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Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 05 de julho de 2017 às 19:29
Martin Zwilling, fundador e CEO da Startup Professionals, é gestor de negócios há muito tempo e, assim como todo mundo, já teve chefes ruins e outros muito competentes. Neste artigo para a Revista Inc., Zwilling diz estar convencido de que envolver, reter e desenvolver profissionais para que atinjam seu potencial máximo é um dos trabalhos mais difíceis que um gestor deve fazer.

Além disso, para o CEO, as práticas convencionais de gestão não estão sempre corretas. “Tive o prazer de achar um livro, Managing to Make a Difference [Administrando para Fazer a Diferença, em tradução livre], escrito por Larry Sternberg e Kim Turnage, que destaca alguns dos pontos pragmáticos, porém pouco convencionais, para conseguir melhores resultados e ainda ser respeitado pela sua equipe”, diz.

Aqui, Zwilling enumera dez lições tiradas a partir desse livro que, segundo ele, podem realmente fazer a diferença no modo como você administra uma empresa e seus funcionários. Confira:

1. Aproxime-se das pessoas de sua equipe

Novos gestores normalmente são ensinados a não construir relações pessoais com seus subordinados diretos, já que você pode precisar repreendê-los mais tarde. Para Zwilling, essa não é a melhor opção: “acredito que um relacionamento próximo faz com que as pessoas confiem mais facilmente nas suas orientações, incluindo suas críticas sobre um comportamento inadequado, antes que alguém tenha que recorrer a ações disciplinares mais drásticas”.

2. Não se envolva em conflitos de relacionamento

Pela experiência do CEO, essa é uma área onde nem as boas ações saem impunes. Os gestores muitas vezes ficam presos em conflitos de relacionamento entre seus funcionários por tentar “gerenciá-los”, quando deveriam encorajá-los a se comunicar e a resolver a situação sozinhos. “Focar em problemas apenas aumenta a negatividade dentro da sua organização”, diz Zwilling.

3. Tolere atitudes indesejáveis se os resultados forem satisfatórios

“Se o funcionário é extremamente eficiente, mas está sempre atrasado para reuniões ou tira muitas folgas, não é muito inteligente teimar com esses comportamentos irritantes”, afirma o CEO. “Pode parecer protecionismo, mas acredito que esse favorecimento conquistado com base em um desempenho muito superior será visto como uma boa coisa pelos demais empregados”.

4. Seja firme para motivar o senso de urgência

Mesmo nos dias de inspiração e apenas feedbacks positivos, ainda há espaço para alertar os profissionais sobre como a preguiça e a demora em entregar trabalhos, ainda que muito bons, é inaceitável. “Ser firme não pode e não vai fazer com que os funcionários tenham um melhor desempenho, mas pode ser muito eficiente quando eles não estão dando o seu máximo”, afirma Zwilling.

5. Peça voluntários para as tarefas mais chatas

A maioria dos gestores presume que os serviços mas “impopulares” devem ser delegados. Na verdade, solicitar voluntários para realizar essas tarefas pode ser mais eficiente, já que você pode se surpreender com um interessado desconhecido. “Voluntários estarão sempre mais envolvidos e mais comprometidos com a causa”, segundo o CEO.


6. Invista mais de seu tempo nos melhores funcionários

Muito se fala sobre se dedicar a treinar os colaboradores que ainda não atingiram seu potencial máximo. No entanto, a verdade é que os melhores funcionários respondem melhor ao coaching, e ainda podem aproveitar a sua ajuda de forma muito mais eficaz. “É também a única forma manter os melhores profissionais desafiados e longe de serem contratados por outra empresa”, diz Zwilling.

7. Considere despedir alguém como uma boa ação

Na grande maioria dos casos, quando um funcionário não está bem na empresa, ele ou ela sabe disso muito antes de você. “Estender o tempo deles nesta situação não é um ato de compaixão, pode afetar a autoestima deles e, nos casos de estresse, causar problemas de saúde”, diz o fundador da Startup Professionals. “Deixe-os ir e encontrar um lugar melhor, onde terão satisfação em trabalhar”.

8. Não vá atrás de rumores ou fofocas

Quando alguém te dá informações sobre terceiros, quase sempre elas são incompletas, fora de contexto ou enviesadas. Qualquer tentativa sua de verificar a veracidade do que foi dito toma tempo valioso, com resultados igualmente não confiáveis. “Pior: as pessoas podem seguir seu exemplo, o que causa um prejuízo maior para a produtividade e a moral da empresa”, completa Zwilling.

9. Não se deixe intimidar por funcionários mais velhos

Ao contrário da crença popular, não fazer nada não é a maneira mais fácil de lidar com as situações. Seja prestativo e tenha compaixão, mas não deixe de lidar com certos desafios. “Carregar colaboradores mais velhos (e ‘influentes’) nas costas ou permitir que eles continuem na empresa sem nenhuma mudança até sua aposentadoria acaba com a sua credibilidade e a produtividade da equipe. Não fazer nada prejudica todo mundo”, alerta o CEO.

10. Concentre-se em contratar pessoas que podem te substituir

“Sempre procurei contratar funcionários com quem posso aprender. É mais fácil evoluir na sua carreira quando você tem membros de sua equipe que podem fazer a transição e tomar o seu papel quando necessário”, diz Zwilling.

Além disso, esse tipo de reputação tende a atrair mais colaboradores excepcionais para a sua organização. “Acho que muitos gestores se concentram tanto nos seus próprios objetivos que acabam perdendo de vista as necessidades de seus funcionários”, diz o CEO. “Os gestores que você respeita, mesmo que sua abordagem não seja muito convencional, são aqueles que se concentram em fazer a diferença na vida das pessoas que comandam. É uma oportunidade vantajosa para todos”.


Fonte: Época Negócios
Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 05 de julho de 2017 às 19:26
Guilherme e eu nunca fomos muito fãs do empreendedorismo de palco. Queremos fazer. E fazer muito. Se você também empreende, sabe bem disso: as armadilhas do ego existem para nos distrair e tirar o foco do negócio.

Hoje, nos consideramos empreendedores. Mas eu mesmo só ganhei consciência disso um ano depois de ter começado meu primeiro negócio, em 2011. Até então, para mim, abrir um negócio era uma alternativa. Uma porta que se abria para além da proposta de trainee e do concurso público que prestei logo depois da faculdade. Era mesmo uma vontade.

Daquela vontade, que existia desde a infância, quando passava os intervalos vendendo figurinhas na escola, surgiram oito negócios diferentes em menos de seis anos. Você sabe bem como é: uma ideia leva a outra, você acaba conhecendo novos sócios, clientes, amigos e o negócio atual sempre o prepara para dar o passo seguinte. Aos poucos, menos movido pela sorte e mais pela competência.

É esse foco na execução, no que você pode fazer com o time que tem, no mercado em que está e com os recursos que possui, que o ajuda a colocar a mão na massa e, de fato, fazer.

Das coisas que tenho aprendido, o que mais me marca é saber que tudo, até que alguém diga o contrário, é possível.

Não falo nem de ideias malucas como o sonho de Elon Musk de levar o homem para Marte. Mas sim de quando encontramos uma pedra no meio do caminho, comum à rotina de qualquer negócio, e logo desistimos.

Na Gocase, temos uma filosofia bem direta quanto à isso: vamos desenrolar!

Diante de um obstáculo, buscar ajuda dos outros é muito mais fácil do que tentar aprender sozinho. Ou pior: olhar para aquilo e dizer que não dá.

Essa foi uma das ideias mais fortes que levo comigo depois de uma mentoria com o Alexandre Serodio, fundador do Beleza na Web.

Quando a notícia é ruim, a situação é feia ou os gráficos não são positivos, tendemos a romantizar, alisar e deixar a bola correndo em campo, sem tomar partido. Mas, como líderes, a clareza e objetividade são normas da casa.

Precisamos desenrolar, enfim. Ser mais rápido com o feedback, direto no posicionamento e responsável pelas decisões. Fazer o que precisa ser feito, e pronto.

É esse foco que conecta o sonho com a realidade. Não que o sonho grande precise nascer no dia 1. Quem começa no primeiro dia sonhando gigante pode se frustrar pela velocidade da caminhada e desistir antes da hora. Não faz mal começar sonhando pequeno.

Os negócios menores nos dão base, experiência e, principalmente, resiliência, para arriscar e crescer sem saltos, um passo de cada vez.

E é aí, a cada nova ideia colocada em prática, que o sonho vai ficando maior — e o impacto também.

Como sonho grande, carrego dentro de mim a vontade de impactar mais pessoas, e vê-las evoluindo e crescendo cada dia mais. Hoje, depois dos oito negócios, Guilherme e eu temos orgulho de compartilhar que somos os mais novos Empreendedores Endeavor, à frente da Gocase, uma empresa com sede no Ceará que distribui e produz cases personalizados para celulares. Mas a vida é longa, o mundo é grande e o sonho cada vez maior. E nós estamos apenas começando.


Fonte: Endeavor