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Varejo & Franquias Postado em terça-feira, 20 de julho de 2021 às 10:00


Chamadas fashiontechs têm papel protagonista nas dez maiores tendências da moda para os próximos anos.

Dada as condições do presente, o futuro da moda foi reescrito. Se ontem grandes marcas de roupa farejavam a euforia de uma juventude para direcionar o que e como a indústria produziria, hoje a economia digital e do conhecimento vê o papel de geração de cultura da moda dividido entre grandes varejistas que superaram a economia baseada em manufatura, Big Techs e startups.

Como mostra o relatório do Distrito “O Futuro do Mundo Fashion”, obtido com exclusividade pela Consumidor Moderno, o presente e os próximos anos têm sua fábrica de tendências nas sedes e sucursais de empresas como Nike, Adidas, Gucci e Walmart, que participam de inovações tecnológicas elaboradas por Google, Amazon e IBM ao lado de um oceano de startups de soluções ao varejo de moda, as tais fashiontechs.

Ainda que tidas como empresas nascentes ao lado de deuses da modernidade, as fashiontechs têm papel protagonista na nova elite da moda. São elas que tornam possíveis boa parte das inéditas formas de design de produtos, personalização peças e criação de provadores e estilistas virtuais. São as fashiontechs que possibilitam também a introdução de materiais alternativos, tecnologias vestíveis, fabricação em impressora 3D e automações.

No Brasil, ainda que maturidade digital da indústria como um todo ainda esteja ao alcance de poucas, os avanços são claros e as realizações relevantes, com fashiontechs compondo uma estrutura digital a altura dos mercados mais avançados. Conforme o estudo do Distrito, tanto aqui quanto lá fora, estas empresas de soluções ao varejo de moda trabalham nas tendências a seguir.

Inteligência Artificial no design de produtos

Diversos projetos no mundo já tentam entender melhor a estrutura de uma estética atraente para então criar uma peça de roupa com o uso de Inteligência Artificial (IA). O deep learning é usado para entender inputs, como imagens e palavras, e então desenhar peças. Empresas como a chinesa Shenlan, o Google com o Projeto Muze e a alemã Zalano já treinam redes neurais com o apoio de startups para entender padrões e preferências estéticas.

Inteligência Artificial na personalização e previsão de tendências

As grandes marcas da moda poderão entender cada vez melhor os consumidores a partir de dados. Esse entendimento deve ser catalisado pela IA com dados sobre as preferências dos consumidores, incluindo os motivos de gostarem ou não gostarem de algo, em um esquema conhecido como feedback driven em negócios por assinatura, como é o caso da fashiontech norte-americana Stitch Fix. “Assim, o palco de construção das tendências são as redes sociais, e o papel que os influenciadores digitais exercem nesse processo só cresce”, diz o estudo.

É por isso que a Tommy Hilfiger se juntou à IMB. Elas vão rastrear tendências em tempo real, sentimento dos consumidores sobre a marca e os produtos, incluindo percepções sobre silhuetas, cores, padrões e estilos. “Assim como a Tommy, grandes marcas estão melhorando seus modelos e, com a massiva coleta de dados, teremos, no futuro, um poder muito forte de entendimento e previsão de tendências”, ressalta o Distrito.

Provadores virtuais

Se provar roupas ainda é um problema nas compras pela internet, sistemas 3D que funcionam como scanners se preparam para medir corpos com algoritmos inteligentes. Apesar da existência desse recurso não ser novidade, a boa nova é que ela se torna cada vez mais uma regra, a exemplo da fashiontech Virtusize.

O reflexo dessas previsões é o apetite de grandes varejistas e empresas de tecnologia na aquisição de startups com soluções de IA na moda. Walmart, Nike, Snap e VTEX são alguns exemplos de grandes adquirentes ligados ao varejo com presença nas rodadas de investimentos desse tipo de empresa nascente.

Os Estados Unidos têm bons exemplos de AI-as-a-service de sucesso, como a plataforma de personalização para varejistas de sapatos e roupas True Fit, que possui o conjunto de dados tido como o mais abrangente da indústria global de moda. O Brasil também tem suas vanguardistas, como a Sizebay, de Joinville (SC), que cruza dados de modelagem das marcas fabricantes, produtos do e-commerce e as medidas do comprador para recomendar o melhor tamanho e modelo ao consumidor.

Matérias-primas e automações para mais eficiência

Inovações em matérias-primas e automações vão aumentar a eficiência da manufatura. Novos materiais plant-based que se assemelham ao couro devem ganhar escala. Segundo o Distrito, as biotechs devem trazer cada vez mais tipos de levedura para cultivar colágeno, um dos principais componentes do couro convencional, e criar material livre do gado.

Empresas como Stella McCartney já trabalham com este tipo de startup, mas grandes empresas também chegam a se envolver diretamente com o desenvolvimento de materiais sustentáveis, como a Gucci, que criou um laboratório para teste de produtos.

O relatório do Distrito aponta também que as tecnologias vestíveis também devem crescer o mundo da moda. Jaquetas e calças capazes de realizar ações, gerar dados e interagir com o consumidor também estão no portfólio das fashiontechs.

Além disso, as marcas também estão explorando impressoras 3D para produção sob demanda e customização de produtos. A Adidas é uma das gigantes com parceria com startups que oferece produção in-store para tênis.

A automatização robótica também faz suas promessas de eficiência. Presente nos armazéns e processos de corte, a tecnologia hoje é desafiada pela costura por conta da alta complexidade dos tecidos, como elasticidade e flexibilidade. Atualmente, startups com linhas de robôs que automatizam processos tomam tarefas antes guiadas por humanos. Empresas como a Nike já têm parcerias para este nicho. No Brasil, a Audaces é a solução que traz softwares de confecção e modelagem de tecidos, com máquinas de corte, 3D para manequins virtuais, em parcerias com empresas como Latam, Globo e Farm.


Sustentabilidade e consumo consciente

O comportamento do consumidor tem forte disposição de mudar guiado pela sustentabilidade. Pesquisas têm mostrado Geração Z e millennials concordam em pagar mais por itens menos nocivos ao meio ambiente e de impacto social mais positivo, abrindo uma tendência de compartilhamento e reutilização. O Distrito aponta que as marcas mais tradicionais estão se adaptando aos desejos do consumidor com novos modelos de negócios, com gigantes como H&M, por exemplo, prometendo usar apenas materiais recicláveis ou de fontes sustentáveis até 2030.

De acordo com o relatório da Distrito, o Clothing-as- a-aservice, com suas assinaturas de roupas e acessórios, deve impulsionar ainda mais os marketplaces de segunda mão e brechós.


Social commerce e IA na comunicação

O mercado de moda terá cada vez mais conteúdo de qualidade em escala e com custo mais baixo. A partir da coleta de dados por vozes, vídeos e fotos, algoritmos inteligentes para a produção de conteúdo digital se disseminarão cada vez mais, com as fashiontechs gerando economia em campanhas de marketing.

O social commerce também terá papel crescente, com varejistas e marketplaces investindo cada vez mais na ideia do live commerce. O Distrito ressalta que grandes marcas trabalham atualmente com diversas startups que viabilizam o social e o live commerce, como Mimo Live Sales, Alive App e Buy Show.

Na fronteira com o live commerce, no qual proliferam e proliferarão os influenciadores, os estilistas virtuais aparecem como mais uma ferramenta para auxiliar a jornada de compra. Criados a partir da IA e integrados a um sistema de chatbot, os estilistas virtuais podem dar feedback sobre a escolha de compras e sugerir alternativas. Google, Amazon e Prada já trabalham essa tendência.

Blockchain, cripto e mais

Outras tendências também aparecem no radar do Distrito. O relatório aponta o blockchain como auxílio no rastreamento e histórico dos produtos, registrando transações precisas com base na localização, conteúdo, data e hora. As criptomoedas devem aparecer cada vez mais nos pagamentos e programas de fidelidade no modelo cashback. Em paralelo, a comercialização de roupas digitais em jogos online tende a popularizar com as NFTs, enquanto a logística terá uma crescente no uso de etiquetas RFID.

Salto das fashiontechs no Brasil

Ainda que essas tendências certamente ganhem força no Brasil, a maturidade digital é tema recorrente no varejo brasileiro e aparece como variável na equação da modernização da moda. Ainda que aspectos como uso de ferramentas de inteligência, presença digital e ferramentas de comunicação possam eventualmente frustrar sobre a indústria, o diretor executivo de transformação digital da Arezzo, Maurício Bastos, coloca o status dessa maturidade em perspectiva.

“O movimento de digitalização no mercado de moda no Brasil é relativamente recente. Em 2011, a categoria sequer aparecia entre as cinco principais em volume de vendas online. Em 2013, ela atingiu a liderança, onde permanece até hoje. Ainda assim, estamos muito longe da maturidade quando olhamos sob uma perspectiva internacional. Na China, por exemplo, 30% do varejo de Moda e Beleza acontece no ambiente online. Um movimento relevante que podemos ver em âmbito nacional na última década é a proliferação de marcas nativas digitais. O mercado de moda está diretamente conectado à criação de marcas fortes, emblemáticas, e o digital assumiu um papel importante nesse sentido. Hoje, você não consegue construir ou sustentar uma marca líder sem uma presença digital.” Em contrapartida, Bastos menciona a penetração da internet e estrutura logística como fatores que colocam os mercados internacionais à frente do brasileiro.

A elite e o governante

Por mais banal que seja categorizar um grupo de desempenho melhor como “elite”, como é o caso da deste artigo em referência às grandes empresas geradoras de cultura na moda, vale confrontar a ideia de soberania dos negócios na governança do consumo. Catalisado pela pandemia, o culto à experiência do cliente mostra que tanto na moda quanto em outros setores do varejo e prestação de serviços as elites são, em certa perspectiva, servas.

Sendo a experiência do cliente a forma pela qual a empresa corresponde ao comportamento e expectativa dos consumidores, as empresas estão atrás de entendimentos, frameworks, formas de facilitação, domínio da temporalidade e certezas sobre preços e valores desejados para se calibrarem. Assim, talvez essa elite da moda seja regente apenas fora do reino do pós-consumidor.

Fonte: Novarejo
Estratégia & Marketing Postado em terça-feira, 13 de julho de 2021 às 10:45


Uma gestão de marketing bem planejada e executada permite que a empresa atinja seus objetivos e alcance os clientes certos, na hora certa e com a solução ideal.
Você sabe o que é gestão de marketing? Se sim, entende como este é um assunto indispensável para qualquer empresa, independentemente de seu porte ou segmento. Porém, se não sabe tão bem, então suas estratégias de marketing podem estar à deriva, o que não é nada bom.

Ter uma boa gestão de marketing está diretamente relacionado com a conquista das metas e objetivos da organização, ou seja, essa é uma necessidade para qualquer negócio.

De acordo com a Sagefrog, 76% das empresas B2B nos Estados Unidos possuíam um plano de marketing formal em 2020, contra 24% que não possuíam. Logo, a cada 4 empresas, 3 tinham seu plano de marketing bem definido.

Uma pesquisa da CoSchedule, feita com 3.217 profissionais de marketing e 382 blogueiros de mais de 100 países também trazem vários insights positivos sobre a importância de uma boa gestão de marketing:

- Os profissionais de marketing mais organizados têm 397% mais chances de serem bem-sucedidos.
- Profissionais que definem metas têm 376% mais chances de atingir o sucesso. Entre eles, 70% atingem tais metas na maioria das vezes, enquanto 10% sempre as atingem.
- Profissionais que documentam suas estratégias possuem 313% mais chances de serem bem-sucedidos.
- Os que planejam seus projetos de forma pró-ativa, por sua vez, possuem 356% mais chances de serem bem-sucedidos.

Aliando os resultados das duas pesquisas, percebemos que não basta ter um plano de marketing: é importante que ele seja muito bem organizado, o que estatisticamente traz melhores resultados.

Neste conteúdo, separamos os principais pontos que sua empresa deve aprender sobre gestão de marketing, desde a teoria até a prática. Assim, as transformações (ou adaptações) em relação ao assunto ocorrerão de forma ainda mais gradual e natural.


O que é gestão de marketing?

Gestão de marketing é “a arte e a ciência de selecionar mercados-alvo e captar, manter e fidelizar clientes por meio da criação, entrega e comunicação de um valor superior para o cliente.”

Este conceito esclarecedor vem do livro “Administração de marketing”, de Philip Kotler e Kevin L. Keller, em sua 14ª edição.

De fato, o livro define este conceito para o termo “administração de marketing”. Porém, nada impede que ele seja utilizado como a definição de gestão de marketing, já que sintetiza muito bem seu significado. Podemos dar um passo atrás, porém, para conferir a definição de marketing, o que será de grande valia para entender realmente o que significa gestão de marketing.

A definição que traremos aqui está no site da American Marketing Association (AMA), com a tradução disponível no mesmo livro de Kotler e Keller de que mencionamos acima, na página 3:
“O marketing é a atividade, o conjunto de conhecimentos e os processos de criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, parceiros e sociedade como um todo.”

Portanto, aliando ambas definições, podemos concluir que gestão de marketing envolve a definição de estratégias para escolher, manter e fidelizar os clientes certos, oferecendo os produtos e serviços ideais e de valor superior para eles e para a sociedade como um todo.Qual a importância da gestão de marketing?

Em suma, processos de gestão de marketing alinhados são capazes de elevar uma marca, estabelecer uma visão estratégica de marketing e coordenar os recursos para que o planejamento se transforme em realidade.

Atingir e engajar com os clientes em potencial é um componente vital de qualquer estratégia de negócios. Afinal, ainda que se invista semanas, meses ou até anos no desenvolvimento de um produto, sem uma boa gestão de marketing, o alcance ficaria muito limitado.

A gestão de marketing pode aumentar significativamente a rentabilidade das empresas por meio da análise dos perfis de clientes, da participação de mercado, da consulta dos resultados das campanhas, do desempenho da equipe, do ROI e dos custos, entre outros indicadores.


Como desenvolver uma estratégia de gestão de marketing?

A estratégia de gestão de marketing deve ser criada de modo a ajudar a estratégia de marketing da empresa como um todo. Para isso, é importante diferenciar os termos, como mostra um conteúdo no blog do Wrike, software de gestão de projetos:

Estratégia de marketing: envolve as metas gerais que a empresa tem em relação a alcançar clientes e mercados.

Estratégia de gestão de marketing: passa pela criação de um plano de marketing para ser possível atingir tais metas, além do uso de ferramentas para atingir o sucesso, da gestão de mídias sociais aos CRMs.


Uma estratégia de marketing geralmente começa com uma auditoria de marca, que permitirá que a empresa pergunte e responda algumas questões críticas que ajudarão no direcionamento estratégico. É importante tentar entender o seguinte sobre sua atual situação:

- Como anda o desempenho da atual estratégia de marketing?
- Quais são as forças e fraquezas em relação aos recursos e à expertise?
- Quais oportunidades e ameaças são enfrentadas?
- Como a precificação e os custos se comparam com os concorrentes?
- Quais problemas estratégicos podem estar prejudicando a empresa?


Com a auditoria, a empresa terá um panorama de suas vantagens competitivas no mercado, além dos obstáculos que precisam ser encarados para maximizar a rentabilidade.

Assim que as perguntas forem respondidas por membros relevantes da equipe, as decisões da gestão de marketing poderão ser tomadas em relação à definição de metas e ao avanço da visão de marketing da empresa.

A estratégia de gestão de marketing é o conjunto de atividades que a empresa precisa que sejam cumpridas para atender suas metas estratégicas, incluindo elementos como:
- Precificação;
- Especificações de produtos e serviços;
- Posicionamento de mercado;
- Promoção, entre outros.

Para tal, é preciso que os profissionais de marketing tenham uma forte compreensão a respeito dos dados sobre market share, perfis de consumidores, desempenho de campanhas passadas e as atividades atuais do departamento.

É essencial que a gestão estratégica de marketing leve em consideração os principais conceitos de gestão de marketing, incluindo a filosofia e as características deste departamento.


Como implementar a gestão de marketing?

Depende se a empresa oferece produtos ou serviços. Se for a primeira possibilidade, é possível se ater aos 4 P’s do marketing, enquanto as que atuam com serviços se deparam com uma definição mais ampla: os 7 P’s do marketing.

Esses dois conceitos, inclusive, podem ser sintetizados como marketing mix (mix de marketing ou composto de marketing).


Os 4 P’s do marketing (ou mix de marketing)

As atividades da gestão de marketing dividem-se entre as seguintes categorias, sendo responsabilidade do gestor de marketing ajustar cada elemento para maximizar as vendas e o ROI (Return Over Investment, ou retorno sobre investimento):

Price (preço): valor monetário de um produto. Depende dos custos de produção, do segmento dos clientes que se deseja atingir, de sua capacidade de pagamento e da demanda pelo produto.

Product (produto): o produto deve ser otimizado de acordo com os clientes que serão atingidos por ele. Assim, será possível atingir a meta geral do restante do mix de marketing.

Place (local): refere-se tanto ao local geral quanto exato onde os clientes conseguirão comprar aquele produto,o que envolve escolhas sobre a disponibilidade online ou apenas em lojas físicas, além das localizações específicas em ambas modalidades.

Promotion (promoção): por fim, diz respeito aos diversos canais de divulgação que podem ser usados, como marketing direto, comunicados de imprensa e até incentivos que podem ser usados para promover o produto assim que ele tiver sido otimizado e produzido.


Os 7 P’s do marketing (ou mix expandido de marketing)

Extensão do conceito acima, o mix expandido de marketing é voltado especialmente à oferta de serviços. Além dos 4 P’s, ele também considera os seguintes elementos:

People (pessoas): em empresas que entregam serviços, os colaboradores são componentes críticos, e o quanto eles são treinados e/ou a remuneração que recebem são pontos importantes no mix expandido de marketing.

Process (processos): quem atua com serviços depende de vários processos para garantir que os clientes tenham um resultado de qualidade, os quais podem ser encurtados para maximizar a produtividade e a eficiência.

Physical evidence (evidências físicas): quando se pensa em serviços como a Imersão e Mentoria, aqui do G4, a localização física pode (e deve) ser otimizada para melhorar a experiência do usuário e, assim, aumentar as chances da ocorrência do marketing boca-a-boca, por exemplo.


Quem é responsável pela gestão de marketing?

Em empresas de menor porte, a gestão de marketing pode ficar centralizada em um único profissional, o gestor de marketing. Porém, em organizações maiores, o ideal é que as diferentes vertentes sejam divididas entre profissionais específicos, com maior expertise naquela área.

Alguns profissionais específicos dentro da gestão de marketing são os seguintes, acompanhados de exemplos de atividades que eles podem desempenhar:

Gestor de marketing digital
O gestor de marketing digital desenvolve, implementa e gerencia campanhas de marketing online desenvolvidas para promover os produtos e serviços da empresa, além de fazer sua marca crescer.

Ele é responsável pela definição de metas e pelo monitoramento dos objetivos de qualquer campanha digital que tenha sido planejada e executada. Além disso, há casos em que eles podem criar e implementar estratégias de links patrocinados, mídias sociais e campanhas de e-mail marketing.

Gestor de marketing de produto
O gestor de marketing de produto desenvolve planos de marketing para que estes comuniquem as características e benefícios dos novos produtos oferecidos aos clientes. Para tal, é necessário se aprofundar bastante nas pesquisas de tendências de produtos e servir como a voz do cliente dentro da empresa. Assim, as chances de os produtos efetivamente atenderem ao que a clientela espera são muito maiores.

Suas atribuições passam pela criação de uma comunicação capaz de diferenciar os produtos em relação aos que já existem no mercado, bem como articular seu grande destaque, que tende a chamar mais atenção do público. Os gestores de marketing também ajudam a planejar e executar o lançamento de novos produtos e escrever estudos de caso detalhados de sucesso do cliente para destacar suas opiniões e, consequentemente, atrair futuros clientes.

Gestor de marketing de marca
O gestor de marketing de marca garante que a comunicação e a imagem da empresa estão sendo usadas adequadamente na companhia, além de planejar formas de aumentar o reconhecimento da marca no mercado. Este profissional trabalha em conjunto com os designers da empresa para garantir que o logo e as diretrizes da marca estejam sendo usadas adequadamente.

Outras tarefas são o monitoramento de mídias sociais, tanto para descobrir tendências quanto para lançar histórias com jornalistas com os quais já tenham construído algum relacionamento.

Gestor de marketing de conteúdo
O gestor de marketing de conteúdo foca na criação de conteúdos efetivos, consistentes e de alto valor para que estes destaquem os produtos e/ou serviços da empresa para os potenciais clientes.

Suas tarefas geralmente incluem o planejamento de campanhas de conteúdo, a criação de artigos com novidades sobre a empresa e a colaboração com blogueiros para ampliar o alcance das informações sobre seus produtos ou serviços.

Gestores de marketing de conteúdo também podem produzir materiais como e-books, infográficos e artigos nos blogs, geralmente com a meta de maximizar as oportunidades de conquista de tráfego orgânico por meio das estratégias de SEO e de otimizar os esforços do inbound marketing.

Gestor de mídias sociais
O gestor de mídias sociais trabalha especificamente na otimização da comunicação por meio das redes sociais e nas interações que a empresa faz em seus perfis de Instagram, Facebook, Twitter, YouTube, TikTok e afins. Ele é responsável pelo planejamento de campanhas para diferentes canais, com conteúdos que melhor se adequem ao que é proposto por cada mídia social. Ele também pode criar conteúdos e responder às perguntas ou comentários de clientes ativos e em potencial.


A disrupção causada pelo marketing digital

Embora não seja o assunto principal deste conteúdo, entendemos que o marketing digital merece um breve destaque aqui, já que foi uma mudança revolucionária e que impactou a forma com a qual se olha para o marketing desde então.

Tim Berners-Lee inventou a World Wide Web (WWW), sistema de documentos interligados e executados na internet, em 1989. Sua visão sobre uma rede mundial de computadores foi explicada no documento “Information Management: A Proposal”.

Essa foi a ideia inicial que motivou o desenvolvimento da internet até chegar ao que temos hoje, com tanta facilidade de comunicação entre diferentes pontos do mundo, o que também iniciou uma nova era no marketing.

Antigamente, não havia a possibilidade de monitorar o desempenho das estratégias de marketing com tanta precisão. Uma marca podia anunciar seus produtos e serviços em uma revista ou programa de rádio com público parecido ao seu, mas não era possível ter certeza de quantas ou quais pessoas foram atingidas.

Com a chegada do marketing digital, tudo se tornou mais rastreável.
Hoje, é possível definir exatamente quais pessoas serão alvo de uma estratégia, seja um anúncio que aparece em suas redes sociais ou em uma pesquisa feita no Google.

Isso mudou totalmente a forma de lidar com o marketing, cujas iniciativas podem ser rastreadas e monitoradas de perto e com altíssima precisão, o que é bom tanto para as empresas quanto para os clientes, já que há mais fit nesta oferta e, consequentemente, maiores chances de encontrar as pessoas certas, na hora certa.

Um claro exemplo é o surgimento do marketing de performance, estratégia digital em que as ações são pagas de acordo com o desempenho dos anúncios ou quando existe uma conversão, seja uma venda ou a captura de um lead, por exemplo.

Vale destacar também que o digital aparece, em maior ou menor escala, em todas as ramificações de gestão de marketing de que comentamos anteriormente, o que comprova sua grande importância nos dias de hoje e, certamente, no futuro.

Fonte: Gestão 4.0