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Gestão & Liderança Postado em quinta-feira, 01 de novembro de 2018 às 14:20
Todos os dias, reservo, ao menos, 30% da minha agenda livre de compromissos, aberta para reflexões, insights e assuntos ad hoc. Mas só consigo fazer isso, liderando a Selfit, porque desenvolvemos uma forte cultura de pertencimento presente nas lideranças e em todo o time.

Minha rotina tem alguns rituais próprios que me ajudam a extrair o máximo de cada hora, como:

1. Checar a agenda do dia seguinte no final do dia anterior, bem como a semanal para fins de planejamento;

2. Reservar 30% do tempo sem compromissos, abrindo espaço para reflexões estratégicas, dentre outros;

3. Começar o dia tratando do tema mais importante e urgente da agenda, jamais o contrário.

Cultura de dono

Mesmo com esses pequenos hacks de produtividade, a forma mais eficiente de gerir meu tempo é fortalecendo a cultura de dono que criamos na Selfit. Com ela, nós descentralizamos as decisões e delegamos responsabilidades. Essa cultura é tão forte que influencia, principalmente, a postura e os resultados do time que desenvolve autonomia e cabeça de dono. Propósito e valores são guidelines poderosos.

Nós valorizamos muito o conceito de capabilidade, de cada um dos nossos funcionários espalhados nas nossas dezenas de unidades serem capazes de exercer atividades diferentes quando mais for necessário. De Manaus a Salvador, nós precisamos oferecer o mesmo nível de experiência, por isso capacitar o time em diferentes níveis e tipos evita soluços na gestão.

Eu acredito muito na gestão participativa, por isso no momento de definir estratégias e caminhos, envolvemos também as pessoas que farão parte da entrega, construindo a quatro mãos.

A consequência dessa cultura é o espaço que ganho na agenda, saindo do mergulho da operação para desenhar nossa estratégia e expansão. Mas, com certeza, os benefícios vão muito além de algumas horas a mais no dia do empreendedor e podem ser observados cada vez que alguém for recebido em uma de nossas unidades.

Fonte: Endeavor
Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 24 de outubro de 2018 às 14:00
Uma pesquisa realizada recentemente pela BayBrazil mostrou que atualmente há 39 empresas operando no Vale do Silício que foram fundadas por brasileiros. A maioria (35) é focada em tecnologia. A organização sem fins lucrativos que estimula os negócios entre companhias dos Estados Unidos e do Brasil, criada em 2010, fez um levantamento para identificar o perfil dos brasileiros que viajam ao Vale do Silício para empreender.

Diversidade é uma característica importante que fez com que o Vale do Silício se tornasse o centro empreendedor que é. Um estudo recente feito pela Fundação Nacional para Política, dos EUA, mostra que mais da metade dos unicórnios (startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão) têm pelo menos um fundador que é imigrante. O governo americano estima que 426 mil cidadãos brasileiros vivem nos Estados Unidos, e que a taxa de participação dos brasileiros na força de trabalho é a mais elevada entre os grupos de imigrantes. São também o grupo com maior índice educacional – em 2014, 38% dos imigrantes brasileiros de 25 anos ou mais tinham ensino superior completo.

De acordo com o estudo, a maioria deles são homens e têm entre 40 e 49 anos. Do total, 28% são mulheres. Angelica Cunha, fundadora da Zavely, que ajuda estudantes e suas famílias a aumentar a renda e investir para pagar a faculdade, afirma que estar na região ajuda os negócios. “O Vale do Silício é o lugar ideal para lançar uma startup por causa dos recursos disponíveis, como investimentos e conselheiros experientes, e do ambiente competitivo que precisamos superar para alcançar o sucesso”, diz ela.

A maior parte das empresas criadas por eles estão ainda nos estágios iniciais, mas algumas já avançaram mais. É o caso da Brex, empresa de cartão de crédito corporativo para startups lançada em junho passado em São Francisco, que conseguiu US$ 57 milhões de investidores como os fundadores do PayPal, Peter Thiel e Max Levchin. É o quarto empreendimento de Henrique Dubugras e o segundo de Pedro Francheschi, fundadores da Brex. “O Vale do Silício é muito competitivo, e quem tiver planos para se mudar e começar uma companhia aqui precisa estar bem preparado. Nossa experiência anterior como empreendedores no Brasil está nos ajudando a cometer menos erros”, diz Dubugras.

Nos últimos anos, a BayBrazil notou uma pequena onda de empreendedores brasileiros se mudando para a região com o objetivo de expandir empresas que já foram fundadas no Brasil ou para lançar novos empreendimentos.

A primeira startup brasileira a fazer esse movimento foi a Movile, que iniciou suas operações em Sunnyvale em 2012. A empresa levantou US$ 375 milhões em investimentos internacionais. Hoje, a Movile tem 15 escritórios em sete países diferentes. À Margarise Correa, fundadora da BayBrazil, o cofundador da empresa, Eduardo Lins Henrique, afirmou: “No Vale do Silício, aprendemos a pensar globalmente. Brasileiros costumam ter a ‘síndrome de vira-lata’, o que significa valorizar o que vem de fora e não ver o potencial no nosso país. Na Movile, nosso objetivo é ser líder global nos verticais em que operamos. Aprendemos essa mentalidade no Vale do Silício”.

Outros empreendedores aprenderam a mesma mentalidade em suas passagens pela região. “Estamos aqui para construir uma ótima empresa e competir com os melhores players do mundo”, diz Carolina Reis Oliveira, fundadora da OneSkin, empresa que desenvolveu uma tecnologia que imita tecidos do corpo humano para entender o processo de envelhecimento.

A presença brasileira no Vale do Silício aumentou nos últimos três anos, em meio à recessão pela qual passa o Brasil. “Um número crescente de pessoas que conheço está considerando sair, especialmente com destino aos Estados Unidos. Alguns desses empreendedores têm uma ‘fadiga com o Brasil’, após vários ciclos de problemas econômicos e políticos, assim como uma preocupação geral com a segurança. Há também um aumento do número de estudantes brasileiros aqui, o que tem contribuído para a comunidade de brasileiros alcançar uma massa crítica”, afirma Vicente Silveira, presidente do conselho da BayBrazil.

Fonte: Época Negócios