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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 10 de julho de 2018 às 06:47
O Indicador Movimento do Comércio – que acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil – registrou, na categoria de “Tecidos, Vestuários e Calçados”, um crescimento de 0,2% no mês maio na avaliação mensal dessazonalizada, de acordo com os dados apurados pela Boa Vista SCPC. Na comparação da série sazonal, nos dados acumulados em 12 meses houve avanço de 3,4% neste segmento.


Já no geral, o movimento do comércio caiu 0,8% em maio. No acumulado em 12 meses, o indicador avançou 4,1% (junho de 2017 até maio de 2018 frente ao mesmo período do ano anterior). Na avaliação contra maio do ano anterior, houve queda de 2,0%.

Os resultados de maio confirmam os impactos da greve dos caminhoneiros sobre a atividade varejista, destacando-se o choque negativo em combustíveis. As turbulências ocorridas no mês reduzem a confiança do consumidor, que também sofre os impactos do mercado de trabalho ainda fragilizado. Tais movimentos denotam uma diminuição das expectativas de uma retomada mais consistente da atividade do setor em 2018.


Na análise mensal, dentre os principais setores, o setor de “Móveis e Eletrodomésticos” apresentou queda de 0,8% em maio, descontados os efeitos sazonais. Nos dados sem ajuste sazonal, a variação acumulada em 12 meses foi de 5,5%.

A atividade do setor de “Supermercados, Alimentos e Bebidas” caiu 0,2% no mês na série dessazonalizada. Na série sem ajuste, a variação acumulada subiu 3,5%.

Por fim, o segmento de “Combustíveis e Lubrificantes” diminuiu 5,9% em maio considerando dados dessazonalizados, enquanto na série sem ajuste, a variação acumulada em 12 meses ainda apresenta queda de 1,1%.

Metodologia

O indicador Movimento do Comércio é elaborado a partir da quantidade de consultas à base de dados da Boa Vista SCPC, por empresas do setor varejista. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100, e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

Fonte: Couromoda
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 10 de julho de 2018 às 06:45
O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) recuou para 98,3 pontos em junho, o menor valor desde abril de 2016, quando registrou 97,5 pontos. O INEC caiu 3,8% na passagem de maio para junho e encontra-se bem abaixo da média histórica de 107,8 pontos.

O recuo ocorreu pela piora nas expectativas dos consumidores. Mais brasileiros acreditam que a inflação vai aumentar e o emprego e a renda vão diminuir. O índice de expectativa em relação a inflação recuou 10,1% em junho em relação ao mês anterior, o indicador de expectativa de desemprego caiu 8,4% e o de índice de perspectiva em relação a própria renda está 4,4% menor. Quanto menor o dado, maior a parcela dos consumidores mais preocupada com a evolução futura dos preços, do emprego e de sua renda.

As variáveis de condições financeiras, que comparam a situação atual com os três meses anteriores, também demonstram um cenário de pessimismo. O índice de situação financeira caiu 4,5%, enquanto o de endividamento registrou queda de 2,6%. Quanto maior a queda, pior a situação financeira e maior o número de dívidas.

O INEC representa o sentimento dos brasileiros em relação à situação e às expectativas econômicas das famílias e do país. Quanto maior o índice, mais otimistas estão os consumidores. O ápice ocorreu em outubro de 2010, quando o indicador alcançou 120,7 pontos. O INEC segue a mesma metodologia desde 2001 e é realizado pela CNI em parceria com o Ibope. Nesta pesquisa, foram entrevistadas 2 mil pessoas em 128 municípios entre 21 e 24 de junho deste ano.

Fonte: CNI