Notícias


Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 13 de junho de 2018 às 18:31
A pesquisa Global Consumer Insights Survey 2018, da PwC, aponta que as lojas físicas voltaram a apresentar crescimento nas vendas em 2018. A frequência de compra nesse canal havia caído de 57% para 55% no ano passado, mas chegou a 58% em 2018. O crescimento mais acentuado entre todos os canais, porém, foi do mobile. As compras por smartphones crescerem modestos 1% entre 2016 e 2017 e chegaram a 10% em 2018.

Hercules Maimone, sócio da PwC, destaca que o mobile tem uma introdução muito mais rápida ao cotidiano de compra do brasileiro do que tiveram os canais de compra mais populares em suas épocas douradas. “O mercado mobile cresce a taxas muito mais agressivas do que cresceram PC e a própria loja física”, destaca o especialista.

Maimone estará no BR Week 2018, que começa no próximo dia 12, para discutir os números apresentados no estudo Global Consumer Insights Survey 2018, que, entre outras indicações, aponta um crescimento acentuado do consumo via aplicativos no Brasil, em especial no consumo via aplicativos. Compras por esse tipo de ferramenta mobile já foram feitas por 31% dos brasileiros, contra 28% da média global.

Efeitos da crise


Para Maimone, a crise impactou, ao longo do ano passado, a integração dos consumidores ao universo on-line, algo que está sendo aplacado neste ano. “A gente, obviamente, sofreu as agruras da crise no ano passado e percebeu que esse crescimento (das compras no on-line) se deu de uma maneira muito pequena quando a gente vê especificamente o número relacionado a smartphones”, aponta.

Ele afirma que, a recuperação de bons indicadores neste ano favoreceu também o varejo físico, mas por outros motivos. “É verdade que a loja física também cresceu um pouquinho. Mas a leitura que a gente faz é que cresceu muito mais por causa da recuperação econômica do que essencialmente um crescimento por preferência (do consumidor) pela loja física”, ressalta o especialista.

“Salto de sapo”Maimone compara a cultura de consumo do brasileiro nos dias atuais com a do chinês. O Brasil, como o gigante asiático, viu boa parte da sua população pular diretamente do consumo na loja física para o consumo via smartphones, sem passar pelas compras por computador de mesa ou tablet. “Os chineses não passaram pela mesma experiência dos americanos, que ao longo dos anos tiveram em suas casas o PC, depois um tablet e depois o smartphone e oferta de consumo por smartphone é mais recente”, esclarece.

Esse salto de sapo é resultado de períodos de aquecimento econômico e aumento do poder de compra da população nos países emergentes ao longo do começo deste século junto à disseminação da tecnologia mobile. Mas, segundo Maimone, existe ainda um outro fator. “O smartphone foi um conceito empoderado pelo conceito de pré-pago, que permitiu que ele entrasse no mercado numa rapidez muito maior”, explica o especialista.

Fonte: Novarejo
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 13 de junho de 2018 às 18:25
O desejo de qualquer comerciante, seja em uma loja física ou virtual, é receber um tráfego relevante e consistente de consumidores ao longo do tempo. Entretanto, muitas vezes é difícil transformar esse sonho em algo concreto. Há inúmeros fatores que explicam isso: limitações do ponto de venda físico, baixa audiência no e-commerce, público consumidor reduzido, entre outros. Frente a essas barreiras, pode ser difícil vislumbrar uma solução eficaz. Mas elas existem.

A mudança no comportamento do consumidor, que a cada dia torna mais tênue as fronteiras entre o varejo físico e o digital, também exige adaptações por parte dos comerciantes. O mercado tem respondido a essas transformações, oferecendo novos recursos e plataformas que já começam a fornecer bons resultados para quem os utiliza.

Uma das melhores oportunidades no momento são os marketplaces. Não é preciso muito esforço para entender a popularidade do modelo. Os relatórios de resultados dos principais e-commerces nacionais frequentemente mencionam a modalidade em suas análises de desempenho, destacando indicadores como aumento no número de lojistas parceiros, volume de vendas e participação no faturamento.

O conceito é simples: trata-se de um grande shopping center virtual. Marcas já consagradas no varejo, com tráfego constante e uma infraestrutura de tecnologia e vendas altamente robustas, abrem espaço para que lojistas independentes também anunciem seus produtos. Um típico modelo em que todos os agentes envolvidos saem ganhando: grandes e-commerces ampliam o catálogo de produtos, lojistas parceiros fecham mais negócios e o consumidor conta com maior diversificação e poder de compra.

Essas vantagens fazem do marketplace um modelo em franca ascensão no Brasil. Na prática, ele serve como catalisador para as lojas. Negócios físicos conseguem diversificar as fontes de receita e expandem sua abrangência geográfica além dos limites locais. Comércios virtuais ganham fôlego extra em termos de tráfego e vantagens para os consumidores (meios de pagamento, credibilidade e até mesmo diferenciais logísticos).

Como em qualquer modelo de negócio, existem custos envolvidos nessa operação. Na maioria dos casos cobra-se uma comissão por cada venda concretizada. Entretanto, com um controle adequado é possível balancear esses gastos e obter uma rentabilidade positiva. Em algumas situações a performance pode, inclusive, superar o resultado da operação física ou via e-commerce próprio. O uso de recursos visuais, como o Canvas, ajuda a estruturar esse planejamento de forma mais eficaz.

Ao definir uma estratégia de atuação, é fundamental se atentar a elementos básicos do processo comercial dentro das grandes varejistas. Tratam-se de aspectos que praticamente não mudam em relação à gestão de uma loja física ou e-commerce próprio. Entre eles estão: produção de anúncios qualificados, cumprimento dos prazos de postagem e envio, atendimento cordial no pré e pós-venda, entre outros.

Também é preciso estar ciente de que se trata de um processo com evolução contínua. O lojista deve buscar otimizações constantes, seja identificando novos itens com bom apelo de vendas ou monitorando concorrentes e melhorando as condições comerciais (sobretudo em termos de preço e frete).

Assim, é preciso ter clareza de que os marketplaces são um ponto de partida para o êxito nas vendas. A simples presença dentro de determinada rede varejista não assegura um incremento automático no volume de consumidores e pedidos. É papel do lojista entender quais as possibilidades do canal e o que precisa ser feito para explorá-las plenamente.

Esse processo de descoberta e entendimento nem sempre gera efeitos imediatos, principalmente para um negócio que está iniciando a operação de venda nos grandes e-commerces. Para esses casos, soluções como o Olist tem um peso decisivo na jornada. Além de uma plataforma que centraliza a negociação e a gestão junto aos marketplaces, o lojista também expõe os produtos na maior Loja de Departamentos do gênero, com credibilidade e expertise de mercado já estabelecidas. Isso permite reduzir o tempo de aceleração, trazendo resultados ainda mais expressivos.

Fonte: Administradores