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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 27 de agosto de 2019 às 11:02
O faturamento do setor de franquias nacional teve crescimento de 6,4% no primeiro semestre do ano. A receita subiu de R$ 79,496 bilhões para R$ 84,586 bilhões. Os dados são da Associação Brasileira de Franchising (ABF). Nos últimos 12 meses, a receita do mercado de franchising evoluiu 6,9%, atingindo R$ 179,933 bilhões.

Já no segundo trimestre o setor registrou crescimento nominal de 5,9%, em comparação a igual período do ano passado, com a receita evoluindo de R$ 40,734 bilhões para R$ 43,122 bilhões.

Segundo o presidente da ABF, André Friedheim, as redes de franquia “estão performando acima da média dos negócios independentes. Temos marcas fortes, ganho de escala, muita inovação”, diz.

Ele relatou que o mercado de franquias tem novos formatos que permitem que as empresas sejam mais eficientes na sua operação. Apesar do resultado positivo,segundo o presidente da ABF, o setor já apresentou números mais positivos que os atuais, que sofreram o efeito da crise econômica.

“O grau de confiança do consumidor oscilou para baixo. Isso refletiu nas vendas do varejo como um todo. Nós não somos imunes a esse tipo de acontecimento.”

Esse fator levou a ABF a rever a projeção de crescimento anual do faturamento de 8% para 7%. As demais projeções foram mantidas e envolvem aumento de 5% para o emprego, de 5% para unidades franqueadas e de 1% para redes franqueadas.

A revisão do crescimento do faturamento para baixo foi feita em função dos números do segundo trimestre que ficaram abaixo da meta de 6,5% a 7% “porque, geralmente, o segundo trimestre é mais forte, com datas comemorativas mais importantes, que fariam com que a gente chegasse a 8% (no ano). O primeiro semestre foi melhor que o segundo. Por isso, revisamos um pouquinho para baixo a previsão.”

SERVIÇOS EM DESTAQUE

André Friedheim afirmou que as microfranquias têm um peso importante no crescimento do setor, porque são franquias de serviços mais baratas para se investir. As franquias tradicionais, mais caras, têm tido um desempenho melhor.

De acordo com ele, na última feira de franquias, realizada em junho passado, em São Paulo, um número significativo de pessoas mostrou interesse em investir em franquias de todos os tipos.

“Tanto as micros, como as franquias tradicionais”. Por isso, a previsão é de que no terceiro trimestre haja um "bom número" de abertura de franquias e de novos franqueadores entrando no mercado.

De acordo com a ABF, o setor franqueado que mais cresceu no segundo trimestre de 2019 foi o de serviços e outros negócios (8,9%).

“Falo isso pelo processo de profissionalização que passamos no setor de serviços, no Brasil”.

Os 11 setores acompanhados pela ABF mostraram aumento no segundo trimestre em relação ao mesmo período de 2018. Em segundo lugar, serviços educacionais tiveram expansão de 8,7%, revelando áreas novas, como ‘games’ (jogos) e robótica, por exemplo, além das franquias de escolas de idiomas. Em terceiro posto aparece comunicação, informática e eletrônicos, com alta de 8,5%.

“Tudo que é comércio ligado a celulares. Isso tem crescido bastante”.

No primeiro semestre do ano, o segmento de serviços e outros negócios continuou liderando, com alta de 9,3%, seguido de casa e construção e comunicação, informática e eletrônicos, com 9,1% cada. Serviços educacionais aparecem na terceira posição em termos de expansão, com 8,4%.

André Friedheim avaliou que serviços devem permanecer acelerando no resto do ano, embora haja perspectiva de recuperação das franquias de alimentação no segundo semestre, com crescimento adaptado às novas plataformas, com menor frete, maior capilaridade e facilidades de entrega.

“Acho que essas franquias voltam a crescer em modelos alternativos”.

EMPREGOS

O total de empregos diretos gerados pelo setor de franquias aumentou 10% no segundo trimestre deste ano comparativamente ao mesmo trimestre do ano anterior. O número de trabalhadores com carteira assinada subiu de 1.224.987 para 1.348.235.

De acordo com a ABF, as franquias já começam a entrar em outras cidades, saindo um pouco do eixo Rio de Janeiro-São Paulo.

Atualmente, 45% dos municípios brasileiros já têm uma operação de franquia, informou o presidente da entidade. Os maiores crescimentos, em termos de receita, foram observados nas regiões Sul, de 9,7% para 10,3% do total do mercado; Nordeste (de 13,6% para 13,9%) e Centro-Oeste (de 8,4% para 8,6%).

“Tem boas referências em cada uma dessas regiões do país”, diz Friedheim. Em relação aos estados, os que mais ganharam participação em faturamento foram Santa Catarina (4% para 4,5%), Mato Grosso (1,9% para 2,1%) e Minas Gerais (7,7% para 7,9%).

O presidente da ABF avaliou que a 13ª Expo Franchising ABF Rio, que ocorrerá entre os dias 12 e 14 de setembro próximo, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro, tem expectativas grandes em termos de resultados para o setor.

A mudança do local do Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, para a região central da cidade, deverá contribuir para facilitar a mobilidade e ampliar o número de visitantes. Friedheim espera um público de 22 mil pessoas durante o evento.

“A expectativa é muito boa”.

Reconhecida como uma das mais importantes feiras de franquias da América Latina, a Expo ABF Rio trará cerca de 200 marcas expositoras dos mais diversos segmentos.

Friedheim estima que haverá aumento de franquias do setor de serviços no estado. Pela segunda vez, a feira trará um espaço dedicado a Portugal, onde serão mostradas as opções de negócios para brasileiros que se mudam para aquele país.

Fonte: Diário do Comércio
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 27 de agosto de 2019 às 10:36
A quinta edição do estudo “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro” mostrou que mais de 120 varejistas do Brasil têm faturamento acima de R$ 1 milhão. Outras 39 contam com mais de 10 mil colaboradores e 17 têm mais de mil lojas em funcionamento.

Desenvolvido pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), o ranking mostra que as grandes empresas crescem num ritmo mais acelerado na comparação com aquelas que não estão entre as maiores. Para se ter ideia as 300 maiores varejistas do País faturaram R$ 684,03 bilhões no ano passado.

Considerando as 182 empresas que divulgaram seus faturamentos brutos em 2017 e 2018, o crescimento anual foi de 7,97%. Enquanto isso, o ritmo de crescimento do varejo como um todo foi de 2,2%, segundo o IBGE.

“Mesmo em um ambiente de crescimento econômico modesto, o varejo vem se expandindo, abrindo lojas, gerando empregos e aumentando sua produtividade”, afirma Eduardo Terra, presidente da SBVC.

“O varejo superou a crise e as médias e grandes empresas vêm tendo desempenho consistentemente acima da média”, completa.

Supermercados no topo

O setor que mais se destaca no ranking é o de Supermercados. No Top 5 três são supermercadistas. Na lista das 300 maiores o setor tem 136 representantes. O segmento é seguido por Moda, Calçados e Artigos Esportivos, com 47 empresas. As duas maiores varejistas do país são redes de supermercados.



O segredo do setor de Supermercados é eficiência de sua operação. Das 50 empresas líderes em faturamento por loja, 49 são supermercadistas. As redes de micromercados Andorinha, Bergamini, Higa, Formosa e Zaffari lideram.

Segundo o documento da SBVC, 49% das empresas têm operação online. O setor de supermercados é uma exceção à regra e conta com apenas 19% de representação na internet. Das 136 empresas listadas, apenas 27 estão no online.

Seis das 10 empresas que mais aumentaram suas vendas atuam no setor de Supermercados, movidas especialmente pela expansão do formato de atacarejo, segundo o ranking.



Fonte: Novarejo