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Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 26 de julho de 2017 às 12:35
Novas tecnologias, mudanças constantes no comportamento do consumidor, crises econômicas, novos canais de comunicação e vendas… O setor de varejo e bens de consumo sofreu inúmeras transformações ao longo dos anos, com impactos significativos que afetaram empresas em todos os segmentos. E tem mais: não há nenhum sinal de desaceleração! Na verdade, o ritmo das mudanças provavelmente aumentará.

Entretanto, isso não é uma má notícia para aqueles que se preparam para as oportunidades. As novas tecnologias, as reformas regulatórias e um ambiente econômico transformado, combinado com a mudança das necessidades, expectativas e dados demográficos dos consumidores, criaram oportunidades incomparáveis para os varejistas com modelos de negócios disruptivos que irão mudar fundamentalmente a maneira de vender e comprar.

Diante desse cenário, os CEOs do setor de varejo e bens de consumo estão enxergando a necessidade de inovar. De acordo com a pesquisa CEO Outlook 2017, realizada pela KPMG, os presidentes de companhias do setor priorizam as novas tecnologias (16% em comparação com 10% do resultado dos outros setores que fazem parte do estudo) e novos concorrentes/ disruptores (11%) como principais fatores para o impacto do crescimento nos próximos três anos.

Além disso, os participantes concordam que são efetivos na detecção de sinais de mercado (80% em comparação com 64% da amostra geral), entretanto, eles estão preocupados com o fato de a organização não possuir competências e processos inovadores para responder a uma rápida disrupção (80% em comparação com 50%). Outro item de preocupação para o segmento é que apenas 46% dos participantes do setor de varejo e bens de consumo da pesquisa realizada pela KPMG afirmam que a organização que preside está buscando acompanhar a taxa de inovação tecnológica na área.

Quando falamos sobre consumidores, 31% dos CEOs do varejo e bens de consumo indicam a incapacidade de identificar os Millennials como o principal desafio para relacionamentos com os clientes, seguido da incapacidade de segmentar setores de crescimento/ grupos demográficos nos mercados domésticos (18%). Esses dados se tornam mais expressivos quando comparados com a Top of Mind, outra pesquisa realizada pela KPMG, essa com o apoio da Consumer Goods Forum.

De acordo com esse levantamento, que ouviu cerca de 550 executivos do setor de varejo e bens de consumo, 36% dos participantes disseram que a confiança e a fidelidade do cliente são as principais prioridades para próximos dois anos. Além disso, 74% disseram que a confiança e a fidelidade do cliente são de importância “grande a decisiva” para o sucesso a curto prazo. Por outro lado, 39% deles admitem que, com relação à personalização da experiência do cliente, os recursos de suas empresas variam de insatisfatórios a razoáveis.

Esses dados se apresentam como um sinal de alerta para o setor, já que os consumidores de hoje estão exigindo maior conveniência, valor e uma experiência incrível. Essas três tendências-chave estão causando disrupções em uma escala sem precedentes nos mercados e modelos de negócios existentes.

As empresas que respondem a essa nova realidade estão sendo recompensadas – muitas vezes generosamente. Já quem ainda não se adaptou está ficando para trás e correndo sérios riscos.

Fonte: Novarejo
Gestão & Liderança Postado em quarta-feira, 26 de julho de 2017 às 12:32
“Bem vindo à época das mudanças exponenciais, o melhor momento para se viver.” Peter H. Diamandis

Uma profunda análise de cases mundiais conhecidos, sob uma ótica que para algum desavisado poderia beirar a ficção científica, página a página somos arremetidos subitamente pelas provocações e insights.

Parte-se do princípio de que no mundo corporativo atual existe um novo organismo – a Organização Exponencial, solta na Terra e que se não a compreendermos, em última análise, não nos tornarmos uma delas, seremos simplesmente devorados. Estas organizações estariam se expandindo em uma proporção muitas vezes maior do que uma empresa típica, modificando complexas estruturas sociais, provocando mudanças inesperadas e criando novos mercados absolutamente disruptivos.

As Organizações Exponenciais são também conhecidas como ExOs (do inglês Exponential Organizations). Elas são novas empresas que adotaram uma forma diferente e revolucionária de fazer negócios e, como consequência, observaram rápido crescimento em curto período de tempo, se comparadas aos seus pares no mesmo ramo econômico. Utilizando um pensamento moderno com ação e reunindo os elementos certos, estas empresas escalaram o mercado cerca de 10 vezes mais rápido que seus concorrentes. Uber, Airbnb, Netflix, Google e Waze são exemplos de Organizações Exponenciais que mudaram radicalmente a forma como a sociedade interagia e consumia os produtos de suas categorias. Elas simplesmente revolucionaram o modelo de negócio e atuação no oferecimento de seus produtos e serviços.

Organizações mais antigas e consolidadas se utilizam de sistemas lineares para existir e para gerenciar suas atividades. Desta forma, é comum uma hierarquia definida, com grande centralização do poder e do conhecimento. Por outro lado, a mentalidade trazida pelas ExOs sai completamente destes padrões, são domadas por um senso de não linearidade, total descentralização, pela transparência e inovação, fazendo com que as possibilidades de sucesso sejam potencializadas muitas vezes através da escala que alcançam. Na maioria das vezes são negócios simples, que nasceram para resolver problemas das pessoas de forma a quebrar todos os paradigmas até então existentes.

Que estas organizações são diferentes não nos resta qualquer dúvida e, a partir desta perspectiva de escalada ao sucesso, quais insights podemos retirar deste processo de criação e explosão das Organizações Exponenciais? Como líderes podem construir empresas que sejam tão ágeis, habilidosas e inovadoras como as pessoas que farão parte dela, seja seu time ou seus clientes? Como competir neste acelerado contexto? Como expandir nestas proporções exigidas pelo mercado atual? Aprendemos como podemos expandir a tecnologia. Este é o momento de aprender como podemos expandir as organizações.

Para qualquer líder, está se tornando cada vez mais evidente que suas funções estão deixando de operar em um mundo previsível, para um mundo volátil e complexo em que a adaptabilidade e a disrupção representam vantagens competitivas obrigatórias.

Por esta razão, compartilhamos nove insights do livro para esta nova liderança exponencial.

1) Crie produtos e serviços baseados na informação: encontre novos produtos e serviços que sejam totalmente baseados em informações. Isso permite escalabilidade. Se eles ainda não estiverem disponíveis na empresa, desenvolva-os. Rápido!

2) Tenha mecanismos externos de promoção da inovação: segundo Peter Diamandis “se você estiver contando exclusivamente com a inovação de dentro da sua empresa, você está morto”. Por isso encontre maneiras de alavancar a sua comunidade e para a inovação. Investigue a inovação cooperativa e dê liberdade aos colaboradores.

3) Explore novos modelos de negócio: à medida que os dados se tornam o novo petróleo, muitos modelos de negócio serão transformados de hardware para software, e para serviços. Em todos os segmentos! Agregar serviços complementares, aos produtos serviços, diferencia, permite margem e amplia a percepção do cliente para as necessidades que o seu produto satisfaz.

4) Explore outros tipos de inovação: a maioria dos líderes considera a inovação localizada em produtos. Enxergue as inovações de processos, inovação social, inovação organizacional, gestão da inovação, inovação de modelo de negócio e etc. Tecnologia e produtos já não são mais os únicos agentes de inovação.

5) Aceite que há limites para quantificação, dados e racionalização: ainda existe um lugar e um papel fundamental na intuição, experiência, visão pessoal e instinto. Como o futuro na maior parte das vezes é desconhecido, a maioria das decisões estratégicas importantes ainda depende da intuição. O instinto às vezes pode servir como uma bússola em um mundo incerto, especialmente ao solucionar um problema pelo qual você tem interesse.

6) Explore novos modelos de receita: mais assinaturas X vendas isoladas. Há uma tendência de acesso X apropriação muito em alta. Mais apps, mais produtos conectados e mais Economia Circular. Novos modelos de taxas, licenciamento de plataforma, por exemplo.

7) Avalie modelos de preços diferenciados em tempo real: o monitoramento da demanda em tempo real permitirá a precificação também em tempo real (por exemplo, passagens aéreas). A inteligência artificial se revelará extremamente valiosa nessa transição.

8) Considere dashboards comportamentais em tempo real: dados agregados dos clientes em tempo real fornecem informações sobre o comportamento e as emoções deles, permitindo a adequação de produtos e serviços com base no perfil desses clientes.

9) Aposte cada vez mais na personalização do produto: personalização completa dos produtos e serviços com base em clientes individuais (tamanho, gosto, língua, dados comportamentais, dados contextuais, dados de sensores, dados transacionais e, possivelmente, DNA ou perfil neurológico). O Neuromarketing não só deve ser usado para medir a atenção, a motivação, a intenção, a marca e a eficácia, mas também como uma forma de personalização em áreas como entretenimento, esportes e alimentos.

Inovação e velocidade somados aos 4 D’s (disrupção, descentralização, desburocratização e democratização) são pontos-chave para a criação e o crescimento de uma Organização Exponencial sustentável. 
Fonte: Fabiana Mendes - Gouvêa de Souza