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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 11 de agosto de 2020 às 10:22
O comércio eletrônico registrou alta de 110,52% em junho ante mesmo mês de 2019; home office e informática lideram vendas por categoria.


A pandemia acelerou o processo de transformação digital e influenciou nos hábitos de consumo. Desde então, o e-commerce brasileiro passou a registrar crescimento. Em junho não foi diferente, o comércio eletrônico registrou alta de 110,52% ante o mesmo mês de 2019. A métrica de faturamento mostra a mesma tendência positiva: 108,84%. Os dados compõem o índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie.

Além de dobrar as vendas, o e-commerce também registrou alta no volume de consumidores que realizaram ao menos uma compra online entre abril e junho em relação ao trimestre anterior: 5,9%. No mês de maio, o índice de participação do e-commerce no varejo foi recorde ao alcançar 12,6%.

André Dias, coordenador do Comitê de Métricas da camara-e.net e diretor executivo do Compre & Confie, explica a relação dos dados com a pandemia. “Podemos afirmar que estamos vivendo uma mudança de era no comércio eletrônico brasileiro, com a antecipação de patamares de vendas que certamente só seriam registrados daqui a cinco anos. O mercado realmente passou por uma grande transformação, com vendas de categorias de produtos de consumo diário e entrada de novos consumidores no varejo digital.”Queda mensal

Apesar do aumento das vendas na comparação com junho de 2019, houve queda no mês a mês. A retração de maio para junho foi de -13, 11%. Movimento é visto por Dias como algo “natural do setor”, que é fortemente impulsionado pelo Dia das Mães em maio. E, de fato, na avaliação do acumulado de 2020, a variação continua 59,88% positiva.

O faturamento do setor seguiu no mesmo caminho: queda de 6,91% na comparação de maio com junho, mas acumulado do ano positivo em 59,71%.Participação no varejo e principais categorias

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação estão liderando as vendas o e-commerce.

No acumulado dos últimos 12 meses, o e-commerce mostrou 7,1% de participação no comércio varejista. Esse indicador foi feito a partir da última Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, divulgado no dia 8 de julho.

Em tempos de pandemia e distanciamento social, em maio, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação lideraram a composição de compras realizadas pela internet, por segmentos, com 39,3%.  Na sequência ficaram móveis e eletrodomésticos (23,6%); tecidos, vestuário e calçados (13,4%); outros artigos de usos pessoal e doméstico (10,2%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,5%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3%); e, por último, livros, jornais, revistas e papelaria (2%).

Metodologia do MCC-ENET: Os índices mensais vêm da comparação dos dados do último mês vigente em relação ao período base (média de 2017). Para compor o índice, o Compre & Confie coleta 100% de todas as vendas reais de grande parte do mercado de e-commerce brasileiro, utilizando adicionalmente processos estatísticos para composição das informações do mercado total do comércio eletrônico brasileiro. Também são utilizadas informações dos indicadores econômicos nacionais do IBGE, IPEA e FGV. Não estão contabilizados no MCC-ENET dados dos sites MercadoLivre, OLX e Webmotors, além do setor de viagens e turismo, anúncios e aplicativos de transportes e alimentação, pois ainda não são monitorados pelo Compre & Confie.

Fonte: Novarejo
Inovação & Atualidade Postado em terça-feira, 11 de agosto de 2020 às 10:15
O passo é estratégico para a brasileira se aproximar da estratégia concorrentes globais.


O Magazine Luiza (MGLU3) anunciou a aquisição de três plataformas de mídia: a Unilogic Media, a Canal Geek (conhecida como Canaltech) – que produzem conteúdo sobre tecnologia – e a InLoco Media, divisão de publicidade da startup pernambucana InLoco. O passo é estratégico para a brasileira se aproximar da estratégia concorrentes globais.

A visão do mercado é de que o Magazine Luiza está encaixando a “última peça” do quebra-cabeça do ecossistema de varejo, ao atrair usuários para sua plataforma e começar a atuar em publicidade. “Isso expande o mercado-alvo potencial do Magazine Luiza. Eles conseguem oferecer serviço e ter uma fonte de receita”, disse Daniela Bretthauer, analista da Eleven Financial.

O diretor de relacionamento com cliente e de novos negócios do Magalu, Bernardo Leão, explicou ao Estadão/Broadcast que pares internacionais já estão na publicidade online. “A Amazon e o Alibaba são fortes em publicidade digital. É claro que também miramos nesse alvo”, disse. Os valores das aquisições não foram revelados.


Para o presidente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), Eduardo Terra, a iniciativa é importante para reduzir o custo de aquisição de clientes da varejista. “As mídias digitais são caras. Internalizar essas competências ajuda a reduzir esse custo”.

Além disso, Walter Sabini Jr., presidente da HiPartners Capital & Work, diz que a base de dados que o Magalu ganha com as aquisições ajudará a empresa a conhecer melhor os hábitos de consumo de seus clientes. “Deve haver mais movimentos, o grande pulo do gato é entrar no ramo alimentar. Ali tem recorrência de compra. Mas é preciso conhecer bem o consumidor para montar os estoques com o que ele consome. Isso tem de ser feito com dados e algoritmos”.

No Brasil, o Magazine Luiza é o primeiro a dar um passo rumo à publicidade no varejo de bens duráveis. E isso pode fazer diferença no preço que o mercado está disposto a pagar pela ação da companhia.

“A Via Varejo tem outros pontos que a colocam atrás do Magazine Luiza no online, e ainda é incipiente para um movimento desses. A B2W (dona de Lojas Americanas e Submarino) poderia fazer algo parecido, mas não me parece estar dentro da estratégia deles”, afirma Antonio Castrucci, do banco Brasil Plural.

De longa data. A empresa já tinha parcerias com o Canaltech anteriormente, o que facilitou as conversas. O site fazia resenha de produtos e havia acordo de comissão para itens comprados por meio dos links de anúncio do portal. Agora, as lojas parceiras da varejista poderão fazer propagandas de maneira facilitada neste canal.

Com a InLoco, o relacionamento também era antigo. Em março, a empresa anunciou uma parceria com o Magazine Luiza para a criação de um centro de pesquisas em Recife que focaria em soluções de varejo e geolocalização. Na época, entre 30 e 40 dos cerca de 90 funcionários da InLoco foram deslocados para o novo projeto.

A InLoco já havia recebido investimentos da família proprietária do Magazine Luiza. Em junho de 2019, um aporte de US$ 20 milhões foi liderado pelo fundo americano Valor Capital e pelo fundo brasileiro Unbox Capital, que pertence aos proprietários do Magazine Luiza.

As aquisições vêm dias depois do anúncio da compra da plataforma Hubsales, que faz a ponte entre indústrias e o consumidor final, o chamado Factory to Consumers (F2C), modelo comum na Ásia e que aumenta as margens das indústrias com a eliminação de intermediários. “Para crescer em todas as frentes a formar um ecossistema é natural fazer aquisições. O Alibaba fez cerca de 400 aquisições em quatro anos”, lembra Eduardo Terra.

Segundo o analista Castrucci, as duas compras guardam semelhanças com a abertura do marketplace do Magalu a pequenos comerciantes, feita durante a pandemia: são expansões em segmentos ainda pequenos e pulverizados. Chegando antes, o consenso no mercado é de que o Magazine Luiza ganha posição estratégica.

Fonte: Infomoney