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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 19 de junho de 2018 às 06:36
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mantém a expectativa de crescimento do comércio varejista para 2018. A previsão, revisada após os dados de abril da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE, aponta alta de 5,0% no varejo ampliado.

Segundo a análise da CNC, os impactos das manifestações de maio serão limitados ao terceiro bimestre e não devem comprometer a tendência de alta nas vendas. “Mesmo considerando os impactos negativos decorrentes da greve dos caminhoneiros e a paralização de linhas de produção durante alguns dias do mês de maio, os estoques das revendedoras não sofreram tão intensamente como outros ramos do varejo com a escassez de produtos”, afirmou Fabio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação.

De acordo com a PMC, o faturamento real dos dez segmentos que compõem o comércio varejista apresentou crescimento médio de 1,3% na comparação com o mês anterior, já descontados os efeitos sazonais. Essa foi a maior taxa mensal do indicador de volume de vendas no ano.

Destaque no comércio automotivo

As vendas de veículos, motos, partes e peças (+36,5%) e de materiais de construção (+15,9%) impulsionaram o varejo em abril. Com o resultado, o comércio automotivo registrou a maior variação no volume ante o mesmo mês do ano anterior desde o início dos levantamentos no ano 2000. “Além da natural reação tendo como base um período altamente negativo para esse segmento, o recuo nas taxas de juros para esse tipo de financiamento, aliado a uma percepção mais clara quanto à reação do mercado de trabalho em abril, ajudou a explicar a inédita variação nas vendas”, completou Fabio Bentes.

Segundo dados do Banco Central, a taxa média de juros no financiamento automotivo com recursos livres em abril (23,9% ao ano) era a menor desde janeiro de 2015 (23,8% ao ano). Já o mercado de trabalho formal registrou em abril o maior saldo entre admissões e desligamentos para esta época do ano (115 mil vagas) desde abril de 2014 (132 mil vagas).

Fonte: CNC
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 13 de junho de 2018 às 18:34
O Prêmio BR Week analisou nesta segunda-feira, em sua quarta edição, as melhores varejistas do ano no quesito experiência do cliente. Entre as grandes empresas do setor, destacaram-se duas nas categorias especiais, reservadas para o final da noite. A Leroy Merlin foi premiada como a melhor varejista em experiência de lojas físicas, enquanto no on-line a Netshoes garantiu a distinção por sua operação de e-commerce.

Cada vez mais, o varejo entra na era da experiência tanto por se adaptar aos novos consumidores, que demandam maior velocidade na compra e uma comodidade exemplar qualquer que seja o canal, quanto pelo crescimento exponencial dos e-commerces, que vêm tirando, ainda timidamente, as vendas nas lojas físicas. No varejo físico, resta, então, apelar pelas experimentações e tentativas de ganhar o consumidor no charme do design, na interação com o espaço e em um tempo útil para o cliente.

Leroy e suas lojas físicas

“A Leroy valoriza muito o cliente para que ele se sinta bem e confortável nas nossas lojas. A gente tem uma experiência em qualquer um dos canais e compra similar, sem nenhuma distinção. Para nós, ganhar esse prêmio é um reconhecimento enorme e o consumidor está percebendo essa experiência omnicanal. Isso está dando resultado”, afirma Paulo José, Diretor de Comunicação da Leroy Merlin.

Um exemplo de uma experiência cômoda ao cliente, em termos práticos, é o conceito desenvolvido pela Leroy, chamado de “troca fácil”. O consumidor pode trocar seu produto mesmo depois de ter comprado há meses. “A gente entende que no segmento de matérias de  construção há uma dificuldade por parte do cliente em fazer escolhas. É difícil comprar um cano de determinada quantidade de polegadas, por exemplo. Você pode errar. Então esse consumidor volta a loja e ele não enfrenta uma preocupação da Leroy se esse produto foi comprado há 2 ou 3 meses, não há problemas na troca”, diz o diretor da empresa.

O estoque também pode ser uma via alternativa para oferecer experiência, ao dar a informação de quantas peças daquele produto há em cada loja.”Como garantir que você vai encontrar o produto na quantidade que você precisa? Hoje no site você encontra. Quando você chega numa loja você não vai ter experiência frustrante. Eu preparo o cliente antes e no pós-compra”, explica José sobre a estratégia de experiência da Leroy.

Netshoes e seu e-commerce

“O consumidor é o centro de tudo que a gente faz na Netshoes e a preocupação é constante com a experiência dele. É uma enorme satisfação saber que tudo que a gente faz, cada detalhe dessa experiência, dessa  jornada que tem na loja e a gente constantemente vai continuar trazendo essa melhor experiência para ele”, diz Graciela Kumruian, COO da Netshoes.

Para a diretora da marca de artigos esportivos, em entrevista após receber o prêmio no BR Week, “o consumidor quer facilidade, conectividade, economia e otimização de seu tempo”. A executiva afirma, por sua experiência na Netshoes, que o cliente têm escolhas mais assertivas na loja online por dispor de maiores opções. Ele pode pesquisar na internet o produto, escolher onde quer comprar e, com isso, “trazer toda essa facilidade de compra”, diz Graciela.

Questionada sobre o dilema que paira nos corredores do varejo, a COO da Netshoes diz que o físico não vai morrer com a iminente ascenção do on-line. Pelo contrário, segundo ela: “Todo mundo pergunta e fala do físico indo para o on-line, do on-line indo para o físico. Eu acho que eles se complementam. O físico, agora, vem se reformulando para trazer as tecnologias do on-line e prover essa experiência para o consumidor, tornando as lojas presenciais o ponto num grande ponto de relacionamento com o cliente, que é tudo que o on-line oferece.”

Fonte: Novarejo