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Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 17 de maio de 2017 às 12:56
As franquias sentiram a crise no ano passado, mas os resultados do primeiro trimestre deste ano mostram que o setor começa a se recuperar. Segundo balanço divulgado pela ABF (Associação Brasileira de Franchising), o franchising registrou crescimento de 9,4% no primeiro trimestre deste ano. O valor não desconta os efeitos da inflação do período.
“Trata-se de um desempenho bastante significativo ao observamos todo o contexto da economia brasileira e também em comparação aos resultados registrados no primeiro trimestre de 2016, quando a inflação medida pelo IBGE foi de 2,62%, um índice elevado para o período. Porém, o dado revela que a recuperação do ritmo de crescimento do franchising é gradativa, ainda abaixo de dois dígitos”, afirmou em nota Altino Cristofoletti Junior, presidente da ABF.
Ao todo, o setor faturou R$ 36,8 bilhões. No acumulado dos 12 meses, o faturamento teve alta de 8,8%. No trimestre, houve um crescimento de 1,3% em número de lojas, em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao todo, foram registradas 142.673 unidades de franquias no País.
“O setor promoveu ajustes em suas operações a fim de aprimorar sua eficiência, garantir sua sustentabilidade e estar em sintonia com o momento econômico. Como a crise já se estende há mais de dois anos, houve o impacto maior nos empregos gerados, mas esperamos recuperar estes postos ao longo do ano”, disse Cristofoletti.
Segmentos
Considerando o desempenho por segmento, Hotelaria e Turismo teve um faturamento maior em 31% na comparação com o mesmo trimestre de 2016, quando o segmento teve queda de 15%. Segundo a ABF, a maior estabilidade do dólar e a redução do endividamento das famílias explicam a significativa expansão.
O segundo melhor desempenho ficou com o segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar, que cresceu 17% no mesmo período. A procura por produtos e serviços da área, o crescimento de franquias de clínicas populares e a diversificação de canais de venda das redes de cosméticos são fatores que contribuíram para esse crescimento.
Limpeza e Conservação registrou o terceiro melhor desempenho, com variação positiva de 16% no período pesquisado. O segmento mostrou ganhos de eficiência ao reduzir o número de unidades e aumentar o faturamento.
Fonte: Novarejo
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 17 de maio de 2017 às 12:53
Provador com a luz ideal, som ambiente na loja, vendedor com a postura correta que, ao mesmo tempo em que dá ao cliente o espaço para ele ser livre, se mostra prestativo e garante o atendimento necessário quando o cliente precisa. Pode parecer clichê, mas a fórmula do sucesso de vendas pode ser mais simples do que se imagina.
O estudo “Comprando com emoção”, realizado pela britânica Retail Week Reports, em parceria com a agência Mood Media, mostrou que os consumidores esperam que a loja física seja o ponto de relacionamento com a loja.
As empresas  entrevistaram 2 mil consumidores britânicos, executivos do varejo, gerentes de lojas e consultores sobre o papel das lojas e o que pode ser um atrativo para as vendas. Embora seja uma pesquisa local, ela mostra uma tendência mundial: o e-commerce toma espaço no mercado e a loja precisa mudar para continuar sendo relevante.
Ambiente agradável
A pesquisa mostra que 75% dos entrevistados preferem comprar nas lojas físicas ao invés da online, se elas tiverem um ambiente agradável. Mas, afinal, o que é um ambiente agradável?
Essa é uma das perguntas que a pesquisa se propôs a responder. Antes de mais nada, vale mencionar o contexto em que o estudo foi realizado: os tempos de crise não são uma exclusividade brasileira. Com o Brexit (saída da Inglaterra da União Europeia), o comércio britânico também sentiu a queda na economia.
Além disso, pode-se dizer que a mudança do consumidor conectado vale para todo mundo. E a pergunta que fica é: em um mundo cada vez mais digital, com o online crescendo cada vez mais, qual é o papel das lojas físicas? Esta é outra pergunta que o estudo se propõe a responder.
Ponto de venda é fundamental
O estudo mostra que as lojas físicas são fundamentais para os negócios: entre 65% a 90% das vendas ainda acontecem nas lojas físicas, apesar de o online estar crescendo e ter um impacto enorme no modo de comprar. Para se ter uma ideia, o estudo mostra que metade dos consumidores acha que recursos como realidade virtual, promoções mobile e mensagens personalizadas são intrigantes.

O fato é que com a conectividade, a expectativa do consumidor aumentou. E, com isso, as lojas precisam ser redesenhadas. Eles precisam buscar um ponto de diferenciação. Segundo o estudo, 71,6% dos consumidores esperam comprar nas lojas físicas em 2017 com a mesma frequência do ano passado.
Se o consumidor encontra o ambiente correto, ele fica mais propenso a ficar mais tempo na loja, revisitar, recomendar para os amigos e acaba comprando mais. O estudo pretende olhar o que realmente mantém o consumidor engajado. Seriam as experiências de compra? As relações emocionais?
Fonte: Novarejo