Notícias


Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 15 de maio de 2019 às 21:39
São vetores da mesma realidade a convergência das demandas vindas dos grupos e segmentos de mercado pelo reconhecimento e respeito à diversidade e, ao mesmo tempo, a customização da oferta, chegando às soluções individualizadas, possíveis pela a evolução tecnológica e digital.

Marca e varejo que queiram se diferenciar hoje em dia, devem oferecer alternativas que permitam individualização e customização de produtos e serviços.

Dos calçados da Nike às camisetas e calças da Nordstrom, passado por sabonetes e perfumes, carros, motos e até chegar no fast food, ao permitir a customização de sanduíches, mesmo quando oferecidos por redes globais de foodservice, se aproximando da proposta dos restaurantes diferenciados. Cada um quer ser reconhecido e respeitado em sua individualidade.

Dos projetos customizados dos móveis e armários da Todeschini, aos revestimentos da Portobello, chegando às tintas aplicadas das lojas da Sherwin Williams ou a personalização dos artigos de cama, mesa e banho.

Na sociedade global, nunca a diversidade foi tão plural no seu comportamento e manifestação e, de forma das mais oportunas, a tecnologia e o tratamento dos dados e informações viabilizando que se reconhecesse e monitorasse essa miríade de alternativas e permitindo identificar perfis e demandas e entregar soluções adequadas no plano individual.

Talvez devesse ser essa a confirmação da expressão portuguesa de que o tempo é senhor da razão, ao menos nos negócios.

Os dois vetores caminharam em paralelo e convergiram para esse ponto comum, onde a diversidade, de forma ampla, mais do que respeitada, é pesquisada, reconhecida, cultuada e valorizada, quanto mais não seja, porque essa postura, para além do seu elemento socialmente fundamental, é fator de alavancagem de negócios.

O indivíduo reconhecido e respeitado em seus desejos e demandas, para muito além de seus direitos – simples obrigação –  cria relação de proximidade que pode evoluir para afetividade por marcas, lojas, canais, produtos ou serviços quando é identificado e tratado de forma diferenciada, porém natural.

E quando um comportamento ou desejo é identificado e atendido, a relação desse indivíduo com a proposta se torna mais sólida e imune às tentações de outras ofertas.

Muitos donos de restaurantes e bares já descobriram isso e disponibilizam as garrafas de bebidas personalizadas que estimulam o retorno periódico.

A questão desafiadora é amplificar de forma estrutural essa oferta de maneira a se tornar a opção dos sonhos de cada cliente em todas as suas alternativas de produtos e serviços no maior espectro possível de atendimento, de forma integrada em todos os canais.

Dos comerciantes de antigamente que chamavam pelo nome e conheciam detalhes da vida de seus cliente aos e-commerces que identificam o consumidor que retorna e promove os produtos consultados e não comprados na última visita, estamos falando de um mesmo processo onde a memória e atenção do passado se combinam com as ferramentas, a cultura e a atenção do presente e do futuro para diferenciar e fidelizar.

A diferença é a exponenciação da diversidade.

Fonte: Mercado & Consumo
Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 15 de maio de 2019 às 21:35
Quando a crise bate à porta das empresas, a frase mais comum a ser dita pela direção é "precisamos apertar os cintos". Qualquer funcionário entende o que está por trás da frase: redução de quadros e menos verbas em todas as áreas, desde o cafezinho da copa até as ações de treinamento e desenvolvimento.

É uma reação comum das empresas quando a economia vai mal ou quando o próprio negócio encontra dificuldades em balancear outras forças competitivas. Em 2018, praticamente todos os indicadores elencados no Panorama do T&D no Brasil apresentaram retração.

O resumo é simples: diante do menor sinal de crise, o que é visto como supérfluo é cortado pela raiz. E é comum que diretorias e conselhos enxerguem o desenvolvimento profissional dos seus colaboradores como algo dispensável.

Aqui, mostraremos por que essa atitude é equivocada e quais as melhores práticas que as empresas podem adotar para garantir que os programas de T&D atinjam seus objetivos.

Na crise, informação e inteligência turbinam a competitividade

Uma das maiores vantagens de ter uma política de treinamento e desenvolvimento é a construção do capital intelectual da empresa e redução da rotatividade de funcionários capacitados. É possível reverter perdas financeiras dentro do mesmo ano fiscal; perdas intelectuais só podem ser repostas às custas de gastos significativos de tempo e dinheiro.

Pense em um processo complexo no seu negócio que depende de um ou poucos funcionários; imagine quanto tempo demorou para ele aprender a manusear determinado software. Ou perceba como seria difícil substituir um líder de equipe estimado pelos seus subordinados e pares.

Um profissional desenvolvido dentro da companhia tende a aplicar todo o conhecimento e habilidades acumulados para que os objetivos estratégicos do negócio sejam alcançados e superados. Isso faz com que a capacitação pese como diferencial competitivo: empresas com mais conhecimento acumulado são mais adaptáveis e aproveitam melhor as oportunidades.

Na crise, essa capacidade é crucial. Portanto, na hora de fazer sacrifícios fiscais, não veja a área de T&D como um excesso, mas como um investimento que pode evitar que a organização afunde durante a crise e se destaque à frente da concorrência quando a turbulência passar.

T&D não se faz com sobras

O investimento das empresas brasileiras em T&D é de apenas 1,62% da folha de pagamento -- quase três vezes inferior à média das empresas norte-americanas -- que já têm um porte médio sete vezes superior às brasileiras. Várias empresas evitam investir até no desenvolvimento profissional dos próprios líderes.

Quando se trata de negócios, quase nunca há folga financeira. Ora é culpa da crise, ora a empresa planeja uma expansão mais ousada, ora investe em novos produtos, serviços e experiências para o cliente. O que resta é aplicado em palestras motivacionais e carimbado como despesa de capacitação.

T&D deve ser uma política permanente da empresa, inclusive com previsão orçamentária anual. Além de ser uma maneira de atrair os melhores talentos do mercado, sustentar o investimento em desenvolvimento de pessoas é uma forma de blindar o negócio contra crises e disrupções no mercado.

Para que resultados ótimos sejam obtidos, o importante é focar no longo prazo. Além disso, não se deve prescindir de indicadores de performance para os investimentos em T&D.

Mudanças e crises sempre vão acontecer: você está preparado?

Desde que a humanidade caminha sobre o planeta, disrupções, guerras e crises mudaram os eixos das sociedades e nos forçaram a aprender para superar os desafios. No mundo corporativo não é diferente.

Qualquer pessoa com mais de 50 anos de idade pode enumerar algumas crises econômicas que já enfrentou; funcionários antigos certamente lembram de situações que quase levaram suas organizações ao fundo do poço.

A variável que pode ser decisiva para a sobrevivência do seu negócio durante uma crise é o grau de preparação. Caso sua organização tenha feito o dever de casa e desenvolvido capital intelectual entre os seus colaboradores, ela permanecerá resiliente a qualquer tipo de crise e conseguirá se recuperar mais rápido do que outras companhias do mesmo porte.

Dinheiro em caixa é importante. Mas funcionários que sabem o que fazer em situações extremas e propõem soluções criativas e eficazes valem o seu peso em ouro. Pessoas capacitadas e ligadas umbilicalmente à cultura das empresas devem ser desenvolvidas e atualizadas constantemente.

Hoje, os profissionais e as empresas correm riscos cada vez maiores de se tornarem obsoletos. Diplomas têm um prazo de validade curto e tanto você quanto seu negócio precisam de novas informações e subsídios para enfrentar situações de crise que parecem cada vez mais frequentes. Só existe uma certeza quanto a isso: sem treinamento e desenvolvimento, sua empresa permanecerá vulnerável.

Fonte: Administradores