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Varejo & Franquias Postado em quinta-feira, 10 de janeiro de 2019 às 11:13
Apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) alcançou 115,5 pontos no mês de dezembro. Na comparação com novembro, o indicador apresentou alta de 5,4%, na série com ajuste sazonal, e, em relação a 2017, o avanço foi de 5,7%. A pesquisa também revela que três em cada quatro varejistas pretendem contratar mais nos próximos meses.

O levantamento da Confederação mostra que todos os componentes do Icec registraram variações positivas, com destaque para as expectativas em relação ao desempenho da economia, que apresentou avanço de 9,1% em relação a novembro. O subíndice que mede a satisfação com o nível atual de atividade (Icaec) voltou a crescer e apresentou alta de 5,4% em relação a novembro, já descontados os efeitos sazonais. Este é o maior crescimento desde fevereiro deste ano, quando o percentual foi de 6,7%.


Para o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, as expectativas seguem apresentando trajetória positiva após superado o pessimismo na época das paralisações de maio e com a definição do cenário político. “Para 88,9% dos empresários ouvidos, a economia vai melhorar no próximo ano. Essa percepção se alinha às projeções para o PIB de 2019, que indicam avanço de 2,5% da economia”, pontua.

Mais contratações, menos estoques

O estudo da CNC mostra que as intenções de contratação aumentaram 6,1% em dezembro, apontando que 75,2% dos entrevistados declararam que será necessário reforçar o quadro de funcionários das empresas do setor nos próximos meses. Esse é o maior índice de intenções de contratação desde agosto de 2013, quando 75,3% se mostravam dispostos a expandir o quadro de funcionários das empresas.

Às vésperas da data comemorativa mais importante do setor, a percepção dos empresários em relação aos estoques se mostra menor. Apesar de 25,7% dos entrevistados considerarem os níveis de estoque “acima do adequado”, este é o menor patamar para meses de dezembro em quatro anos.


Previsões para o Natal e 2019

Segundo estimativa da CNC, o varejo brasileiro deverá faturar R$ 34,6 bilhões em vendas no Natal deste ano, o que representa alta de 3,1% em relação a 2017. A partir do aumento na expectativa de vendas, a CNC revisou para cima a previsão quanto à criação de vagas temporárias para suprir a demanda sazonal durante a principal data comemorativa do comércio. A entidade prevê a oferta de 77,1 mil vagas, contra uma expectativa anterior de 76,5 mil postos de trabalho temporário.

Em relação ao varejo, a Confederação prevê crescimento de 4,8% no volume de vendas, resultado que, apesar de frustrante, consolidou a recuperação do setor após a recessão. Para 2019, a entidade projeta avanço de 5,5% no volume de vendas do varejo ampliado.
Fonte: CNC
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 08 de janeiro de 2019 às 21:47
As tradicionais liquidações realizadas nos meses de janeiro são uma forma de o varejista ajustar seu estoque e começar um novo ano com uma melhor gestão dos produtos armazenados. Se, por um lado, o consumidor já espera por promoções após o Natal, por outro, o empresário tem a oportunidade de iniciar 2019 com um planejamento financeiro mais eficiente. Isso porque o estoque em desequilíbrio afeta diretamente o capital de giro empresarial.

A injeção do décimo terceiro salário e as compras natalinas tendem a aumentar as vendas no varejo paulista em até 30% em dezembro em comparação com os outros meses do ano. A depender do comportamento dos consumidores em dezembro, esse fortalecimento do orçamento familiar pode se estender até janeiro, época dos clássicos feirões de saldos, e isso reflete no Índice de Estoques (IE), apurado mensalmente pela Fecomércio-SP.

Apesar da natural volatilidade do indicador ao longo do ano, em novembro, 56,9% dos entrevistados declararam estar com o volume ideal de mercadorias (sem falta e excesso de produtos). O número é próximo à média histórica pré-crise de 60% e indica que janeiro pode ser um mês decisivo para o equilíbrio definitivo dos estoques.

Tipos de produtos

O tipo do produto vendido é relevante para definir se haverá liquidações em janeiro. Se os produtos são perecíveis (especialmente os natalinos, como alimentos típicos), as liquidações são obrigatórias pois a demanda após o Natal cai drasticamente. No caso de itens não perecíveis (até os sazonais como enfeites), as promoções podem ser menos agressivas ou nem serem feitas. O lojista precisa avaliar se haverá custo adicional em estocar as mercadorias até o próximo ciclo de vendas ou se há urgência em aumentar o capital de giro.

Outro fator é ter planejado o estoque para o período com antecedência, porque entrar num novo ano com estoques exagerados aumenta a necessidade de caixa e/ou de se livrar de um estoque, o que tende a elevar os descontos oferecidos aos consumidores.

Os segmentos de eletroeletrônicos e eletrodomésticos e vestuário também costumam aderir as promoções depois das festas de fim de ano para ajustar os estoques e abrir espaço aos novos produtos a serem lançados.

Atraindo novos consumidores

As liquidações, de acordo com a assessoria econômica da Fecomércio-SP, também têm a finalidade de aumentar o fluxo de caixa e atrair novos clientes, mas o empresário deve ter cuidado na redução do preço de venda dos produtos. É preciso considerar valor de custo da mercadoria, impostos, despesas fixas (como aluguel e salários), gastos variáveis (contas de água, energia, horas extras e fretes) e lucro pretendido. É este último tópico que pode ser alterado para garantir o preço mais competitivo.

Em alguns momentos, é preferível vender a mercadoria com preços reduzidos, sacrificando parte do lucro, a tentar manter a margem de lucro e não conseguir desovar o estoque. Eventualmente, os resultados de curto prazo com as liquidações comprometem a operação de varejo no longo prazo. Convém destacar que promover uma queima de estoques tem custos. Os mais visíveis são os de marketing e divulgação dos eventos promocionais.

Atenção

É compreensível que, após alguns anos de uma crise que afetou todo o varejo, muitas empresas tenham urgências financeiras que levem a decisões extremas. Mas usar automaticamente a tática de liquidações, saldões e promoções sem um mínimo planejamento pode ser prejudicial à empresa.

Não é recomendável a realização de promoções indiscriminadamente, pois isso induz o consumidor a apenas comprar quando ocorrem promoções e prejudica a imagem da empresa, colocando em dúvida se os produtos estão realmente com desconto ou se as promoções na verdade são o dia a dia da empresa. As épocas propícias para esses eventos não devem coincidir com o momento em que o consumidor está com maior folga no orçamento, ou seja, nos dias de pagamento em cada mês. Existem promoções de Natal feitas com muita antecedência e essa estratégia reduz as margens das empresas justamente nos melhores momentos do ano para o varejo.

Fonte: CNC