experiências. O problema é que muitas dessas empresas ainda estão discutindo se o ponto de partida deve ser a criação das soluções em web, web mobile ou mobile nativo. Porém, a discussão não faz sentido se uma ferramenta multiplataforma for adotada, pois ela permitirá criar tudo de uma só vez e com esforço razoável, além de coerência no design, ou seja, é um grande facilitador.

A multiplicidade de acessos nos levou à necessidade de coerência no design e, consequentemente, ao Design Systems, um conjunto de princípios, padrões e práticas para que as soluções da empresa tenham coerência a ponto de refletirem os seus princípios e, ou, do ecossistema. As grandes empresas, como Airbnb, Google e SAP, tornaram público seu Design System para que todos que criam soluções para os seus ecossistemas e usuários, sigam suas diretrizes de design e, assim, ofereçam uma experiência coerente.

A questão que permanece em aberto é como nós passamos por essa transformação digital e em quais ferramentas de desenvolvimento rápido de aplicativos devemos nos apoiar? O valor deve estar em uma solução completa, com desenvolvimento de aplicativos rápido e ágil, no qual cada componente é integrado com os demais e, assim, é possível fazer parte de algo maior.

Por exemplo, não podemos pensar em um chatbot de forma isolada porque ele assume valor quando há inteligência artificial por trás dele, ou seja, é integrado aos processos da empresa e começa a executar tarefas para o usuário. Essa é apenas uma amostra de algumas das vantagens do desenvolvimento de software assistido por AI, cuja construção pode ser baseada no conhecimento, na manutenção automática e no desenvolvimento multiplataforma para um mundo de transição.

Fonte: Administradores