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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 14 de agosto de 2018 às 06:40
As vendas do primeiro semestre de 2018 foram as melhores desde 2012, com um crescimento de 5,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo análise da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) com base nos dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje pelo IBGE.

Em junho, o varejo também registrou alta de 2,5% em relação ao mês anterior, passados os efeitos negativos provocados pelas paralisações dos caminhoneiros. “No entanto, esse resultado deve ser creditado à baixíssima base de comparação de maio, mês em que o comércio varejista experimentou a maior retração mensal nas vendas reais em mais de cinco anos”, explicou o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes. Em maio, o varejo ampliado teve retração de 5,1%.

Além das paralisações ocorridas no terceiro bimestre, outros fatores também podem ser apontados como inibidores do consumo no segundo semestre deste ano, como o ritmo fraco do mercado de trabalho, a desvalorização do real, as pressões de custos impostas pelo ritmo mais acelerado de preços administrados e, principalmente, a elevada incerteza decorrente da indefinição do cenário político.

Por conta desse panorama, a Confederação revisou a sua previsão de crescimento do varejo em 2018 de 4,8% para 4,5%. “Dificilmente, o setor conseguirá repetir as taxas de crescimento do primeiro trimestre de 2018”, completou Fabio Bentes.

Desaceleração

Segundo a análise da CNC, o crescimento mensal foi impulsionado pelo avanço nas vendas do comércio automotivo (+16,0%) e de materiais de construção (+11,6%), segmentos que compensaram as perdas observadas no mês anterior. Por outro lado, a venda de alimentos, pressionada pela maior variação mensal de preços destes produtos nos últimos dois anos e meio (+2,0% em junho), registrou queda real de 3,5% no mês – pior resultado desde março de 2017 (-5,6%).

“O desempenho do setor no segundo trimestre, portanto, reforça a percepção de desaceleração da economia, já que, em oito dos dez segmentos avaliados, os resultados das vendas foram piores do que os do primeiro trimestre deste ano”, afirmou Bentes.

Fonte: CNC
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 07 de agosto de 2018 às 18:06
As vendas em shopping centers do Brasil cresceram 3,4 por cento em junho sobre igual mês de 2017, conforme o maior movimento nas lojas para o Dia dos Namorados compensou o impacto da Copa do Mundo de futebol no fluxo de visitantes, informou nesta sexta-feira a associação que representa o setor, Abrasce.

"Em junho, datas do varejo impulsionaram a alta, a exemplo do Dia dos Namorados, que apresentou alta de 5 por cento nas vendas, no período", disse o presidente da Abrasce, Glauco Humai, em nota.

O resultado teria sido ainda melhor não fosse pelas paralisações em dias de jogo do Brasil pela Copa do Mundo e, em menor magnitude, pelo prolongamentos dos efeitos negativos da greve dos caminhoneiros.

Regionalmente, o Norte teve a maior alta de vendas em junho (+8 por cento), seguido pelo Sul (+6,2 por cento), Nordeste (+4,3 por cento), Sudeste (+3,1 por cento) e Centro-Oeste (+1,9 por cento), mostrou o índice Cielo de varejo em shopping centers (ICVS Abrasce).

Ainda segundo a Abrasce, a expectativa para o desempenho do setor no segundo semestre é positiva, dada a concentração de datas importantes como Dia dos Pais, Dia das Crianças, Black Friday e Natal. Além disso, a ampliação dos saques do PIS/Pasep deve trazer alívio adicional às famílias, incentivando o consumo ao lado da elevação do volume de crédito, informou a associação.

Fonte: Reuters