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Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 05 de fevereiro de 2025 às 18:13


O resultado do quarto trimestre, o mais movimentado do varejo, foi o menos negativo do ano.

As vendas no varejo brasileiro caíram 0,8% em 2024, descontada a inflação, de acordo com o índice da empresa de meios de pagamentos Cielo (ICVA), informou a companhia nesta sexta-feira (31). Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelos varejistas, houve alta de 3,5%.

Os dados da Cielo indicam que os três macrossetores do comércio que fazem parte do índice tiveram queda no faturamento: Bens Duráveis e Semiduráveis (-2,1%), Serviços (-1,0%) e Bens Não Duráveis (-0,2%) no ano passado.

No caso de Bens Duráveis, o segmento que apresentou a maior retração foi Materiais para Construção, afirmou a empresa. Serviços teve Estética e Cabeleireiros como o setor com maior variação negativa. Já Livrarias, Papelarias e afins foi o segmento de Bens Não Duráveis com a maior queda em relação a 2023.

“No primeiro semestre (de 2024), as enchentes que causaram uma tragédia climática no Rio Grande do Sul geraram um relevante impacto no Varejo da região e do país (queda de 0,7%). Já no segundo semestre, o recuo do comércio foi ainda mais acentuado (-0,9%). O Brasil enfrentou uma severa estiagem que, gradualmente, gerou alta no preço dos alimentos”, disse Carlos Alves, vice-presidente de tecnologia e negócios da Cielo, em comunicado à imprensa. Segundo ele, porém, o resultado do quarto trimestre, o mais movimentado do varejo, foi o menos negativo do ano.

“Os faturamentos dos meses de outubro e novembro, impulsionados pela Black Friday, foram um destaque… Dezembro, porém, não acompanhou este desempenho, afetado principalmente pela alta de preços de alimentos e do setor de transportes”, disse Alves, acrescentando que as vendas no trimestre recuaram 0,2% sobre um ano antes.

Fonte: Infomoney
Varejo & Franquias Postado em quarta-feira, 05 de fevereiro de 2025 às 18:10


Gustavo Senday, analista de varejo da XP, participou do programa Morning Call da XP nesta terça e disse que o cenário macro tem ditado bastante a performance das ações de varejo.

“Apesar do desemprego estar com uma foto positiva, com uma mínima histórica, a gente enxerga desafios à frente, com juros e inflação em alta e com o dólar se valorizando frente ao real”, disse.

“A gente já tem visto o difícil cenário batendo na confiança do consumidor”, destacou. “Tudo mostra que 2025 será um ano difícil para o varejo devido às condições macroeconômicas”, acrescentou.

Alimentação entra as atingidas

Segundo relatório recente da XP sobre as empresas de cobertura do varejo, o cenário atual pode elevar o custo do produto vendido em 10% em média no setor no ano de 2025.

Isso, segundo o analista, representaria um repasse de preço ao consumidor de 6% a 7%. Os segmentos mais impactados seriam os voltados à alimentação e e-commerce.

Ainda de acordo com Senday, a projeção para esse ano é de que as empresas de varejo apresentem queda de 1% da receita. Já sobre o lucro, a estimativa é de recuo de 9% em média.

Consumo retraído

A XP crê que a dinâmica de consumo mais retraída já deve refletir no balanço do quarto trimestre de 2024 das companhias de varejo, que deverá ser apresentado nos próximos dias.

A casa acredita ainda que existem potencias de baixa nas empresas de varejo, especialmente da margem, já que o consumo pode desacelerar mais rapidamente do que o esperado, enquanto as pressões de custo deverão ser absorvidas pelas empresas. 

O relatório estima ainda queda média de 11% em 2025 do valor das ações do setor de varejo.

Fonte: Infomoney