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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 23 de maio de 2017 às 15:20
A excelência na produção, aliada a um modelo de negócios vencedor, é a receita de sucesso das franquias calçadistas, que vêm crescendo, com destaque, no mercado nacional. Segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor tem papel decisivo nos números da categoria Moda, representando 32,3% do faturamento deste nicho no Brasil. Reclassificado pelo órgão em 2016, o segmento passou a fazer parte do conjunto que inclui as ramificações de vestuário e acessórios. “O calçado é imprescindível para o avanço dos demais ramos da moda, pelo faturamento e desempenho expressivos. Tanto que obtivemos uma alta de 10,4% nesta área, no ano passado, na comparação com 2015, ocupando a terceira posição no ranking nacional”, aponta Fabiana Estrela, diretora regional da ABF no Sul do Brasil.
No topo da lista de cases que impulsionaram os resultados no ano passado, duas marcas de calçados – Jorge Bischoff (Igrejinha/RS) e Clube Melissa (Farroupilha/RS). A entidade atribui os ganhos a fatores como a oferta de novos produtos, estratégias de promoção e expansão das redes. Mais do que lucro, os dados se refletem no fortalecimento da relação com os franqueados – o que, conforme Fabiana, é o principal atributo de uma franqueadora de sucesso. “Confiança é a chave. Ninguém investe em um negócio para perder dinheiro e o empresário que adquire uma franquia acredita naquela gestão, naquela marca. É uma via de mão dupla, em que precisa haver a troca de conhecimentos, valorizando todas as opiniões e compreendendo que a diversidade é a base da inovação”, explica.
Este caminhar de mãos dadas também é o principal critério para a conquista do Prêmio de Excelência em Franchising (SEF), principal chancela concedida pela ABF e mais importante distinção para redes de franquias no Brasil. Em sua 27ª edição, reconheceu 204 marcas, em abril deste ano, frente a 227 inscritas. No total, são 1,3 mil associadas, em um universo de cerca de 3 mil franqueadoras no País. “Ter o SEF é um grande diferencial. É uma avaliação feita pelos franqueados, que levam em conta, inclusive, a saúde financeira da empresa”, pontua Fabiana.
Excelência consolidada
As questões que compõem a pesquisa para o Selo de Excelência em Franchising são estruturadas em cinco quesitos: Performances: Econômica, Operacional, Relacionamento e Global; e Sustentabilidade. Marcas com pontuação maior ou igual a 75 são chanceladas nas categorias Pleno (mais de 10 franqueados e dois anos de franquia), Sênior (30 franqueados e cinco anos de franquia) e Máster (60 franqueados e 10 anos de franquia).
A ABF premia ainda, de forma especial, franqueadoras que detêm o selo por muitos anos consecutivos. As calçadistas Arezzo (Campo Bom/RS) e Carmen Steffens (Franca/SP) estão entre as homenageadas de 2017, com 15 e 10 distinções, respectivamente.
Em plena expansão
Se em momentos de vacas gordas o empreendedor brasileiro vê na franquia um negócio próspero, nas épocas de crise ele busca este modelo como uma forma segura para investir. “O franchising tende a crescer em todos os momentos. Isso porque os ganhos são maiores em termos de resultados. Há o suporte de uma rede, uma equipe que ocupa 100% do seu tempo desenvolvendo estratégias para crescer e expandir cada vez mais. São muitos donos batalhando pelo sucesso”, argumenta Fabiana Estrela.
Referência no segmento infantil, a Calçados Bibi (Parobé/RS) reforça esta premissa. Com mais de 80 franquias ativas no País, obteve crescimento de 23% no faturamento no ano passado. Para 2017, a expectativa é abrir mais 23 unidades. Premiada pela quinta vez consecutiva com o SEF, a Bibi conquistou 86% de aprovação dos franqueados. “Buscamos evolução constante ano a ano, aplicando as melhores práticas do segmento e desenvolvendo a profissionalização de nossas equipes”, relata a diretora de varejo da Bibi, Andrea Kohlrausch, acrescentando que as áreas que recebem maior investimento da franqueadora são a capacitação de equipes, desenvolvimento de produtos e inovação.
Jorge Bischoff: na ponta da pirâmide
Reconhecida pela ABF entre as franquias que mais crescem no Brasil, a Jorge Bischoff está presente em todas as regiões, com 69 unidades, além da recém-inaugurada flagship store em Miami, nos Estados Unidos. Em 2017, já chegou também a Santa Cruz do Sul/RS e confirma seis futuras aberturas em Minas Gerais, Pernambuco, Maranhão, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Para a diretora de Gestão de Lojas do Bischoff Group (que detém a marca), Adriane Lopes dos Santos, o diferencial está no produto e no comprometimento com o franqueado.
“Destaco, primeiramente, o design autoral e a qualidade, que agregam valor. Além disso, nosso projeto se desenvolve com base em muito planejamento, pois envolve um contingente enorme de pessoas e empresas. Conquistamos o SEF em 2017, pelo quarto ano consecutivo, o que mostra o quanto o foco em gestão comercial está sendo exitoso. Nós realmente entregamos aos nossos parceiros o prometido, tanto em produto quanto em resultado de operação”, afirma.
A empresa atua com um time de supervisão descentralizado, com profissionais atuando nas diferentes regiões do País. “Contemplar públicos tão diferentes é um desafio, mas também exemplo que destaca nosso foco em manter a proximidade com os franqueados. O varejo exige entender cada mercado e estar atento a todas as peculiaridades nas relações de consumo. Nossa gestão busca construir uma evolução conjunta, aprimorando cada vez mais as formas de atender aos nossos parceiros”, conclui.
Fonte: Jornal Exclusivo
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 23 de maio de 2017 às 15:18
    O setor têxtil e de confecção mostrou recuperação no primeiro trimestre no país, com alta na produção, nas vendas e no nível de emprego, que apresentou um saldo positivo de 13,4 mil vagas.
    "O país começa a entrar em uma nova etapa. O que podemos dizer é que o cenário parou de piorar e mostra sinais de melhora", diz Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). "Mas é uma retomada lenta", observa ele, acrescentando que o primeiro trimestre do ano passado representa uma base de comparação fraca.
    A produção de tecidos e fios cresceu 6,7% em volume de janeiro a março e a de artigos de vestuário aumentou 8%, segundo a Abit, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas de tecidos, produtos de vestuário e calçados no comércio brasileiro avançaram 4,7% no período.
    Pimentel atribui o avanço nos indicadores à queda na inflação, à liberação das contas inativas do FGTS e aos números positivos da safra agrícola, que incentivam alguns setores econômicos. Mas diz que o juro alto, o crédito escasso e as incertezas políticas impedem uma recuperação mais rápida.
Fonte: Valor Econômico