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Gestão & Liderança Postado em segunda-feira, 09 de setembro de 2024 às 15:55


Assaí Atacadista se destaca como a marca mais lembrada entre os consumidores brasileiros, que buscam cada vez mais conveniência, personalização e preços justos – principal fator de decisão de compra.

As marcas varejistas que mais marcam presença na memória dos consumidores brasileiros foram reveladas em um estudo abrangente, que também explorou a relação do público com diversas categorias do segmento. Essas marcas não apenas se destacam por sua lembrança espontânea, mas também pela forma como moldam as preferências e comportamentos de compra em um cenário de varejo cada vez mais dinâmico e competitivo. A pesquisa “Branding Brasil“, conduzida pela agência anacouto em parceria com a Painel Tap, detalhou a relação dos consumidores com diferentes categorias do setor.

O Assaí Atacadista lidera o ranking, citado por 22% dos entrevistados. Na sequência, Americanas, Magazine Luiza e Carrefour ocupam a segunda posição, cada uma com 15% de menções. Casas Bahia, C&A, Riachuelo, Renner, Extra e Pão de Açúcar completam a lista das dez marcas mais lembradas.

Marcas mais lembradas pelo consumidor brasileiro:
1.Assaí Atacadista;
2.Lojas Americanas, Magazine Luiza e Carrefour;
3.Casas Bahia;
4.C&A;
5.Riachuelo;
6.Renner;
7.Extra;
8.Pão de Açúcar;
9.Amazon;
10.Mercado Livre;
11.Shopee;
12.Havan;
13.Marisa;
14.Ponto Frio;
15.Walmart;
16.Pernambucanas;
17.Mix Mateus;
18.Supermercados BH.

O estudo, realizado em duas etapas entre julho e agosto de 2024, coletou respostas de 2.520 participantes. A primeira fase identificou as 20 marcas mais citadas pelos brasileiros, enquanto a segunda avaliou o poder e a relevância de cada uma. A pesquisa utilizou o Valometry, ferramenta da consultoria anacouto para gestão de valor, que integra e mede métricas de marca, negócio e comunicação.

Classificação em categorias

As 20 marcas mais lembradas pelos brasileiros foram classificadas em quatro categorias: supermercados, magazines, magazines de moda e e-commerce. Na categoria e-commerce, foram incluídas apenas as varejistas que operam exclusivamente online, sem lojas físicas. O domínio dos supermercados e magazines na mente dos consumidores é explicado pelo levantamento, que indica que produtos de consumo imediato são preferencialmente comprados em lojas físicas, enquanto itens de maior valor são adquiridos por meio de diferentes canais, como os sites das marcas.

“Varejistas que vendem produtos do dia a dia continuam sendo as marcas mais presentes na mente do consumidor. A Americanas, apesar dos problemas enfrentados nos últimos tempos, continua no imaginário dos brasileiros”, pontua Ana Couto, CEO da agência anacouto e da plataforma de conteúdo e aprendizagem LAJE.

Amazon, Mercado Livre e Shopee ocupam as 11ª, 12ª e 13ª posições, respectivamente, no ranking das marcas mais lembradas. Esses marketplaces digitais refletem uma mudança nos hábitos de consumo dos brasileiros e se destacam em termos de satisfação do cliente. Aproximadamente 90% dos entrevistados expressaram satisfação com os marketplaces, enquanto os índices para supermercados, magazines e varejistas de moda ficaram em torno de 80%.

“E-commerces, por oferecerem pacote de serviços e proximidade com os usuários, garantem alta fidelização e satisfação. Os marketplaces conseguem oferecer preços mais atrativos com alta conveniência, proporcionando compras através de um clique e entregas expressas no mesmo dia. Gamificação, personalização através de algoritmos e criação de comunidade também contribuem para esse resultado”, explica Ana.

O que influencia a decisão de compra?

Na segunda fase da pesquisa, que analisou em maior profundidade o comportamento do consumidor, ficou claro que o preço é o principal fator nas decisões de compra, seguido pela marca dos produtos. Embora existam semelhanças, as diferentes classes sociais atribuem pesos variados a esses fatores. Enquanto a classe A valoriza mais a marca, as classes C, D e E priorizam o preço.

“As condições de pagamento são menos importantes, provavelmente pelas principais opções estarem disponíveis em praticamente todos os comércios”, pontua a especialista.

Varejistas internacionais têm conquistado espaço no mercado brasileiro, com plataformas de e-commerce alcançando altos níveis de satisfação entre os consumidores. A Shopee se destaca por seu investimento em rituais de compra e comunicação estratégica, estabelecendo uma conexão diferenciada com o público brasileiro. Essa abordagem aumenta sua popularidade, inclusive entre as classes sociais mais altas, com 88% dos clientes expressando alta satisfação com a plataforma. A Shopee é bem avaliada por todas as faixas de renda. Já a Amazon, consolidada no Brasil, registra um índice de satisfação ainda maior, em torno de 91%.

Confiança no varejo e suas marcas

A pesquisa mostra ainda que a confiança do brasileiro nas marcas de varejo permanece forte. Cerca de 78% dos entrevistados acreditam que o setor varejista impulsiona o desenvolvimento econômico do Brasil, e 70% veem o setor como um motivo de orgulho para o país. No entanto, essa percepção é mais acentuada entre as classes sociais mais altas, indicando a necessidade de uma comunicação mais eficaz e maior engajamento com as classes mais baixas. Apesar do impacto regional positivo e da sólida conexão com o público, ainda há espaço para fortalecer a comunicação e aumentar o sentimento de orgulho nas classes D e E.

De modo geral, as marcas com lojas físicas são as mais lembradas espontaneamente pelos brasileiros, enquanto os e-commerces criam uma conexão emocional mais forte. Os supermercados têm alto reconhecimento, mas não alcançam o mesmo nível de recomendação que as plataformas exclusivamente virtuais, como a Shopee.

“Vivemos um período de transição, onde os consumidores buscam por praticidade, conexão com a marca e clareza de propósito. É um dos maiores insights do estudo”, finaliza Ana Couto.

Fonte: Consumidor Moderno
Gestão & Liderança Postado em segunda-feira, 17 de junho de 2024 às 09:35


Marcas vivas crescem, florescem e deixam impactos duradouros na mente dos consumidores; Brand Pulse Check emprega as principais métricas do branding para avaliar os sinais vitais da marca.

Há muito que uma marca não é apenas um logotipo ou uma coleção de mensagens. É uma coisa viva e, como tal, tem sua própria história, valores e uma personalidade (tomara) única. Algumas têm uma razão de ser, crescem e evoluem continuamente para se manter relevantes. E não podemos esquecer do principal: como organismo vivo, as marcas também precisam lutar pela sobrevivência, adaptar-se continuamente. Afinal, enfrentam desafios em um ambiente (mercado) cada vez mais dinâmico e (hiper) competitivo.

Toda marca viva se pergunta se hoje está em uma posição melhor do que no ano passado. E também se (tem motivos para acreditar que) estará viva no ano que vem, mantendo os consumidores sempre por perto e sendo útil para a sociedade.

E são os gestores de marcas e profissionais de marketing que tomam o pulso da marca para avaliar como as marcas são percebidas pelos consumidores.


Os sinais vitais da marca

O Brand Pulse Check emprega as principais métricas do branding para avaliar de uma só vez todos os sinais vitais da marca:

O Brand Pulse Check oferece uma visão ampla, bastante confiável sobre como está a saúde da marca e dá pistas sobre o quanto os esforços de marketing e comunicação estão (efetivamente) alcançando os objetivos lançados.

Além disso, deixa evidente quais investimentos em marketing e comunicação são mais urgentes – desviando da armadilha comum de empregar métricas incorretas, complexas demais (às vezes de pouca qualidade) para justificar os investimentos: as tais métricas duvidosas que acabam por mudar o foco da reunião para a (falta de) credibilidade das justificativas, em vez de focar nas iniciativas e investimentos que a marca mais precisa naquele momento.

Ao evitar essa armadilha, o Brand Pulse Check permite que as empresas tenham um diagnóstico nítido e invistam seus recursos de forma mais eficaz, maximizando o resultado de suas estratégias de marca.


Muita pesquisa nesta hora

Para fazer o Brand Pulse Check é preciso empregar uma pesquisa quantitativa, com amostra probabilística (obtida por sorteio) representativa do público consumidor. As entrevistas pessoais (ou pelo telefone) são requeridas para garantir que as perguntas sobre lembrança espontânea e Top of Mind Awareness sejam respondidas sem qualquer estímulo ou consulta.

Por todos estes motivos, não é viável utilizar pesquisas online, painéis de consumidores e tampouco enquetes (Leia: Enquete é rifa, pesquisa é ciência) para realizar o Brand Pulse Check.


Negócios morrem, marcas sobrevivem

Os modelos de negócios podem mudar rapidamente (apps substituindo agências bancárias) e isto pode obrigar uma empresa a redefinir a sua essência ou desaparecer.

Marcas saudáveis sobrevivem, adaptam-se, encontram novos significados, crescem, evoluem e seguem relevantes na vida dos consumidores, não raro reinventando negócios e prosperando em meio a ciclos (inesperados) de mudança (destruição) e crescimento.



Desduplicando métricas

As mídias sociais criaram oportunidades de ouro para uma geração de CMO´S (chief marketing officer), que hoje enfrentam um desafio premente: conciliar as métricas digitais com os sinais vitais das marcas.

Aqueles que estão se valendo da prática clínica que diz que “se o paciente está visivelmente pior do que os exames, dê menos importância aos exames” e prestando menos atenção aos (mirabolantes) dashboards das mídias sociais e dando mais valor ao pulso da marca, parecem menos ambíguos e têm alcançado resultados importantes em todo o funil.

E a razão é simples: é preciso medir o que aconteceu na mente do consumidor e menos na Internet, que por sinal tem sido solo fértil para proliferação de bots e click farms que levam os dashboards a contar uma história destoante da realidade.


Vida longa à sua marca-videira

Você está fazendo tudo o que pode para manter sua marca saudável?

Uma marca com vida é expressiva, envolvente e interativa em todos os pontos de contato, desde a sua visão corporativa e cultura interna até as iniciativas de marketing e voz no seu espaço social. Marcas vivas crescem, mudam, florescem e deixam impactos duradouros na mente (e no coração) dos consumidores.

Alguns gestores limitam suas marcas aos seus negócios atuais, demoram para perceber que dar vida à marca é o ingrediente que cria a tão desejada vantagem competitiva duradoura e permite que a marca – tal qual uma videira – se estenda para além da sua raiz.

Fonte: Exame