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Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 02 de abril de 2025 às 12:10


33% dos CEOs do setor de consumo do Brasil acreditam que suas empresas não serão viáveis economicamente por mais de dez anos se continuarem no caminho atual, destaca PwC.

Os CEOs no Brasil e no mundo estão otimistas em relação ao crescimento do setor de varejo e consumo. Não só isso, como também estão colhendo frutos em relação aos investimentos realizados nos últimos anos em Inteligência Artificial (IA), como eficiência e aumento de vendas de produtos e serviços. Mas, apesar desse cenário positivo, essas lideranças estão atentas à necessidade de reinvenção para que as empresas sobrevivam aos próximos dez anos.

“A indústria de varejo e consumo está se reinventado e, por ter acesso ao consumidor diretamente, pode fazer a sua reinvenção”, explica Luciana Medeiros, sócia e líder do setor de Consumer Markets na PwC Brasil. “A indústria está buscando novos serviços e produtos, entendendo como pode ter um adicional, pensando de forma estratégica como agregar mais valor ao cliente”.

Por isso, o título da 28ª edição da pesquisa “CEO Survey” da consultoria é “A reinvenção batendo à porta”. Segundo o levantamento, 33% dos CEOs do setor de consumo do Brasil acreditam que suas empresas não serão viáveis economicamente por mais de dez anos se continuarem no caminho atual. Trata-se de um aumento na comparação com os resultados da pesquisa de 2024, de 30%.

No entanto, trata-se de uma avaliação menor quando comparado à média geral do Brasil, de 45%. Ou seja, segunda a pesquisa, o setor de consumo apresenta uma percepção de risco menor em comparação à média das demais indústrias.

Um otimismo receoso

Uma das evidências dessa perspectiva está nas expectativas dos CEOs em relação ao crescimento do setor e da economia global. 59% das lideranças do setor esperam uma aceleração na economia global nos próximos 12 meses – valor abaixo da média nacional, de 68%, e levemente acima da média mundial de 58%. Já 62% das lideranças de varejo e consumo esperam a aceleração da economia do Brasil, enquanto 73% lideranças de diferentes setores esperam o mesmo.

Ainda, 59% dos entrevistados no setor planejam ampliar o quadro de funcionários no próximo ano – valor acima da média geral do Brasil, com 53% –, enquanto apenas 18% pretendem reduzir.

No entanto, o principal desafio à vista pelos CEOs do setor de varejo e consumo no Brasil é a falta de mão de obra qualificada. 41% das lideranças apontaram essa como a principal ameaça nos próximos 12 meses, um valor ainda mais significativo quando comparado à média nacional, de 30%.

Como destaca Luciana Medeiros, é a primeira vez que a falta de mão de obra figura como a principal ameaça para os negócios do setor na pesquisa. “Podemos ver uma relação com o quadro geral da mão de obra: há um baixo nível de desemprego e faltam profissionais para o varejo, principalmente, no chão da loja”.

Outras ameaças apontadas pelas lideranças do setor são:
Riscos cibernéticos (31%);
Inflação (28%);
Instabilidade macroeconômica (26%);
Mudanças climáticas (23%);
Desigualdade social (18%);
Disrupção tecnológica (15%);
Conflitos geopolíticos (13%).
IA generativa no radar

A Inteligência Artificial é outro tema de relevância para os CEOs do setor de consumo brasileiro: 63% relatam que a tecnologia já resultou em ganhos de eficiência no uso do tempo dos funcionários. Na comparação com a média geral do país, o valor foi de 52%. Ainda, 41% identificaram um aumento na receita com a venda de produtos e serviços, e 34% na lucratividade.

A maioria das lideranças do setor (57%) esperam um impacto da IA na lucratividade das empresas em 2025. Na comparação com 2024, a expectativa era de 44% e a realizada se concretizou para 34% dos CEOs.

Apesar das preocupações em relação à falta de mão de obra qualificada, apenas 16% dos CEOs do setor no Brasil afirmam ter reduzido o quadro de funcionários devido à IA generativa. Já 19% relatam um aumento no número de profissionais devido aos investimentos na tecnologia.

“Vemos que a IA irá trazer eficiência, mas, quando falamos do chão de loja, a tecnologia vai ajudar a aprimorar, acelerar alguma venda, mas não irá substituir a mão de obra”, destaca Luciana Medeiros. “Em outra pesquisa, a ‘Voz do Consumidor 2024’, vimos que brasileiros falam mais sobre usar a IA com um toque humano do que consumidores globalmente”.

A pesquisa destaca que, em relação ao futuro, os CEOs terão como prioridades nos próximos três anos a integração da IA em plataformas tecnológicas (90%) e em processos de negócios e fluxos de trabalho (82%). Trata-se de uma priorização elevada na comparação com a média do país, de 69% e 56%, respectivamente. No entanto, um percentual menos de lideranças planeja usar a IA generativa para desenvolver novos produtos e serviços, ou reformular a estratégia do core business.

Ainda, 82% dos CEOs do setor planejam investir na integração da IA para aprimorar estratégias relacionadas à força de trabalho e ao desenvolvimento de competências.

IA na base da confiança

Esses e demais resultados da pesquisa CEO Survey apontam que a confiança – seja dos consumidores ou das lideranças no mercado e na tecnologia – é um fator essencial para a reinvenção dos negócios do setor de consumo e varejo. 51% dos CEOs da indústria demonstram confiança em integrar IA aos processos essenciais da empresa. E não só: CEOs que confiam na IA relatam maiores ganhos com a IA generativa nos últimos 12 meses e possuem expectativas mais altas para o próximo ano.

Ainda, a pesquisa “Voz do Consumidor 2024”, da PwC, revela que 62% dos consumidores brasileiros confiam na IA para tarefas simples. No entanto, estão menos confiantes em relação ao uso para serviços pessoais e delicados, como assistência à saúde (23%).

“A pesquisa revela que o consumidor brasileiro aceita bem trabalhar com IA para tarefas simples, considera a tecnologia benéfica. É o caso de atividades de marketing, supply chain e questões ligadas a resíduos”, afirma Luciana. “A IA vem atuar ainda mais em conexão com a indústria para que os negócios possam atuar com ainda mais eficiência”.

Fonte: Consumidor Moderno
Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 25 de março de 2025 às 13:43


Descubra os principais fatores que influenciam o sucesso de novas unidades, desde a escolha da localização até a adoção de modelos de negócio flexíveis

Expandir uma rede de supermercados vai muito além de simplesmente abrir novas lojas. A decisão envolve uma análise profunda de diversos fatores estratégicos que impactam diretamente no sucesso do negócio. Localização, perfil dos consumidores, concorrência e até mesmo questões de logística e sustentabilidade precisam ser considerados para garantir que a nova unidade não apenas atraia clientes, mas também gere bons resultados financeiros.

Com base em pesquisas recentes e cases de grandes redes no Brasil e no mundo, reunimos os principais pontos que devem ser avaliados pelas empresas que atuam no varejo supermercadista antes de iniciar uma estratégia de expansão. Da escolha do melhor ponto comercial ao modelo de negócio mais eficiente para cada região, este guia apresenta insights valiosos para redes supermercadistas que desejam crescer de forma sustentável e competitiva.

Conheça os 7 principais fatores que devem ser avaliados pelas redes de varejo antes da abertura de novas lojas.

1) Localização estratégica
A escolha do local é fundamental para os supermercados e estudos recentes indicam que a proximidade com o público-alvo e a acessibilidade influenciam diretamente o desempenho de uma loja. Prova disso é que o GPA anunciou os resultados do segundo trimestre de 2024 ao mercado com crescimento de 22,5% nas vendas de lojas de proximidade, índice impulsionado principalmente pela abertura de unidades em bairros estratégicos.

2) Análise demográfica e de mercado
Compreender o perfil demográfico da região é essencial. Fatores como renda média, densidade populacional e hábitos de consumo ajudam a determinar o mix de produtos adequado. A rede mexicana Oxxo, por exemplo, ao entrar no mercado brasileiro, focou em áreas urbanas densas para atender às necessidades específicas dos consumidores locais.

3) Análise da concorrência local
Avaliar a presença de concorrentes na região permite identificar oportunidades e ameaças. A SmartStore é uma referência depois de expandir para os Estados Unidos, onde escolheu áreas com menor saturação de minimercados, visando atender a uma demanda não suprida por lojas neste formato.

4) Infraestrutura e logística
A proximidade a centros de distribuição e a qualidade da infraestrutura local também impactam na eficiência operacional de todos os supermercados. A rede Assaí Atacadista, com mais de 270 lojas no Brasil, prioriza locais com fácil acesso logístico para otimizar o abastecimento e reduzir custos.

5) Adaptação cultural e de consumo
Entender as preferências culturais e de consumo da região é vital. O Carrefour, ao adquirir o Grupo BIG no Brasil, incorporou marcas regionais como BIG e Bompreço, adaptando-se às particularidades locais e ampliando sua presença em mercados específicos.

6) Sustentabilidade e inovação
Investir em práticas sustentáveis e tecnologias inovadoras pode ser um diferencial competitivo, como o caso da rede portuguesa Mercadona, ao anunciar sua expansão em Lisboa em 2025, destacou a implementação de painéis solares e sistemas de refrigeração aprimorados em suas novas lojas, alinhando-se às tendências de consumo consciente.

7) Modelos de negócio flexíveis
Adotar formatos de loja que atendam às necessidades específicas de cada região pode ser decisivo. As grandes redes têm focado na expansão de mercados de bairro, por exemplo, adaptando-se às demandas locais e oferecendo conveniência aos consumidores de acordo com as demandas específicas dos futuros consumidores.

Fonte: Super Varejo