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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 28 de julho de 2020 às 09:45
Pesquisa da Alshop com lojistas da área de alimentação mostra que a abertura em horário parcial reduziu o movimento a 1/3 do esperado.

No dia 06 de julho, a capital paulista entrou na fase amarela do Plano São Paulo, ampliando as chances de vendas. A ampliação da abertura do comércio de rua e shoppings em duas horas aumentou o movimento médio em 19%. Os dados são do Balanço de Vendas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Anda assim, ficou abaixo da expectativa dos empreendedores de shoppings. Pesquisa feita pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) com lojistas do setor de alimentação, entre 07 e 16 de julho aponta que o horário parcial (das 16h às 22h) reduziu o movimento a 1/3 do esperado.

Cerca de 64% dos entrevistados afirmam que estão perdendo muito com o fechamento dos empreendimentos no horário do almoço.

Para 36%, o fluxo de clientes em relação ao período da pré-pandemia é considerado “muito baixo” e “baixo” por 55% dos respondentes. Para 9%, o movimento é regular. Nenhum associado classificou a retomada como “boa”.

A pesquisa constatou que uma boa parte de lojistas do ramo de alimentação optou por não retomar as atividades por conta do baixo movimento. Mesmo com o delivery permitido desde a retomada, esse serviço representa entre 10% e 40% do faturamento total do ponto de venda, mas em alguns segmentos a operação não compensa.


RECUPERAÇÃO LENTA E GRADUAL

Economista da ACSP, Marcel Solimeo concorda que uma melhora significativa depende de mais gente circulando. Afinal, o setor vive muito por compras de impulso, especialmente de vestuário e calçadista.

Pelo levantamento da ACSP, na primeira quinzena de julho as vendas a prazo tiveram alta de 23,1% ante igual período de junho. Já o movimento de vendas à vista cresceu 14,9%, em igual base de base de comparação.

Setores como o de móveis, utensílios domésticos e tecnologia são os que mais estão se beneficiando. “A própria conjuntura ajuda”, diz Solimeo.


COMPARAÇÃO ANUAL AINDA DE RETRAÇÃO

Ainda assim, a recuperação anual está muito distante. A queda média na primeira quinzena de julho, comparada a igual mês de 2019, ficou em 58,3%.

No movimento de vendas a prazo, o recuo foi de 40,3%. Já as vendas à vista registraram um tombo ainda maior: 76,3%.

Fonte: Novarejo