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Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 28 de junho de 2017 às 12:46
Transformações radicais ganham um ritmo acelerado sem precedentes na sociedade e nas organizações. Vivemos o crescimento da economia compartilhada que, alinhada à constante busca de novas tecnologias, está causando uma verdadeira reviravolta no mundo dos negócios: ameaçando empresas tradicionais e criando empreendimentos disruptivos como WhatsApp, Uber e Airbnb.

Estamos ainda a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos como destaca o presidente do Fórum Mundial, Klaus Schawb. De acordo com o economista, ao permitir fábricas inteligentes, a quarta revolução industrial também cria um mundo onde os sistemas físicos e virtuais de fabricação cooperam de forma global e flexível.

Adicione a esse mundo complexo os novos paradigmas sociais. Consumidores questionam empresas sobre sua pegada social e ambiental. Não basta apenas produzir um bom produto, as corporações precisam observar qual é o impacto dessa produção no meio ambiente e pensar em processos produtivos mais inclusivos, envolvendo todos stakelholders.

Como se vê nada é mais preto no branco. O mundo vive a era da complexidade ditada pelos influenciadores digitais. O que hoje é o hit do momento amanhã passará a ser obsoleto. Nesse contexto, a revista líder em inovação de negócios no país, a Harvard Business Review Brasil, estabelece o seu primeiro congresso internacional: o HBR Brasil WEEK.

O HBR Brasil WEEK é um evento omnichannel que propõe ao mundo corporativo uma semana de imersão, presencial e online, em novos conceitos ligados a quatro eixos importantes às organizações: estratégia, liderança, inovação e cultura organizacional.

A proposta do evento é fazer uma séria reflexão sobre os atuais modelos organizacionais; fornecendo novos insights e oportunidade de negócios aos líderes empresariais. Nessa experiência, convidamos os participantes a dialogar com especialistas internacionais e nacionais e a vivenciar na prática como implantar novas políticas em suas organizações.

Para tanto, de hoje em diante, passaremos a noticiar quinzenalmente informações relacionadas a esse mundo corporativo complexo que o HBR Brasil WEEK ajudará a desvendar. Convidamos você a interagir com nossos conteúdos e a participar desse importante passo rumo ao futuro nas organizações.

Fonte: Revista HSM
Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 28 de junho de 2017 às 12:44
Uma linha tênue separa o sucesso do fracasso, as grandes empresas das comuns. Abaixo dessa linha, estão as desculpas, as acusações, a confusão e uma atitude de impotência. Acima dela, encontramos um senso de realidade, de propriedade, o comprometimento, a resolução de problemas e a ação determinada. Enquanto os perdedores definham Below the Line® [abaixo da linha], preparando histórias para explicar por que seus esforços foram em vão, os vencedores residem Above the Line® [acima da linha], movidos por comprometimento e trabalho duro. O Quadro do Accountability, da página 14, apresenta com clareza a vitimização abaixo da linha e o accountability acima da linha.

Pessoas e empresas estão pensando e agindo abaixo da linha quando, consciente ou inconscientemente, evitam o accountability por resultados individuais e coletivos. Presas no que chamamos de ciclo de vitimização, ou jogo de acusação, começam a perder o ânimo e a determinação até que, finalmente, sentem-se incapazes. Somente movendo-as para acima da linha e galgando os passos para o accountability é que elas se tornarão poderosas outra vez. Quando indivíduos, equipes ou empresas inteiras estacionam abaixo da linha, alheios ou sem consciência da realidade, a situação piora sem que ninguém entenda as causas. Em vez de encarar a realidade, os portadores dessa enfermidade muitas vezes passam a ignorar ou fingir não saber sobre seu accountability, negando a responsabilidade, culpando os outros por sua própria crise, alegando que o motivo de sua inatividade é a confusão dos demais, perguntando o que fazer, reclamando que não podem agir ou apenas esperando para ver se a situação se resolve sozinha por milagre.

O elemento crucial do accountability pessoal e corporativo deve estar entrelaçado ao tecido que compõe o caráter, os processos e a cultura da empresa. Nos negócios, a descida para abaixo da linha em geral começa com a criação de um ambiente em que ninguém reconhece a verdade e nada é dito com franqueza.

Para ficar acima da linha, e fora do jogo de acusações, devem-se galgar os passos para o accountability, adotando atitudes See It® [Veja], Own It® [Aproprie-se], Solve It® [Solucione] e Do It® [Faça]. O primeiro passo – See It – envolve reconhecer e admitir a realidade integral de uma situação. Esse passo é um grande obstáculo porque é muito difícil fazer uma autoavaliação sincera e admitir que é preciso empreender ainda mais esforços para atingir bons resultados. O segundo passo – Own It – significa aceitar a responsabilidade pelas experiências e realidades que você cria para si mesmo e para os outros. Nessa etapa, você pavimenta o caminho para agir. O terceiro passo – Solve It – implica mudar a realidade, encontrando e implementando soluções que você pode não ter percebido antes, ao mesmo tempo em que evita a armadilha de descer abaixo da linha quando os obstáculos aparecerem. E o quarto passo, Do It, tem a ver com reunir a coragem e se comprometer em seguir aplicando as soluções que você identificou, mesmo que elas signifiquem grandes riscos. Felizmente, esses passos fazem muito sentido. No final das contas, seu próprio bom senso pode projetá-lo para acima da linha.

Fonte: Revista HSM