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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 10 de julho de 2018 às 06:45
Imagine entrar em uma loja e não precisar experimentar nada para saber se uma peça serve. A roupa vai caber porque será feita especificamente para você, com as cores, estampas e modelos que você escolheu. Essa é a promessa das tecnologias da Indústria 4.0 aplicadas à moda: maior autonomia e poder de customização ao consumidor.

Na Olimpíada do Conhecimento, a planta 4.0 do SENAI Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil (Cetiqt), baseado no Rio de Janeiro, não só mostra como isso funcionará na prática, como dá uma prévia da agilidade que o processo pode ter. Apenas 30 minutos separam um pedido feito de uma peça pronta.

A experiência começa na loja. Um espelho virtual, criado com recursos de um videogame, reconhece as medidas e o tônus muscular do cliente, com a ajuda de um robô. Na tela, o consumidor escolhe o modelo da peça, a cor e tem a possibilidade de misturar estampas em diferentes padrões. Até assinar a peça é possível. Produto escolhido, toda a informação da peça vai direto para a fábrica por meio de um QR Code.

PRODUÇÃO INTELIGENTE - As máquinas utilizadas na planta 4.0 não são novidade para a indústria. “Impressora, calandra, máquina de corte e máquina de costura são equipamentos comuns nas fábricas. A diferença é que desenvolvemos maneiras de conectá-las. A conversa entre elas automatiza e agiliza o processo”, explica Fernando Moebus, especialista em manufatura do SENAI Cetiqt.


Com base nas informações do cliente, começa a produção a partir da impressão da estampa desejada em um papel. Da impressora, o material segue para a calandra, onde a padronagem é transferida ao tecido branco por meio da sublimação - submetida a altas temperaturas, a tinta é liquefeita e tinge o tecido com precisão.

Esse processo permite a sobreposição de estampas ou partes lisas sem a necessidade de usar tecidos diferentes, reduzindo também as costuras de cada peça. Impresso, o tecido vai para a máquina de corte. Outra máquina corta as partes da roupa. Conjugadas, as tecnologias permitem o aproveitamento máximo do tecido, reduzindo o desperdício, e também a produção de múltiplas e diferentes roupas ao mesmo tempo.

Cabe à costureira a montagem final do produto. Aqui, novamente, o QR Code tem um papel fundamental. Ele tanto pode ser usado para demonstrar em realidade aumentada a operação das máquinas de costura quanto já trazer as informações de costura de cada peça. Finalizada, a roupa vai para uma máquina de dobrar e a entrega, pelo menos na OC2018, fica por conta de um drone. “A tecnologia vai ajudar a integrar o processo produtivo, desde a tiragem de pedidos à logística de estoque. As empresas têm níveis diferentes de maturidade, mas há aplicações possíveis para todas”, completa Moebus.

Para o estilista Ronaldo Fraga, Moda 4.0 resgata valores dos tempos da alfaiataria

Prèt à você - Para o estilista Ronaldo Fraga, a tecnologia abre novas possibilidades, com sabor de alfaitaria. “Acho muito legal quando a tecnologia, a serviço da vida, traz valores perdidos. A Indústria 4.0 é como uma volta à confecção sob medida, com cuidado com o corpo e a medida de cada um. Moda era assim lá atrás. A tecnologia faz pontes entre os tempos”, avalia.

Fonte: CNI
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 10 de julho de 2018 às 06:43
Companhias sediadas nas mais variadas regiões do planeta têm, cada uma à sua maneira e em seus contextos, a inovação em seu DNA. Segundo o ranking da Forbes das 100 empresas mais inovadoras do mundo, entre elas, pelo menos 10 do ramo varejista se destacam.

Nosso método baseia-se na capacidade dos investidores de identificar empresas que esperam ser inovadoras no momento atual e no futuro. As empresas são classificadas pelo que a Forbes chama de “prêmio de inovação”, que é a diferença entre a capitalização de mercado e o valor presente líquido dos fluxos de caixa dos negócios existente. Um algoritmo desenvolvido pelo banco Credit Suisse faz esse trabalho.

A diferença calculada, em porcentagens com escala que vai até o máximo de 100%,  é o saldo final de inovação de cada empresa. Confira abaixo quem se destacou:

1) Amazon (EUA) – 77.4%

A empresa de Jeff Bezos, conhecida por revirar os modelos de negócio do varejo com sua forte presença no e-commerce, ficou em quinto lugar no ranking geral.

2) Amorepacific (Coréia do Sul) -60.81%

O conglomerado sul-coreano que detém empresas no ramo varejista de cosméticos e estética na Ásia ficou em 18º lugar no ranking geral da Forbes.

3) CP All (Tailândia) – 57.32%

O grupo cujo o dono é o empresário Dhanin Chearavanont, homem mais rico da Tailândia e detentor das operações da icônica loja 7-Eleven, ficou na 23ª posição no ranking geral da publicação norte-americana.

4)  Hermés (França) – 52.38%

A grife de luxo francesa, renomada no mercado de moda por suas bolsas, figurou na 29ª posição na lista da Forbes.

5) Starbucks (EUA) – 50.77%

A maior rede de cafeterias do mundo também se destacou. A marca é a 30ª empresa entre as 100 listadas pela revista norte-americana.

6) Fast Retailing (Japão) – 50.57%

A companhia japonesa, holding da marca de vestuário UNIQLO, patrocinadora do tenista ex-número 1 do mundo Novak Djokovic, é a 32ª empresa mais inovadora, segundo a Forbes.

7) Falabella (Chile) – 44.09%

Um dos maiores e-commerces da América Latina, a Falabella, sediada no Chile, conseguiu ficar entre as 50 empresas mais inovadoras, de acordo com a Forbes. A companhia ficou na 47ª posição no ranking geral.

8) Inditex (Espanha) – 42.64%

O grupo espanhol Inditex, maior varejista de vestuário do mundo que controla a rede de fast fashion Zara, se posicionou na 54º lugar da lista da Forbes.

9) Luxottica (Itália) – 41.54%

Dona da brasileira Óticas Carol e da americana Sunglass Hut, empresas líder em seus países, o conglomerado ótico da Luxottica é a 61ª companhia mais inovadora do mundo.

10) Shiseido (Japão) – 36.76%

A gigante japonesa do ramo de cosméticos foi considerada pela Forbes a 87ª empresa que mais inova atualmente.

Fonte: Novarejo